Reprodução/TJBA

Advogado ligado a Aras processa desembargadora que o acusou de extorsão

09.06.21 23:50

O advogado José César Souza dos Santos Oliveira moveu uma queixa-crime por calúnia contra a desembargadora Ilona Márcia Reis (foto), que está presa desde dezembro de 2020, acusada de integrar um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia.

A magistrada acusou César Oliveira de praticar extorsão e tráfico de influência para que ela não fosse presa na Operação Faroeste, em uma suposta trama que envolveria o procurador-geral da República, Augusto Aras e a subprocuradora Lindôra Araújo, responsável pela operação.

As acusações foram feitas por Ilona em uma carta escrita à mão de dentro do presídio, em Brasília, e revelada por Crusoé na última edição semanal. No manuscrito, que foi entregue apenas a pessoas próximas, a desembargadora afirma que César Oliveira cobrou 1 milhão de reais e depois a pressionou a fazer uma delação direcionada para não ser ser presa.

Ilona relatou ainda ter visto uma troca de mensagens do advogado com Augusto Aras tratando sobre o caso dela, encontros de Oliveira com o pai do PGR e duas audiências com Lindôra Araújo para negociar um acordo que não foi adiante. A PGR confirmou as duas reuniões, mas negou todas as acusações feitas pela magistrada.

Amigo de infância de Aras, o advogado César Oliveira também rechaçou, em entrevista a Crusoé, todas as acusações feitas por Ilona. Ele admitiu ter tido apenas um único encontro com a desembargadora em Salvador, a pedido de um amigo em comum, no qual teria dito a ela que, se fosse culpada, a delação seria uma estratégia de defesa, e se fosse inocente, deveria ficar tranquila.

Na queixa-crime movida contra a desembargadora no Superior Tribunal de Justiça, onde corre a ação penal contra ela na Operação Faroeste, o advogado afirma que as acusações são “levianas” e “caluniosas”, “sem qualquer indício que possa minimamente corroborar”, com o objetivo de atingir os investigadores que prenderam a magistrada.

César Oliveira afirma na ação ajuizada no STJ que “indicou os nomes de alguns colegas” para Ilona após ser “instado insistentemente pela desembargadora”. Segundo ele, “todos criminalistas de grande reconhecimento na comunidade jurídica baiana atestarão o afirmado” por ele. “Cessou aí o contato entre a vítima e sua ofensora”, disse.

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  1. Eu sempre acredito no que dizem os advogados. Eles são muito honestos. Para eles não existe isso de achacar, acobertar, subornar, extorquir, corromper, etc, etc, etc., São gente boa, né? . kkkkkkkkk.

  2. Juiz, Desembargador, Procurador que são assalariados e tiverem um patrimonio acima dos seus rendimentos ou recebeu herança, ganhou na loteria ou meteu a mão na cumbuca. Aquela capa preta horrorosa pra passar uma imagem de moralidade é pano de fundo pra pilantras travestidos de toga.

  3. Sei... Até parece que vendas de sentenças é novidade no Brasil. É só olhar o patrimônio dos citados e as evidências estarão lá, gritantes.

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