Rússia descarta "traição" em Cuba e cita queda de Maduro
“Na Venezuela, houve sem dúvida uma traição", disse o embaixador russo na ONU
O embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzia, negou a possibilidade de "traição" em Cuba para colaborar com os Estados Unidos.
A afirmação foi feita nesta sexta, 30, em meio à pressão imposta pelo governo Trump ao regime de Miguel Díaz-Canel.
Segundo Nebenzia, ao contrário do cenário venezuelano, "essa pequena manobra não funcionará" em Cuba.
“Na Venezuela, houve sem dúvida uma traição . É algo que está sendo discutido abertamente. Alguns altos funcionários, de fato, traíram o presidente".
Em Caracas, há rumores de que os irmãos Rodríguez, Jorge e Delcy, - atual presidente interina - teriam colaborado com os EUA para a captura de Maduro.
Na América Latina, o ditador capturado era o principal aliado do Kremlin.
Cuba, por sua vez, ocupa uma posição estratégica secundária, mas não menos importante.
Em 2024, Moscou forneceu aproximadamente 6.000 barris de petróleo por dia aos cubanos, de acordo com dados do Instituto de Energia da Universidade do Texas.
Tarifas
Na quinta, 29, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para impor tarifas adicionais sobre mercadorias importadas de países que vendem ou fornecem petróleo ao regime cubano.
A decisão de Trump visa aumentar a pressão sobre a ditadura de Miguel Díaz-Canel.
A ordem estabelece que qualquer país que forneça petróleo ou derivados de petróleo a Cuba, direta ou indiretamente, poderá estar sujeito a tarifas adicionais sobre suas exportações para o mercado americano.
A Casa Branca, contudo, não especificou quais seriam as alíquotas das tarifas nem apontou países específicos cujos produtos poderiam ser alvo da medida.
No texto, Trump afirmou que “as políticas, práticas e ações do Governo de Cuba constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos ”.
Petróleo
Uma reportagem publicada pelo Financial Times apontou que Cuba dispõe tem petróleo armazenado para apenas 15 a 20 dias, considerando nos níveis atuais de demanda e produção interna.
Os dados foram obtidos pela empresa de dados Kpler.
De acordo com a matéria, o México – principal fornecedor de petróleo ao regime cubano – avalia a possibilidade de cancelar o envio do material por receio de retaliação dos Estados Unidos.
Desde a captura do ditador Nicolás Maduro, a Venezuela deixou de fornecer petróleo à ditadura de Miguel Díaz-Canel.
O cenário agravou a crise energética na ilha.
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