Quem tem razão na briga entre Pietra Bertolazzi e os fãs de BTS
Influenciadora teve dados pessoais roubados e foi inscrita como mesária, sem o seu consentimento
A influenciadora conservadora Pietra Bertolazzi (foto) publicou comentários negativos sobre as apresentações musicais durante a final da Copa do Mundo nos Estados Unidos.
"De tudo que vi hoje na final da Copa, nada me chocou mais do que saber que um grupo de homens totalmente afeminados, vaidosos e cheios de caras e bocas que me deram verdadeira vergonha alheia (não sei quem são e não quero saber) é uma das maiores referências que essa geração atual tem. Não é possível que a maioria não perceba o quão grave isso é", escreveu Pietra na conta de seu Instagram.
Em resposta, fãs do grupo sul-coreano BTS inscreveram Pietra como mesária voluntária nas eleições de outubro e fizeram um pedido de filiação da influenciadora ao Partido dos Trabalhadores, o PT.
A ação dos fãs de BTS foi bem-humorada e engraçada. Mas o que importa aqui não é o conteúdo dos comentários ou as causas em questão, e sim as ações que foram tomadas.
Pietra tem todo o direito de dar sua opinião nas redes. É a liberdade de expressão.
Os fãs do BTS não têm o direito de roubar seus dados pessoais para inscrevê-la como mesária ou no PT, sem o seu consentimento.
Vale lembrar que passar-se por outra pessoa para realizar inscrições ou cadastros, segundo o artigo 307 Código Penal, é crime de falsidade ideológica: "Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem".
A pena pode ser detenção, de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir elemento de crime mais grave.
Se essas ações gerarem prejuízos ou constrangimentos para Pietra, é possível que outros delitos tenham sido cometidos.
Todo mundo é livre para discordar de Pietra e rebater seus argumentos nas redes sociais.
Mas ninguém está autorizado a roubar dados pessoais e fazer cadastros em seu nome.
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