Presidente do PT defende investigação de Lulinha e Marcola
Edinho Silva afirma que denúncias devem ser apuradas e que dupla deve ter direito de "ampla defesa"
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu nesta segunda-feira, 17, que o empresário Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-assessor do presidente Lula, o Marcola, sejam investigados com amplo direito de defesa, como qualquer cidadão brasileiro.
"As denúncias que envolvem o Fábio, ele (Lula) já disse isso, do mesmo jeito as denúncias envolvem o Marco Aurélio, ele quer que sejam investigadas. Que os dois tenham amplo direito de defesa como qualquer cidadão brasileiro, mas, como qualquer cidadão brasileiro, que eles sejam investigados e que nesse processo possam provar sua inocência. É a postura correta que o presidente da República tem quer", disse o petista.
Mensagens trocadas ente Lulinha e Roberta Luchsinger em março de 2024 sugerem que a dupla, investigada pela Polícia Federal por tráfico de influência, atuava em lobby junto do gabinete de Lula.
A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
No diálogo, o filho de Lula disse que participou de reuniões com o ex-chefe de gabinete de Lula, e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde Swedenberger Barbosa, o Berger.
O diálogo
[Roberta Luchsinger]: Nosso nível tá outro.
[Roberta Luchsinger]: Nosso futuro é a Suíça.
[Roberta Luchsinger]: Poucos negócios é bom.
[Roberta Luchsinger]: Esse povo aqui tá em outra vibe.
[Lulinha]: Isso… deixa eles… trabalho para caralho e nunca da em nada.
[Roberta Luchsinger]: Decepção tá.
[Lulinha]: É que o Fernando abusa… Todo dia tem um pedido novo pra ele… todo santo dia… Ele parou de atender ZP e Fernando.
[Roberta Luchsinger]: Marcola não quer.
[Roberta Luchsinger]: Ele tá incomodado.
[Roberta Luchsinger]: I falou pra gente almoçar com Berger e ele sem Fefe.
[Roberta Luchsinger]: Pq ele não quer mesmo.
[Lulinha]: Isso… Já é o terceiro almoço que eu tenho com ele ele pede pra ser só entre nós.
Sócio de Lulinha
Segundo os investigadores, “Fernando” ou “Fefe” a quem Lulinha e Roberta se referem é Fernando Bittar, ex-sócio do filho do presidente Lula e um dos donos formais do sítio de Atibaia.
O sítio que era usado pelo ex-presidente Lula em Atibaia, e que lhe rendeu uma condenação por lavagem de dinheiro e corrupção passiva na Operação Lava Jato, foi comprado em 2010 pelo valor de 1,5 milhão de reais.
Desse valor, 1 milhão de reais foi pago por Jonas Suassuna.
Os 500 mil reais restantes foram pagos por Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar e irmão de Kalil Bittar.
As planilhas também mostram que Kalil Bittar recebeu 750 mil reais de Lulinha entre 2022 e 2025. Os pagamentos eram realizados mensalmente no valor de 50 mil reais.
Curiosamente, os valores pagos para Jonas Suassuna (700 mil reais) e Kalil Bittar (750 mil reais) totalizam 1,450 milhão de reais, quase o valor que foi pago pelo sítio em 2010 (sem contar a inflação).
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