O possível elo entre Lulinha e o escândalo do INSS
Relator da CPMI Alfredo Gaspar deve acusar o filho do presidente por corrupção ativa, corrupção passiva e organização criminosa
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (imagem) admitiu que o seu cliente viajou com Antônio Camilo, o Careca do INSS, para Portugal, com despesas pagas pelo colega, mas negou qualquer envolvimento do filho mais velho do presidente Lula no escândalo do INSS.
Uma coisa é envolver-se em negócios com produção de canabidiol em Portugal, o que é perfeitamente lícito.
Outra coisa, muito grave, é ter participado do esquema de compra das autoridades que permitiram os desvios de aposentados e pensionistas no INSS.
Mas uma informação em uma reportagem do jornal Estadão desta quarta, 18, parece conectar as duas coisas.
Segundo o jornal, um relatório técnico da Polícia Federal aponta suspeitas de que a mudança de Lulinha para o exterior poderia ter o objetivo de fugir das investigações sobre desvios no INSS.
E o ponto principal: "a PF aponta que o empreendimento de canabidiol do Careca do INSS seria financiado com recursos provenientes do esquema de desvio de aposentadorias e constituiria uma etapa de lavagem desse dinheiro".
Lulinha, assim, seria recompensado com dividendos de uma fábrica de canabidiol por sua atuação como lobista nos desvios do INSS.
Outra reportagem do mesmo jornal aponta que dinheiro do INSS teria ido para a agência de viagens Vulcano, que recebeu 641 mil reais de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. A agência é suspeita de ter comprado passagens aéreas para o filho do presidente.
As informações ainda precisam ser investigadas e provadas, mas mostram um caminho interessante que pode comprometer Lulinha e manchar a imagem de seu pai em pleno ano eleitoral.
Em reportagem para O Antagonista, o diretor da sucursal de Brasília, Wilson Lima, afirma que o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-LA), vai pedir em seu relatório final o indiciamento de Lulinha por envolvimento no esquema de roubo de aposentadorias e pensões.
Gaspar estaria pensando em acusar Lulinha por três crimes: corrupção passiva, corrupção ativa e organização criminosa.
Para Gaspar, Lulinha atuou como uma espécie de lobista, que abriu os caminhos para Antonio Camilo, o Careca do INSS.
Como provas dessa atuação estariam o pagamento de um mensalinho para Lulinha e a viagem de avião, que foi custeada pelo Careca.
O relatório final da CPMI do INSS irá para a votação no colegiado na próxima semana.
Assista ao Papo Antagonista:
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