Filho de Khamenei na parada gay de Tel Aviv
Mojtaba Khamenei foi representado por um boneco de papelão, utilizando flores, bandeiras e um turbante com as cores do arco-íris
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi lembrado por israelenses que participaram da Parada do Orgulho LGBT, em Tel Aviv, nesta sexta-feira, 12.
Sucessor do pai, Ali Khamenei, no controle do regime iraniano, Mojtaba foi representado por um boneco de papelão (foto), utilizando flores, bandeiras e um turbante com as cores do arco-íris, símbolo global do movimento gay.
Essa é a primeira Parada do Orgulho LGBT completa da cidade em dois anos. No ano passado, o desfile foi cancelado após Israel lançar uma ofensiva militar contra o Irã.
Mojtaba Khamenei has made a surprise appearance at the Tel Aviv Pride Parade 🏳️🌈 pic.twitter.com/b1paugEOH0
— Eylon Levy (@EylonALevy) June 12, 2026
Mojtaba Khamenei é gay?
Em entrevista à Fox News no final de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter recebido da CIA a informação de que Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, é gay.
A declaração não foi acompanhada de qualquer evidência ou documentação de suporte.
Trump disse que a CIA não seria a única fonte da alegação.
“Muita gente” também comentou sobre o assunto, segundo ele.
O presidente aproveitou para mencionar a repressão a homossexuais em territórios palestinos e afirmou que, diante desse contexto, a orientação sexual do novo líder iraniano seria um “começo ruim” para o país.
O New York Post publicou, em 16 de março, que a inteligência dos EUA alertou Trump sobre a possível homossexualidade de Mojtaba. Trump teria ficado surpreso e dado risada com a especulação.
Segundo a publicação, as agências de espionagem dos EUA acreditam que Mojtaba Khamenei, embora tenha perdido esposa e filho no ataque que eliminou o aiatolá Ali Khamenei, "mantinha um relacionamento sexual de longa data com seu tutor da infância.
Homossexualidade e a lei islâmica no Irã
No Irã, relações entre pessoas do mesmo sexo são crime sob a sharia, adotada como base jurídica após a Revolução de 1979. A pena para relações entre homens pode chegar à morte por enforcamento; entre mulheres, à flagelação — com possibilidade de execução em caso de reincidência.
Desde 1979, organizações internacionais de direitos humanos registraram centenas de execuções por acusações ligadas à homossexualidade no país. O governo iraniano costuma contestar esses números ou reclassificar os casos sob outras tipificações criminais.
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Comentários (1)
Marcelo Tolaine Paffetti
2026-06-12 11:58:41O filhinho pode, os outros não...