MarioSabino

Perdi o ritmo

12.02.21

Laudos de exames específicos forneceram o veredicto: sofro de arritmia cardíaca. A minha arritmia manifestou-se pela primeira vez em 2012, mas foi diagnosticada como fruto de ansiedade passageira. Os episódios, então raros, começaram a se tornar frequentes com o passar do anos e, não faz tanto tempo assim, fiz os exames que me jogaram na realidade. Arritmia. Foram-me receitados, então, dois remédios, que funcionaram bem até dezembro último, quando tive um episódio violentíssimo: o meu coração chegou a 206 batimentos por minuto, no que foi identificado como arritmia ventricular causada por um flutter atrial — um upgrade do ponto de vista de risco. O descompasso elétrico que ocorria num dos átrios conseguiu romper o filtro do nó atrioventricular e chegou com plena potência a um dos ventrículos, na forma de taquicardia.

Ao sentir a aceleração, ainda tentei segurar a onda, tomando os remédios que me haviam sido prescritos. Não funcionaram. Telefonei para o meu clínico geral, que mandou uma ambulância vir me pegar em casa. O auge do episódio ocorreu no pronto-socorro. Uma vez controlada a tempestade elétrica, fui transferido para a UTI. O meu cardiologista trocou um dos remédios e acrescentou um anticoagulante, para evitar a formação de trombos que podem causar AVC. Uma prescrição banal para quem está do outro lado do cateter — e a banalidade é tudo o que se espera para quem está deste lado.

Quando se tem arritmia, e muita gente tem, você ouve do cardiologista que não precisa preocupar-se porque ela não mata, mas logo em seguida ele diz que você pode morrer disso. De qualquer forma, não é a pior das doenças. Ao ser levado para fazer cateterismo, ouvi o seguinte do cardiologista, enquanto ele apontava para uma senhora deitada no leito que rodava em direção contrária à do meu: “Essa paciente tem uma doença mais grave do que arritmia, o coração dela está se degenerando. Há doenças mais graves e menos graves do que a sua”. Compadeci-me do sofrimento da senhora e, ao mesmo tempo, confortei-me com o sofrimento alheio. Pensei que, enquanto houvesse doenças piores, isso ainda era bom para mim.

Há treze anos, o meu problema de saúde era outro. Surgiram divertículos no meu intestino grosso, tentei controlar com antibióticos, mas as diverticulites começaram a suceder-se de tal forma que o único jeito foi arrancar a parte afetada do intestino — divertículos são vesículas que aparecem na parede intestinal; quando inflamadas, podem romper-se e você tem uma septicemia. Cortaram 40 centímetros do meu intestino e vida que seguiu. Hoje, raramente penso no meu intestino. Ainda que seja curado da arritmia, contudo, o meu coração jamais deixará de assombrar os meus pensamentos.

Na escala de gravidade das doenças, talvez diverticulite esteja acima de arritmia, mas quando o órgão é o coração, fica-se mais sensível à ideia da morte. Explicável, visto que o músculo cardíaco, responsável pela circulação da seiva que alimenta e oxigena as nossas células (perdão pela metáfora clichê, mas tenho fobia da palavra exata para o tecido líquido), é o centro vital do nosso organismo. Por tal motivo, adquiriu em todas as culturas uma dimensão simbólica muito mais intensa e mais abrangente do que a de outros órgãos. Como símbolo, é centro dos sentimentos, da personalidade e do pensamento. Os bondosos têm grande coração; os malvados não têm coração. Os amorosos têm coração apaixonado e, na desilusão, o coração despedaçado; os frios têm coração de pedra inexcedível à erosão. (Na peça Rei Lear, William Shakespeare define a ingratidão como um “demônio de coração de mármore”, e quem já teve um ingrato pela frente sabe que a imagem é perfeita). Aprende-se de cor, de coração, e Blaise Pascal, o matemático, disse que “os grandes pensamentos vêm do coração”.

A única víscera deixada no interior das múmias egípcias era o coração — ele seria pesado no tribunal de Osíris. O hieróglifo para coração é um vaso, por ser o recipiente do universo (ainda voltarei ao magnífico Museu Egípcio de Turim, o segundo maior do mundo, que abriga um Livro dos Mortos completo). No Dicionário da Civilização Egípcia, essencial para quem gosta do assunto como eu, Georges Posener registra que, na cosmogonia do Antigo Egito, “o deus Ptah pensou o universo com o seu coração antes de materializá-lo pela força do verbo criador”. A imagem é de uma beleza piramidal.

O universo expande-se em diástole e é comprimido em sístole: a mitologia indiana antecipa, com metáfora cardíaca, o Big Bang. Quando se tem arritmia, no entanto, o universo se esvai em caos por meio de um buraco negro no seu peito, que suga os sentimentos, a personalidade, o pensamento e l’amor che move il sole e altre stelle, que foi como Dante Alighieri definiu DeusO verbo que recria o universo é a amiodarona (esse é o principal remédio que tomo no momento), mas a recriação é temporária, até que o verbo seja engolido outra vez pelo tumulto. Mesmo depois de um procedimento que espero exitoso, o buraco negro continuará à espreita no meu coração, em definitivo indefinível.

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  1. Não sei se nessa hora seria um bom conselho seria bom, mas acho que deveria esquecer a política desse país aqui não tem jeito não 😞

    1. Mario, por favor procure Dr. Pachon em SP. Ele eh especialista em arritmias e tem excelente reputacao.

  2. Caro Mário. Parabéns pela coluna! Sempre nos alimentando a alma com sua admirável cultura. Não sei qual procedimento que você fará para resolver seu problema cardíaco, mas conheço um caso muito semelhante que foi resolvido há muitos anos com sucesso total!! Foi uma espécie de cauterização simples no coração , sem nenhum risco, com resultado excepcional. Desculpe entrar num assunto tão pessoal. Grande abraço e muita saúde !!

  3. A propósito, leia Georges Canquilhem, médico e filósofo e saberá do que falo. E ainda poderá ler na fonte, em francês, no original, causando-me inveja. Rss. Avante!

  4. Perdeu o ritmo? O encontrará quando menos esperar. Esqueça o ritmo, continue tomando seu café e vinho, fazendo seus passeios lúdicos e...escrevendo, escreva muito que é o que você faz de melhor para si e para os outros. O susto vai passar e será mais uma foto do seu quadro de memória. As doenças (mesmo as crônicas) e os traumas nos assustam, tiram nosso chão, mas moldam nossa resistência! Não se impressione. Seja amigo da morte e da doença. Como diria meu avô: para morrer, basta estar vivo.

  5. Para enfrentar o nosso cotidiano tem que ter muita saúde! Não está fácil meeeesmo, e fico imaginando com arritmia... Melhoras Mario!!!

  6. Mario, a arritmia habitou minha bisavó, meu avô, meu pai, eu e minha filha desde sempre. Já tive mais de 40 mil extrassístoles em 24 h. Sinto cada uma na garganta. Eu me consolo c/a vida longa dos antepassados descompassados (hum! credo). Qdo os trotes cardíacos se tornam galopes desenfreados, aí sim penso que verei o planeta de outro ângulo. Depois de 1 par de minutos, do nada, o bicho volta ao trote normal, embora c/ tropeços. Passo meses e meses s/nada. Deixei os remédios a conselho médico.

  7. Esse cara é elegante até com um assunto, digamos, assustador. Força Sabino ainda precisamos muito de sua "elegância" com as palavras.

  8. Mario, ogni tanto, do nada, sem razão aparente, meu coração parece um pandeiro acelerado em pleno carnaval - e me dá medo caso ele resolva disparar de vez. Até agora isso não aconteceu e, assim como o batuque vem, vai. Você é bem mais jovem do que eu e tenho certeza de que essa arritmia com os cuidados necessários será 'domada'. Precisamos de você com sua elegância e lucidez.

  9. digo por experiência: quando "aparece" um problema no coração a gente passa a dar mais valor à saúde. Tenho certeza que você está bem agora e desejo que continue bem por muito tempo!

  10. Mario. Você é poeta até com a própria dor. Que essa definida indefinição nos dê muitos textos maravilhosos até a eternidade.

  11. Pessoas inteligentes vivem e sobrevivem à essa sensação de “perigo iminente”. Vc sobreviverá, provavelmente com até mais sabedoria, se é que ié possível! Força Mário, precisamos de pessoas como vc nas nossas vidas!

  12. Desejo-lhe pronta recuperação. Seus leitores precisamos de você por muito tempo, aliás o Brasil precisa de você. Força, Mário! Estamos ao seu lado!

  13. Não é o tipo de coluna que a gente gosta muito de ler, assim como nem todas as experiências na vida são agradáveis. Mas muitas das lições mais importantes da vida vem com acontecimentos desagradáveis. É necessário ter coragem para escrever sobre uma fragilidade na saúde e muita afinidade com as letras para que o texto fique assim como este. Desejo uma recuperação completa e rápida, de todo o coração.

  14. Preocupada contigo pois te gosto sigo esperançosa de te ter muito tempo ainda escrevendo com arte e elegância para alegrar nossos dias de tormenta neste Brasil de tantas turbulências!

  15. Mário, repito há dezenas de anos: ignorância (doença nacional) mata muito mais que qualquer doença. Sendo assim, você será o nosso Matusalém tupiniquim. Melhoras! PS. Desde que passei a assinar o Antagonista minha pressão varia entre 16/20 (sístole) x 90/11 (diástole) com batidas cardíacas entre 100 e 110. Isso tomando remédio! A pergunta que fica é: devo processar as más notícias (ou seus causadores) ou o carteiro que as trás (vocês!) como costuma fazer Bolsonaro?

    1. Desejo uma melhora rápida. Precisamos sempre de sua inteligência e dos seus textos. Sempre inteligentes.

  16. Completando meu comentário! Muita saúde para você Mario! O Brasil sério e honesto precisa de você e de seu jornalismo independente!!! Que Deus lhe abençoe!!!

  17. Saúde e melhoras. E para que seu coração não acelere, melhor não ler mais as notícias da política brasileira. Faz muito mal à saúde dos brasileiros do bem.

  18. Mário, ainda que o coração não esteja 100% operacional, alegra-me o fato de que o rancor fartamente expelido por outros articulistas dessa revista não o tenhas contaminado! Saúde e Paz!

  19. Excelente texto. Poderia ser publicado em revista de cardiologia. No mais é desejar que o articulista sobreviva a muitos números após a publicação.

  20. Mario Sabino...como é enfadonho esse comportamento de exibir erudição citando Shakespeare et caterva...tsc, tsc, tsc. Defender hipócritas como Bruno Covas pelo menos tem um ridículo divertido quando parte de gente como vocês.

    1. Ben , que triste é ver um ser humano não ter compaixão pela dor alheia. Infelizmente, grande parte do brasileiro hoje é como você, olhando só seu próprio umbigo. Ainda dá tempo Ben, antes da próxima pandemia/catástrofe, de mudar os seus conceitos!!! Abraços!!!!

    2. Não importa o que irei aqui comentar acerca do que você escreveu , "BEN"! Mas as suas palavras apenas revelam que, na verdade, não é o Mário o doente aqui, mas sim você. E pior, a sua doença é incurável: ela é a ignorância que revela A PESSOA ABJETA E DESPEREZÍVEL QUE ÉS, "BEN"! FORÇA, MÁRIO SABINO! PARA MIM VOCÊ É UM DOS POUCOS JORNALISTAS DO BRASIL COM CREDIBILIDADE EM SUAS ANÁLISES!! FIRMEZA.

  21. Gostei da forma inteligente, criativa e bem humorada com que você aborda um tema tão sensível. Que esse astral contribua para sua completa recuperação!

    1. Façam minhas, as palavras da minha xará! Sucesso no procedimento! Saúde para todos nós!

  22. Espero que essa arritmia permaneça adormecida durante muitos anos, para alegria dos seus inúmeros leitores, como eu. Saúde!

  23. O coração é terra que estranho não pisa; talvez seja este o motivo metafísico de teu mal; caro amigo Mário certamente já devem ter pisado muito neste seu órgão tão vital e espero sinceramente que alguma alma feliz o cure no tempo que os efeitos da morte da carne tiver passado. Os que amam geralmente tem coração de carne e a como a carne ainda é perecível então tenhamos paciência com nossos órgãos pois que a hora da regeneração chegará tanto no seu corpo como no corpo político chamado Brasil.

  24. Mario, seu texto foi filosófico. Esses eventos que nos sacodem para consciência de nossa finitude trazem momentos contribuições ímpares... Desejo a você muita serenidade em sua trajetória - o mais quem lhe for possível.

  25. O melhor remédio seria: " O meu coração deixará de assombrar meus pensamentos." Todavia, isto é quase impossível quando se é humano.

  26. Oi meu chapinha.. como "samos" (somos) farinha do mesmo saco, nos quesitos principais da vidoca que levamos (jornalismo e cardiopatia)..aposto cem cruzados, que tua arritimia tem uma única origem: medicamento. As grandes pharmas nos entopem de medicamentos que atacam um mal nas criam outros. Vai pra o veganismo, camarada. Vais te dar bem. Alvaro Costa/df

  27. Meu caro! Prefiro acreditar em que ninguém morre de arritmia cardíaca. Mas que é desconfortável, isso bem posso dizer que é. Desejo-lhe, melhoras. Cuide-se!

  28. Uma crônica que mexe com o coração de todos nós. O coração que guarda os afetos. Cronistas como Mário Sabino alimentamos nosso COR afetivo.

    1. O quanto vale uma vida? De um gênio literário de um analfabeto? De uma cura? De um acidente? Ao nos depararmos com a morte ou dela nos rondar estas questões surgem. Assim como este belo texto nos faz refletir. Saúde!!!!!!

  29. Você pode fazer uma cardioversão (choque elétrico) ou uma ablação que é mais segura em matéria de resultados. O problema sãos os remédios. Tem médico que exagera na dose e o cansaço junto com a bradicardia (baixo batimento) podem aparecer. No meu caso, meu geriatra diminuiu os remédios - melhorou o cansaço. E os batimentos continuam baixos, mas a pandemia me impede de uma operação. Mas dá para passar dos 90, segundo disse meu médico.

  30. ... Seus textos são magníficos, Mario !! ... Meu problema é a loucura, e esta não tem jeito. ... tomo tudo que aparece pela frente.

  31. Bem vindo ao clube !!! Passei por tudo isso dez anos atrás. Tomo meus remédios diários corretamente, jogo bola aos 65 anos, corro, tomo meus gorós regularmente, e vida que segue.

    1. Também tive tudo isso. Sei do que se trata. Eu tomo um remedinho a mais: ansiolítico.

  32. Mario, vai aí a explicação de um professor italiano sobre as arritmias. Tenho certeza que vc vai entender. https://youtu.be/qeUl4c4s2Mk

  33. Mário, você é incrível ! Até para falar em doença, você consegue colocar beleza e sensibilidade em suas crônicas. Se cuida. A Crusoé e nós todos precisamos de você. Fique bom logo e que Deus o proteja.

  34. Mário, sei do que fala. A angústia, o medo por ser centrado no universo que é nosso coração. Não outro lugar banal como um apêndice, mas o coração. Senti como se ele estivesse pendurado num fiapo de linha. Também estou na tal amiodorona e ela está mantendo o fiapo de linha até agora. Sigamos, iremos longe! 🙏

  35. Eliza Caro Mário Parabéns pela sua crônica magistral!!! Foi do "fundo do coração". Sofri desse distúrbio elétrico durante 53 anos, com arritmias que chegavam a 250 / minuto!!! Fiz 4 intervenções (fulgurações sino-atriais) quando tal técnica teve início no Brasil. Sucesso total. Há 22 anos estou livre daquele "pesadelo"! Sucesso para você também.

  36. Texto maravilhoso esse, que nasceu do seu talento e aperreio... Tocou-me o coração pois vivi esse sufoco e sei bem do que confesso aqui... meu marido teve que fazer o procedimento de cardioversão para corrigir a tal disritmia, há cerca de 20 anos... Está bem de saúde, controlando problemas de revascularizado, diabético e festejamos seus 81 anos em janeiro passado! Graças 🙏🏼 a Deus e aguardando a hora da vacina com grande ansiedade... SAÚDE PARA VOCÊ, LONGA VIDA PARA MÁRIO SABINO!

  37. Saúde, Mário e parabéns pelo texto tão bonito que me fez ir até o fim mesmo com o coração aos pulos... 206 ? Nem o Olodum bate tanto...

  38. Está semana fiz cintilografia de perfusão coronariana. Tá tudo bem, a minha arritmia não é ao grave! O stent ta la firme. Força e se cuide com os beta bloqueadores da vida...

  39. Mário,palmas para esse lindo texto em que você transformou um diagnóstico médico em poesia pura! Adoro seu estilo limpo, suave ,com uma fleugma benevolente , e de uma sensibilidade surpreendente. Sei bem o que é esta arritmia e lhe digo que seu coração no descompasso das batidas fora do ritmo lhe reservam muito tempo ainda de emoções a serem vividas e sentidas , resultando em crônicas sempre extraordinariamente bem escritas! Vocês são nossa fonte de informação e inspiração permanente! Abraços!!

  40. Que o ritmo dos teus textos sejam transportados ao teu coração, porque eles são belíssimos! Saúde e Vida Longa pra você, Mario!

  41. Grande texto, Mário, Deus há de ser misericordioso com o seu coração. Quiçá a pandemia o tenha afetado um pouco mais nesses tempos horríveis que vivemos. Assim, vamos sonhar com corações melhores para nós e para o nosso país.

  42. Como pode escrever tão lindamente? Sinto-me privilegiada de poder ler sua coluna. Continue se tratando, precisamos demais das suas palavras. Desejo -lhe o melhor

  43. Mário também sofro de diverticulose,todo cuidado é pouco.Então espero que o procedimento restabeleça plenamente teu coração que faz o meu bater de alegria qdo leio sua coluna

    1. Ótimas dicas. Eu acrescentaria também a Coenzima Q10 que é excelente para o coração.

  44. Mário, muito difícil na posição profissional em que você se encontra, mas evite ao máximo que puder, o ESTRESSE. Não sou médico, mas já sofri infarto, e estresse é veneno para o corpo humano, altera tudo. Que Deus continue lhe protegendo.

  45. De coração, Mário quero que se restabeleça logo, fique forte. Tenho um carinho enorme por todos vocês. Não é saudável conviver meio a tanta maldade, mal caratismo. Sou grata por nos abastecer de verdades do sub mundo mas se cuidem todos, sej felizes, apesar de tudo. Sugiro até que diversifiquem um pouco, falando de arte, música boa, para amenizar o clima. Abraços

    1. Não, Claudio, não tenho pânico. É um distúrbio elétrico no coração, já comprovado por inúmeros exames. Obrigado.

  46. Vai lá no dr. Pachón, um marca-passo se necessário, agora ou no futuro. Super tranquilo, vc nem vai notar que tem um. Garantia de dez anos. Boa sorte!

    1. Mário, meu marido teve o mesmo problema há 13 anos. Fez um procedimento de ablação no HCor e,depois de algumas intercorrências, ficou ótimo. Cauterizou mais de 70 pontos que pulsavam indevidamente no coração, competindo loucamente com o nó sinusial- o nosso marca passo natural. Ele vai fazer 74 anos, joga tênis, corre e trabalha bastante. Só toma um betabloqueador para proteger o coração de tensão Não sei com você: mas café e vinho faziam o coração do meu marido disparar. Você vai ficar bem!

  47. Mário desejo que Deus e todos os anjos estejam a guardar teu precioso coração! Cuide-se! Parabéns pela competência, coragem, inteligente! Abraços!

  48. Poxa Marião não imaginava que tinha sido tão grave..nosso Pai viveu(bem) durante décadas c/arritmia e tb tomou um anticoagulante que era muuuuito caro.C/acompanhamento de médicos de ponta,com certeza vc vai ficar bem! Mas além de td isso acredito que a carga negativa jogada sobre vcs deva ser pesada tb.Caso acredite tenho um velho amigo qpoderá ajudar na sua proteção e da empresa. Sou assinante e se quiser podem mandar msg e te passo o contato dele. Marião, parabéns pela coragem e independência!

    1. Caraco.. ajudar o cara e a empresa dele ao mesmo tempo?...hummm.. isso é bruxaria..na certa..quaquaqua..apscosta/df

  49. Mario: minha mulher tinha arritmia. Teve algumas crises com batimentos dignos de uma escola de samba, até que um novo cardiologista, da Unicamp, falou em fazer uma ablação. A intervenção é simples, apesar de ser no coração. Sem anestesia, ela até assistiu por um monitor o que faziam no seu coração com uma sonda introduzida pela virilha. Saiu da intervenção e, em duas horas estava em casa. Nunca mais teve. Seu caso talvez seja pior, mas se não for, fica a sugestão.

  50. Salve grande Mário !!!Amo seus textos . Aleluia ! Por vivermos nestes tempos , e os sucessos da ciência e da medicina . Depois de três câncer em duas décadas , hipertensão e outras coisitas , digo-lhe ! Nada como uma boa psicoterapia . Para nos recolocar no prumo , fortalecer a lucidez e manter o equilíbrio emocional . Anime-se caríssimo . Precisamos de você e suas análises cheias de poesia e verdades !🥰

  51. Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE!” O Brasil finalmente terá Um Governo Fundado no “IMPÉRIO DA LEI!” Triunfaremos! Sir Claiton

    1. Sr. Ney, qual o seu problema? A troco de que recomenda aos colegas procurar um profissional? Profissional de que? Vc é chegado a algum tipo de profissional , talvez da psiquiatria? Seu comentário é descortês e muito tolo. Nada a ver com um texto tão poético, com o qual todos os comentaristas aqui se comoveram. Vc é um ponto fora da curva.

  52. Mario, lembrei da música do Cacaso, que a Nana Caymmi canta tão lindo: Quando me larguei lá de onde eu vim Chão de sol a sol Ramo de alecrim, paletó de brim Tempo tão veloz Não achei meu pai, minha mãe não viu Desgarrei de nós Qdo dei por mim, um sertão sem fim Pelo meu redor - coração, não deixe de bater

    1. Oi Chapa.. que comentário mais beócio? Tens esse mal-humor o tempo todo,cara? Não sacas o que seja um artigo? E olha.. não existe esse tal "colonista".. vai ver deve ser um técnico em colo? .. melhor assinares gibís, ou Contigo.. combinado? apscosta/df

    2. Nã entendí o tema da coluna, quer dizer que eu pago pela assinatura dessa revista para ler ou escutar problemas pessoais em relação à saúde do colonista, espero q na próxima coluna entre com temas de nosso momento político, de aquecimento global,confronto entre USA e China,questão da queimada na Amazônia a concentração de renda e o empobrecimento de uma parcela da população, prezado jornalista favor não perder o foco na sua jornada informativa

  53. Uns 5 amigos meus já implantaram marca-passo, uma operação bem simples. Todos se sentem muito melhor do que antes do implante. Talvez (sou leigo) haja diferença com o seu caso porque o problema deles era a diminuição do batimento cardíaco. Boa sorte, Mario!

    1. Mauro, o nome disso é crônica, gênero igualmente jornalístico. Se o senhor acha que estou falando apenas de mim, sugiro adentrar o gênero, por meio das coletâneas de cronistas com os quais certamente não me ombreio, dado que grandes, mas que certamente lhe darão, espero, uma ideia do que se trata.

  54. Antes de ler sua coluna estava pensando como vocês, jornalistas, tinham estômago para cobrir esse governo. Pensando bem, é uma questão de saúde pública. Bolsonaro faz mal à saúde.

    1. Também pensei nisto. Nós, leitores, podemos ler ou não estas reportagens que nos dão asco, como as de hoje. Eles não, por dever do ofício. Se cuida, Sabino. Precisamos dos corações valentes da Crusoe e dos Antagonistas.

  55. Mario Sabino, um poeta. Por favor, faz as pazes com o teu coração. Precisam vibrar no mesmo diapasão. Combinado ? Saúde !!!!!!!!!

  56. Mário eu tive um problema bem parecido com o o seu e fiz uma ablação. Espero não voltar a tê-lo por que prefiro mesmo morrer... kkk o mal estar é tão grande e se a gente se olha no espelho, se pergunta: estou mesmo viva? Torcendo por você também!

  57. reconheço que é um tanto melancólico ler sobre suas aflições que podem te fazer sucumbir e não te permitir escrever mais crônicas para mim. o meu deleite como leitor é que até nas suas tormentas seu texto é uma viagem boa, que me faz aprender e refletir. espero que sua arritmia prossiga nesse descompasso controlado e nos permita desfrutar da produção de seu cérebro, que é um órgão ainda mais essencial para os que não tem coração. muito obrigado!

  58. Vou consolar o amigo. Pelo que eu já passei (6 cirurgias, com uma porrada de etcs) a sua vida tem sido um doce mel... Também tenho arritmia e meu coração pensa ser trompetista; ele sopra, pô! E além disto bater o seu de longe quando “dispara”. E... ah, sim: Nasci em 39 😇

  59. Desejo-lhe saúde. E, para ser sincero, nem tanto por você, mas, por teus textos que me entretém, me ensinam e me deleitam. Aquele abraço!

  60. Maravilhosa crônica Mario! Que a força criadora da vida permita que teu coração continue nos maravilhando com seus ritmos e "arritmos" por muitas décadas mais.

  61. Maravilhosa crônica Mario! Que a força criadora da vida permita que o teu coração continue nos maravilhando com seus ritmos e "arritmos" por muitas décadas mais.

  62. Olá Mário Sabino! Cardiologista há 50 anos, jamais havia lido tanta poesia e história, amparadas em um distúrbio cardiológico. Parabéns pelo texto sensacional, rico em cultura, filosofia e beleza poética. Além de uma boa dose precisa de fisiopatologia. Ah, em tempo: você não vai morrer disso! ;-)

    1. Obrigada por confortar-nos, Dr. Petito. Viva Mário Sabino. Obrigada aos dois, de todo meu coração ❤

    2. Fico muito feliz com seu diagnóstico doutor Petito, obrigada. Vida longa ao Mario!!

  63. Belíssima crônica, Mário! Lembrei-me da minha situação pois, um AVC me tirou do lugar que mais amava: a sala de aula e o laboratório de química. Mesmo sem sequelas, o medo de ter outro AVC me afastou de quase tudo. Refugie-me nos pampas do Rio Grande do Sul. Aqui o vento minuano me lembra todos os dias que a vida é um sopro. Melhoras para você Mário Sabino.

  64. Lindo texto! Se cuide e permaneça saudável. Para nos dar sempre o prazer de ler textos inspirados e nos manter bem informados, principalmente quando nossos fígados são bombardeados diariamente pelo produto de intestinos supremos de demônios de coração de granito (mais duro que o mármore). Abraços fraternos!

  65. Nossa , Sabino ! Que belo e ritmado texto , medicina , poesia e sensibilidade juntas ! Meu marca-passo até acelerou ! Nossos arritmologistas devem ter gostado também . Boa sorte , muita saúde .

  66. Mais uma ótima crônica. Dá medo, né? Não sei se a gente se acostuma a viver com ele ou se ele nos devora, depende de como relativamos tudo, talvez. Mas para nossa sanidade mental é preciso mudar o foco.

  67. Pois é Sr. Sabino, em novembro/2019 tive um episódio semelhante ao seu, uma crise de arritmia (fibrilação atrial de alta resposta, segundo laudo médico), saí dela com uma dose cavalar de de ameodarona. O cardiologista acrescentou Ancoron-200 e Xarelto-20 ao meu "cardápio", depois falou "vida normal" rs rs. Acho que agora estou mais fatalista, além de cético.

  68. Mais um belo artigo, Sabino. Vc é top. Seus artigos são sempre preciosos. Cuide-se! Precisamos de sua inteligência e sensibilidade

    1. Pois bocca.. esta foi uma crônica, a qual, seguramente como o maniqueísta Mauro, lá em riba, não sacastes por..ra nenhuma..quaquaqua..

    1. Que as tempestades e raios que nos partem oriundos do coração do país (de que substância será ele feito?), sejam amenizados e lhe permitam usufruir de uma maior estabilidade rítmica do campo eletromagnético.

  69. Seu “ coração vagabundo Quer guardar o mundo (..) “ Seu “ coração não se cansa De ter esperança de um dia ser tudo o que quer (..)” seu “ coração de criança” Amamos seu coração

    1. Mário, os hospitais fazem inúmeros desses procedimentos por dia. Doença típica de grandes cidades. Você vai ficar muito bem, tenha certeza. Grande abraço!

  70. Você acabou de me lembrar, que também tenho arritmia cardiaca. Já se passaram 10 anos, que fiz uma cirurgia para retirar um tumor e ganhei esse bônus. Aliás, o que é saber que tem uma arritmia, quando acaba de descobrir que seu tumor era grande, mas não era maligno? As pessoas deveriam revisitar o conceito de saúde doença/cura e cuidado/autonomia de cuidado e atenção à saúde, durante a pandemia. A volta da ciência autoritária, controladora, manipuladora e apocalíptica? Só o tempo dirá!!!!

  71. Mário, se cuide, nós precisamos muito da sua inspiração e da sua lucidez. Tente encontrar seu ritmo de novo pensando mais em você e nos seus. Recursos existem para manter a saúde física e mental, você sabe. Cuidado, porque a indignação e a raiva estão nos corroendo. Isso que é hoje o Brasil, infelizmente, vai durar mais tempo do que desejávamos. A gente pode passar, mas "isso" vai permanecer por uns 50 anos. Não vale a pena, portanto, se cuida muito. Saúde e serenidade pra você, de coração!

    1. "Não me morra".. é ótimo..inda bem que não é "não me mate"..quaquaqua

  72. Aquilo que é não morre, ensinam as tradições e os livros dos mortos. Bethoven, por exemplo, viveu o drama de ir perdendo a audição a partir da juventude e compôs a 9° Sinfonia completamente surdo. Não precisamos ser gênios pra alcançar a imortalidade. Talvez um pouquinho de amor e de compaixão pelos ignorantes (no sentido de limitação de consciência) já baste. Nossa sociedade valoriza demais a mente em detrimento do coração.

  73. Viver a vida como for possível, aproveitando todos os monentos, sem criar expectativas, sem ilusões decorrentes de entendimentos equivocados, com algum cuidado na saúde e alimentação, com seletividade de assuntos e contatos, podem nos levar a sentir satisfação em existir, sem temer a finitude nem querer mudar o mundo em demasia. Aproveite os momentos.

  74. Maravilhoso texto, como sempre. Abordagem correta do ponto de vista científico e uma pérola do ponto de vista literário. Saúde, te cuida!

  75. Eu não gosto do número 12, nem do 21. Hoje é dia 12, do ano 21. Acho esses números tristes. Seu texto de hoje está tão triste que só poderia ser publicado num dia 12 de um ano 21. Por favor, não perca o ritmo! A gente já anda triste demais.

  76. Estava achando você muito abatido mesmo. Se cuide Mario...arritmia é inimiga do estresse...da raiva...e nós...os brasileiros pensantes...estamos tendo muita raiva...todos os dias. Que Deus o proteja.

  77. Prezado Mário, escrevendo desde o Cairo, onde resido temporariamente, agradeço a dica sobre o dicionário da civilização egípcia, que não conhecia... aproveito para te desejar plena saúde!! Agora, esse tipo de frase “essa doença não mata, mas você pode morrer disso” me levou de volta aos mistérios do léxico peculiar que conheci quando fui morar em Brasília e eventualmente não encontrava algum produto numa loja... eu : Tem tal ou qual coisa ? Vendedor: Tem, mas está em falta !!

    1. Retornei ao teu comentário. Na sequência eu percebi tua participação por aqui hoje e reitero a satisfação de encontrar nos comentários observações tão sutis sinceras verdadeiras e eivada de um humor sereno. Essa composição faz bem à alma que por vezes galopa em ritmo acelerado. Abraço

    1. Cara, só posso te dizer uma coisa: sensacional, como sempre. Te cuida!

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