Passe livre: o retorno

08.06.18

Há uma turma que consegue entrar e sair do Palácio do Planalto sem a obrigação de se identificar e, portanto, sem deixar rastro. Crusoé apurou que o privilégio tem sido concedido a alguns amigos de Michel Temer. Uma espécie de distintivo garante o acesso livre. Até virar alvo de investigação, o empresário José Yunes esteve na lista dos beneficiários dessa facilidade depois que deixou o cargo de assessor especial do presidente. No governo Lula, um aviso afixado na recepção do Planalto recomendava liberar sem restrições a entrada do pecuarista José Carlos Bumlai, amigão do petista que acabaria preso sob a acusação de intermediar propinas na Petrobras. O cartaz inspirou a Polícia Federal a dar o nome “Passe Livre” à fase da Lava Jato que teve Bumlai como um dos protagonistas. Ou seja: a entrada liberada no palácio não é um bom sinal.

O hall do Planalto: acesso especial para amigos do presidente (Adriano Machado/Crusoé)

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  1. Temer como presidente deveria residir no Palácio mas preferiu ocupar o Jaburu, onde recebia pessoa especiais sem a necessária identificação. Lá teve o famoso e promíscuo encontro com Joesley Batista da JBS.

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