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Diários

O que o diretor da CIA foi fazer em Havana?

É a primeira vez que um chefe da agência visita Cuba desde a Revolução de 1959

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Duda Teixeira
3 minutos de leitura 15.05.2026 11:35 comentários 1
O que o diretor da CIA foi fazer em Havana?
John Ratcliffe, da CIA, em Havana. Foto: CIA
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O diretor da Agência Central de Inteligência americana (CIA), John Ratcliffe (foto), esteve em Havana na quinta, 14, para se reunir com o neto de Raúl Castro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e o chefe dos serviços de inteligência cubanos.

É um encontro histórico. Foi a primeira vez que um chefe da CIA visitou Havana desde a Revolução Cubana de 1959.

Tanto a CIA quanto a ditadura cubana noticiaram o encontro.

A CIA chegou a publicar fotos de Ratcliffe em sua conta no X.

Para os cubanos, aceitar a visita de um diretor da CIA significa muito.

A CIA é o principal braço americano para intervir em outros países, principalmente na América Latina.

Após a Revolução Cubana de 1959, a CIA planejou matar o ditador Fidel Castro diversas vezes com pílulas, cigarros, roupas e canetas envenenadas.

Entre 1960 e 1965, nada menos que oito planos foram traçados.

Além disso, os ditadores de Cuba sempre se referiram à CIA com os piores termos.

Os cubanos só aceitaram a chegada de Ratcliffe porque estão desesperados.

O bloqueio marítimo americano e a derrubada do ditador Nicolás Maduro deixaram a ilha comunista sem energia e propensa a novas manifestações sociais contra o regime.

O Departamento de Estado ofereceu uma ajuda de 100 milhões de dólares para a ilha na esperança de que o regime realize reformas estruturais.

"Os Estados Unidos continuam buscando reformas significativas no sistema comunista de Cuba, que só serviu para enriquecer as elites e condenar o povo cubano à pobreza", afirmou o Departamento de Estado em uma nota oficial na quarta, 13.

"Como afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, os Estados Unidos também fizeram inúmeras ofertas privadas ao regime cubano para fornecer assistência generosa ao povo cubano, incluindo apoio para internet via satélite gratuita e de alta velocidade e 100 milhões de dólares em assistência humanitária direta. O regime se recusa a permitir que os Estados Unidos forneçam essa assistência ao povo cubano, que necessita desesperadamente de ajuda devido às falhas do regime corrupto de Cuba", diz o texto.

O Departamento de Estado, contudo, deixa claro que não vai permitir que a ajuda humanitária seja confiscada pelo regime, como sempre acontece, sem ser distribuída para a população necessitada.

E exige que a Igreja Católica seja usada na coordenação da ajuda, algo que o regime nunca admitiu, por ser contra qualquer organização da sociedade civil independente.

"Hoje, o Departamento de Estado reafirma publicamente a generosa oferta dos Estados Unidos de fornecer mais 100 milhões de dólares em assistência humanitária direta ao povo cubano, que seria distribuída em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes confiáveis. A decisão cabe ao regime cubano: aceitar nossa oferta de assistência ou negar ajuda essencial para a sobrevivência e, em última instância, prestar contas ao povo cubano por impedir o acesso a essa assistência crucial."

Um ponto interessante da visita é que o governo de Donald Trump não enviou um diplomata do Departamento de Estado, mas o chefe da temida CIA, o que pode ser visto como uma maneira de fazer pressão.

A missão de Ratcliffe, agora, é entender o que os cubanos estariam dispostos a ceder para receber os 100 milhões de dólares, além de botar mais medo no regime cubano.

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Duda Teixeira

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ISABELLE ALÉSSIO

2026-05-15 12:28:03

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2026-05-15 12:28:03

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