Adriano Machado /CrusoéAras

Após Aras, procuradores rechaçam escolha de PGR em ‘gabinetes fechados’

08.04.21 18:33

A Associação Nacional dos Procuradores da República marcou para o fim de junho as eleições para a formação da lista tríplice a ser apresentada a Jair Bolsonaro para a escolha do comando da Procuradoria-Geral da República. O pleito acontecerá quatro meses antes do fim do mandato de Augusto Aras, que pode ser reconduzido ao cargo pelo presidente para mais dois anos de trabalho. Diante dessa possibilidade, a entidade que representa os membros do Ministério Público Federal cobrou publicamente que a escolha não seja feita “apenas por afinidade” e em “gabinetes fechados“.

O presidente da ANPR, Fábio George Cruz da Nóbrega, ressalta que a lista tríplice “representa um avanço na direção da institucionalidade e da democracia“. “O processo garante transparência, participação e permite a realização de um debate público, jogando luzes portanto, sobre a escolha dessa que é uma das autoridades públicas mais importante do país, responsável, inclusive, pela investigação e por propor ação penal contra o próprio presidente da República“.

Essa escolha não pode ser feita apenas por afinidade, em conversas reservadas realizadas em gabinetes fechados de Brasília. A lista tríplice representa, portanto, a contribuição dos membros do MPF à sociedade na indicação de três líderes que podem conduzir a instituição de forma verdadeiramente autônoma e independente, conforme estabelecido pela Constituição Federal”, emenda.

Internamente, membros do MPF e da própria PGR têm criticado a “submissão” do procurador-geral aos interesses do presidente Jair Bolsonaro. Crusoé mostrou, em sua edição de número 121, que o presidente e o procurador-geral chegaram a pavimentar o caminho para que Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, fizesse lobby pela repactuação da delação da JBS junto à PGR.

Em julgamentos recentes, Aras também tem mostrado alinhamento a Bolsonaro. Nesta semana, o procurador-geral defendeu a liberação de cultos em meio à pandemia. Aras é cotado para a vaga que será aberta na corte com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.

Quando escolhido, em 2019, o procurador-geral não fazia parte da lista tríplice elaborada pela ANPR. Seu padrinho era o ex-deputado Alberto Fraga, aliado de Bolsonaro, como mostrou Crusoé, em sua edição de número 71.

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  1. Lista tríplice com votação de membros de uma categoria não tem nada de democracia. Isso é eleição de categoria, eleição sindical: Defende os interesses (normalmente econômicos) de uma categoria. A indicação do presidente da República (democracia indireta) ou a eleição pela própria população (democracia direta), aí sim Vamos ter democracia.

  2. Não existe lei determinando lista tríplice para o PR escolher. A Constituião só exige que o PGR seja da carreira, tenha mais de 35 anos e seja aprovado pela maioria absoluta do Senado. Ademais, por que só os procuradores federais podem eleger e participar da lista? O Ministério Público da União compreende, além do Ministério Público Federal, os MP do Trabalho, Militar e do DF e Territórios. Essa lista é montada, muitas vezes, por "afinidade"e em gabinetes fechados" que querem combater.

  3. A LISTA TRÍPLICE DEVERIA SER RESPEITADA MAIS QUANDO TEMOS NO GOVERNO UMA QUADRILHA QUE ORQUESTRA TODOS OS MECANISMOS PARA QUE A IMPUNIDADE SEJA GARANTIDA JAMAIS IRÁ ESCOLHER UM PGR POR MERECIMENTO E ANTIGUIDADE. ESTE BANDIDO ARARAS É UM MERDA DE UM PROCURADOR FRUSTRADO QUE SÓ VISA O PODER E SER ALÇADO STF. É UMA VERGONHA ESTE IMBECIL E NESTAS HORAS O JANOT FAZ FALTA. O TEMER FEZ O MESMO E O BOZO QUE É UMA MARIONETE DA ORCRIM ESTÁ SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DA QUADRILHA. MORO 2022 🚔⚔🗡☠

    1. O cargo de PGR deve ser de livre nomeação do líder da oposição no parlamento

    1. O cargo de PGR deve ser de livre nomeação do líder da oposição

    1. SIMPLESMENTE A REPÚBLICA DAS BANANEIRAS CHAMADO BRASIL 🇧🇷🤮🤮🤮🤮🤮🤮

    2. O cargo de PGR deve ser de livre nomeação do líder da oposição

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