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Uma "primavera africana" pode estar no forno

Os protestos que sacudiram o Quênia em junho, e geraram cenas de invasão ao parlamento do país como as vistas no Brasil no 8 de Janeiro, fizeram com que o governo de William Ruto voltasse atrás e desistisse de uma polêmica reforma tributária que aumentaria a carga de impostos do país. Mais de seis semanas...

Crusoé
3 minutos de leitura 02.08.2024 11:41 comentários 0
Protestos na capital queniana, Nairobi

Os protestos que sacudiram o Quênia em junho, e geraram cenas de invasão ao parlamento do país como as vistas no Brasil no 8 de Janeiro, fizeram com que o governo de William Ruto voltasse atrás e desistisse de uma polêmica reforma tributária que aumentaria a carga de impostos do país. Mais de seis semanas após o início dos protestos de rua, e o país segue ingovernável — servindo de inspiração para outros protestos de rua no continente.

Após as manifestações explodirem (e darem resultado) no Quênia, agora é a Nigéria que vê o cenário para protestos em massa se formar: nesta quinta-feira, 1º, o país passou pelo primeiro do que prometem ser 10 dias de mobilização, contra que os manifestantes entendem ser tanto condições econômicas desfavoráveis quanto questões sistêmicas, como corrupção.

Para um país de 218 milhões de pessoas e uma das economias mais vibrantes do seu continente, a mobilização pode se tornar um barril de pólvora. Segundo a imprensa local, o presidente nigeriano Bola Tinubu, assim como membros de sua administração, tem definido que os protestos são ilegais e politicamente motivados. O departamento de Estado entende que as manifestações querem criar condições para uma "mudança de regime" e os militares nigerianos indicaram que podem tomar medidas para prevenir o que chamam de "anarquia".

Organizações de defesa dos direitos humanos se mostram apreensivas com os sinais vindos da Nigéria. "Estes avisos prévios [do governo] são problemáticos, principalmente se levarmos em consideração o histórico de repressão violenta a protestos por parte das forças de segurança nigerianas", escreveu o Human Rights Watch em um comunicado. Em 2022, estes mesmos militares reprimiram uma manifestação, contra a violência policial, matando ao menos 12 pessoas.

No Quênia, os protestos de rua não cessaram mesmo após sei presidente desistir da proposta e depois demitir quase todo seu gabinete ministerial. Com manifestantes nas ruas, a maioria jovens, a nação — que se via como uma das principais potências do continente para os próximos anos —  ainda se vê sob a incerteza de protestos que não cessam.

Leia mais em Crusoé: População chegará ao pico em 2080 — mas entrará em declínio acentuado, projeta ONU

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