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Após fechar quase 300 lojas e demitir 2000 funcionários, gigante do varejo brasileira é cobrada por sindicato

Por Sofia Volpi
17/08/2026
Em Geral
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Foto: Carina Caracol

Foto: Carina Caracol

O fechamento de 298 lojas da Casas Bahia e a demissão de cerca de 1,9 mil trabalhadores levaram o Sindicato dos Comerciários de São Paulo a cobrar explicações da varejista. A entidade afirma que não recebeu comunicação prévia sobre os cortes e marcou uma reunião com representantes da empresa para esta terça-feira (18).

As demissões ocorreram principalmente entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14), em meio à reestruturação do grupo. No mesmo período, a Casas Bahia avançou com o fechamento de unidades consideradas menos rentáveis, que representam 29% das 1.034 lojas mantidas pela companhia no fim de junho.

Sindicato contesta cortes

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Além de pedir esclarecimentos, o sindicato prepara uma ação para tentar anular as demissões coletivas. O presidente da entidade, Ricardo Patah, disse à Folha de S.Paulo que os representantes dos trabalhadores não participaram previamente do processo.

No julgamento em 2022, o STF definiu que a participação prévia do sindicato é uma exigência em casos de dispensa em massa, embora isso não signifique que a entidade precise autorizar os desligamentos.

Na reunião desta terça, o sindicato pretende discutir o número de funcionários atingidos, possíveis transferências para outras unidades, pagamento das verbas rescisórias e manutenção temporária de benefícios, como os planos de saúde.

Crise chegou à Justiça

Os cortes ocorrem em meio a uma situação financeira mais delicada. No domingo (16), o Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial em São Paulo para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas. A companhia atribuiu a decisão à deterioração das condições financeiras, com juros altos, restrição de crédito e aumento dos custos.

No segundo trimestre, o grupo registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões. Desse montante, R$ 9,1 bilhões vieram de efeitos contábeis não recorrentes, enquanto o prejuízo ajustado ficou em R$ 978 milhões.

Nesta terça-feira (18), o sindicato e a Casas Bahia devem se reunir para discutir as demissões e as condições oferecidas aos funcionários atingidos.

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Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura.

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