O ex-senador Arthur Virgílio: ele queria ser o candidato do PSDB a presidente (Alex Pazuello/Prefeitura de Manaus)

Alckmin e o “espectro da derrota”

Arthur Virgílio Neto, ex-senador e atual prefeito de Manaus, acredita que o PSDB está a caminho de uma fragorosa derrota nas eleições presidenciais. Vencido ao tentar disputar o posto de candidato, ele critica as práticas do partido
08.06.18

Arthur Virgílio Neto, 72 anos, é um raro exemplar de tucano rebelde. Com carreira política iniciada no Amazonas, ele sempre se manteve muito longe do diretório paulista do PSDB, que desde a fundação do partido, em 1988, dá as cartas no jogo interno. Mesmo assim, conseguiu alçar voos altos. Eleito deputado federal, chegou ao posto de líder do governo Fernando Henrique Cardoso, de quem também foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Veio a era Lula e, já senador, foi uma das vozes mais eloquentes da oposição, especialmente no escândalo do mensalão. Mesmo no período em que torpedeava Lula, esteve na contramão do partido – uma parte significativa dos tucanos entendia que, dada a alta popularidade do petista, não era um bom negócio atacá-lo frontalmente. O então senador amazonense discordava.

Arthur Virgílio chegou a prometer “uma surra” em Lula. Depois, perdeu duas eleições, para governador em 2006 e para o Senado em 2010. Ficou sem mandato. Mas, conforme o lulopetismo dava sinais de enfraquecimento, começou a ressurgir. Elegeu-se prefeito de Manaus em 2012 e foi reeleito quatro anos depois. No ano passado, decidiu enfrentar a máquina tucana, controlada por São Paulo, e tentar ser o candidato do partido a presidente da República. Propôs prévias. Foi ignorado. Hoje, ele assiste à estagnação de Geraldo Alckmin nas pesquisas e, mais uma vez, é voz incômoda: fala abertamente dos problemas que atravancam a candidatura do correligionário e prevê mais um resultado ruim para o PSDB nas urnas em outubro. “Alckmin tem o espectro da derrota”, diz ele nesta entrevista a Crusoé.

Por que Geraldo Alckmin não decola?
Porque não passa segurança. Quando ele fala, não se caracteriza bem como candidato de centro. Fica uma miscelânea. Às vezes passa impressão que é de centro-esquerda. O plano econômico é o melhor, mas, como dirigente do partido, na hora do vamos ver na reforma da Previdência, por exemplo, ele deu uma baqueada. Ele aceitou fechar questão (decisão partidária que impõe a todos parlamentares votarem de uma mesma maneira) e, depois, disse que não ia punir ninguém que desobedecesse. É uma brincadeira. Com fechamento de questão, é preciso impor sanções a quem desrespeitar a decisão. Ele não foi firme. Então, até que ponto vale a sua defesa de reformas se, na prática, isso não fica tão claro assim? Dá para dizer que ele é reformista, com força reformista, com ênfase reformista? Não dá para dizer isso. Tem também o fato de que já foi testado e não foi bem. Em 2006, teve menos votos no segundo turno do que no primeiro. Mas o principal é que a gente percebe que ele não consegue passar confiança para as pessoas. Vejo que o partido não se mexe em favor da candidatura dele com entusiasmo.

A questão ética virou um problema difícil de enfrentar no PSDB?
Sim. O partido deveria ter punido quem se envolveu em casos de corrupção. Quando fica evidente que o comportamento de um filiado foi ilegal e causou danos à imagem do partido, e há indícios e as provas são robustas, tem que haver punição. O que não pode é o partido fingir que tem uma comissão de ética cujos membros nem se sabe quem são, ou cujos membros são compadres do acusado. Um partido como o PSDB precisa pensar na sua sobrevivência, em  retomar a sua respeitabilidade. Precisa ser muito duro com quem infringe a lei. Não pode ter uma comissão de ética que não funciona. A do PSDB parece a Comissão de Ética do Senado, em que você chega lá absolvido de antemão. Isso tudo leva para baixo um partido. Isso tudo influencia na votação do Geraldo.

O surgimento do nome dele na Lava Jato pesa nesse processo de difícil decolagem?
Pesa, sim. Se bem que isso está já meio diluído, porque está ficando quase chique (aparecer na Lava Jato). Se o sujeito não estiver envolvido num negócio desses, até perde o status hoje em dia (risos). Mas, sem dúvida, isso pesa contra ele.

Como o senhor enxerga os casos que envolvem o senador Aécio Neves e o ex-governador Eduardo Azeredo, que está preso?
O Azeredo foi envolvido naquilo pelo (ex-ministro de Lula e ex-vice-governador de Minas) Walfrido dos Mares Guias e pelo (ex-senador) Clésio Andrade, dois espertalhões. Azeredo é tão ingênuo que uma vez disse isso a ele e ele ficou um mês sem falar comigo. Foi vítima da absoluta falta de controle sobre quem o rodeava. Como governador, ele era mais uma rainha da Inglaterra do que outra coisa. Uma vez cheguei com ele para uma visita ao Marcos Coimbra, do Vox Populi. Eu já era conhecido na época. O segurança interfonou e disse “estão aqui  Arthur Virgílio e um tal de Eduardo”. Ele era governador de Minas.

E o caso de Aécio Neves?
O caso do Aécio foi falta de compostura dele. Ele faltou com decoro na medida em que foi pedir dinheiro (a Joesley Batista). Ele podia pedir para o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que é muito rico e certamente emprestaria para ele. Agora, pedir para o Ricardo Saud? Para o Joesley? Aécio faltou com decoro, se envolveu com as pessoas erradas e foi promíscuo na relação dele.

Aécio deveria ter saído do PSDB?
O partido deveria tê-lo punido se tivesse uma comissão de ética funcionando. Uma punição de censura, suspensão ou expulsão. O que é absurdo é não fazer nada. Nada. Simplesmente nada. Nada vezes nada.

O senhor está dizendo que a complacência é um complicador para o PSDB?
Claro. Mesmo os adversários, mesmo os petistas, tinham respeito pelo PSDB. Podiam falar qualquer coisa. Que os tucanos eram esnobes, que gostavam de conversar em francês, gostavam de bom vinho. Isso tudo podiam falar, mas todos tinham admiração pela atuação dos tucanos no Parlamento. Todos respeitavam o partido, consideravam o partido íntegro, com pessoas de bem, que tinham um projeto de país, de nação, vocacionado para disputar o poder. Tanto que disputou a Presidência por duas vezes e venceu. Perdeu outras quatro, mas sempre foi ao segundo turno. O partido sempre se colocou como a principal alternativa. Aquele que merecia a atenção de amplos setores, de quase 50% dos eleitores, mesmo diante de um semideus como era o Lula.

Quando ocorreu a guinada que desviou o PSDB desse caminho?
Acho que foram algumas guinadas. Primeiro, o partido foi ficando muito tolerante com as mazelas internas. Segundo, começou a ficar muito afeito a cargos e nomeações, e então foi perdendo sua característica básica de um partido que tinha voto, mas não era pendurado em cargos. O partido foi aos poucos perdendo densidade. A gente nem notava. De repente, o PSDB caiu num buraco com as denúncias contra o Aécio, com as sucessivas denúncias contra o próprio candidato do partido (refere-se de novo a Alckmin). E ninguém se revolta. Todo mundo acha natural, diz que o advogado vai resolver. Isso ocorre em todos os partidos, mas se esperava que com o PSDB fosse diferente.

O PSDB caiu, então, na vala comum dos partidos envolvidos em denúncias de corrupção?
Os partidos foram perdendo a indignação e o PSDB perdeu juntamente com eles. Ninguém fica indignado mais. Sai denúncia pesada, cabeluda e ninguém fica espantado. Como se a acusação fosse de ter o nariz feio. Não, vamos falar francamente: trata-se de envolvimento em negociatas. Isso é muito grave e resulta em perda de voto e substância eleitoral. E quem não tem substância eleitoral não pode aspirar ao poder. E quem não aspira ao poder não tem chance de por em prática o seu programa. E quem não põe em prática o seu programa termina perdendo o contato com o seu projeto de país. O PSDB sempre foi considerado um partido que deveria se aproximar mais do povo porque estava mais perto das elites intelectuais, o que era uma verdade. Mas deixou de ser isso para ser um partido muito parecido com os demais inclusive nessa coisa de apreço a cargos, de transferir reforma para depois da eleição e depois da eleição esperar a outra eleição. Estamos engasgando o futuro das próximas gerações.

“Alckmin  não consegue passar confiança”, diz Virgílio (Adriano Machado/Crusoé)

O PSDB agiu corretamente ao aderir ao governo Temer?
Aderir ao governo Temer em um primeiro momento foi mais do que justo porque o partido não podia deixá-lo assumir no meio da confusão toda sem apoio. Sempre coube ao PSDB esse papel moderador. Então, no começo se justificava o apoio. Depois, com as denúncias, ficou injustificável. O partido deveria ter se retirado e garantido os votos para as reformas, e não fugir das reformas como fugiu. Não assumiu as reformas como suas. Trabalhava também aquelas táticas sutilmente obstrucionistas. Não de obstrução clara, mas de inventar que não dava para votar em tal data e, nesse empurra, ficamos sem reforma da Previdência e o partido vai pagar um alto preço por isso. Cada ano de atraso significa um preço muito alto a ser cobrado das novas gerações e de todos nós. O partido não podia ter se misturado a quem temia perder voto com a reforma da Previdência. Vai perder voto com a reforma da Previdência? Então que se perca. Vai ganhar voto? Então que se ganhe. Mas não pode entrar nessa cultura dos partidos brasileiros em que os políticos começam a prostituir o seu mandato para obter outro mandato.

O senhor defende que Alckmin seja substituído por outro candidato a presidente?
Conhecendo Alckmin como eu conheço, ele jamais vai renunciar.

Fala-se em trocar Alckmin por João Doria. O que acha disso?
A essa altura, trocar pelo Doria significaria muito malabarismo. Acho que o partido vai mesmo de Geraldo Alckmin.

E conseguirá atrair aliados?
Há um ressentimento contra o PSDB. Vários partidos declaram não ter simpatia pela aliança com os tucanos. O PSDB não está confortável nesta eleição.

Caminha para perder?
Não vejo nada de mais em perder. Perder pode ser o recomeço, pode purgar as suas mazelas, entender que precisa mergulhar para valer no povo. Precisa ter povo. Você não realiza um projeto se o partido não tiver uma relação com o povo. Não precisa ter demagogia e populismo. É você falar a mesma linguagem. O PSDB protagonizou o principal feito da história econômica brasileira dos últimos 50 anos, que foi o Plano Real. E deixaram essa herança para o Lula. Não dá para trocar de cara ou ter várias caras. Os partidos trocam muito de cara. Tem partido que já está no próximo governo, embora não se saiba quem será o presidente. Já encontrou uma fresta para entrar e instalar-se, como fazem as baratas.

O PSDB corre risco de virar essa espécie de “partido-barata”, como o senhor diz?
O PSDB não tem essa marca. Mas que tome cuidado para não virar um desses partidos que entram por uma fresta e, em pouco tempo, começam a pedir ministérios e não sei o que mais, até que governo cai por causa deles.

O controle demasiadamente paulista não atrapalha em uma campanha nacional?
Quando eu disse que eu pretendia disputar as prévias contra o Geraldo, apontei isso numa reunião em que eu era o único não-paulista. Houve um episódio curioso. Na convenção, um deputado de Minas quis subir ao palanque e foi barrado por uma sargentona. Ele falou “só vou abraçar um amigo meu ali, eu não sou paulista, eu sei que não posso ficar ali em cima”.

Atrapalha ou não?
Isso acaba limitando a visão de país que se precisa ter numa campanha nacional. Eu digo onde atrapalha. Você tem cientistas fantásticos aqui na Amazônia, por exemplo. E aí, até para opinar sobre Amazônia, eles recorrem a alguém da USP. Eles não conseguem raciocinar fora de São Paulo. A equipe é majoritariamente paulista. Há uma visão paulicêntrica. E como conquistar o coração do Brasil com um equipe formada só por paulistas? Uma vez disse a uma pessoa da qual não vou citar o nome, uma pessoa que não atravessa um bom momento: “Você pensa que São Paulo é o centro do mundo? Não é verdade. O centro do mundo é Nova York”. Paris é um lugar onde já morei, onde me sinto bem. Mas não vou dizer que é a capital do mundo porque não é. O resultado são derrotas em várias eleições.

Para Virgílio, Aécio deveria ter sido punido pelo PSDB (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Há como sair dessa bolha?
Tudo indica que essa bolha vai estourar. O PSDB precisa, talvez, de uma derrota eleitoral para perceber que existe Brasil e para perceber que candidato que não é forte no Norte, Nordeste e Centro-Oeste não vai a lugar nenhum. Tem um cálculo matemático infalível. Se você tem 40% do total de votos do estado de São Paulo, isso representa apenas 9% do total de votos do Brasil. E Alckmin está com 16% em São Paulo. Neste momento, (Jair) Bolsonaro está na frente no estado que foi governado por Alckmin. E ele confessa publicamente que não vai bem no Nordeste e que teve problema no Norte. Não sei se para me cutucar, mas disse ter problema no Norte, especialmente na capital do Amazonas.

O senhor vê semelhança entre o Alckmin de 2006 e o de 2018?
O candidato não é o mesmo. O de 2006 estava mais bem posicionado. Vinha com a fama de grande gestor. Eu mesmo abri o peito para apoiá-lo e tinha muito orgulho. Perdemos por diferença de dezoito pontos. Teve aquela tolice de vestir roupa de carteiro (alusão ao episódio em que Alckmin vestiu camisa com símbolos das estatais para sinalizar que não as privatizaria). Virou o primeiro turno com quatro pontos atrás do Lula. Poderia ter continuado avançando e partido para cima do PT. Mas, ainda assim, não foi uma derrota vergonhosa. Com aquele candidato dava orgulho de trabalhar.

E o de hoje?
O de hoje chega desgastado. Ele não consegue resolver a própria equação paulista. Lá ele tem dois candidatos ao governo. É um momento difícil. Eu vejo  em torno dele o espectro de derrota, o espectro de “vou perder”, com todas as consequências disso. Candidatos a governador, a senador, a deputado não gostam, é claro, de candidato a presidente perdedor.

O senhor votará nele?
Claro que meu voto e meu trabalho serão pelo candidato do meu partido. Por mais desgostoso que eu esteja com o PSDB. Mas não é o fim do partido. E eu não sairei do PSDB.

O senhor não tem mágoa por ter sido preterido na disputa?
Sinceramente, não, porque não tinha ilusão. Eu queria apenas dar uma acordada no partido e parece que não gritei o suficiente. Queria fazer o partido mergulhar no Norte, no Nordeste. Mostrar que existe vida inteligente fora de São Paulo. Propus ao Alckmin dez debates em todas as regiões. Em algumas, mais de um debate. Depois reduzi para cinco debates. Depois, para um e ele não aceitou. Pedi votação com todos os filiados e urna eletrônica. Ele não queria. Depois acabou sendo nomeado. Acho que hoje deve estar arrependido.

Por quê?
Será que ganhando de mim, nas prévias, ele não sairia mais legitimado? Ele teria percorrido todo o país discutindo os problemas brasileiros. Teria que se informar melhor, e eu também, sobre cada região. Seríamos recebidos com ampla divulgação pela imprensa, pelas televisões, pela internet. Isso tudo poderia ajudar a projetar uma imagem mais nacional.

Os tucanos paulistas dizem em seus convescotes privados que o senhor é maluco. O senhor é maluco?
É incrível, né? Parece que as pessoas que sonham merecem ser chamadas de malucas. Sou um maluco que foi secretário-geral do PSDB por três anos, líder do governo Fernando Henrique, ministro. Maluquice para mim é você não saber ganhar uma eleição por dar ela como vencida. É não saber tornar viável outra vez um partido que teve um passado brilhante.

Quais são as suas apostas para o segundo turno?
Hoje vejo Ciro (Gomes) e Marina (Silva) disputando o direito de enfrentar o Bolsonaro.

O que acha deles?
O Ciro, se beliscar o eleitorado do Lula, vai ao segundo turno e com chance de ganhar. Fala bobagem, mas é um bom orador. Queria ver o Ciro exposto a um debate. Queria ver como ele reage sendo apertado. Ele é primário. O programa dele é do tempo do onça. É puro século 20. É puro nacional-desenvolvimentismo. Coisas superadas, ultrapassadas. Aí você vai para o outro lado da contradição. O Bolsonaro diz frases terríveis, mas na orientação econômica já está com outro discurso. Segue um economista como o Paulo Guedes, uma figura de grande quilate. Não sei o que o Paulo Guedes viu nele, mas resolveu encampar essa candidatura, que era totalmente vazia, e Bolsonaro ficou menos assustador. Marina tem boa orientação econômica.

O senhor foi um dos principais opositores ao governo do PT. Como vê os petistas hoje?
Vejo o PT imobilizado. Parece manada de caititu, aquele porco-do-mato muito agressivo que atropela todo mundo. Se você atirar no líder da manada, eles ficam andando em volta até morrer. Os petistas estão empenhados em manter o El Cid deles. Querem o Lula, ainda que morto, montado num cavalo para assustar os adversários.

Que legado o governo Temer deixará?
Muita confusão na área política e alguns acertos na área econômica. Mas com a área política atrapalhando a área econômica. Não sei se se poderá falar em legado.

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  1. Se ele é maluco, eu também quero ser um igual. O Psdb e o pt já não existem mais…eles que cavaram a própria sepultura, isso é que faz o poder e a ganância com pessoas fracas e incompetentes.
    Afinal, que tem capacidade e liderança não sucumbe nesta armadilha.
    Parabéns pela bela e “lúcida” entrevista Arthur Virgílio, e lute sempre como um patriota por um Brasil justo e competente.

  2. bom senso e responsabilidade. Mostra a realidade que o PSDB enfrenta,
    por não ter um candidato estilo Bolsonaro, que mostre a realidade brasileira de reformas, que o país tem que enfrentar, ante o legado nefasto dos governos petistas corruptos.

  3. Senti falta de uma pergunta ‘core’: em que medida a impopularidade do PSDB estaria vinculada à sensação de que o Gilmar Mendes ‘protege’ os políticos de seu partido?

  4. Melhor entrevista até agora na Crusoé! Aberta, sem meias palavras, sem politicamente correto, lúcida e inteligente.
    Parabéns ao Arthur por fazer o papel de adulto na sala do PSDB.

  5. Excelente entrevista. Sem dúvida, o Arthur Virgílio teria mais coisas a acrescentar à campanha presidencial tucano do que o Geraldo ‘cara-e-jeito-de-gerente-de-banco’ Alckmin.

  6. O Alckmin não decola, não porque seu discurso é vacilante e pouco convincente e sim porque:
    1) seu comportamento político é pendular;
    2) seu partido é murista;
    3) seu discurso é acovardado e esquerdista;
    4) o PSDB não expulsou o Aécio e continua com ele;
    5) Paulo Preto está na Lava Jato e agem como se não fosse nada; e,
    6) vacilou nas reformas, jogando politicamente apoio ao governo.
    É por muito mais, mas não há espaço para tudo.
    PSDB ACABOU-SE !
    # BOLSONARO 2018

  7. A informação é preciosíssima e Cruzoé desempenha fielmente essa missão.Não sabia nada de Arthur Virgílio, mas concordo plenamente com seus pareceres sobre o PSDB e Alkimin.

  8. Acho Arthur Virgilio,competente,um excelente e convincente orador,aliás foi o único no senado a desafiar petistas e cobrar de Luís Inácio os desmandos de seu desastrado governo.Pena não ser paulista,como sabemos,só eles têm poder de decisão no partido,votaria em Arthur sem medo de errar.

  9. Nao vejo o PSDB no 2º turno.Morre no 1º.Candidato fraco,inexpressivo atualmente não consegue unir seus aliados nem em Sao Paulo,muito menos no Brasil.FHC,atrapalhou ainda mais o Partido com suas posições conflitantes.O PSDB foi fraco ao resolver os problemas de corrupção internos,e sua maior conquista será Doria em SP.

  10. Excelente entrevista, respostas positivas e coerentes. Só não sei se dignas de crédito, já que o partido esta tão desgastado e o candidato sem poder de ganhar e capacidade de gerir, porque apoiá-lo?

    1. Arthur Virgilio Celia,é de uma coerência e coragem jamais vistas em político nenhum,olha sou paulista e acompanhei,em parte,a trajetória dele.

  11. Tem gente aqui comentando o choro do A. Virgílio quando em entrevista sobre a prisão do Lula. Estes comentários são absolutamente infelizes. Eu mesmo comemorei muito a prisão do Lula, mas claro que ela foi uma GRANDE DECEPÇÃO para nossa República. Arthur deixou isto muito bem claro. Pobre de quem não percebeu isto.

  12. Alckmin precisa urgentemente de um treinamento tipo “Persuasão for dummies”. Sugeriria o livro do Scott Adams, “Ganhar de Lavada”. Até hoje o Alckmin se comunica de forma absurdamente medíocre, para quem quer ser presidente.

  13. Gostei da fala do Arthur Virgílio. Muito lúcido. Concordo com as citadas falhas do PSDB principalmente com o “ paulistanismo” do grupo controlador do partido que não têm uma visão realista do Brasil.

  14. Estou começando a me preocupar com a Crusoé… De novo o Caio. Caio você cometeu uma omissão importante. O entrevistado é um belo exemplar da velha política, apesar de tudo que disse aí em cima. Ele se diferenciou sim dos demais Tucanos, que se omitiram: ele chorou pela prisão do Lula! – https://www.oantagonista.com/brasil/tucano-chora-ao-comentar-prisao-de-lula/. Por essa, pelo FHC, e por tantas outras, ninguém acredita mais no P(artido)S(em)D(estino do)B(rasil)!

  15. PSDB deveria ter sido refundado no ano passado deixando para trás as partes estragadas. Faltou coragem e hoje, não sustenta nem a moral de partido idôneo. Foi para a vala comum e isso, de certa maneira desestimula o eleitor, eu inclusive

  16. Excelente entrevista. Quando cumpria mandato de Senador, eu admirava a firmeza e a inteligência de Arthur Virgílio, na oposição ao governo petista. Seu posicionamento é claro e de grande lucidez. Todos perdemos com a posição intransigente de Alkmin. Inclusive o próprio PSDB. Isso é lamentável.
    Em tempo: ainda não tinha visto uma descrição da atual situação do PT tão realista e tão inteligente. Parabéns ao entrevistado pela sagacidade, e ao entrevistador, pelos questionamentos apresentados.

  17. Falar da decepção do PSDB e não compará-lo aos outros seria injustiça. Não obstante, deixar de observar que estamos sem representatividade é loucura.É temerário, o povo brasileiro cair na derrocada com o coronel ultrapassado,assim como a caçadora da floresta, que de 4 em 4 anos aparece com seu discurso enfadonho, e também pertencentes aos petralhas os dois. Triste Brasil que nos aguarda.

  18. Parabens ao sr Arthur Virgilio, a tempos nao lia uma entrevista com tanta clareza da situacao atual dos candidatos a presidente, fui eleitora do Alkmim mas hoje nao voto, sinto que ele nao tem a postura necessaria para este momento brasileiro, alguem que encare as reformas para viabilizar o futuro , votaria sim no SrArthur Virgilio , hoje nem sei em quem votar, prefiro o Bolsonaro ao Ciro, onde chegamos!!!

  19. Para Aécio o conteúdo do ovo de Tactedo acabou. Para Alkmin precisa entender que o pvo alfabetizado quer mudanças, mas não sabe ou não existe o que quer, para A clentela fo Lula Ciro ou qualquer coisa serve. Resta Bolsonaro que representa ser contra todos os políticos para quem não é cliente .

  20. Nem parece político brasileiro e muito menos um tucano dos dias de hoje. Sensato, sóbrio e seguro. A filial petista que se tornou o PSDB, só poderia mesmo isolar gente decente como Virgílio. Muito bacana a entrevista. Crusoé é uma ilha mesmo.

  21. Achar que o povo que pode ser caracterizado por compor linhas de centro-direita, da direita radical e de grande parte da esquerda, perdoa os deslizes de governantes meramente investigados é um ledo engano. Esse contingente não vai votar em Geraldo Alckmin exatamente por esse motivo – ele está ungindo pelo fantasma da corrupção. O PSDB perde muito em prosseguir apoiando sua candidatura. Achei excelente essa entrevista do grande defensor da democracia, Arthur Virgílio Neto.

  22. Muito inteligente e esclarecedora essa entrevista. Parabéns. Gostei da acertada comparação do PT com uma manada de caititus. Na mosca. Sempre achei que o pior cabo eleitoral do PSDB foi e ainda é o FHC. Quando Serra ou Alkmin se aproximava de Lula e Dilma ele dava uma entrevista na tentativa de melhorar, ai piorava.

  23. Pena que o PSDB não colocou o Arthur Virgílio como candidato à Presidente. Seria tudo que o povo quer ouvir com competência, gestor comprovado e sem rabo preso em suspeitas de corrupção. Gostei imenso da entrevista. Obrigada

  24. Ótima entrevista. Se não me engano Arthur Virgílio é diplomata. Sou de São Paulo e Alckmin governou sem dar satisfação à população. É muito quietao. Ao contrário de Doria que sempre dava entrevista. Uma época descobriu-se que muitas escolas estaduais tinham poucos alunos e que eles podiam ser transferidos para outras unidades. Com isso economizar-se-ia dinheiro público. A princípio Alckmin concordou com essa politica; depois voltou atrás.

  25. Também concordo com Virgilio neto bisneto tatareneto ,ele tem razão quanto ao Chuchuman mas é o melhor que o PSDB tem a oferecer ,infelizmente o Brasil tem um segundo turno para afundar de vez o país, Bolsonaro e Ciro Gomes, estamos literalmente ferrados.

  26. Sempre gostei muito do Senador Artur Virgílio, especialmente por sua grande oposição ao pt na época do Mensalão. Ele fez uma ferrenha oposição ao pt, enquanto o PSDB deixava lula se apossar de todos os seus programas sociais e econômicos de sucesso. E que trouxeram importantes transformações para o País. A Herança Bendita, deixada por FHC, virou Maldita e o Partido nunca mais conseguiu recuperar os seus méritos. Lula surfou tão à vontade q acabou no Petrolão e no maior caso de corrupção d BR!

    1. Perfeito Ana, o psdb foi muito covarde na oposição ao pt poderia, se fosse atuante, ter evitado o mensalão e petrolão.

  27. O Senhor foi um dos principais opositores ao governo do PT.
    Como vê os petistas hoje?
    Adoreia resposta KKKKKKKKKKKKKK
    Que legado o governo Temer deixará?
    Adorei a resposta KKKKKKKKKKKKK

  28. O PSDB perdeu o trem da história. Deixou a herança do Real pra Lula e, quando o PT foi pego de calças curtas no mensalão, eles simplesmente passaram a mão na cabeça. Poderiam ali já ter afundado o PT e não estaríamos hoje neste país destruído.

  29. Excelente entrevista com Arthur Virgílio Neto, foi muito franco e diz uma grande verdade sobre Alckimin, ele vai disputar uma eleição como um perdedor, eu não votaria nele, muito inseguro.

  30. Muito boa entrevista, se o Alckmin, tivesse ouvido mais o Arthur Virgílio, hein? quem sabe a coisa não estaria menos pior. Acho que agora a alcunha de picolé de chuchu, não sai nunca mais, né não?

  31. Ótima entrevista, nós sabemos que com o Alckmin não vai dar, não é unânime no estado dele, nem no partido dele. Por uma visão de direita, sem aumento de impostos e tocar o terror nos empresários, é eleger o Bolsonaro e buscar uma limpa na velha política. Ciro é medonho, mistura de coronel autoritário com esquerdista estatizante. Marina não terá apoio….

  32. Parei a leitura quando os eufemismos para falar dos casos de corrupção do Azeredo e, principalmente, do Aécio, prejudicaram minha sincera compreensão.
    Quando retomar o fôlego e conseguir terminar, comentarei melhor.

    1. Tirante isso e alguns outros ‘tiques’ políticos, uma entrevista brilhante, com muita sensatez e percuciente diagnóstico por parte do entrevistado. De fato, uma figura muito acima da média, em que pese, pelo menos, seu pensamento, talvez por isso seja visto por alguns como ‘esquisito, maluco.’
      Não obstante, o PSDB prefere fiar-se a Gilmar et caterva, em detrimento da prática desse discurso claro e evolutivo indicado.

  33. Muito boa a entrevista, coloca os pingos nos iis e passa credibilidade sem ofender ninguém. Fiquei me perguntando o que está querendo a pessoa que o chama de maluco? Tapar o sol com a peneira? Dá pena de ver que o PSDB tinha chance e não agarrou…

  34. Sempre admirei Arthur Virgilio quando ele atuava no Senado. Foi um incansável batalhador contra o lulo-petismo. Endemonizado por Lula por ter sido figura marcante na derrubada da CPMF, Arthur merece voltar ao cenário nacional. Parabéns pela bela entrevista.

  35. Muito boa a entrevista. Um político experiente e inteligente. Foi um destacado lider do governo dos tucanos no senado. Fiquei satisfeito que ele não pensa em abandonar a política e o PSDB.

  36. Vejo 2019 como o ano do grande salto no escuro. Resultados possíveis, vejo dois: Um a luz do caminho do recomeço longo e arduo, o outro o grande salto na profunda treva do curto caminho do caos no Brasil !

  37. Quem é mais “inocente” ele ou o o Eduardo? Achar que o Aécio poderia ter pedido o “empréstimo” ao Jereissati ao invés do Joesley, o que é isso? “Empréstimo”, Arthur, deixa disso. Só você, Arthur, ainda acha que Aécio pediu “empréstimo”. Quanta “inocência”. Parei de ler a entrevista nesse parágrafo.

  38. Ótima entrevista! Sempre votei e gostei do PSDB, e admirava a luta do então senador Arthur Virgílio na oposição ao governo do PT. Hoje minha decepção é enorme, principalmente pela omissão do partido em relação a roubalheira dos governos petistas!

  39. PSDB parou no tempo. Suas figuras mais importantes, em especial Alckmin, ainda acham que estão no Brasil polarizado entre PSDB e PT, com um PT fraco após crise, impeachment e prisão de Lula. Esse é o “wishful thinking” dos tucanos, não a realidade. O Alckmin é tóxico por representar a velha política do centrão, a mesma do Temer e que quase todos repudiam. Vozes sensatas, como a do Arthur, são silenciadas, assim como foram os poucos que queriam reformar o PT e abandonar o Luladrão. É o fim dos 2

  40. Gostei muito desta entrevista. De maneira clara Arthur Virgílio expõe os problemas do PSDB e a fragilidade da candidatura de Alckmin, que mesmo sendo o mais experiente e tendo sido governador de SP, não consegue passar segurança para o eleitor.

  41. Muito boa entrevista, sempre gostei do Sr. Arthur Virgílio, assim como também tenho apreço pelo Alckmin, mas realmente realmente o PSDB tem que se reinventar, tem bons quadros, mas parou no tempo. Vou mesmo de Bolsonaro é o que temos no momento.

  42. Boa entrevista. Faltou dizer que os tucanos foram pouco incisivos contra o Mensalão porque não queriam secar a teta da corrupção. Tentaram apenas ganhar, mas sem expor os esquemas para a opinião pública. Aí veio a Lava Jato e PT-PSDB vão para o lixão.

  43. Ótimas respostas advindas de típica lucidez dos chamados malucos! Só porque tem lucidez! Mas difícil ouvir verdades! Pro isso o partido bate o pé e pepermanece empacado! Justo!

  44. O Arthur Virgílio é o único político que integra o PSDB que enxerga bem mais de um palmo adiante do nariz. Ele está certo ao afirmar que há ressentimento contra o PSDB e vem desde o mensalão – deixaram o Lula sangrar e agora estão sangrando também. Brilhante entrevista. Parabéns, Crusoé!

  45. Sou fã incondicional dele. Um homem inteligente, articulado, valente. Uma pena não concorrer à presidência. Perde o País, perde o PSDB partido do qual quero distância, conivente com as barbaridades do PT. Só se salva sua Excelência o Prefeito Arthur Virgílio.

  46. PSDB já perdeu… Agora é torcer pelo Bolsonaro contra o Ciro, Marina se for adotada pelo centrão tem chance é é a melhor dos três, mas meu voto em primeiro turno é do Álvaro Dias

  47. Vai ser a quinta derrota do PSDB por falta de posicionamento claro do seu CLERO….esse tal de Chuchu é um tremendo de um mundão, não tem a menor noção de ridículo é ultrapassado mentalmente, pensa que SP sozinha elege alguém, como pode um politico ter uma visão tão curta.

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