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Leve no corpo, pesado no bolso: canetas de emagrecimento devem aumentar custo de planos de saúde

Especialistas alertam que mesmo os planos não sendo obrigados a incluir o medicamento, podem aumentas seus custos

Por Júlio Nesi
05/05/2026
Em Geral
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Reprodução: Dennis Sylvester Hurd / Flickr

Reprodução: Dennis Sylvester Hurd / Flickr

A popularidade das canetas emagrecedoras no Brasil não fica só na farmácia. O crescimento da demanda por esses medicamentos começa a chamar a atenção de outro setor: o dos planos de saúde. Especialistas alertam que a pressão gerada pelo uso dessas drogas pode elevar os custos médicos entre 8% e 11% em 2026.

O alerta vem de pesquisas de consultorias especializadas em benefícios corporativos. Segundo um levantamento realizado pela Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas.

De acordo com Walderez Fogarolli, diretora de saúde e benefícios da WTW, mesmo que os planos de saúde não sejam obrigados a cobrir esse tipo de remédio, o setor é impactado indiretamente.

Isso se dá pelo fato de que o rol de procedimentos ampliou a cobertura ambulatorial para tratamentos oncológicos e para medicamentos voltados a doenças raras e autoimunes.

Por que os planos podem encarecer mesmo sem cobrir as canetas?

De acordo com Fogarolli, isso acontece porque quanto mais tratamentos caros entram no sistema, maior a pressão sobre os custos gerais. E as canetas aparecem cada vez mais nessa conta, mesmo pela via judicial.

A avaliação do setor é que a obesidade vem sendo reconhecida progressivamente como doença crônica. Esse enquadramento abre caminho para decisões judiciais que obrigam operadoras a cobrir tratamentos, mesmo quando o contrato não prevê isso explicitamente. É o que o mercado chama de “judicialização da saúde”.

Segundo a consultoria Mercer Marsh Benefícios, fatores como frequência de uso do plano e o custo médio por atendimento entram diretamente no cálculo dos reajustes.

“Analisamos principalmente o custo médio por atendimento e a frequência de uso, mas o preço também depende de outras variáveis, como a idade dos beneficiários, o setor da empresa e o tipo de contrato”, afirma o superintendente técnico e atuarial da empresa, Thomás Ishizuka.

A Mercer Marsh projeta inflação médica entre 8% e 9% neste ano, com reajustes nos planos empresariais variando de 8% a 10%. A WTW vai além e estima alta de 11% em 2026. E 67% das seguradoras ouvidas pela consultoria acreditam que os medicamentos à base de GLP-1 vão elevar os custos médicos nos próximos três anos.

O que é o GLP-1?

As canetas emagrecedoras funcionam imitando a ação do hormônio GLP-1, que o próprio organismo produz. Esse hormônio ajuda a controlar o apetite, aumenta a sensação de saciedade e regula a liberação de insulina. A versão sintética do composto é o que faz esses medicamentos funcionarem para perda de peso e controle do diabetes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, no fim de 2025, as primeiras diretrizes sobre o uso dessas drogas no combate à obesidade, classificando-as como uma ferramenta potencialmente essencial. No Brasil, o Congresso também discute projetos de lei para incluir esses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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