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Custo parecido, menor desperdício e obra acelerada: a grande mudança na construção civil brasileira

A nova metodologia pode garantir casas mais confortáveis para brasileiros que vivem em regiões muito quentes ou muito frias do país

Por Júlio Nesi
27/04/2026
Em Geral
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Imagem meramente ilustrativa.

Reprodução: Concrete Forms / Flickr

Imagem meramente ilustrativa. Reprodução: Concrete Forms / Flickr

Concreto, alumínio, ligas de ferro e aço: todos são elementos que conhecemos como “naturais” na construção de casas e edifícios no Brasil. Sabia que o isopor também pode ser usado? Recentemente, o Brasil foi o país mais novo a adotar o uso de blocos de isopor estrutural na construção de casas e prédios.

Essa metodologia é chamada de sistema “ICF“, sigla para Insulated Concrete Forms (ou Fôrmas de Concreto Isolantes em português) e já é adotada há décadas por países como Alemanha, Canadá, Estados Unidos e Japão.

O que é essa metodologia?

O sistema ICF é um sistema construtivo moderno e sustentável que utiliza blocos modulares dos chamados “EPS” (Poliestireno Expandido), o isopor popular, como fôrmas permanentes para o concreto armado.

Neste sistema, os blocos encaixam-se uns nos outros (estilo “Lego”), são preenchidos com concreto e aço, e o isopor permanece na estrutura, funcionando como isolante térmico e acústico, dispensando o uso de fôrmas de madeira e diminuindo etapas de alvenaria convencional.

Esse método é considerado vantajoso no campo da engenharia, pois proporciona maior conforto térmico, mantendo a temperatura interna agradável e reduzindo drasticamente o consumo de energia com ar-condicionado ou aquecedores.

Além disso, a construção com ICF pode ser até 50% mais rápida do que a alvenaria tradicional, pois o sistema é mais leve e os encaixes são simples. A redução do custo de mão de obra também é uma das considerações principais, pois devido à facilidade de montagem, requer menos tempo de trabalho e menos pessoal qualificado.

Adoção pelo Brasil

Apesar das vantagens desse sistema, o Brasil só começou a adotá-lo oficialmente apenas neste ano. Enquanto isso, países como o Canadá e os EUA já o utilizam desde a década de 1960.

Segundo informações de especialistas, diversas empresas brasileiras já tinham interesse na metodologia. No entanto, o país possuía barreiras culturais, técnicas e normativas.

Uma delas é o fato de que, históricamente, o Brasil possui uma forte cultura de construção artesanal baseada em tijolo cerâmico e concreto, a chamada alvenaria, e especialistas reforçam que o consumidor tradicional brasileiro tendia a ver sistemas industrializados com desconfiança.

Além disso, até pouco tempo, não havia normas técnicas brasileiras que regessem diretamente sistemas como o ICF, o que dificultava a aprovação de projetos. No entanto, a aprovação de um sistema de ICF nacional certificado garantiu que o método fosse destravado em escala comercial no país.

Construções com isopor?

De acordo com especialistas, a adoção desse sistema vai afetar tanto as empresas quanto o consumidor final. No caso das empresas, agora há uma opção com maior rentabilidade e velocidade de criação; no caso do consumidor, há a possibilidade de morar em casas com melhor isolamento acústico e conforto térmico.

Engenheiros destacam que o ICF será mais sentido nas regiões com as temperaturas mais extremas no Brasil. Como as paredes são compostas por duas camadas de isolante (EPS) e um núcleo de concreto, a casa demora muito para esquentar no verão e mantém o calor no inverno.

Além disso, moradores também vão sentir o impacto no bolso, pois a eficiência térmica do ICF reduz a necessidade de ar-condicionado ou aquecedores.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: brasilconstrução civilengenhariaEPSICFInsulated Concrete FormsIsoporPoliestireno Expandido
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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