Paulo Figueiredo falará em audiência sobre tarifas nos EUA
Blogueiro que ganhou destaque ao atacar mulheres e Michelle Bolsonaro terá cinco minutos em Washington
O blogueiro Paulo Figueiredo (atrás de Trump, na foto), que foi destaque esta semana por seus ataques às mulheres, participará de uma audiência pública em Washington na segunda, 6.
A audiência faz parte da investigação 301, comandada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).
O USTR está avaliando se empresas americanas têm sido prejudicadas pela adoção de práticas comerciais discriminatórias no Brasil. Caso os americanos entendam que isso está ocorrendo, existe a possibilidade da aplicação de tarifas de 25% sobre importações brasileiras.
Michelle Bolsonaro
Os ataques de Paulo Figueiredo levaram a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a abrir mão da presidência do PL Mulher.
"Quando você olha para a Michelle, a razão para o tal sucesso que ela tem advém de um fato curioso, que é justamente o fato de a Michelle nunca ter aberto a boca para falar sobre nada. Ela então segue um papel. Com isso, está construido uma imagem de Amélia, mulher doce, recatada, religiosa. Uma imagem muito bonita. Nas raras ocasiões em que ela resolve falar, a impressão fica prejudicada", dissertou.
"Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras, as casadas costumam acompanhar o marido", seguiu.
Leia em Crusoé: Atropelada
Tariflávio
Quem também vai participar da audiência, mas na terça, 7, é o senador Flávio Bolsonaro.
Esta semana, ele enviou uma carta ao USTR pedindo o adiamento de medidas contra o Brasil para depois das eleições, para evitar que Lula ganhe eleitoralmente com isso.
"Juntamente com a suspensão das ações propostas, o comentarista [Flávio Bolsonaro] sugere um mecanismo de reversão automática de 180 dias, prorrogável por mais 90 dias caso as negociações demonstrem boa-fé e progresso concreto. O governo atual teria esse período para se engajar em negociações de boa-fé, sem a perspectiva de ganhos eleitorais, ou enfrentar as consequências da retomada dessas ações", diz a carta.
Itamaraty
O governo Lula não irá participar da audiência pública.
O Itamaraty não considera que este seja o canal de comunicação adequado para lidar com a questão, por se tratar de um espaço aberto para a participação da sociedade civil e do setor privado.
O Ministério das Relações Exteriores negocia com o governo dos EUA por vias institucionais.
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