Proibidos de doar para político

24.08.18

As campanhas já imaginavam que as doações iam diminuir por causa da vedação do financiamento empresarial nas eleições deste ano. Os partidos tentaram então pegar dinheiro diretamente com grandes empresários e executivos, mesmo que em valor menor do que a abundância dos tempos de petrolão. Mas não esperavam tanta dificuldade e já começam a refazer os planos. O principal entrave hoje são as regras impostas pelos conselhos de administração das grandes empresas. Traumatizadas com a Lava Jato, muitas companhias impuseram restrições a que seus executivos e até cônjuges e parentes deles fizessem doações, como medida preventiva. Pelo menos dois arrecadadores de grandes campanhas relataram o constrangimento que têm passado ao pedir recursos. Afirmam que os executivos utilizam esses códigos de conduta para justificar a recusa em colaborar.

Adriano Machado/CrusoéAdriano Machado/CrusoéTSE: as campanhas enxutas serão mais enxutas, mas por receio da Lava Jato

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  1. Na verdade quando essas empresas doavam quem paga no fim é o contribuinte, pois esse dinheiro é cobrado em obras superfaturadas, inúteis, inacabadas e outros motivos. Sempre quem acaba doando é o eleitor. Os políticos e muito mais os eleitores deveriam saber que o que interessa não é propaganda e sim resultados, o que efetivamente não temos. Por enquanto o Brasil está despencando morro abaixo, esperando parar de cair para tentar se reerguer!!

  2. Fiz doação como pessoa física, passei a ideia a amigos que também contribuirão para o candidato que n pegou verba governamental, acho que assim nos torna livres para cobrar (no futuro) as propostas do plano de governo apresentado que acredito ser o melhor para o nosso sofrido Brasil.

  3. Ninguém faz doação de milhões, pra não levar nada. Não dou um centavo pra um futuro bandido me roubar. Não existe almoço de graça.

  4. É uma oportunidade histórica para as empresas mudarem o mecanismo de compliance e assim deixarem de ser chantageadas por políticos.

  5. Acho que não somente estão "traumatizadas com a Lava Jato", mas também com aversão à classe política, por boas e suficientes razões. Os políticos estão, agora, sentindo na pele o resultado de anos de bandidagem.

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