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Joe Biden na ONU: 'Não estamos buscando uma nova Guerra Fria'

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (foto), usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça, 21, para acalmar seus aliados. Segundo Biden, os Estados Unidos estão dispostos a trabalhar com eles e com as organizações multilaterais para lidar com os problemas do mundo atual, como a pandemia, o terrorismo e as mudanças...

Crusoe
Redação Crusoé
4 minutos de leitura 21.09.2021 12:37 comentários 2
Joe Biden na ONU: 'Não estamos buscando uma nova Guerra Fria'
Joe Biden ONU
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (foto), usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça, 21, para acalmar seus aliados. Segundo Biden, os Estados Unidos estão dispostos a trabalhar com eles e com as organizações multilaterais para lidar com os problemas do mundo atual, como a pandemia, o terrorismo e as mudanças climáticas. Ao se dirigir para os rivais, o presidente americano não citou a China, como o ex-presidente Donald Trump no ano passado, mas apontou para práticas do regime comunista, como o uso da tecnologia para perseguir minorias, e afirmou que não pretende atiçar a rivalidade com outras potências. Foi uma maneira de o democrata deixar um espaço para a diplomacia.

"Além de lidar com todos os desafios, também precisamos nos relacionar. Todas as grandes potências do mundo têm o dever, na minha opinião, de gerir seus relacionamentos com cuidado, para não saltar da competição responsável para o conflito. Os Estados Unidos vão competir e competir vigorosamente. Mas vamos liderar pelos nossos valores e pela nossa força", disse Biden. "Vamos nos opor às tentativas dos países que tentarem dominar as nações mais fracas, seja tomando território pela força, usando a coerção econômica, a exploração tecnológica ou espalhando desinformação. Mas nós não estamos buscando uma nova Guerra Fria, ou um mundo dividido em blocos regionais. Os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com qualquer nação para buscar soluções pacíficas aos nossos desafios em comum, mesmo quando temos um desacordo intenso em outras áreas."

A postura de Biden difere claramente daquela assumida por Trump, que discursou remotamente na ONU no ano passado e citou o "vírus chinês", em referência ao coronavírus, além de acusar o regime comunista de poluir os mares e de práticas comerciais abusivas. “Enquanto buscamos um futuro brilhante, devemos responsabilizar a nação que desencadeou essa praga no mundo: a China”, disse Trump, em 2020.

Biden falou sobre sua iniciativa para levar investimentos a países pobres e em desenvolvimento para que possam se desenvolver. Ao longo de mais de 30 minutos, também procurou enviar mensagens tranquilizadoras, depois que a retirada de soldados do Afeganistão deixou muitos países preocupados com a possibilidade de os americanos retirarem a proteção.

Disse, no entanto, não fazer sentido usar o poder militar contra as ameaças atuais. "Em vez de lutar as guerras do passado, estamos voltando nossos olhos para o futuro", disse o presidente americano. Para Biden, ações devem ter uma meta alcançável e podem ser realizadas via parceiros regionais. "O poder militar dos Estados Unidos deve ser usado apenas como último recurso, não como o primeiro. Muitos dos nossos problemas não podem ser resolvidos com a força das armas, como a pandemia."

Biden ainda comentou os ataques terroristas no aeroporto de Cabul, no Afeganistão, que mataram 13 soldados americanos e dezenas de civis afegãos. A autoria do atentado foi assumida pelo grupo Estado Islâmico. Para Biden, contudo, há outras formas melhores para combater o terrorismo, sem que seja necessário enviar grandes contingentes militares para outros países. "Os Estados Unidos hoje estão melhor equipados para detectar ameaças terroristas, mais resilientes e mais preparados para responder a elas."

Os acenos para os aliados também tiveram o objetivo de contornar o mal-estar deixado entre os franceses após um anúncio para fornecer à Austrália submarinos com tecnologia de propulsão nuclear. O acordo, chamado de Aukus, frustrou uma venda da indústria armamentista francesa para os australianos. "Não se engane, os Estados Unidos vão continuar defendendo a si próprios e nossos aliados", disse Biden. O Aukus também é uma maneira de conter o poderio da China no mar da Ásia, mas Biden prefere não fechar os caminhos diplomáticos.

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Comentários (2)

Scully

2021-09-21 20:41:33

Digam o que quiserem mas reconheçam: este tem postura de presidente. Enquanto que o daqui...sem comentários!!!!


Dalton

2021-09-21 12:48:53

Seria ótimo se todos estivessem engajados numa visão de futuro, o que queremos deixar para a juventude mundial?


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Comentários (2)

Scully

2021-09-21 20:41:33

Digam o que quiserem mas reconheçam: este tem postura de presidente. Enquanto que o daqui...sem comentários!!!!


Dalton

2021-09-21 12:48:53

Seria ótimo se todos estivessem engajados numa visão de futuro, o que queremos deixar para a juventude mundial?



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