O arroz está presente no prato de todo brasileiro, seja no almoço ou na janta. Afinal, o “arroz com feijão” é um clássico do Brasil. No entanto, ele pode ser problema se incluso no cardápio diário sem prestar atenção no que você está consumindo no prato.
De acordo com o nutricionista Raphaël Gruman, o arroz em si não é o vilão. Ele não contém alérgenos importantes, não causa inchaço como o glúten e é fácil de temperar e combinar.
Segundo o especialista, o problema está no fato de que comer arroz todos os dias faz com que ele ocupe o espaço de outros alimentos de que o corpo também precisa. Na prática, isso leva a deficiências nutricionais ao longo do tempo. Ou seja, o problema não é o arroz em si, e sim o que ele acaba substituindo no prato.
Com o que variar?
De acordo com o nutricionista, a variação no prato é o que é mais importante. Legumes, verduras, leguminosas e outros cereais devem entrar em cena com regularidade. O arroz pode aparecer várias vezes na semana, mas não precisa ser presença obrigatória em todas as refeições.
Além da frequência, a variedade dentro do próprio cereal também faz diferença. Gruman recomenda optar por versões com mais fibras, como o arroz negro, o cateto, o vermelho e o agulha. O arroz refinado, o mais comum nas cozinhas brasileiras, é justamente o que menos oferece nutricionalmente.
Como cozinha o arroz também importa
Outro detalhe é o tempo de cozimento. Segundo o especialista, o arroz cozido demais eleva o índice glicêmico do alimento. Isso significa que o açúcar chega mais rápido na corrente sanguínea, o que pode ser prejudicial principalmente para quem tem resistência à insulina ou diabetes.
Em regra geral, Grumer diz que o ideal é priorizar grãos um pouco mais firmes. Esse ajuste no preparo, por menor que seja, já muda o impacto do alimento no organismo.


