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Site lista as 10 camisas mais históricas das Copas do Mundo

Por Júlio Nesi
04/06/2026
Em Geral
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O modelo da farda da Seleção Brasileira usada em 1970 foi eleito um dos mais icônicos da história do futebol.

Foto:  El Gráfico / Domínio Público

O modelo da farda da Seleção Brasileira usada em 1970 foi eleito um dos mais icônicos da história do futebol. Foto: El Gráfico / Domínio Público

Algumas Copas do Mundo ficam na memória pelo resultado. Outras ficam pelo que os jogadores vestiam em campo. Ao longo da história do torneio, uma série de uniformes ultrapassou o futebol e entrou para a cultura pop, seja por design, pelo momento ou pela combinação dos dois.

O designer americano Matthew Wolff, que ganhou projeção ao assinar a camisa da Nigéria em 2018 e a da França campeã naquele mesmo ano, tem uma explicação para isso. Para ele, as camisas mais marcantes costumam surgir da infância, daquele período em que os jogadores parecem super-heróis e os uniformes carregam uma energia “quase mágica”.

O designer também acredita que o cenário mudou e que hoje é muito mais difícil um uniforme alcançar o status de “icônico”, por conta da saturação do mercado e do volume de lançamentos das marcas.

Com esse olhar em mente, especialistas listaram as dez camisas mais históricas das Copas do Mundo. A única regra do levantamento foi de que devem ser eleitas apenas uma camisa por edição do torneio e uma por país.

O “top 10” das camisas mais icônicas

Diversas fardas podem ser consideradas históricas para o futebol, indo desde clássicas da Inglaterra até uniformes da Alemanha e até mesmo Camarões. Confira:

10. Camarões (2002)

Essa é uma das escolhas mais curiosas da lista, porque a camisa nem chegou a ser usada na Copa. O modelo sem mangas criado para a seleção africana estreou na Copa Africana de Nações, mas a FIFA não permitiu o uso no Mundial de 2002, obrigando a Puma a adicionar mangas.

O ex-jogador Eric Djemba-Djemba disse que todo mundo no continente africano queria aquela peça. O impacto foi tão grande que, naquele mesmo verão, Serena Williams foi a Roland Garros com um visual inspirado no uniforme.

9. Inglaterra (1966)

A camisa vermelha da seleção inglesa representa o único título mundial do país, conquistado em casa, em Wembley. O hat-trick de Geoff Hurst e a cena de Bobby Moore erguendo a taça Jules Rimet nos ombros dos companheiros são imagens permanentes do futebol mundial.

8. França (1982)

A semifinal entre França e Alemanha Ocidental em Sevilha é considerada um dos jogos mais dramáticos da história das Copas. Empate em 3 a 3, prorrogação e a primeira disputa de pênaltis do torneio.

O capitão francês Michel Platini disse que nenhum filme ou peça conseguiria reproduzir tantas emoções daquele jogo. Com o calor espanhol de fundo, a camisa azul da seleção francesa ajudou a transformar aquele uniforme em um clássico eterno.

7. Holanda (1974)

Johan Cruyff encarnava o “Futebol Total” holandês e chegou à Copa de 1974 com três Copas dos Campeões da Europa pelo Ajax. Mas a história mais curiosa envolvendo ele e a camisa é que, enquanto todos os companheiros usavam três listras da Adidas, Cruyff entrou em campo com apenas duas.

Patrocinado pela Puma, Cruyff se recusou a vestir o uniforme com o símbolo da concorrente. Segundo o próprio jogador, a federação assinou contrato com a Adidas sem consultar os atletas.

6. Croácia (1998)

A Croácia disputou sua primeira Copa depois da independência do país, declarada sete anos antes, e o uniforme xadrez vermelho e branco inspirado no brasão nacional ficou gravado no imaginário do futebol. Davor Suker liderou a seleção até a semifinal, onde perdeu para a anfitriã França. Mesmo assim, a Croácia terminou o torneio em terceiro lugar.

5. Nigéria (2018)

Poucos uniformes na história das Copas tiveram o impacto imediato da camisa da Nigéria em 2018. Antes mesmo do lançamento oficial, três milhões de pessoas já tinham reservado o modelo. Filas se formaram na porta da principal loja da Nike em Londres no dia da estreia.

O designer Matthew Wolff conta que buscou referências na própria história dos uniformes da seleção nigeriana, especialmente no verde marcante dos anos anteriores. Segundo ele, o timing ajudou porque a Nigéria vivia um momento de grande projeção cultural na moda, na música e no cinema.

4. Brasil (1970)

Talvez nenhuma seleção no mundo esteja tão associada a uma cor quanto o Brasil ao amarelo. A camisa de 1970 carrega Pelé, Carlos Alberto, Rivellino e Jairzinho e a vitória sobre a Itália no estádio Azteca, no México. Mesmo nas imagens granuladas da época, o amarelo-canário vibrante dessa seleção continua aparecendo em cada nova Copa como referência permanente do futebol.

3. Estados Unidos (1994)

Quando a Adidas revelou as camisas dos EUA para a Copa de 1994, os próprios jogadores acharam que era brincadeira. O design com estrelas gigantes sobre um fundo que lembrava jeans desbotados parecia exagerado demais para um campo de futebol.

Com o tempo, porém, o uniforme virou um clássico adorado tanto por quem o vestiu quanto pelos torcedores. Ajudou o fato de os americanos terem chegado às oitavas de final, eliminados pelo Brasil que acabaria campeão.

2. Argentina (1986)

A Argentina precisou usar o uniforme reserva nas quartas de final contra a Inglaterra porque a FIFA determinou que as camisas brancas das duas seleções gerariam confusão. O problema é que os jogadores reclamavam que o modelo azul-escuro era pesado e abafado para o calor do México.

Alguns boatos contam a história de que a comissão técnica foi ao bairro de Tepito, na Cidade do México, comprar camisas alternativas. Maradona foi quem aprovou os modelos. A peça ganhou um capítulo à parte quando, mais de três décadas depois, a camisa trocada entre Maradona e o inglês Steve Hodge foi a leilão e foi arrematada por cerca de 7,1 milhões de libras.

1. Alemanha Ocidental (1990)

No topo da lista está a camisa que muitos consideram precursora de uma nova era no design esportivo. Antes dela, os uniformes de futebol eram, em sua maioria, bastante simples. A designer Ina Franzmann, que trabalhava com roupas de tênis para a Adidas e mal acompanhava futebol, recebeu a missão de criar uma pequena revolução para a Seleção Alemã.

O resultado foi um uniforme com um visual marcante para a época, que chegou ao maior palco possível com uma seleção campeã. Franzmann disse que a camisa virou obra-prima anos depois e que tem muito orgulho do interesse que ela desperta até hoje.

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Tags: curiosidadesesportesFutebol
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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