Eleitores em seção de votação: os especialistas acreditam que o Brasil pode registrar seu recorde de "não voto" (Adriano Machado/Crusoé)

O Sr. Ninguém pode vencer a eleição

O alto número de eleitores que não querem votar em nenhum candidato pode levar ao Palácio do Planalto um presidente com pouca força política
08.06.18

Márlon Reis fazia campanha em maio, numa praça na região central de Colinas, no extremo norte do Tocantins, quando se aproximou de uma roda de eleitores para pedir voto. Um deles nem sequer esperou a sua fala e saiu andando. Outro pediu que ele saísse. Um terceiro disse que não queria ouvi-lo. Semanas depois, caminhava pelas ruas do bairro pobre de Taquaralto, no extremo sul da capital Palmas, quando foi abordado por um senhor que lhe disse que não queria conhecê-lo e votaria nulo. Márlon, desta vez, pediu a palavra. Disse que tinha sido o juiz responsável pela Lei da Ficha Limpa e que ela acabou deixando de fora de eleições mais de 1,5 mil condenados em segunda instância. Ele voltava ao discurso sempre que as cenas de rejeição explícita se repetiam. E foram muitas em suas andanças pelo estado que, na semana passada, teve uma eleição extemporânea para eleger um governador-tampão. Não adiantou. O ex-juiz, que se apresentava como o novo, foi atropelado por dois grupos de eleitores. A metade que escolheu alguém para votar e preferiu levar ao segundo turno dois políticos ligados a quem desde sempre controla o Tocantins, e a outra que simplesmente não votou em ninguém. Foram 17,13% de votos nulos, 2% em branco e 30,14% de abstenção, totalizando 49% do chamado “não voto”. O Senhor Ninguém, produto da descrença dos brasileiros na política, foi um sucesso.

Fenômeno semelhante ocorreu em boa parte de 20 cidades de outros estados que também tiveram eleições suplementares no último domingo, assim chamadas porque os titulares vencedores no último pleito perderam seus cargos na Justiça, geralmente por irregularidades no processo eleitoral, como compra de votos. Em Teresópolis (RJ), por exemplo, a taxa de “não voto” foi de 56,6%, a maior do dia. Cansado de ter sete prefeitos nos últimos sete anos, quem foi às urnas escolheu um outsider com discurso de gestor. Para tanto, o eleito, Vinicius Claussen (PPS), derrotou antigos políticos locais fazendo o que Márlon não fez: alertando o eleitor da importância do comparecimento. Em entrevistas, reforçava a necessidade de votar. Em seu site, havia uma mensagem: “Não abra mão do seu voto. Sua participação definirá o destino de nossa cidade. Cada voto conta”. Ganhou por vinte e dois votos, uma diferença de 0,03%.

A quatro meses do primeiro turno das eleições presidenciais, o “não voto” começa a entrar no radar das campanhas e a aumentar o já elevado grau de imprevisibilidade da disputa. Há três grandes dúvidas. A primeira é se o quadro geral das eleições fora de tempo do último domingo se reproduzirá de fato em outubro, quando haverá mais candidatos a vários cargos nas ruas, o que causa mais mobilização. A segunda é se, uma vez reproduzido o quadro, quem seria o grande favorecido pelo fenômeno. E a terceira, se um eventual beneficiário não teria sua legitimidade colocada em xeque, tendo em vista a ausência de grande parte dos eleitores no processo eleitoral.

A considerar a evolução das pesquisas eleitorais, a resposta para a primeira pergunta é que, sim, há uma tendência de se repetir o que ocorreu no domingo em várias cidades brasileiras. Desde 2016, o Datafolha aponta essa evolução. Em julho daquele ano, 14% dos eleitores que foram perguntados em quem votariam responderam que anulariam o voto, votariam em branco ou sequer iriam até suas seções eleitorais. De lá para cá, esse número só cresceu. Em março deste ano, esse percentual foi de 21%. Registre-se o fato de que as respostas não foram estimuladas, quando são apresentadas ao eleitor as opções de voto. Foram respostas espontâneas. “Pelo menos um terço dos eleitores não deve votar em ninguém este ano. As pesquisas que temos feito têm demonstrado isso”, disse a Crusoé o pesquisador Mauricio Moura, da Ideia Big Data. A curva do “não voto”, observa ele, é ascendente nas eleições brasileiras. “Nunca em uma eleição depois da ditadura houve uma taxa de eleitor sem candidato como agora”, emenda Mauro Paulino, diretor do Datafolha.

O NÃO-VOTO NAS ELEIÇÕES

No primeiro turno das eleições presidenciais recentes, o número de eleitores que não votou em ninguém foi maior do que o projetado pelas pesquisas

 

A taxa vem subindo significativamente. Em 2014 foi de 28,9%, a maior desde 1998, a primeira eleição com urna eletrônica, o que causou muitos erros por parte do eleitor. Mas agora é diferente. Quem está nas ruas em campanha tem sentido a reação negativa do eleitor à classe política. Os relatos são variados. Citado na Lava Jato e com o fardo de carregar o impopular governo do presidente Michel Temer nas costas, o deputado Beto Mansur (MDB-SP) conta que conseguiu recentemente liberar 18 milhões de reais para a saúde em sua base eleitoral, no município de Santos. Fez barulho. Foi às redes sociais para divulgar que havia conseguido o dinheiro. Teve de ouvir que não era mais do que a sua obrigação. Benito Gama (PTB-BA) relata cobranças na campanha pelo interior baiano por ter apoiado a reforma da Previdência. Com quem se conversa no Congresso ou nas coordenações das campanhas presidenciais, os relatos são semelhantes. “A classe política está no auge da desmoralização e deve pagar o preço com o afastamento do eleitor da urna. Há uma acentuada desconfiança dos cidadãos em relação às instituições e baixa identificação do eleitor com os partidos”, diz o professor Homero Costa, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), autor de estudos sobre o assunto.

Como as punições ao eleitor que não vota são irrelevantes, deixar de ir às urnas é uma opção bastante considerada no atual cenário de desilusão com a política. Costa observa, porém, que o “não voto” é um fenômeno mundial que mostra que as democracias representativas viveriam uma crise. Há um declínio na participação eleitoral em vários países. Onde o voto não é obrigatório, as taxas são bem altas, como no Uruguai, Peru, Equador, Bolívia e Argentina. Nos Estados Unidos, em torno de 50% dos eleitores não votam. Nas eleições de 2016, o índice foi de exatamente 46,6%. Na França, a abstenção na última eleição superou 50%. Emmanuel Macron se viu confrontado com a questão se era um presidente legítimo, visto que a maioria dos franceses não votou nele. Respondeu que a acachapante vitória parlamentar do seu partido lhe dava legitimidade. No Brasil, a fragmentação partidária não permitirá que o novo presidente tenha esse argumento.

A rampa do Planalto com o Congresso ao fundo: uma das tarefas dos políticos será convencer o eleitor a ir à urna (Adriano Machado/Crusoé)

Se o viés do “não voto” no Brasil também é de alta, o beneficiário desse fenômeno ainda não está claro. Analistas dizem que quem tem mais voto consolidado é beneficiado porque o seu eleitor é fiel e vai à urna de qualquer modo. Hoje, há no cenário dois políticos com esse perfil. Lula (PT), que está preso e impedido de se candidatar, e Jair Bolsonaro (PSL). Ainda assim, dirigentes de grandes partidos com candidaturas confirmadas neste ano apontam que o “não voto” tende a favorecer os seus candidatos. O motivo é que, ao contrário do PSL de Bolsonaro, essas legendas têm uma estrutura partidária forte, além de presença na maior parte dos 5.565 municípios do país, o que poderia ajudar no convencimento dos eleitores para que não deixem de votar.

Os recordes brasileiros

 

Em um país conflagrado como o Brasil, eleger um presidente da República com percentual de apoio pouco representativo pode arranhar a capacidade que ele terá para governar. Um candidato que chega sem votação expressiva dá margem para a oposição questionar sua legitimidade. Também fica enfraquecido nas negociações com o Congresso. Seja como for, vale lembrar a frase de Winston Churchill: a democracia é a pior forma de governo, excetuadas todas as outras já experimentadas. Se o Senhor Ninguém vier a vencer mesmo as próximas eleições, como se projeta, que não se perca isso de vista nas inevitáveis crises que ocorrerão.

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  1. O Brasil precisa de um rei. Importado de um país decente. Foi o que fez Bernardote que na ausencia de um novo rei Sueco escolheram um importado da França.
    Um rei decente que trouxe moral e dignidade ao Reino Sueco.
    Precisamos de de alguem que verdadeiramente e incondicionamete ame seu país.
    Especime inexistente no Brasil!

  2. Gostaria que Crusoé fizesse matéria sobre a virada de mesa do STF se opondo à lei que determinou o voto impresso e também sobre as pesquisas eleitorais que insistem em incluir o nome do Lula – com que intenção?
    Armando Curado
    Rio de Janeiro

  3. Se a democracia representativa vem amargando um expressivo desdem por parte dos “representados” em paises serios, como Franca, EEUU; imagem no Brasil, onde a classe politica esta completamente desacreditada e onde o proprio presidente da Camara dos deputados fala a asneira de que o povo nao tem influencia sobre o Congresso nacional.

  4. O Partido Novo é o único com propostas embasadas em mudanças efetivas na administração pública. Tem um pré candidato a presidência da República com experiência na iniciativa privada, teve uma trajetória de sucesso e está entrando para a política com propósitos bem definidos. Cabe aos que acreditam, ajudar na divulgação das ideias do partido.

  5. Não pode haver eleição. As urnas não são confiáveis, e os candidatos são os velhos caciques corruptos e sua prole.
    Temos que fazer uma FAXINA GERAL NOS TRÊS PODERES. Está tudo contaminado .
    FFAA INTERVENÇÃO MILITAR URGENTE

  6. Usando o DataFolha para matéria! Pensei que vocês fossem mais sérios que essa mídia que está ae. Encomendem uma pesquisa em um instituto isento, seus eleitores não são burros.

  7. A meu ver, faço essa observação vista que: tenho (80) oitenta anos de vida e participei votando em todas eleições que houveram, acho que o não voto ocorre e em parte, culpo a educação e em particular o jornalismo brasileiro em todo o seu leque de atitudes, noticiam mas não aproveitam a notícia para ensinar, formando com essa omissão, idiotas em política, minhas desculpas aos que não se achem.

  8. Não é possível que as pessoas ainda não perceberam o Engodo das Eleições com estas Máquinas SmartMatic….o povinho que adora ser rápido este tal de Brasileiro kkkkkkk

  9. As vezes esquecemos que lutamos por esse direito. Sei que estamos desiludidos com a política, porém vale lembrar que alguém será eleito e esse alguém vai governar, quer gostemos ou não dele. Acho bom pensarmos bem para depois não chorarmos sobre o leite derramado, pois teremos de engolir quem for eleito por 4 anos seguidos, salvo se for uma Dilma da vida, que não conseguiu estocar o vento, até porque quem vencer ou perder, não vencerá ou perderá… e sim o povo.

  10. Primeiro, sou adepto do não voto por que não confio no voto eletrônico e ir votar, na minha opinião, seria dar legitimidade ao pleito, coisa que não farei mais. Segundo, o deputado Beto Mansur pode despejar um bilhão de reais em Santos que não fará diferença, pois o santista em geral pegou nojo dele. E isso por conta de seu apoio lacaio e da fidelidade canina na defesa do minúsculo presidente (?) temer. Isso (espero eu) acabou com a sua carreira na cidade de Santos. Dezoito milhões…tenha dó…

  11. Essa matéria ficou mais tendenciosa do que julgar processo em favor da mãe, primeira decepção com a Crusoé. Espero que não tenha outra, caso contrário cancelarei a assinatura e deixarei de indicar a publicação como ando fazendo. Não é “uma ilha no jornalismo”? Mais do mesmo, continuo com a Veja. Radar ligado aí, “Sexta-feira”… Afinal, o ato de “não votar” é democrático. Que tal a seguinte pauta: “A urgente reforma republicana”, apontem as saídas dessa armadilha, mostrem as falhas da República.

  12. Democracia é o direito de votar no que se acredita, mesmo que os candidatos não correspondam exatamente ao que buscamos. A baixa qualidade dos nossos políticos se da por conta da nossa baixa educacaoque gerou e ainda gera escolhas erradas. É a tal história de que cada povo tem o governante que merece. Aqui é um espaço um pouquinho melhor que lá fora, na fila do banco, do mercado, etc e, mesmo assim está cheio de asno indo direto para o abate por conta de bravatas.

  13. O gado eleitoral é o responsável pelo estrume que atola os Poderes e a avacalhação geral e irrestrita que norteia as políticas públicas. O bom da democracia, é que pode-se ver a face da Nação nos governos que elege.

  14. É de impressionar. Uma coisa é o PT manter Lula como candidato, afinal, desonestidade e desespero moram ali.
    Outra coisa são institutos de pesquisa e as mídias veicularem pesquisas de intenção de voto mostrando candidato que não pode ser candidato e nem será candidato. Isso é desonestidade demais. E depois falam dos corruptos.
    Isso é corrupção moral, falta de ética e de profissionalismo.
    Pensei que fossem sérios.
    Revendo minhas assinaturas…

    1. Concordo com você, Vanessa. Mas, Maurício, discordo de você, pois assinando a Crusoé espero me manter informado, também, das práticas dos esquerdopatas, inimigos da nação, acompanhadas comentadas pelos editores e por colegas como vocês. É preciso conhecer muito bem o inimigo,

  15. Prezado Caio! Tenho lido aqui na Crusoé, com frequência, a assertiva de que pensar em Lula como candidato é um devaneio petista. No entanto, em seu artigo acima, você diz que “… Hoje, há no cenário dois políticos com esse perfil. Lula (PT), que está preso e impedido de se candidatar, e Jair Bolsonaro (PSL)…” Ora, assinei a Crusoé porque estou acreditando que vocês não tem rabo preso. Vocês precisam se decidir: a candidatura do Lula é uma alucinação, ou uma possibilidade concreta???

    1. Isso é a desonestidade da mídia que reina no país. Veiculam pesquisa fraudulenta levando o eleitor a acreditar que Lula é candidato. NOJO DE TODA MÍDIA ESQUERDOPATA.

  16. Caro Caio,
    Interessante a matéria, salvo pelo fato de que “político inelegível, ou fora das eleições”, se misturem, mesmo que tenham intenção de “votos de cabresto”, incitando a um imbróglio eleitoral desnecessário!

  17. Mais de 30.000.000 de votos nulos/brancos/abstenções…nas últimas eleições…sem nenhum incentivo. Na próxima pode aumentar mais ainda…o grande pecado da omissão.

    1. tentando entender o eleitor: nao sei se o grande pecado é a omissao, ou isto tudo é fruto da total falta de opção……….. no atual cenario politico e pela forma como essas coisas funcionam no Brasil, não acredito em renovação. Isso é o cerne da questão e o mais desestimulante nessa historia toda. Enquanto o cidadao de bem nao tiver vez no processo, jamais veremos a necessaria renovação. As campanhas continuarão caras, camufladamente ou não.

    2. o grande pecado da omissao, talvez seja muito mais falta de opção. Essa é a questão, a existencia de opções criveis em mudança de rumo, mudanças em busca da moralização e fim da total hipocrisia que hoje reina no pais das minorias.
      irei exercer meu direito e dever, embora totalmente descrente da necessaria renovação………

  18. Me incluo nesses eleitores pela vontade de não ir as urnas. Veja o senado continuará quase o mesmo, os deputados idem, vereadores e nada nessa corrupção cabal nem se fala. Daí tenho certeza absoluta que os próximos anos serão terríveis. O Brasil poderá mudar, no entanto, enquanto os velhos caciques e os filhotes de feiticeiros que substituirão seus pais, e o povo vendendo seu voto por bolsa esmola da preguiça, estaremos sujeitos a toda desgraceira.

  19. É. Me parece que o Senhor Ninguém tem tudo para vencer nessas Eleições de Outubro!! Acredito eu que o despreparo do eleitor brasileiro faz com que o leve a essas alternativas do Voto em Branco, do Voto Nulo e da Abstenção: pior para o País e para o próprio eleitor — que depois não pode reclamar do resultado!!

    1. Com o ‘Voto Em Cédula’, talvez diminuir-se-ia o grande número de fraudes! Porque na Votação Eletrônica me parece que a fraude é mas fácil de acontecer e difícil de se provar!!

  20. A República Brasileira fracassou. Tentaram copiar o modelo americano mas faltou o óbvio: a vontade do povo. Foi uma República empurrada goela abaixo por militares e oligarcas, à revelia dos brasileiros. A monarquia parlamentarista nunca deveria ter sido deixada para trás.

    1. Sim Asteroide, como eu disse, sem a vontade do povo (golpe de 14 de novembro de 1889). E naquela época não existia socialismo ainda no Brasil. A República das bananas foi campo fértil para o socialismo doravante.

  21. Observem o grau de loucura/desinformação dessa reportagem: “informa” que há 2 políticos no cenário, e logo acrescenta que um está preso e impedido de se candidatar!!!???!!!! MAZUQUÉISSO?????? Aqui do lado de cá da Revista, esperar-se-ia cenários REAIS numa análise correta, e não uma peça de ficção! Diogo Mainardi, saia da sua ilha de Crusoé! Cláudio Dantas, socorro!

  22. Cf. dados apresentados, em 2006 Data Folha errou em 127%; em 2010 errou em 440%; em 2014, erro de 71% e em 2018 um “chute” dos “especialistas”: 35% de votos para NINGUÉM. Consulte um estatístico: não há tanta tendência de alta, não, já que nas 3 últimas eleições NINGUÉM recebeu 25-27-29%. A reportagem sim, é viesada no sentido de desde já antever falta de legitimidade, mesmo comportamento da má imprensa em geral no caso TRUMP.

  23. Na verdade só um idiota sai de casa pra eleger um bandido. Porque todos nossos representantes o são. Só voto nesse país quando tiver pena de morte pra corrupção. Aí não teremos candidato.
    O único interesse da classe política brasileira e lesar o estado. Enriquecer às custas do trabalho alheio.

  24. No Brasil, Presidente com ou sem percentual de apoio representativo, só governa na base do toma_lá, dá_cá com o Congresso Nacional. Nós não temos partidos políticos com programas de governo, e sim políticos com programa de interesses pessoais para negociar seus votos.
    Finalizando Crusoé. Se o DataFolha é referência para vocês em pesquisa de qualquer assunto, notícias apoiadas em informações deles não tem a menor credibilidade.

  25. Vocês tem a coragem, ou a desfaçatez de citar o Datafolha nesta matéria ? Como é possível acreditar no que é dito se a base de dados veio, também, do pior instituto de pesquisas e o mais chapa branca da esquerda ?

  26. Bom antídoto – não o único – ao fisiologismo seria a eleição parlamentar vir posterior, em alguns meses, à presidencial, à maneira da França, excetuando-se as peculiaridades do parlamentarismo daquele país.

  27. Vinicius Claussen é do PPS ou do Livres? Bem, mesmo que seja do PPS, ocorre que o PPS se desligou do PT , coisa que a REDE não fez. O Juiz Marlon teria tudo para vencer, mas com a imagem dos parlamentares da rede associada ao Lula livre, muitos detonam a lava jato, ficou difícil, os eleitores foram para os que eles já conheciam em Tocantis, e excluiram a candidata ligada ao lula e dilma. Percebem?

  28. O que o País precisa para começar:
    ESCOLA SEM PARTIDO E IMUNIZADA CONTRA O PELEGUISMO SINDICAL
    EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL DAS 07h ÀS 18h
    ESCOLAS BEM EQUIPADAS
    UNIFORME, MATERIAL ESCOLAR E ALIMENTAÇÃO
    SELEÇÃO DO CORPO DOCENTE POR MÉRITO
    PROFESSORES BEM REMUNERADOS
    PROJEÇÃO DE METAS REALISTAS
    COBRANÇA DE RESULTADOS
    FIM DA PROGRESSÃO CONTINUADA
    ENXUGAR A GRADE CURRICULAR – PORTUGUÊS, LITERATURA, MATEMÁTICA, GEOMETRIA, HISTÓRIA, GEOGRAFIA, FÍSICA, QUÍMICA E BIOLOGIA, INGLÊS
    PRÁTICA POLI-ESPORTIVA

  29. Não voto porque:
    6-Nenhum candidato até agora demonstrou COMO fará o que diz que fará
    7-A renovação, mesmo que nos esforcemos, não acontecerá ainda pois a oferta de candidatos medíocres ainda é altíssima
    8-Nenhum candidato assumiu ainda que para iniciar as mudanças que o País precisa, muitos interesses e privilégios terão que ser contrariados, principalmente nos serviços públicos federal, estadual e municipal

  30. Não voto porque:
    1-Não confio na urna eletrônica
    2-Os raros candidatos que estão fora do coronelismo/caciquismo político não reverberam
    3-A maioria da população não tem o menor interesse em investigar o passado do candidato, mesmo com sites sérios a ajudar na internet
    3-Qualquer presidente eleito só governa com o binômio COOPTAÇÃO/COMPADRIO
    4-Uma miríade de partidos e seus “donos”, quase todos enrolados na OLJ
    5-Platitudes de sempre nos tais “planos de governo”

  31. Não votar na mudança e contribuir em muito para a manutenção das velhas praticas e dos velhos personagens de sempre. A situação somente se complica em quadros de segundo turno. Mas num primeiro turno não votar é ser parceiro da velha política. Depois não adianta ficar reclamando

  32. Entendo que, apesar da legislação eleitoral infraconstitucional e da decisão do STF que a validou, aqueles que, como eu, optarem pelo voto nulo deveriam sair às ruas exigindo um novo pleito com novos candidatos, pois o voto conscientemente nulo carrega a mensagem de que o eleitor não se identifica com nenhum dos candidatos que se apresentaram e, por isso, não quer que nenhum deles seja eleito. Assim, se mais de 50% dos eleitores votar nulo, devem ser oferecidas novas opções de candidatos.

  33. Deixar de votar não é a solução. A solução é trocar todo o senado e congresso, não votando nos políticos que querem se reeleger (ou em seus familiares) . Nós podemos ser a diferença, mudando todos os congressistas. Muitos dos que lá estão não podem ser considerados corruptos, mas aceitam os fatos deprimentes e nada fazem para mudar a situação. Se 8 não votam mas 2 votam, estes dois votos elegem um bandido. Portanto, não votar, é dar chance aos “macacos velhos” se reelegerem.

  34. Continuação – Nesta, nenhum dos candidatos derrotados por NINGUÉM poderia participar, uma forma de alijar da vida pública os indesejáveis: incompetentes, despreparados e corruptos. Ficam então a sugestão de mudança e o slogan . Ruim por ruim vote em NINGUÉM.

    1. O Brasileiro não sabe o que é democracia, a maioria não sabe nem a hora que jantaram ontem. O resultado é o atraso total, e isto não vai mudar tão cedo.

  35. O que interessa não é o apoio popular, o que que interessa é o congresso e os governadores que conseguiremos eleger para trabalhar com o próximo presidente.
    Votarei em Bolsonaro para Presidente e para os demais cargos serão todos para candidatos do NOVO (p NOVO ainda não esta contaminado pelo estamento burocrático).
    Abs,

  36. Embora não o faça atualmente, a legislação eleitoral deveria contemplar sim o voto em NINGUÉM. O eleitor que não se considerar representado por nenhum dos canditados poderia explicitar isso de forma direta, clara, votando em NINGUÉM em lugar de votar nulo, branco ou se abster. Esse voto deveria, entretanto, ser computado, considerado, levado a sério. Se NINGUÉM obtivesse mais que 50% dos votos o pleito deveria ser anulado, nova eleição convocada, Nesta , nenhum dos candidatos derrotados por

  37. Esse é o grande desafio dessa eleição e motivo pelo qual não acredito que vá resolver. A maioria dos candidatos está envolvida nesse mar de lama e, quem não está, não tem força política. Se tivesse, já teria feito algo.
    Saída difícil.

  38. O problema é real.. A não ser os petistas e bolsanaristas,muita gente fala que não votará. Eu vou votar,sabendo que meu candidato não ganha,aliás,não é a primeira vez. Pior é a eleição do legislativo,novatos não conseguirão se eleger. As velhas raposas de sempre,sim. Cansada.

  39. Todos estamos saturados desses políticos que querem continuar a mamar das tetas do Estado, infelizmente não tem aparecido gente “nova” e esses estudos mostram a realidade, vamos rezar para aparecer uma mente brilhante, duvido muito ter…pode aparecer um milagre divino.

    1. Vou dar um voto de confiança ao Bolsonaro. Pelo menos ė um cara que transmite confiança e sinceridade na fala. Diferentemente da maioria com seus sofismas…

    1. Vote nos militares, Bolsonaro e todos os generais pre-candidatos a cargos publicos. Se eles nao consertarem o Brasil, desistimos.

  40. Sou favorável pela não reeleição de qualquer parlamentar, seja federal ou estadual. Renovação total das Assembleias, Câmara e Senado Federal. Presidente novo, com princípios sólidos, não precisa de barganha parlamentar para endireitar o nosso País. Fará oque tem que ser feito. Idiota daquele que não perceber isto. O povo de bem estará ao seu lado.

  41. Eu sinto muito por esses fatos. É a mais pura verdade! Só que vai ter que acontecer isso mesmo, ou até coisa pior, para, nós, brasileiros, aprendermos, termos vergonha e discernir melhor. É como o cachorro correndo atrás do rabo… Evolução, desenvolvimento e paz ainda levarão duas ou mais gerações. Sinto muito pelo pessimismo! Eu não estarei mais aqui para ver um novo Brasil!

  42. A culpa por esse estado de coisas é, de uma parte, do povo, de outra, da corporação política. O povo peca por indiferentismo ou idiotismo (no sentido original, bem entendido) e os políticos por interessismo; ou seja, por paradoxal que pareça, a causa é uma só: o homem só se interessa por política quando e enquanto pode empregá-la como meio para fins egoístas, desviando-a do seu fim essencial:o bem comum. Política requer abnegação e filantropia, sem o que o indiferentismo e o arrivismo campeiam.

  43. Se receber uma quantidade “representativa” de votos é necessário para se ter “capacidade de governar” então o Sr. Ninguém, seja ele qual dos atuais candidatos for, será eleito com certeza.

  44. Essa é a fotografia da mediocridade do brasileiro, somos um povo conduzido por uma marginalidade, que aprendeu a dar o mínimo e extrair o máximo de uma população de desinformados produzido através dos tempo, será difícil renovar e os políticos sabem disso. É o nosso destino sermos escravos de leis feitas sob medidas para os poderosos. Povo de merda.

    1. Penso que devamos votar naquele que nunca antes foi Nê vereador. Para todos os cargos Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual. Gente que nunca pos o próprio nome nem mesmo a vereador. Quando sair a relação dos candidatos matriculados, vamos apreciar um a um.
      Escolaridade, vida familiar, vida profissional e folha corrida da polícia e justiça. Aí façamos nossas indicações por todos os meios de comunicação!!

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