Em uma manobra estratégica para compensar o fim de uma parceria histórica de 73 anos com a seleção da Alemanha, a Adidas anunciou uma reestruturação de seu portfólio de futebol. A marca alemã, que verá a rival Nike assumir a camisa da Mannschaft a partir de 2027 em um contrato avaliado em €100 milhões anuais, respondeu garantindo acordos com quatro novas seleções europeias.
A perda da Seleção Alemã, vigente desde o título mundial de 1954, marcou o fim de um ciclo. Contudo, a Adidas não buscou igualar a oferta financeira da Nike para o parceiro doméstico.
Em vez disso, a empresa optou por uma estratégia de capilaridade, elevando para 22 o número de seleções da UEFA que vestirão suas camisas no próximo ciclo.
Quatro novas seleções
A partir de 2027, as seleções da Croácia, Polônia e Turquia deixarão a Nike para firmar contrato com a marca das três listras. A Croácia, vice-campeã em 2018 e semifinalista em 2022, rompeu uma parceria de mais de duas décadas com a Nike. Já a Turquia retorna à Adidas, marca que a equipou durante o histórico terceiro lugar na Copa de 2002.
Além dessas, a República Tcheca encerrou uma relação de 33 anos com a Puma para migrar para a Adidas. Esses quatro acordos compensam numericamente a saída da Alemanha e garantem à marca uma presença visual massiva nas competições continentais.
Gigantes de clubes
A reorganização do portfólio incluiu a renovação de seu maior ativo clubístico. O Real Madrid e a Adidas estenderam sua parceria até 2034, em um contrato de oito anos avaliado em aproximadamente 120 milhões de euros (cerca de R$ 699 milhões) por temporada.
Além do futebol
A Adidas também expandiu seus negócios, com investimentos chegando até a Fórmula 1. Após firmar parceria com a equipe da Audi para sua estreia em 2026, a marca garantiu recentemente um contrato de 81 milhões de euros (cerca de R$ 521 milhões) para ser a fornecedora da Red Bull Racing a partir de 2027.
Com isso, a Adidas vestirá três grandes equipes do grid, ocupando um espaço onde a Nike atualmente não atua.







