Ênio Beal Júnior, coronel da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB), avaliou que Wellington Oliveira, piloto do avião que colidiu com um prédio em Belo Horizonte nesta semana, tentou minimizar os danos às pessoas em terra nos últimos momentos antes do acidente.
De acordo com o especialista, que se baseia em dados da investigação preliminar sobre o acidente, o piloto tentou pousar o avião em uma região que ele descreve como “muito difícil” na emergência. No entanto, essas ações tinham o objetivo de minimizar os riscos às pessoas em terra.
Para a avaliação, Ênio se baseou nos dados coletados pela Polícia Civil de Minas Gerais (PC/MG) e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). O coronel reforça que, como a investigação do acidente ainda está em suas primeiras fases, essa não é a conclusão final, mas que até agora as informações apontam para isso.
A investigação
Ênio explica que no caso serão analisados três pontos principais: as ações do piloto, o avião e o meio onde tudo aconteceu. Isso tem o objetivo de estruturar a investigação e melhor definir o que influenciou o acidente, se as principais causas são erro humano, problemas na aeronave ou algo exterior.
O piloto
Nesse pilar, o coronel explica que serão analisadas as ações do responsável pela viagem. No caso, irão verificar o histórico do piloto, possíveis erros passados, saúde. estado de repouso e até problemas pessoais que tenham ocorrido antes do voo.
A aeronave
Nesse âmbito, os especialistas irão investigar o estado do próprio avião e sua capacidade de realizar a viagem. Ou seja, analistas irão investigar possíveis irregularidades na nave, se estava abastecida antes de decolar, se o combustível estava regular, se estava com a manutenção em dia, etc.
O meio
Neste aspecto, os investigadores irão analisar possíveis fatores externos que possam ter facilitado o acidente, como condições meteorológicas imprevistas.
Adendo do coronel
Ênio também reforçou que todos os pilotos brasileiros recebem treinamentos específicos para diversas situações de emergência. Ou seja, sinalizando que Wellington Oliveira teria aplicado manobras de emergência, mas que não teriam bastado para evitar a colisão.
O coronel ainda citou o treinamento dos pilotos ao comentar que Wellington não teria conseguido se comunicar apropriadamente com o controle de voo. Segundo ele, esses treinamentos para emergência seguem três: voar, navegar e então comunicar.
Devido às dificuldades que o piloto estava tendo nas primeiras duas fases, ele não conseguiu realizar a terceira, pois teria optado em se concentrar nas segundas.





