A Fiocruz Brasília prorrogou até 2 de junho de 2026 as inscrições para o curso gratuito “Jogos de Aposta: Cuidado na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)”, criado em parceria com o Ministério da Saúde.
A formação oferece 20 mil vagas e busca preparar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para lidar com os impactos das apostas na saúde mental da população.

Por que o tema preocupa
Segundo a Fiocruz Brasília, os jogos de aposta, conhecidos como bets, ampliaram a presença no país com o avanço das plataformas digitais. Esse crescimento gerou novos desafios para os serviços de saúde.
A instituição aponta prejuízos sociais, emocionais e financeiros ligados ao uso problemático dessas plataformas. Além disso, a Fiocruz informa que o fenômeno também atinge crianças e adolescentes.
Curso mira profissionais da rede
O curso tem carga horária de 45 horas e ocorre na modalidade de educação a distância (EAD). O público-alvo inclui trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial e da Atenção Primária à Saúde (APS).
A formação aborda história das apostas, impactos contemporâneos, identificação de comportamentos de risco, prevenção, intervenções psicossociais e trabalho em rede. Ao final, os participantes recebem certificado digital gratuito.
Guia nacional
Em janeiro de 2026, o Ministério da Saúde lançou o Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas. O documento orienta acolhimento, acompanhamento e tratamento no SUS.
A publicação indica que atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram entre 2018 e 2025. O guia também relaciona apostas digitais a ansiedade, depressão, endividamento e ruptura de vínculos familiares.
Resposta do SUS
A estratégia envolve a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, a Plataforma de Autoexclusão Centralizada e o Observatório Saúde Brasil de Apostas.
A plataforma de autoexclusão permite que a pessoa solicite bloqueio de acesso a sites de apostas. Além disso, o sistema orienta a busca por atendimento no SUS.
Com essas ações, o governo tenta organizar a resposta pública a um problema que já chega aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), à atenção básica e aos serviços de urgência.




