Janaina Paschoal se rebela contra cacique do PP
"Que democracia partidária é esta? Pode uma única pessoa decidir o destino de uma nação?", escreveu a vereadora de São Paulo
A vereadora Janaina Paschoal, do PP em São Paulo, criticou nesta sexta, 31, a decisão do PP de deixar a senadora Tereza Cristina fora da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
"Espero que o PP, por meio de seus dirigentes, compreenda que precisamos tirar o país do PT e que uma pessoa como Tereza Cristina traz a chance que hoje não temos. Se precisar, rodo o Brasil, fazendo campanha com Tereza Cristina!", escreveu Janaina logo após a publicação de uma nota da senadora Tereza Cristina, admitindo que foi convidada pelo PP, na quinta, 30.
Depois da declaração do PP de que manteria a neutralidade e não apoiaria a inclusão de Tereza Cristina na chapa, Janaina reclamou.
A decisão foi tomada por Ciro Nogueira, presidente da legenda.
"O fato de uma senadora como Tereza Cristina desejar ser nossa vice-presidente e o partido não permitir diz muito sobre o sistema partidário falido deste país! Digo mais: houve consulta aos filiados? Não! Houve consulta aos detentores de cargos eletivos pelo partido? Não! Eu sou vereadora pelo PP e não fui consultada! Meus colegas de partido não foram! Que democracia partidária é esta? Pode uma única pessoa decidir o destino de uma nação?", escreveu a vereadora, coautora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.
"Gente, com todo respeito, se o senador Ciro Nogueira quiser, com ou sem convenção nacional partidária, Tereza Cristina será candidata a vice-presidente. O argumento burocrático da falta de tempo não convence ninguém. Não se trata de defender o candidato A ou o candidato B. Todos sabem de minhas preferências e resistências! O ponto é que estamos sendo incapazes de dar uma alternativa consistente ao país. Haja vista o inferno partidário, os candidatos (alguns muito bons) não estão conseguindo montar boas chapas! A dura verdade é que nenhuma das candidaturas de oposição está decolando. Corremos o sério risco de entregar um quarto mandato a Lula!", escreveu Janaina, que é professora de Direito na Universidade de São Paulo.
"Bolsonaro foi culpado, ao prestigiar a família e nos privar de Tarcísio? Sim! Mas, a esse respeito, não há mais o que fazer. Não podemos jogar a toalha. Se o PP não quer Tereza com Flávio, que convença Flávio a se retirar e vamos tentar outra composição. Neutralidade, neste momento, com a força da Federação Progressista, significa omissão!", afirmou.
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