Waldemir Barreto/Agência Senado

Além de Pazuello, outros nove militares estão na mira da CPI

08.05.21 08:02

O depoimento do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, à CPI da Covid não é a única fonte de preocupação das Forças Armadas. Pelo menos nove oficiais militares da ativa e da reserva podem ser convocados pela comissão de inquérito que investiga as omissões e falhas do governo federal no combate à pandemia.

Ex-comandante do Exército, o general Edson Pujol (foto) está entre os possíveis depoentes. O senador Alessandro Vieira, do Cidadania, apresentou requerimento para que o militar explique por que o Exército “produziu medicamentos sem eficácia comprovada em larga escala”. O laboratório farmacêutico da instituição atuou na ampliação da produção de cloroquina para distribuição aos estados, sob ordem de Jair Bolsonaro.

O ministro da Defesa, general Braga Netto, também está na lista dos militares que os senadores pretendem ouvir na CPI. Como ministro da Casa Civil, ele coordenou o “comitê de crise” responsável por monitorar os impactos da Covid-19. Segundo o senador Humberto Costa, do PT, autor do requerimento para convocar o general, Braga Netto “era um grande tomador ou ratificador de decisão relativas às ações e omissões do governo federal na pandemia, respondendo apenas ao presidente da República”.

O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde coronel Élcio Franco também é considerado presença garantida na CPI – ele era o número dois da gestão Pazuello e deve ser chamado depois de cumprir quarentena. Franco, que integrava a equipe de treinamento de Pazuello para a CPI, testou positivo para Covid-19 nos últimos dias e esse foi um dos motivos alegados pelo ex-ministro da Saúde para adiar seu depoimento para o dia 19.

O coronel Haroldo Paiva Galvão, diretor do laboratório do Exército, e o coronel João Vicente de Oliveira, que comanda a área farmacêutica da Aeronáutica, também podem ser ouvidos, assim como o tenente-coronel Alex Lial Marinho, que foi coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, e o coronel Luiz Otávio Franco Duarte, ex-secretário de Atenção Especializada da pasta.

A CPI avalia ainda a oitiva do almirante Flávio Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, que é hoje um dos principais auxiliares de Jair Bolsonaro.

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  1. Na verdade e apresentado o devido respeito ao nosso Exército como Instituição de Estado, embora tenha sido desastroso a “missão de alguns” no governo, como é o caso de Pazuello e seus coronéis, outros militares contribuíram muito ao não chancelar o auto golpe sempre almejado pelo presidente, ex vi de suas ações contra os poderes Judiciário e Legislativo. Entre eles destaca-se o gen. Édson Pujol, exemplo de militar correto e que deve ser tratado com respeito pela CPI, que não pode errar a mão.

  2. Certo. E que fique bem clara a LISTA DE QUEM DEVOLVERÁ O PREJUÍZO CAUSADO AO ERÁRIO E MAIS AS INDENIZAÇÕES ÀS VÍTIMAS DA CLOROQUINA!!!!!

    1. Coisa horroroooosaaa com o que pode contar país.... ajuntando os 9 não dá um bom!!!!.... 🤔 Qual terá sido o critério de ""promoção"" deles.... ah, sim... com certeza o mesmo da ""promoção"" de soldado a capitão do capitinho!!!

  3. Esses militares são muito caras de paus. Todos conheciam de sobras o chefe e sabiam que ia dar nisso. Tudo isso só para melhorar as respectivas rendas. A militada mudou muito.

  4. Entre a CPI e a ABIN,fico com a segunda,pois ela irá provar que "nenhum" governador desviou recursos da saúde,todos se basearam na "ciência política " sempre pensando no " melhor para o povo ", e não devem ser "perseguidos "......

  5. Falta chamar os governadores que glorificaram a ciência, para explicarem qual princípio científico utilizaram para fechar os hospitais de campanha e tiveram meses para se prepararem para a segunda onda de contágios e nada fizeram.

    1. Está tentando desviar o foco do bozo421k. O bozo sabotou todas as ações e recomendações para o combate da Covid. E isso é um fato incontestável, pois todo o país viu isso.

    2. Realmente tem que chamar esses governadores e, na medida de suas culpas, falcatruas, etc, prender todos. Junto com o Bozo e essa ala militar covarde e vendida.

    3. Pra mim,esse Paulo e na realidade o Zezinho disfarçado de Paulo de Tarso,kkkk

    4. Interessante, o Bolsonaro ordenou o gado bolsonarista a invadir os hospitais de campanha, que entre a primeira e a segunda onda, ficaram vazios, e agora sua milícia cretina, vem com essa ladainha furada. No final do ano passado, Bolsonaro e o imbecil do Guedes decretaram o fim da pandemia. E agora quer jogar nas costas dos demais gestores públicos, os erros que são exclusivamente do seu governo.

    1. Maria deve ser perdoada ,pois não sabe o que fala.....

  6. Bom q se ouça a todos, sem exceção, como querem alguns , já q estão dificultando investigação dos Estados e Municípios, devido a grande corrupção no meio.Isso sim foi responsável por muitas mortes e agravamento de casos. Bolsonaro não é exemplo p muita coisa , mas entregou direcionamento e dinheiro em volumes nunca vistos p referido combate, conforme determinação do próprio asqueroso supremo - stf minúsculo.

    1. 2- Aparelhou a Polícia Federal, que tem sido uma lástima. Bolsonaro no combate à corrupção, deveria começar em casa, pedindo para a "SUA" PF investigar como o 01 comprou uma mansão e agora está decorando... Que tipo de decoração agrada um sujeito como o Flávio? Clean, clássica... Quem sabe alguns quadros, Beatriz Milhazes... Acho que não. Eu sugiro pelo menos uma réplica do O Grito do Munch. O Triunfo da Morte talvez. O 01 poderia pedir umas dicas p/ o Lulinha, de limpador de merda a milionário

    2. 1- A retórica bolsonarista causa asco. Bolsonaro não se preocupou nem um pouco com a corrupção sistêmica do país, contribuiu com os corruptos ao acabar com a Lava Jato. Colocou o Aras na PGR, indivíduo que nada fez para combater a corrupção. Colocou no STF o Kassio kopia e kola, que votou à favor do Lula. E mais, dias atrás negociou com o Centrão, dando tudo. Contribui para um sujeito como o Lira chegar a presidência da câmara.

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