Carta do PT a evangélicos não menciona aborto
Tema é um dos mais sensíveis a este segmento do eleitorado, que resiste em apoiar a pauta progressista do partido de Lula
O PT não mencionou o aborto na carta endereçada ao público evangélico após o IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico do partido, evento que contou com a participação da primeira-dama Janja.
O tema é um dos mais sensíveis a este segmento do eleitorado, que resiste em apoiar a pauta progressista defendida pela legenda do presidente Lula.
No texto, o núcleo evangélico do PT preferiu salientar outros tópicos para o plano de governo do partido, alguns dos quais não se relacionam diretamente com a religião.
São eles:
"– Ampliação das políticas públicas voltadas à saúde integral da mulher, enfrentamento à violência e que tenham como foco em seu cuidado e acolhimento em relação à sua saúde física e mental.
– A questão das terras raras precisa ter como norte o desenvolvimento local e regional, a partir dos conhecimentos e estratégias existentes nas universidades, institutos e no território, visando o desenvolvimento social e a nossa soberania nacional.
– Em relação ao campo, defende-se o fortalecimento de políticas voltadas à agricultura familiar, como a política de Reforma Agrária, o PAA e o Plano Safra. Também salientamos a necessidade de ampliação dos quintais produtivos, com prioridade para as camponesas. Além de políticas voltadas para a irrigação de pequenas propriedades e fortalecimento da educação no campo, com creches e escolas de educação de tempo integral na zona rural.
– Criação de políticas voltadas para a juventude, com foco no primeiro emprego.
– Fortalecimento das políticas para pessoas com deficiência, com foco em ações de cuidado integral e de geração de renda.
– Garantia do acesso da população negra ao sistema de justiça."
Em outro trecho da carta, o núcleo evangélico do PT enaltece os programas sociais do governo Lula, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Brasil Sorridente e Gás do Povo, e defende o fim da escala 6x1, que "representa qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras, além da defesa de um maior tempo de convivência familiar, essencial para a saúde mental e a organização do lar".
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