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A pressa de sauditas e israelenses para evitar um retrocesso

24.11.20 07:05

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encontrou-se com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o secretário de estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo. Apesar de a reunião ser secreta e de nenhum dos governos envolvidos tê-la confirmado, tudo foi feito para que a notícia vazasse pela imprensa e para as redes sociais. Apenas imagens de Pompeo e bin Salman foram divulgadas (foto).

O interesse de israelenses e sauditas em realizar e divulgar o encontro que ocorreu no domingo, 22, pode estar ligado com a mudança de poder nos Estados Unidos. A partir de 20 de janeiro, Joe Biden deverá desmontar diversas políticas adotadas por Donald Trump nos últimos quatro anos. “O maior medo deles é o de que Biden faça muitas concessões ao Irã. Ao mostrar que Israel e países árabes estão mais próximos e buscam a paz, eles desejam consolidar a mudança que acabou de acontecer no Oriente Médio e tornar mais difícil um retrocesso”, diz o historiador Michel Gherman, colaborador do Instituto Brasil Israel (IBI).

A reunião entre Netanyahu e Mohammed bin Salman também tem um poderoso significado. Até então, apenas países menores do Golfo Pérsico, como Bahrein e Emirados Árabes, e o Sudão, na África, tinham anunciado um acordo de paz com Israel. “A impressão até recentemente era que esses países menores estavam se guiando principalmente pelo interesse econômico, de maneira independente. A conversa com a Arábia Saudita no último domingo mostra que a locomotiva do trem árabe está em movimento, puxando todos os demais”, diz Gherman. “Agora, sauditas e israelenses querem solidificar o que já alcançaram.”

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  1. Qui qui o Pazuello tá fazendo com o principe Árabe, nem sarou direito e já tá batendo pernas. Será que foi vender testes para o corona.

  2. Nada une mais as pessoas do que terem um inimigo em comum, que no caso parece ser o Irã . O tempo, senhor da razão, dirá se a estratégia levará um pouco de paz a região.

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