Crusoé
22.05.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Edição Semana 340

Ninguém larga a emenda de ninguém

Eleições na presidência da Câmara e do Senado demonstram que partidos de esquerda e direita estão lado a lado quando os interesses são os mesmos

avatar
Wilson Lima
6 minutos de leitura 08.11.2024 03:30 comentários 6
Ninguém larga a emenda de ninguém
Arthur Lira e Hugo Motta. Foto: Marina Ramos Câmara dos Deputados
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Pela primeira vez, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal caminham para terem candidatos únicos na disputa pelas presidências das duas Casas. Na primeira, Hugo Motta, líder do Republicanos, amealhou apoio tanto de partidos de esquerda como o PT, PSB e PDT quanto de direita, quanto o PL, PP e (quase certo) União Brasil. No do Senado, a Davi Alcolumbre (União) reuniu PT, PL, PP, União e PSD no mesmo barco.

A antecipação da definição das Mesas Diretoras mostra que a classe política entendeu ser melhor deixar de lado as disputas políticas e ideológicas, defendendo os valores de seus eleitores, em prol de uma paz coletiva que beneficia a todos os que detêm mandatos em Brasília.

Esse modo de encarar o trabalho no Congresso tem muito a ver com a ascensão do Centrão.

Na cartilha do Centrão, os presidentes das duas Casas devem ser poderosos e saber negociar com todos do começo ao fim do mandato. Nesse método, todos os que aderem são beneficiados, sem prejuízo de ninguém.

Um exemplo costumeiramente citado pelos parlamentares para defender a necessidade de presidentes poderosos é a eleição da Mesa Diretora da Câmara, em 2005.

A disputa terminou com a eleição de Severino Cavalcante, do PP. Mesmo sem o suporte do seu partido, ele desbancou a candidatura governista de Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) após um racha interno no partido do presidente Lula.

Sem um acordo dentro do PT (além de Greenhalgh, Virgílio Guimarães também disputou o posto), o azarão Cavalcante conquistou a cadeira mais importante da Câmara.

A gestão de Cavalcante, contudo, foi marcada por escândalos – sendo o mais notório deles o mensalinho do restaurante da Câmara. O deputado foi acusado de cobrar 10 mil reais por mês de Sebastião Buani, o então dono do estabelecimento. Em setembro daquele ano, Severino foi obrigado a renunciar ao cargo e ao mandato.

Esse episódio é frequentemente usado pelos parlamentares como uma lição sobre como não se deve entregar a cadeira a alguém sem expressividade.

O momento de maior projeção do Centrão veio em 2013, com o ex-deputado Eduardo Cunha. Na época, no MDB.

Cunha viu nas idiossincrasias do governo Dilma Rousseff (PT) uma oportunidade de ressuscitar o Centrão, um grupo de parlamentares conhecido pela falta de propostas, mas com um apetite enorme por cargos, emendas e poder.

Graças a seu trânsito entre financiadores de campanha eleitoral (é importante lembrar que o Brasil ainda vivia o período do financiamento privado), Cunha ganhou a simpatia de seus colegas e se elegeu em primeiro turno.

Sua vitória foi um marco. Cunha derrotou o candidato da base governista, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que recebeu 136 votos, e acabou de uma vez por todas com uma velha prática entre os deputados que disputavam o cargo: a distribuição de dossiês atacando adversários. Foi a primeira vez que o Centrão, como um todo, reuniu-se em torno de um candidato.

Cunha, no entanto, não chegou ao final do mandato. Atingido pela Lava Jato, sucumbiu em 2016.

Mas, claro, o Centrão continuou sem Cunha. Quem garantiu a unidade do grupo na sequência foi Rodrigo Maia, que assumiu a cadeira uma semana após o Supremo Tribunal Federal ter suspendido o mandato de Cunha.

A votação de Maia foi uma das mais rápidas da história da Casa: 32 minutos. Ele foi reeleito em 2017 e em 2019, aproveitando-se de uma brecha no regimento interno da Casa.

O fim da era Maia trouxe um gosto amargo ao parlamentar: o ostracismo. Daí os parlamentares tiraram outra lição, que agora é seguida à risca por Arthur Lira: o presidente de Câmara precisa manter sua influência até o fim, garimpando espaços para ele e para os seus sucessores.

É a partir dessas premissas que Lira tem trabalhado. E, no mais genuíno espírito do Centrão, ele parte da premissa de que todos devem ganhar para ninguém perder, nem os adversários.

Ao apoiar Hugo Motta, PT e PL têm objetivos distintos, mas que convergem para a candidatura do líder do Republicanos.

O PT quer uma vaga do Tribuna de Contas da União, o TCU.

O PL almeja o comando de pelo menos cinco comissões importantes ou um assento na Mesa Diretora.

O União Brasil, ao abdicar da candidatura de Elmar Nascimento, deve comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Assim, cada um tem seu interesse contemplado, embora publicamente vivam às turras e incentivem os eleitores a perpetuar os embates.

“Se o PL não fizer qualquer tipo de aproximação com candidatos do Centro, o PL vai ficar isolado. O que isso significa? O PT vai falar com o Centro, vai fazer um bloco com mais deputados federais que o PL, eles vão escolher as comissões mais importantes e isso vai congelar qualquer iniciativa da nossa parte”, escreveu nas redes sociais o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No Senado, o jogo é semelhante. O presidente Rodrigo Pacheco (PSD) quer manter a influência para os próximos dois anos e, quem sabe, se cacifar para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Por isso, Pacheco tem trabalhado intensamente pela candidatura de Alcolumbre. Mantém essa postura mesmo contra uma candidatura de sua colega de partido, Eliziane Gama, que tenta ganhar apoio de outras parlamentares, como Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Tanto PT quanto PL já endossaram a candidatura de Alcolumbre. O PT tem o aval de Lula nesse movimento. O PL, de Jair Bolsonaro.

“Nós entendemos que, neste momento, estrategicamente é importante ter um posicionamento do Partido Liberal para que haja um respeito à proporcionalidade, à ocupação das comissões permanentes que vão nos permitir trabalhar pautas importantes”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, em coletiva de imprensa.

“Tenho uma preferência pessoal por apoiar Davi Alcolumbre, em reconhecimento a tudo o que construímos e ao apoio firme que ele me ofereceu naquele momento”, disse Rodrigo Pacheco a jornalistas, sobre seu apoio à candidatura de Alcolumbre.

A história recente da política brasileira tem mostrado que a briga por espaços não beneficia os parlamentares que ficam de fora dos conchavos.

Sendo assim, eles preferem se unir, ainda que para isso seja necessário desconsiderar totalmente os motivos pelos quais os eleitores votaram neles.

Diários

"A gente não vai fazer aliança com o mal", diz Michelle ao apoiar Girão

Redação Crusoé Visualizar

Pessoas jurídicas de Deolane são "típicas de veículos de lavagem"

Redação Crusoé Visualizar

Na Casa Branca, o que Lula mais temia

Duda Teixeira Visualizar

Más notícias para o candidato de Eduardo Bolsonaro ao Senado em SP

Redação Crusoé Visualizar

Rejeição a Haddad sobe após início de pré-campanha, aponta Paraná Pesquisas

Redação Crusoé Visualizar

Reduzir maioridade penal diminui criminalidade?

Duda Teixeira Visualizar

Mais Lidas

A alternativa Barbosa e a falência da política brasileira

A alternativa Barbosa e a falência da política brasileira

Visualizar notícia
"A gente não vai fazer aliança com o mal", diz Michelle ao apoiar Girão

"A gente não vai fazer aliança com o mal", diz Michelle ao apoiar Girão

Visualizar notícia
Contaminado

Contaminado

Visualizar notícia
"Disparei na Atlas", comemora Renan Santos

"Disparei na Atlas", comemora Renan Santos

Visualizar notícia
Família acima de tudo e Brasil no buraco

Família acima de tudo e Brasil no buraco

Visualizar notícia
Fique longe, Trump

Fique longe, Trump

Visualizar notícia
Governo volta a apagar pedido de voto de Lula

Governo volta a apagar pedido de voto de Lula

Visualizar notícia
Marco Rubio fala direto aos cubanos

Marco Rubio fala direto aos cubanos

Visualizar notícia
Más notícias para o candidato de Eduardo Bolsonaro ao Senado em SP

Más notícias para o candidato de Eduardo Bolsonaro ao Senado em SP

Visualizar notícia
Na Casa Branca, o que Lula mais temia

Na Casa Branca, o que Lula mais temia

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Arthur Lira

centrão

Davi Alcolumbre

Hugo Motta

PL

PT

Rodrigo Pacheco

< Notícia Anterior

Vinícius anda através do fogo

01.11.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
Próxima notícia >

Ódio a Israel é ódio aos judeus

15.11.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar
author

Wilson Lima

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (6)

Carlos Renato Cardoso Da Costa

2024-11-13 13:43:43

Um asco total. Política sem princípios é um fútil exercício de poder e inesgotável proveito de privilégios


Luiz Filho

2024-11-13 13:21:06

Rodrigo Maia sucumbiu porque não tinha nem capacidade de liderança nem votos. Só se elegeu com votos de legenda. Nunca pelo ideológico. Quando assumiu a presidência de partido, no ano seguinte o partido acabou e se fundiu. O problema é que não existe um líder político. São todos medíocres, de pouca instrução, mas muito vorazes de verbas. O bananinha tentou se explicar com argumentos fundidos como um pires. O negócio dele é viajar para distribuir pen drives.


FRANCISCO AMAURY GONÇALVES FEITOSA

2024-11-12 11:20:17

Quando a politicalha de direita e esquerda se une o rabo dos manés começa a arder ... unidos para que mesmo? para mamar nas emendazinhas que enviam lá prá suas bases, onde, dizem, comem uma lasquinha e uns fazem estradas em suas fazendas ... vovó ensinava ... FARINHA POUCA MEU PIRÃO PRIMEIRO ... haja deficit público no rabicó da manezada.


Bernadete Sampaio

2024-11-10 06:50:58

Excelente


Tania Maria

2024-11-09 16:15:10

Ótimo artigo, ótima análise!


Clayton De Souza pontes

2024-11-08 14:13:48

Não sei ó lado certo nesses conchavos , mas me lembro de avanços pra população quando esses parlamentares partem pra disputa mais acirrada. Acórdão geral é pior pro nosso bolso


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (6)

Carlos Renato Cardoso Da Costa

2024-11-13 13:43:43

Um asco total. Política sem princípios é um fútil exercício de poder e inesgotável proveito de privilégios


Luiz Filho

2024-11-13 13:21:06

Rodrigo Maia sucumbiu porque não tinha nem capacidade de liderança nem votos. Só se elegeu com votos de legenda. Nunca pelo ideológico. Quando assumiu a presidência de partido, no ano seguinte o partido acabou e se fundiu. O problema é que não existe um líder político. São todos medíocres, de pouca instrução, mas muito vorazes de verbas. O bananinha tentou se explicar com argumentos fundidos como um pires. O negócio dele é viajar para distribuir pen drives.


FRANCISCO AMAURY GONÇALVES FEITOSA

2024-11-12 11:20:17

Quando a politicalha de direita e esquerda se une o rabo dos manés começa a arder ... unidos para que mesmo? para mamar nas emendazinhas que enviam lá prá suas bases, onde, dizem, comem uma lasquinha e uns fazem estradas em suas fazendas ... vovó ensinava ... FARINHA POUCA MEU PIRÃO PRIMEIRO ... haja deficit público no rabicó da manezada.


Bernadete Sampaio

2024-11-10 06:50:58

Excelente


Tania Maria

2024-11-09 16:15:10

Ótimo artigo, ótima análise!


Clayton De Souza pontes

2024-11-08 14:13:48

Não sei ó lado certo nesses conchavos , mas me lembro de avanços pra população quando esses parlamentares partem pra disputa mais acirrada. Acórdão geral é pior pro nosso bolso



Notícias relacionadas

Cannes: um espectro ronda os festivais

Cannes: um espectro ronda os festivais

Josias Teófilo
15.05.2026 10:09 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Não vai desenrolar

Não vai desenrolar

Roberto Reis
15.05.2026 03:30 6 minutos de leitura
Visualizar notícia
O custo do hiperindividualismo feminino e o temor à maternidade

O custo do hiperindividualismo feminino e o temor à maternidade

Letícia Barros
15.05.2026 03:30 4 minutos de leitura
Visualizar notícia
Futebol pornográfico

Futebol pornográfico

Rodolfo Borges
15.05.2026 03:30 4 minutos de leitura
Visualizar notícia

Variedades

Ver mais

Quase 20 anos depois, justiça condena culpados do acidente aéreo que vitimou 228 pessoas

Quase 20 anos depois, justiça condena culpados do acidente aéreo que vitimou 228 pessoas

Visualizar notícia
Saiba as novas regras estipuladas pelo Governo Federal para as big techs atuarem no Brasil

Saiba as novas regras estipuladas pelo Governo Federal para as big techs atuarem no Brasil

Visualizar notícia
Evolução das bets alerta governo e se torna desafio para a saúde pública

Evolução das bets alerta governo e se torna desafio para a saúde pública

Visualizar notícia
Motoristas negativados terão acesso à linha de crédito para compra de veículo? Saiba os critérios

Motoristas negativados terão acesso à linha de crédito para compra de veículo? Saiba os critérios

Visualizar notícia
Ypê emite novo alerta a usuários que possuem produtos de lotes suspensos

Ypê emite novo alerta a usuários que possuem produtos de lotes suspensos

Visualizar notícia
Para além dos motoristas: quem vai se beneficiar e quem não vai com o Move Brasil

Para além dos motoristas: quem vai se beneficiar e quem não vai com o Move Brasil

Visualizar notícia

Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso