Adriano Machado/Crusoé

Max omite lobby junto a funcionária nomeada por Barros para favorecer Covaxin

19.08.21 14:35

Em depoimento à CPI da Covid nesta quinta-feira, 19, Francisco Maximiano (foto) omitiu de parlamentares que pediu ao Ministério da Saúde mudanças em uma medida provisória editada em janeiro por Jair Bolsonaro para agilizar a aprovação da Covaxin para uso no Brasil junto à Anvisa.

Como revelou Crusoé, o presidente da Precisa Medicamentos procurou, no dia 12 de janeiro, a diretora de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Camile Sachetti, funcionária nomeada para o cargo na gestão de Ricardo Barros enquanto ministro, no governo de Michel Temer. O “poderoso Max” pediu ao governo que a agência sanitária da Índia – que validou a Covaxin – fosse incluída no rol de autoridades estrangeiras que poderiam acelerar a aprovação de vacinas no Brasil.

O pedido não foi atendido pelo Ministério da Saúde, mas a demanda foi resolvida por meio de uma emenda do deputado Ricardo Barros,  líder do governo na Câmara, para modificar o texto encaminhado pelo Executivo ao Congresso, atendendo exatamente ao pedido feito por Maximiano em janeiro. A emenda foi apresentada duas semanas depois da reunião entre Maximiano e Camile Sachetti.

“Não houve absolutamente nenhum contato com o Deputado Ricardo Barros, tampouco com outro pra se fazer essa inclusão”, disse Maximiano à CPI da Covid, em uma das raras perguntas que ele topou responder. O empresário, que ficou em silêncio durante a maior parte das perguntas, não assumiu o compromisso de dizer a verdade à comissão de inquérito.

Quando pressionado pelo relator da CPI, Renan Calheiros, Maximiano admitiu que a emenda de Ricardo Barros era do interesse da Precisa Medicamentos. O executivo invocou o direito a permanecer em silêncio quando perguntado sobre a relação da empresa com o deputado do Progressistas do Paraná.

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  1. Este João deve ser um infiltrado pelo Gabinete do Carlucho para levar informações para a matilha, ou será um nefelibata ( vá ao Aurélio j-e-g)

  2. Pergunto a CRUSOÉ porque não faz investigação do Butantã vendendo a dez dólares e Consórcio vendeu a mesma vacina a seis dólares, conforme denúncia do Senador Marcos Rogério na CPI?Que revista esta não investiga nada!

  3. Cara de pau que recebeu 20 milhões de reais e não entregou os medicamentos comprados pelo Ministério da Saúde e o que este Ministério, resolve celebrar um contrato que poderia chegar a 1,6 bilhão de reais com intermediação do caloteiro. Meus Deus, é demais. Que país é este que negocia corrupção com a morte de seus cidadãos?! Na China seriam todos fuzilados!!

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