Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

‘Prevaricação de rebanho’, ironiza Renan após depoimento de Pazuello

29.07.21 16:59

Relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (foto) ironizou a conduta do governo federal diante da denúncia dos irmãos Miranda sobre indícios de corrupção na compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde em uma negociação com a Precisa Medicamentos, que atuou como intermediária da Bharat Biotech.

O senador foi às redes sociais após a CBN noticiar que, em depoimento à Polícia Federal, Pazuello declarou que recebeu do presidente Jair Bolsonaro um pedido para verificar possíveis irregularidades nas tratativas, mas frisou que a ordem não foi apresentada com a proporção de uma denúncia. O ex-ministro disse que, caso contrário, teria conduzido a apuração de forma diferente.

Pazuello deixou o ministério em 23 de março, três dias após o deputado federal Luis Miranda e o irmão dele e chefe da Divisão de Importação da pasta, Luis Ricardo Miranda, listarem a Bolsonaro as irregularidades, como a previsão de um pagamento antecipado de 40 milhões de dólares a uma offshore, cujo nome não constava do contrato. À época, segundo os irmãos, o presidente teria dito que acionaria a PF. Não existem, porém, indícios de que o fez.

A CPI rastreou as irregularidades da Covaxin. Entre elas um adicional de 50 milhões de doses. Pazuello, que mentiu à Comissão, confirmou: as graves ilegalidades da vacina superfaturada não foram investigadas. É o caso de prevaricação de rebanho“, escreveu Renan Calheiros.

Pazuello depôs à PF no âmbito do inquérito que investiga Bolsonaro pela suposta prática do crime de prevaricação. A apuração foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República, no Supremo Tribunal Federal.

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  1. Senador Renan valeu a ironia. No entanto, o caso é de tragédia humana nunca antes vista, cujo cruel retrato está provado por imagens e áudios do PR da república e seu ministro. Quase 600 mil mortes de pessoas, cuja metade ou mais, deveriam estar vivas. Essa mortandade não pode ficar impune. Aqui no Nordeste o PR pode dar Bolsa Família de 1 mil reais que ainda será derrotado. Estamos todos cansados da figura; sequer dá mais para ouví-lo na TV. O Brasil precisa superar a tragédia em 2022.

  2. Um deputado federal e o seu irmão servidor do Ministério da Saúde, levam ao conhecimento do Bolsonaro um esquema de corrupção de 1,6 bi.  Então o Bolsonaro fala para o general Pazzuelo, no meio de uma piada, para esse verificar. O general Pazzuelo, cuja inteligência não é o seu forte, não soube distinguir o que é piada do que é trabalho. Pazzuelo saiu do MS, mas continuou no governo, e pelo jeito ninguém tocou mais no assunto, e o esquema prosseguiu. Também acredito em Papel Noel...

  3. E assim vão passando os dias e o presidente não é interditado (assim seria mais justo!) e não impedido, pois como diz o Diogo, é um sociopata!

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