Brasil, um país quase “pós-industrial”

23.11.18
Marcos Troyjo, diplomata, economista e cientista social, é diretor do BRICLab da Universidade Columbia

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  1. Falar de forma clara sobre aquilo que é complexo, muitos vão ficar no complexo para desinformar nosso povo! Mas o que é claro ficou claro! Viva o Brasil!

  2. Só elogios à escolha de Marcos Troyjo para a Secretaria de Comércio Exterior e aplauso pela ótima análise feita neste texto. Voltando a ter orgulho de ser brasileiro.

  3. Uma aula diretamente trazida do BricsLab, da Universidade de Columbia, para a ‘Crusoé’. Bem delimitada a diferença na substituição de importações praticada pela Coréia do Sul em relação à do lulopetismo no Brasil.

  4. Brasil com potencial exportador da cadeia agromineral? Difícil. O Brasil importa (e muito) a maior parte dos minerais usados para produzir fertilizantes

  5. O Brasil importa seus Sais Medicamentosos; Os motores e peças de suas Aeronaves; Não dopa seus sheeps eletrônicos, importas seus adubos e defensivos e sementes transgênicas e também não produz suas matrizes galináceas: Tem razão o Cientista Social: Produzimos minério, com tecnologia e equipamentos importados.

    1. perfeito ,somos um pais que desmonta sua propria industria, fizemos isso com a ind de computação, naval, petroleo .

  6. Parabéns pelo artigo Marcos, claro, preciso, conciso e instigante. Espero que a equipe do Paulo Guedes tenha essa clareza também e as equipes da Casa Civil e da Secretaria Geral da Presidência tenham força e habilidade para apoia-los, pois não será nada fácil vencer as resistências a implantação de medidas na direção que você aponta. Bom trabalho.

  7. excelente essa reportagem, mas tínhamos que garantir no Brasil uma forma de que políticos não tivessem tanta influência em certos setores. por exemplo, o Bolsonaro pode agora fazer tudo isso e colocar as coisas nos trilhos, daqui a quatro anos entra um outro grupo político e muda tudo. veja o que o PT fez ao Brasil. acho que essa gangorra política gera muita insegurança, olham o Brasil como um nação promíscua o que realmente é visto que as classes políticas e empresárias não visa o bem geral.

  8. Excelente matéria. Falta investimento e infraestrutura. Falta nossa própria tecnologia. Somos grande, mas pobre e desigual fracos. Muitos impostos, só nos sobrou serviços ou agronegócios. Devemos privatizar ao máximo mas com rigor e sabedoria. Ser um país mais verde, usar energia e tecnologias com competência favorecendo crescimento e emprego. Bons empresários não faltam no Brasil.

  9. O embaixador colocou o Chile como país que mudou de patamar nos últimos 70 anos. Já li que esse país será o primeiro desenvolvido da AmErica Latina. E nós vamos ficar chupando o dedo. Muito bom este artigo. Bolsonaro que deve lê-lo.

  10. Na minha modesta opinião, o Brasil poderia pular etapas e atuar mais fortemente em serviços, como na criação de softwares para uso dos mais diversos, como industrial, médico ou para entretenimento. A China industrializou-se rapidamente com o aproveitamento das próprias indústrias estrangeiras que lá se instalaram para exportação e, por isso, hoje é criticada pelo Trump, ao tirar emprego dos americanos. Não sei se o Brasil teria chance de fazer o mesmo na atual onda de extremo nacionalismo.

  11. Este tema deverá receber a posição dos cotados a assumir o Ministério da Infraestura.Excelente abordagem do articulista.É como penso.Que Deus nos ilumine a todos e um abraço fraterno em agnósticos e ateus!

  12. ...e está continuando fazer besteira A chinesa BYD quer fazer célula de lítio (a base de tudo no futuro breve) no Brasil. Ótimo, entre outros porque o Brasil tem a matéria prima no país e na vizinhança Argentina, Chile e até Bolívia. Aí vem o contragolpe do governo Brasileiro de oferecer subsídio só se a produção vai para Manaus. Com isso morreu o projeto de criar uma base industrial competitivo. Transporte e custo de energia tira toda vantagem competitiva que Brasil poderia ter.

  13. O Brasil precisa demais de dirigentes com larga visão do mundo, de visão estratégica de longo prazo e adequada visão do papel do Estado dentro da sociedade. A pobreza e pequenez que nos assolou nos últimos anos, travestido de bondade social, trouxe apenas atraso, apartou-nos do mundo civilizado (evoluído) e está a exigir alta dose de sacrifícios. Que agora, pelo menos, as coisas tomem o rumo certo.

    1. Concordo que o melhor caminho é o de aprender com os "tigres asiáticos", que no projeto de substituição de importações, incluiu estratégias fortes de qualificação dos recursos humanos nacionais, investindo em educação escolar, técnica e universitária e pesquisa científica. Podemos ir além dos "tigres", em termos de usar a riqueza gerada para para proteger nossos recursos naturais para as próximas gerações, usando-os com racionalidade e respeito ao ambiente natural, sem o que não haverá futuro.

  14. É muito interessante este artigo ser encaminhado ao grupo da transição (principalmente ao General Mourão, mente privilegiada a serviço do Brasil).

  15. A burocracia, o custos e os entraves para se produzir no Brasil ainda são muito grandes. Paramos no tempo, na "economia sindical", da luta de classes. Vai demandar muita habilidade para tirar o Brasil desta visão e convencer que é seguro empreender, investir no Brasil.

  16. Ótimo como sempre. Acho o melhor da Crusoe, o que não é pouca coisa. Agora é só aceitar o convite para entrar no governo...

  17. Bela análise ! Mostra bem o nivetde dificuldade que teremos para desaticar a bomba relógio, que vários governos nos deixaram de presente! Parabens!

  18. ... Eu vivi a recessão da primeira metade da década de 1980. Ainda não tínhamos as fábricas asiáticas. ... Com um pequeno sopro de demanda, fruto de dinheiro p/gastar, empresários brasileiros contrataram e ligaram as máquinas. ... Hoje não temos mais nem máquinas para ligar. ... Quem tem Capital monta uma Marca, faz o registro da mesma, e manda fabricar na Ásia com importações financiadas pelos grandes bancos de lá. ... Vivemos uma Depressão Econômica. Vejo os números. ... Não sou Economista.

  19. Vamos falar claramente, além da típica incompetência do petismo, o "local-conteudismo" tinha outras inspirações. A legislação anticorrupção ficou pesada nos países civilizados (EUA, em especial), então, para tirar propina fácil e na escala galática desejada, foi necessário ter empresários locais dispostos a tanto, fazendo negócios com o governo, como a Lava Jato deixou muitíssimo claro!

  20. Vamos rezar por 4 anos de Paulo Guedes e a aprovação de reformas profundas para tirar o peso do estado do cangote do povo Brasileiro, com liberdade e segurança (Moro) o futuro pode voltar a prometer dias melhores.

  21. Gosto de pensar que em havendo mudanças de mentalidade dos empresários e banqueiros no tocante a riscos, o país pode mudar o curso para ser maior, sem depender do estado, exceto no tocante segurança juridica. Agradecido por compartilhar boas informações e idéias.

  22. Exato, "não adianta copiar/colar". Estaremos sempre um passo atrás sí não houver INOVAÇÃO. E deixo a pergunta: como obter inovação?

    1. boa noite a todos, acredito que os irmãos do norte tem muito a nos ensinar. 82% dos inventos do planeta são dos Americanos, o resto é resto. o que de fato interessa é o que são produzidos no EUA. tecnologia sai pelo ladrão. Colemos neles, e vamos começar a estudar, quem sabe daqui a uns 30/40 anos o Brasil saia dos insignificantes 1% nas importações e exportações do comércio mundial.

    2. não gosto de parcialidade no jornalismo. A nossa desindustrialização vem desde os anos 80 e não de 2003. Somos ricos em empresários de momento, e principalmente aqueles que desviam os dinheiros recebidos dos bancos públicos para paraísos fiscais. Tem falado que a bancada ruralista e a FIESP é o câncer brasileiro. A prova está aí, na história.

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