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"Tár": olhar para si ou para o outro

Nos filmes autorais e engajados (que são praticamente a totalidade dos filmes brasileiros exibidos em festivais) o “falar de si mesmo” é obrigatório

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Josias Teófilo
4 minutos de leitura 10.02.2023 01:12 comentários 4
"Tár": olhar para si ou para o outro
Cate Blanchett, em 'Tár': falar de si mesmo não é obrigatório no cinema
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O filme Tár, de Todd Field, começa com uma longa sequência em que um entrevistador apresenta a maestra Lydia Tár, protagonista do longa-metragem e suas glórias profissionais no mundo da música a uma plateia que espera para ouvi-la falar. A sequência tem três minutos, é extensa e produz um certo mal-estar no espectador – é um pouco chato ter que ouvir essa enxurrada de informações curriculares. O que se espera de um filme é que mostre, e não informe.

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Josias Teófilo

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (4)

Suzana Martins

2023-02-14 13:44:14

o problema é pensar igual sobre tudo. a inteligência (ou a ignorância) é múltipla.


KEDMA

2023-02-13 16:30:09

Perfeito! 👏


João Darcy da Rocha Júnior

2023-02-12 16:13:43

O que dizer de Denzel Washington interpretando Macbeth?


Renata

2023-02-11 08:08:02

Por essa lógica identitária, então negros nunca poderão representar personagens nórdicos, atuar em óperas italianas, cantar música indígena ou asiática.


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Comentários (4)

Suzana Martins

2023-02-14 13:44:14

o problema é pensar igual sobre tudo. a inteligência (ou a ignorância) é múltipla.


KEDMA

2023-02-13 16:30:09

Perfeito! 👏


João Darcy da Rocha Júnior

2023-02-12 16:13:43

O que dizer de Denzel Washington interpretando Macbeth?


Renata

2023-02-11 08:08:02

Por essa lógica identitária, então negros nunca poderão representar personagens nórdicos, atuar em óperas italianas, cantar música indígena ou asiática.



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