Adriano Machado/CrusoéO ministro Carlos Marun em seu gabinete: há tempos o palácio não via um subordinado tão disposto a dar a cara a bater pelo chefe

O ogro do Planalto

O ministro mais falante de Michel Temer não mede esforços para defender o governo, que bate todos os recordes de impopularidade. Aliado de Eduardo Cunha, ele diz confiar plenamente no chefe, embora não demonstre a mesma confiança nos colegas investigados Eliseu Padilha e Moreira Franco
03.08.18

Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, é a voz que mais se ouve no Palácio do Planalto. Barulhento e midiático, sempre está a postos para, desavergonhado, defender o governo mais impopular desde a redemocratização. Em todo e qualquer assunto, mesmo os mais constrangedores, ele se põe à frente dos holofotes para falar em nome do chefe. Seja nas acusações de corrupção, seja nas medidas antipáticas do governo. Seu jeitão briguento e verborrágico é quase que o oposto do estilo protocolar do próprio presidente e destoa da liturgia típica dos palácios. Recém-chegado à cena nacional (depois de fazer carreira local no Mato Grosso do Sul, ele se elegeu deputado federal pela primeira vez em 2014), Marun ficou conhecido ao liderar a tropa de choque do notório Eduardo Cunha. Graças a seu empenho durante a crise que resultou na cassação e, depois, na prisão de Cunha, acabou ganhando uma cadeira cativa no primeiro escalão do governo. Nesta entrevista a Crusoé, o ministro fala das agruras da missão que parece desempenhar com alguma dose de prazer.

A candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles ao Planalto pelo MDB tem futuro? No início o sr. se dizia contrário.
Eu não era resistente à candidatura. Era favorável a um real processo de união entre os partidos, que penso que deveria começar pela retirada das candidaturas. A partir do momento em que essa retirada não aconteceu, imediatamente entendi que nosso papel era esse que estamos cumprindo: sustentar uma candidatura própria.

Quem estará no segundo turno?
A principal aposta que estamos fazendo é colocar o Meirelles no segundo turno. Penso que deveremos enfrentar alguém da esquerda. Vejo mais força no PT. Mas não vai ser o Lula. A partir do momento em que o PT encarar com a devida racionalidade o processo eleitoral, vai entender que o presidente Lula não pode ser o candidato.

Lula está condenado e preso. Não poderá ser candidato.
Não sei se ele deveria estar preso. Sou pela legalidade e também entendo que existe aí uma contradição entre a prisão após a segunda instância e a determinação constitucional de necessidade de trânsito em julgado.

Mas o Supremo já decidiu que é permitida a prisão após condenação em segunda instância.
Mas não é o que leio na Constituição. Acima do Supremo, está a Constituição e o Supremo tem tomado decisões que contrariam o texto da Constituição. Lula deveria estar aguardando ainda a decisão da terceira instância. Mas, pelo mesmo respeito que tenho à literalidade da lei, entendo que o Lula não pode ser candidato.

O governo viu grande parte de sua base aliada, o chamado Centrão, fechar apoio a Geraldo Alckmin, do PSDB. Por que o governo não pediu apoio da base ao candidato do governo, Henrique Meirelles?
A coalizão que temos com esses partidos se faz em torno do apoio ao governo. Entendemos que não seria correto exigir apoio ao nosso candidato.

O Planalto atuou para evitar que o Centrão fosse para Ciro Gomes, crítico do governo?
Fizemos os partidos enxergarem que um apoio ao Ciro Gomes, que é praticamente a negação de quase tudo o que nós fizemos, seria absolutamente contraditório e até maléfico para a política.

A negociação de Alckmin com o Centrão não foi um balcão de negócios?
Não há por que a gente meter a colher em relacionamento alheio. Não fazemos avaliações.

Nos bastidores, os líderes do Centrão dizem que querem desbancar o MDB como a principal força no Congresso. Conseguirão?
O MDB é um grande partido e vai continuar sendo, independentemente de o Centrão permanecer ou não unido. O MDB volta (na próxima legislatura) com uma grande bancada, com um projeto apresentado à Nação, um projeto nosso. Tenho confiança de que podemos vencer a eleição. Se souber aproveitar, continua sendo o grande partido do país.

Num eventual segundo turno, o governo vai apoiar Alckmin?
Só vou tratar de segundo turno no segundo turno. Até lá, trabalharemos para o Meirelles chegar à disputa final. Mas não houve veto do governo ao Alckmin. Não houve manifestação contrária ao nome dele.

Adriano Machado/CrusoéAdriano Machado/CrusoéO ministro diz acreditar na candidatura de Meirelles, mas antecipa que o MDB pode apoiar um eventual governo Alckmin
O MDB deverá apoiar um eventual governo de Jair Bolsonaro?
Conheço o Bolsonaro. Nunca tive nenhum tipo de maior embate com ele. Esteve ao lado do impeachment. Nós, a princípio, não estamos vendo nem na apresentação da sua candidatura nem nas propostas que defende um projeto para o Brasil. Estamos até vendo algumas coisas pontuais com as quais concordamos e outras não. Entendo que a priorização da segurança é uma coisa interessante. Por outro lado, vejo alguma radicalização na verbalização do candidato. Penso que o caminho do MDB, em não sendo vitorioso na eleição, é a oposição. Salvo se ele, no decorrer do tempo, apresentar um grande amadurecimento.

E se o Alckmin for o presidente?
Se não estivermos num segundo turno, podemos analisar projetos e propostas.

Qual será o futuro do presidente Michel Temer após 1º de janeiro? Ele estará sob risco de prisão?
O presidente Michel Temer é um homem honrado.

Há uma investigação em curso contra ele em razão da atuação para favorecer empresas ligadas ao Porto de Santos.
É uma perseguição disfarçada de inquérito. Uma investigação absolutamente irregular, onde, em vez de se investigar o fato, se investiga a pessoa.

O senhor colocaria a mão no fogo pelo presidente Michel Temer?
Eu boto a mão no fogo pelo presidente. Acredito na sua honestidade. Não tenho a mínima dúvida.

O presidente do seu partido, o senador Romero Jucá, disse em entrevista a Crusoé que não bota a mão no fogo por Temer.
Não vou, digamos, estabelecer qualquer tipo de comparação sobre quem coloca a mão no fogo. Eu coloco, sim, a mão no fogo pelo presidente. Sei que é um homem honrado. Em relação a outros próceres da política, é até bem menos acusado.

Também colocaria a mão no fogo pelos seus colegas Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, e Moreira Franco, das Minas e Energia, que também são investigados?
O que posso dizer é que tenho convivido com eles. Nada existe no governo que possa denegrir qualquer uma dessas personalidades citadas e nada que acompanhei aqui pode sinalizar qualquer tipo de desonestidade. Ao contrário, são pessoas que efetivamente têm um grande trabalho. Não é que eu não coloco a mão no fogo (por eles). Eu não tenho conhecimento. Mas coloco a mão no fogo pela atuação deles no governo.

Como é participar de um governo que é alvo de tantas denúncias de corrupção?
Qual é a denúncia de corrupção que há contra esse governo?

Há a denúncia baseada na delação da JBS, o inquérito dos portos, ex-ministros foram presos.
Algum está preso por fato ocorrido nesse governo? Esse governo não tem denúncia de corrupção. Esse inquérito dos portos é a coisa mais absurda. Nem considero esse inquérito fora do espírito da ficção.

Adriano Machado/CrusoéAdriano Machado/CrusoéMarun não nega a amizade com Eduardo Cunha e diz que, quando deixar o governo, pretende visitá-lo novamente na prisão
E a conversa do presidente com Joesley Batista fora da agenda? Foi durante o governo.
A denúncia foi absolutamente forçada. Gravaram o presidente por quase uma hora. Não conseguiram nada de concreto, numa fala que foi planejada para comprometer o presidente. Na verdade, o que está faltando neste país é uma real investigação sobre as circunstâncias do que aconteceu ali. Quem foram realmente os conspiradores? Quem tentou derrubar o presidente? Por quê? Para quê? Vejo como comandante o senhor Rodrigo Janot (ex-procurador-geral da República). Isso que deveria ser realmente investigado. Vejo o Ministério Público buscando investigação de fatos já anistiados e não investiga uma conspiração que aconteceu há cerca de um ano e que trouxe imensos prejuízos ao Brasil. Eu estava aqui dentro como deputado. O presidente queria ouvir o áudio antes de falar à nação. Não conseguia. O áudio não conseguia atravessar essa praça dos Três Poderes. Estava preso lá no Supremo Tribunal Federal.

Está dizendo que o STF também agiu para derrubar o presidente?
Não posso fazer essa afirmação. Seria uma irresponsabilidade minha. Mas estranho o fato de o áudio só ter sido divulgado alguns instantes depois do pronunciamento do presidente. Estou dizendo é que houve um grande acordo entre JBS e o senhor Janot, no qual o STF atuou.

O ex-governador do Mato Grosso do Sul André Pucinelli, do seu estado e do seu partido, foi preso recentemente e o sr. foi visitá-lo na prisão. O que o senhor foi fazer lá?
Posso entrar em presídio a hora em que eu quiser. Não tenho medo. Tem gente que não visita por medo de ficar lá dentro. Fui o primeiro a levar meu apoio a um amigo e ao líder das pesquisas de intenção de voto na corrida eleitoral para o governo, absolutamente vítima de uma prisão arbitrária. Fui levar minha solidariedade e conversar sobre o futuro político tanto dele quanto do nosso partido. O André desistiu da candidatura e me sinalizou apoio à candidatura ao governo da (senadora) Simone Tebet.

E o que o senhor achou da prisão? Assusta?
Ver um ex-governador dividindo cela com 20 pessoas é uma situação chocante. Saí de lá triste e revoltado. É uma prisão evidentemente arbitrária, extemporânea, não arrazoada e suspeita.

Como está a relação do sr. com o ex-deputado Eduardo Cunha, seu aliado?
Nunca mais o vi. Visitei-o uma vez e nunca mais. Faria uma nova visita no Natal passado, mas, como me tornei ministro, estaria dando munição para a hipocrisia dos adversários do governo. Se fosse deputado, provavelmente teria feito.

Quando deixar o governo, vai voltar a visitá-lo?
É possível que eu o visite.

Há quem diga que até hoje o senhor é ligado a ele. Os senhores mantêm algum tipo de contato, mesmo à distância? Recados?
Os caras dizem o que vem na boca. Agora, são conversas deturpadas que não trazem qualquer tipo de evidência, quanto mais de provas. Nunca mais tive contato com Eduardo Cunha.

O senhor continua acreditando na inocência de Eduardo Cunha?
Defendi o Eduardo Cunha naquele processo pelo qual ele foi cassado, que foi a tal da mentira da conta (Cunha foi cassado por ter dito que não tinha contas no exterior, posteriormente localizadas pelo Ministério Público). Continuo defendendo que ele não deveria ter sido punido com a cassação. Eu defendia uma punição por ele ter omitido os trustes (como Cunha chamava as contas no exterior), mas que essa punição não deveria ser a cassação. Uma coisa é uma conta, outra coisa é um truste.

E o ex-ministro preso Geddel Vieira Lima, por que também não foi visitá-lo na Papuda?
Na verdade, nunca tive proximidade com o Geddel.

Geddel tem mandado recados para o Planalto pedindo ajuda?
Se tem mandado, não passam por aqui. Nunca vi, nem nunca recebi. Até porque não sou homem de recados.

O sr. não é candidato neste ano. Qual será seu futuro político?
Não sei se tenho futuro político. Sou engenheiro, advogado, tenho condições até de ser muito melhor remunerado do que sou hoje. Não preciso de futuro político. Espero que não esteja enganado. Mas não sou um escravo da necessidade de estar na atividade política. Acho que posso viver sem ela. Financeiramente, tenho certeza de que posso.

Esse seu jeito falastrão não atrapalha ainda mais o governo?
Quando o presidente me convidou para estar aqui, ele me conhecia. Ele não pensou em convidar para cá uma Coca-Cola zero, um refrigerante diet. Pelo contrário, sou uma pessoa que não tem nada de diet. Muitas vezes, as pessoas entendem que o correto politicamente é o homem diet, que é um homem acovardado, que não tem posição, que antes de falar tenta saber o que o outro quer ouvir. E eu não sou assim. Só me arrependo do que não faço.

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  1. Eu sinceramente não consigo entender. Se Carlos Marun é Ministro, por que trabalha na secretaria de Governo. Afinal, é Ministro, ou Secretário. Se este País continuar na mão desta gente, até o Cão de Guarda do Planalto será Ministro do canil.

  2. E não teve nenhuma pergunta a respeito dos encontros dele com chefes de países árabes para beneficiar a empresa da mulher dele, a Bropp? Isso era pra ser a primeira pergunta.

  3. Tem uma coisa que concordo plenamente é que um homem, politico ou não, não pode ser "diet", as pessoas escondem seus pensamentos, pois temem ser "linchadas". Uma solução para esse problema na politica é retirar a reeleição, assim poderemos ter governos pelo Brasil e não pelo poder.

  4. Por que Ogro? Estamos dando apelido para pessoas? Ele esta fazendo o tabalho dele em minha opiniao, bem feito, "o trabalho", o reporter quem sabe poderia ter colocado outra chamada, adorei quando ele(Ministro), diz que nao e "diet"!

    1. Quem da apelidos feios eh Trump, e eu nao gosto de Trump e do chalala dele de Imprensa etc... e nao sou esquerda para nada..porem apelidos... que feio Crusoe, podemos ser melhor que isto !!!

  5. Se Marun está ou não envolvido com corrupção, não sei, mas acho admirável um sujeito que à despeito da opinião pública , visita seus amigos na prisão. Esse homem não tem nada de canalha.

    1. Sim quem da apelidos depreciativos para todos e Trump, e eu sinceramente nao gosto, nao entendi por que Crusue usou um apelido, isto e feito e sem graca alguma.

  6. Quando o mau caráter do colarinho branco defende-se/promove-se com o apelo transgressor do ‘politicamente incorreto’ é porque a ‘revolta’ popular está no radar para ser sequestrada.

    1. Correção: ‘mau CARATISMO do colarinho branco’, no lugar de ‘mau caráter do colarinho branco.’ Para referir-me em abstrato à classe, em vez de, unicamente, ao caso concreto do entrevistado.

  7. O sr. Marun não é ingenuo e quer estar presente nos veículos de comunicação o tempo todo. Portanto, a revista Crusoé apresentou a entrevista de maneira brilhante e com o aval do entrevistado. Parabéns, Crusoé. Continue independente.

  8. Igor (Crusoé) vcs convidam o cara para uma entrevista, que hoje detém o status de Ministro, e soltam a chamada de "Ogro do Planalto".... que escracho... não gosto do Marun, mas com certeza ele deve ser mais sincero que a direção da revista.. que certamente não adiantou a ele o slogan da chamada

    1. Concordo. Não entendi o porquê do "Ogro". Não precisa ser chulo para ser crítico. Parece coisa acertada com o entrevistado... ou total falta de etiqueta.

    2. Ogro foi um typo - deveria ser publicado o Operador do Planalto, sempre pronto a defender o indefensável e chutar o balde pra frente, enquanto a roubalheira continua. Vai ficar maneta colocando a mão no fogo pelo chefe....

    3. realmente um titulo mais sóbrio seria mais adequado. independente de quem é o entrevistado ou do que pensemos à respeito dele. a chacota nao contribui pra a credidibilidade que a revista vêm construindo dia após dia.

  9. Não gostei. O jornalista pede uma entrevista ao ministro Marun e logo na apresentação na matéria o chama de desarvergonhado. Insinua que o ministro seria um canalha. Certamente, não querem, nem o jornalista nem a revista, uma nova entrevista. Parece-me que Trump tem razão em ter em bem pouca conta esse tipo de profissional.

  10. Não gostei do que vi na apresentação da matéria. O jornalista pede uma entrevista ao ministro Marin e logo o chama de desavergonhado. Certamente, não quer nova entrevista. Esses jornalistas. Parece que Trump tem razão quando os trata como gente merecedora de pouco apreço.

  11. Entre engenheiro, advogado e defensor de político canalha...a última é uma profissão que tem muito futuro, é melhor repensar!!!!

  12. Esse é um dos bandidos que gostaria de ver nas mãos dos verdadeiros brasileiros do CCC. Quando pegavam esse tipo de gente, prendia, torturava e sumia com o corpo. É um bandido a serviço da desgraça do povo brasileiro. Aliás, povo esse que merece esses vermes que elegem.

  13. Esse burro chucro tem que sair da política mesmo! Deve ter sido levado a ele por alguém com muita influência no MS. Muoto rico.E ligado às empreiteiras...

  14. Esse senhor deve ser uma vergonha para família dele, pois é um puxa saco de primeira além de lambão. Quer aparecer de qualquer maneira, mas acredito que o fim político da safado esteja próximo.

  15. Uma qualidade ele tem ,não é dissimulado tem posição e da a cara a tapa.Nao engana ninguém,faz as claras o que os outros fazem na surdina.Andre na cadeia só pela PGR amigão de juízes e desembargadores aqui a coisa tá feia um candidato na cadeia outro na lava jato outro envolvido com bicheiros ...vamos ver quem sobra é pra cabaaaaaaa

  16. Muito bom esse “ogro”! Se todos os homens públicos tivessem esse destemor do políticamente correto, como tem o ministro Marun, o mundo político seria menos hipócrita.

  17. Este monte de excremento e seus eleitores reviram estômago até de urubu. Vocês da redação deveriam respeitar nosso fim-de-semana!!!

  18. Hahaha! O homem fala que talvez vá para o segundo turno com um partido de esquerda. Como é que é? Qual partido que não é de esquerda? o dele? Ele me lembra meu sobrinho com um aninho, bochechudo e chorão. Mas, só quanto ao fato de ser bochechudo e chorão. No resto, não se parece em nada, graças a Deus! Meu sobrinho é um anjinho lindo!

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