De novo na trave

03.07.20

Para além de festejar a desgraça de Abraham Weintraub, os militares da reserva que orbitam em torno de Jair Bolsonaro viram em sua queda uma oportunidade de retomar um velho plano para o Ministério da Educação. Logo no início do governo, a turma mais próxima do general Eduardo Villas Bôas preparou um vasto projeto para a pasta, que incluía a revisão de livros didáticos e a reedição, com distribuição para escolas públicas, de clássicos do pensamento liberal para fazer frente à profusão de títulos produzidos durante a era petista. Havia uma lista de nomes, todos avalizados por Villas Bôas, que se encarregariam de executar a missão. Só que o plano foi abatido em pleno voo no instante em que o presidente resolveu entregar o comando do ministério a olavistas. Ainda na transição, Carlos Alberto Decotelli integrava o rol. Quando ele finalmente ganhou a cadeira com a demissão de Weintraub, na semana passada, a turma se animou de novo porque o projeto poderia ser finalmente desengavetado. Ninguém contava, porém, com o festival de barbaridades no currículo do professor.

Geraldo Magela/Agência SenadoGeraldo Magela/Agência SenadoDecotelli: militares tinham um plano detalhado para o ministério

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  1. Na minha opinião,a educação do Brasil tem jeito sim. Deveriam aproveitar a experiência do ensino privado de excelência e fazer estudos pilotos em vários estados usando os materiais já consagrados dos sistemas Anglo,Objetivo,Pitagoras,Poliedro e outros excelentes. Aí sim os professores teriam o material adequado e a orientação para cada aula que fossem dar,teriam um plano a cumprir e os alunos ganhariam com isso.

  2. Quem tem a cabeça em total ordem e funcionamento é que recusa ser ministro daquele senhor temperamental e desconcertante em atos e pensamentos.

  3. Depois falam que é racismo...isso e aquilo outro...todo mundo fralda nesse país. Dizem que até a ELIANA do SBT é escritora??? e o Gabriel Chalita?? dezenas de livros em nome dele e que não é dele? Se for investigar curriculum de autoridades neste país...

    1. Acho que ele queria dizer, "todos, barreiam, no Brasil"!

  4. Realmente muito desagradavel -- isso lembra o caso da profa de quimica Joana Darc. Seria um exemplo de pessoa (inclusive com Ted Talks ) mas como diriam os mais velhos 'sucumbiu a tentação'.... embora parece q o ministro Moraes do STF também cometeu esse deslize... espero q a Crusoé continue com uma conduta séria e não cometa deslizes como esses...

  5. Com esse governo nas mãos do Centrão, como já está, não podemos esperar nenhuma melhora no Ministério da Educação, que deveria ser o farol que iluminaria as mentes de nossos filhos para encontrarem um futuro mais promissor.

  6. Espero que Renato Feder faça uma ótima gestão, abrindo espaço para o pensamento liberal nas escolas, além de fazer parcerias com a iniciativa privada.

  7. Todo esse rol de ex ministros sinistros à Educação comprova o descaso com a área crucial em qquer plano de governo. Fico mto constrangida de ter visto tal anarquia e impensável desorganização. Vergonha, vergonha e vergonha!

  8. Entendo que o processo de avaliação de currículo deveria ser terceirizado. Muitas empresas prestam esse tipo de serviço quando alguém está sendo contratado para um cargo de projeção. Custaria menos que todo esse desgaste

  9. Mentira tem pernas curtas, todos sabemos; exceto o ex-futuro Ministro, senhor Decotelli. Não que ele tivesse sido desonesto, talvez fosse vaidade pura, mas jogou por terra toda a credibilidade do Professor. É sabido que na vida pública não basta ser honesto, tem que parecer honesto. E assim segue a saga da nossa educação; relegada, mal administrada, vítima de politicagem, contendas ideológicas, tudo que mantém o nível da nossa educação abaixo da crítica. Quando isso vai mudar? Parece que nunca.

    1. A mulher de César que o diga! A propósito, quem foi demitido o Decotelli ou o Silva?

    2. "Na vida publica, além de ser honesto tem q parecer honesto" .... Essa estória é da mulher de César... e e realmente não condiz com este país... aqui parece q todo político tem q ser desonesto - o honesto que eu conheço (que antes era desprezado) hoje vem sendo apredejado...

  10. Sem entrar no mérito, como é que uma equipe de governo pode ser tão fraca, tão desastrada, a ponto de sequer pesquisar a autenticidade da documentação apresentada por um candidato a qualquer cargo, ainda mais de ministro da Educação? Olha, esse país não precisa de oposição, nem dessa oposição patética infiltrada no meio acadêmico.

    1. Em respeito ao lema de que "todos são honestos até prova em contrário", em defesa do governo me posiciono argumentando que caberia, sim, ao Sr Silva essa preocupação ética, não!

    2. simples...um incompetente assessorado por incompetentes....gabinete de baixo nível!!!

  11. Não há defesa para o Sr. Dacotelli. Foi simplesmente constrangedor assistir ao desmoronamento de seu currículo mentiroso. Mas, fico em dúvida em relação à FGV. A FGV Management vende a ideia de que seus alunos fazem um curso da própria FGV, e receberão um certificado legítimo da mesma. Como é possível você fazer um curso de uma instituição, com professores que não pertencem à mesma, como o Sr. Decotelli? Conclusão: a FGV vende cursos fake, com o único atrativo de um nome construído no passado.

    1. Muito feio da FGV - com medo talvez de admitir que o professor NA FGV não o é DA FGV e ele entrar na Justiça trabalhista para receber seus "direitos" fez esse papelão de fingir que um professor de curso contratado não pode colocar no currículo que se apresentou sob seu patrocínio. Afinal, quem dava o certificado para o aluno?

    2. Concordo! Visto as condecorações ele tem da FGV o chamando de professor pela FGV, acho q a mesma deveria se pronunciar a respeito.

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