Câmara dos Deputados"Se houver uma ruptura da ordem em algum momento, infelizmente, vai ter que haver uma operação de controle. E aí as Forças Armadas serão obrigadas a agir"

‘Falta equilíbrio nos Três Poderes’

O general da reserva Maynard Santa Rosa, que chefiou a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Bolsonaro, faz reparos à ‘dialética combativa’ do presidente, mas dá razão a ele na disputa com o Judiciário e vê risco real de ‘ruptura’ e de uma ação militar
13.08.21

Maynard Santa Rosa integra a lista de militares que não resistiram a um ano de governo Bolsonaro. O general da reserva, de 76 anos, se demitiu em novembro de 2019 do cargo de chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, por divergências com a chamada ala ideológica do governo, guiada pelo guru Olavo de Carvalho. Hoje, ele ainda vê com ressalvas alguns movimentos do presidente e de seu time mais próximo, mas ao mesmo tempo vocaliza posições próximas às do antigo chefe e que ajudam a entender o que vai pela cabeça do próprio Bolsonaro e dos fardados que seguem no governo.

Na reserva há onze anos, Santa Rosa acredita que o país caminha para uma ruptura se forem adiante os embates do Planalto com a cúpula do Judiciário, especialmente se um poder desrespeitar a decisão do outro“O que estamos vendo é um presidente que age com palavras, o STF que age com atos e o Congresso por omissão. Não creio que haja intenção de ninguém de fazer ruptura, mas que a ruptura é a tendência a acontecer por força dessas circunstâncias”, diz. O general sustenta que a opinião também é partilhada por militares da ativa, com quem, a despeito de estar afastado do governo, ele ainda mantém contatos por meio de grupos de WhatsApp.

Para o general, o Supremo Tribunal Federal age “como partido político”. Ao analisar o conflagrado cenário político atual, o general trafega sobre uma linha tênue ao falar sobre uma eventual necessidade da atuação das Forças Armadas como poder moderador, embora isso esteja completamente em desacordo com as suas atribuições constitucionais. Recorrendo a eufemismos como “operação de controle” e “golpe informal”, Santa Rosa se vale de uma interpretação desvirtuada de um artigo da Constituição para defender a hipótese de intervenção militar em caso de impasse institucional. Nesta entrevista a Crusoé, o general também avalia o impacto que a atuação de militares na pandemia provocou na reputação do Exército e fala das suspeitas de corrupção que recaem sobre integrantes da caserna que hoje estão na mira da CPI da Covid.

O que o sr. achou do desfile de blindados em Brasília no dia da votação da PEC do voto impresso na Câmara, nesta semana?
Foi uma bobagem não ter ido direto para Formosa (cidade goiana a 75 quilômetros de Brasília para onde os veículos seguiram, para um treinamento militar). Achei, na verdade, uma pirotecnia. Uma infantilidade.

O sr. é contra o envolvimento de militares com a política. Como recebeu a manifestação pública do ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, em defesa do voto impresso, uma bandeira política do presidente Jair Bolsonaro?
O general Braga Netto não está em cargo militar, ele ocupa um cargo político. Assim, ele tem todo o direito de participar da dialética política. Casualmente, ele é um general.

Mas o fato de ele estar à frente das Forças Armadas não tem um peso diferente?
O chefe supremo das Forças Armadas é o presidente, não é o ministro da Defesa. O ministro da Defesa é o coordenador institucional, não é o comandante. Ele não tem peso de comando.

O presidente Bolsonaro tem feito ameaças à realização das eleições. Como o sr. enxerga esse comportamento?
O presidente, por força da personalidade e da técnica política que ele adota desde o início, fala coisas que chocam a opinião de muita gente. Mas eu não valorizo o que ele fala. Prefiro me ater à observação dos fatos em si. Ele fala muito, mas não tomou nenhuma atitude até agora. Não há fatos que corroborem o que ele fala. É mais para efeito de opinião do que para efeito prático. Mas, se analisarmos o cenário, há um desequilíbrio nas relações. Desde a Constituição de 1988, o Executivo vem perdendo a liberdade de ação, e isso é vital na sua estratégia. As pessoas precisam ter liberdade de ação para resolver os problemas. Gradualmente, os poderes Legislativo e Judiciário foram avançando naquilo que a doutrina democrática ensina que é área do Executivo. Quando o presidente Bolsonaro assumiu o poder, essa invasão se tornou mais visível, mais ostensiva. É notório o envolvimento dos ministros do STF em assuntos que não lhes dizem respeito, de política.

Esse é um dos argumentos usados por Bolsonaro para atacar o Supremo. O sr. concorda com esses argumentos?
O STF age como se fosse um partido político. E, pior, com uma afinidade com os partidos mais de esquerda, principalmente. A gente está vendo os ministros do STF legislando e o Congresso se omitindo. Há uma espécie de conivência entre ingerências do Judiciário e vista grossa do Legislativo. Não sei se isso é costurado debaixo dos panos ou se é decorrência da conjuntura. Só sei que as relações entre os Três Poderes estão desequilibradas. Se as coisas estão desequilibradas e nós estamos vivendo um cenário degradante, isso pode levar, fatalmente, a um problema.

Que tipo de problema?
Por exemplo, quando um dos poderes se recusar a cumprir a decisão do outro. Estamos caminhando para isso, rapidamente. Se isso acontecer, vai gerar um impasse institucional. E, se acontecer, a única alternativa visível é o artigo 142 da Constituição. Isso é um absurdo.

O sr. se refere ao uso das Forças Armadas para a garantia da lei da ordem?
Exatamente.

Mas esse cenário não é provocado pelo próprio presidente da República?
Não creio, porque ele ameaça com palavras.

As palavras de um presidente da República têm consequências práticas.
Eu não defendo, não concordo com ele. Entendo que ele age por palavras, enquanto o STF age por atos. Aí que está o problema. Então, o que estamos vendo é um presidente que age com palavras, o STF que age com atos e um Congresso que age por omissão. Isso vai gerando um clima instável. Eu não estou preocupado, mas sei que, se houver uma ruptura da ordem em algum momento, infelizmente, vai ter que haver uma operação de controle. E aí as Forças Armadas serão obrigadas a agir. Nenhum dos integrantes do Alto Comando que eu conheço tem o menor interesse nisso. Pelo contrário, esse assunto é empurrado com a barriga. Mas, se ocorrer um impasse de fato, não tem saída.

Divulgação/SEAEDivulgação/SEAE“Não estou falando em golpe. Mas de intervenção para retomar o equilíbrio institucional”
O que seria exatamente essa “operação de controle”?
Não tenho resposta para isso. A única alternativa que eu já vi foi a tese do doutor Ives Gandra (jurista e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie) de invocar o artigo 142 da Constituição. Ninguém está dando importância, mas tem lógica.

É o próprio presidente quem tem ameaçado descumprir decisões de outros poderes, como o resultado das eleições, por exemplo.
Não vai acontecer isso, porque ele não tem tido a coragem de cumprir com a palavra. Eu particularmente acho que o processo eleitoral está sob suspeição. Eu não questiono se há segurança nas urnas ou se a transmissão dos dados para a totalização dos votos é segura. O que eu defendo é que a eleição precisa de uma auditoria externa.

O Tribunal Superior Eleitoral afirma que há uma série de auditorias no processo de votação por meio das urnas eletrônicas.
Não tem. As auditorias que os partidos fizeram nos últimos anos são parciais. Eles não tiveram acesso ao processo como um todo. O TSE não abriu essa possibilidade e falta transparência. Essa falta de transparência e a impossibilidade de auditar o processo externamente mostram que o processo é suspeito. Nesse sentido, o presidente tem razão. Ele pode ser um insensato, um agitador. Mas nisso ele tem razão.

Esse sistema está em vigor há 25 anos, sem nenhum caso de fraude comprovado. O próprio presidente foi eleito seis vezes por esse sistema. Por que questioná-lo agora?
Agora ele assumiu essa bandeira, mas antes disso muitos grupos que se preocupam com o processo eleitoral já vinham questionando isso. Nunca se deu a devida atenção. Recentemente, o presidente, talvez em um golpe de oportunismo, entendeu que isso poderia ser uma bandeira. E daí levantou a bandeira. Se essa bandeira interessa politicamente a ele, eu não sei. Talvez, sim. Mas há uma diferença entre atingir metas políticas e desestabilizar instituições. Não creio que ele seja capaz de fazer isso (desrespeitar o resultado das eleições). Palavras são palavras, nada mais.

Esses ataques reiterados do presidente contra ministros do Supremo, por si, já não desestabilizam as instituições?
Na medida em que, moralmente, esses integrantes do Judiciário se comportam indevidamente, eles são afetados. Se tivessem sido isentos desde o início, nos julgamentos, nas colocações que fazem, não seriam vulneráveis às ameaças de quem quer que fosse. Eu não estou defendendo o presidente. Até me reservo o direito de não falar porque trabalhei com ele. Não quero entrar em querelas contra o presidente. Tenho minhas reservas, mas não gostaria de expô-las. Não concordo com essa postura, com a dialética combativa que ele adota. Não sou favorável a isso, porque compromete a harmonia do país. Mas, no contexto dessas disputas, ele tem razão, infelizmente.

O sr. ameniza as ameaças do presidente dizendo que são apenas palavras, mas nos Estados Unidos Donald Trump insuflou apoiadores mais radicais a invadir o Capitólio após as eleições, uma ação que resultou em cinco mortes. O sr. não teme que isso possa ocorrer também aqui?
Eu concordo que há um comportamento irresponsável que pode produzir efeitos parecidos com o que aconteceu nos Estados Unidos. Acho que nós não estamos vivendo em uma dimensão estável, por causa desses arroubos. Falta equilíbrio nos Três Poderes.

O sr. acredita na possibilidade de uma ruptura institucional?
Eu não acredito na intenção de ruptura, mas que a ruptura possa acontecer por força das circunstâncias.

Quais circunstâncias?
Um impasse formal, uma decisão do Supremo deixar de ser cumprida ostensivamente, por exemplo. Ou uma decisão do Legislativo ser violada pelo Judiciário. Acho que estamos caminhando para isso.

Isso seria grave.
É grave. Não creio que haja intenção de ninguém de fazer ruptura, mas creio que a ruptura é a tendência, por força dessas circunstâncias. 

O sr. está falando de um golpe de estado?
Não estou falando em golpe. Mas de intervenção para retomar o equilíbrio institucional.

Alan Marques/FolhapressAlan Marques/Folhapress“Concordo que há um comportamento irresponsável que pode produzir efeitos parecidos com o que aconteceu nos Estados Unidos”
Há espaço para um golpe, ou um autogolpe, em um país como o Brasil, em pleno século XXI?
Não vejo possibilidade de um golpe formal, de um poder assumir o comando de outro. Mas de um golpe informal, que, inclusive, já está ocorrendo.

Como já está ocorrendo?
Sim, o golpe já está sendo dado pelo STF, quando ele invade as atribuições dos outros poderes.

O presidente é alvo de inquéritos no STF e no TSE. Um deles pode torná-lo inelegível em 2022. Essa decisão, por exemplo, poderia levar ao impasse de que o sr. fala?
É uma provocação que pode gerar um impasse. Como lhe falei, essa é uma tendência porque o STF está agindo como partido político. Então, eles podem adotar critérios políticos para decidir em vez da isenção jurídica. E, se isso acontecer, a resposta pode ser política. Daí, o efeito não é só político, é jurídico e institucional também. Esse tipo de problema pode acontecer. O presidente está sendo acossado todos os dias.

Os inquéritos apuram possíveis crimes cometidos pelo presidente, como associação criminosa nos ataques às instituições.
Não cabe ao juiz apurar isso. Deveria ser ação do Ministério Público, não do Judiciário. É mais uma extrapolação, mais um abuso de autoridade que faz o Supremo Tribunal Federal. A competência é do Ministério Público, e não do Judiciário.

Outros militares com quem o sr. conversa também acreditam nessa possibilidade de ruptura institucional? O sr. poderia dizer quem?
Essa é a minha opinião e tenho visto muita gente emitir opiniões semelhantes. Agora, se essa é uma opinião generalizada ou não, não posso lhe dizer.

O sr. está falando de militares da reserva e da ativa também?
Exatamente.

A troca inédita do comando das Forças Armadas em março não reforça a tese de que o presidente Bolsonaro pretende usá-las para seu projeto político?
O cargo de comandante tem conotação política, é de escolha do presidente. Então, ele trocou os cargos da competência dele. Eu, particularmente, achei estranho, mas é legal. Não aprofundei nas causas, não sei quais foram os motivos.

Como o sr. vê o possível envolvimento de militares nas suspeitas de corrupção dentro do Ministério da Saúde investigadas pela CPI da Covid no Senado?
Do ponto de vista prático, não tem efeito nenhum porque não se consumou nenhum tipo de contrato. Se não houve prejuízo de um centavo ao erário, por que essa querela toda? Isso é exploração política pura e simples. 

As falhas na gestão da pandemia sob o comando de militares não mancham a reputação do Exército?
Não tem nada a ver. O ministro (Eduardo) Pazuello, casualmente, é um general que foi ministro. A instituição não foi consultada. Se fosse consultada, tenho certeza de que não concordaria. Ele não foi indicado e nem era a personalidade mais adequada para fazer a gestão que se queria. Foi uma decisão política do governo. A instituição não foi consultada sobre a nomeação do general, foi uma questão de amizade pessoal (com o presidente).

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  1. Boa entrevista! O general, concorde ou não com ele, é honesto em suas opiniões. Coloca questões polêmicas e emite sua opinião de forma clara (mesmo nas críticas a Bolso - nas quais precisa “pisar em ovo”-, o general é bastante “direto” nas “entrelinhas”).

  2. Tendo a concordar, em parte, com o General. As instituições, realmente, não funcionam no nosso país. Senão, vejamos - O STF/STJ não cumprem as leis, libertam e inocentam criminosos, e não respeitam a Constituição; o Executivo não cumpre seu papel, que é executar as leis; o PGR/PF não investigam, nem acusam os poderosos de plantão; e, pra completar a tragédia institucional, o Legislativo só legisla em benefício próprio; e todos se acoitam e se protegem.

  3. A falta de moral e de ética nos três poderes é o que abala a democracia, as FAs foram colocadas nessa esbórnia pelo pangaré sociopata que não tem equilíbrio e nem competência para liderar o país.

  4. Para mim é estarrecedora as palavras deste General. O problema é o STF, aquele mesmo que salvou o filho dele, que acabou com a Lava jato e o juiz Moro, quando os inquéritos e o COAF chegaram ao Toffoli , Glmar e aos filhotes do Mito. Aí o STF fez direitinho. o STF hojeé uma bosta , com sujeitos que não deveriam nem passar em frente ao um tribunal, e piorou com a primeira indicação do Bolso e, se passar, pela segunda.Não acredito que este General seja burro ou inocente, só está a fim de um golpe

  5. Os militares já mandaram no país por 19 anos (mais do que o PT). Resultado? Dívida externa, inflação, corrupção escondida pela censura e uma Constituição garantista que hoje dá impunidade a traficantes, assassinos e corruptos. Vamos cometer os mesmos erros de novo?

    1. Na década de 70 o Brasil avançou 50 anos. Vc é cria Paulo Freire ou um comuna da época.

  6. Esse uso do art. 142 é uma piada. Ele diz que As Forças Armadas atuarão "para a garantia da lei e da ordem" por iniciativa de qualquer dos poderes. Digamos que o Presidente descumpra, após condenado, a ordem de deixar o cargo. O Presidente do STF chama as Forças Armadas. Ele pode. Ao mesmo tempo, o Senado caça um Ministro e o STF declara inconstitucional a cassação. O Presidente então chama as Forças Armadas. Os generais se dividem. O impasse se agrava.

  7. Se o Chefe do Poder Executivo pede ao Chefe do Poder Legislativo a abertura de processo de impeachment contra dois Ministros do Poder Judiciário e este não cumpre, já é ruptura institucional grave. Cabe ao Plenário do Senado julgar se procede ou não, não recusar a processar, ou deixar de promover junto à outra casa do legislativo o impeachment do Chefe do Executivo, o que não se pode fazer é desmoralizar este no cargo que ocupa, legitimado por 57 milhões de votos. Respeita-se ou tira-se!Namastê!

  8. Então os problemas são causados pelos outros. Que pensamento pobre de mais um general. O fato é que elegemos uma pessoa despreparada para a presidência, que não sabe conviver com democracia e não respeita nada nem ninguém. Foi um péssimo soldado “convidado “ a sair do exército. Péssimo deputado por 30 anos. Esculhambou a pgr, pf, agu, etc. Oxalá 2022 chegue logo para a sociedade reparar o erro cometido.

  9. Não é só palavras não, ele interfere na PF, como o Moro denunciou, afasta delegado que investiga madeireiros e seus filhos, acabou com a lava jato, sua palavra atiça atitudes anti democráticos, impediu a compra de vacina na hora certa, receitou remédios indevidos que causam dano a saúde, colocou o centrão, com vários com processos de corrupção, no governo, agride todos os dias, provoca aglomeração e arruaça

  10. Perda de tempo e de espaço com um general que não tem coragem de dizer claramente o que pensa, escapando pela tangente sempre que as perguntas demandem uma resposta clara e objetiva. Bolsonarista enrustido, se fazendo de envergonhado, isso sim é o que ele é.

  11. O reporter foi muito tendencioso, não provocador. Deixou uma forte certeza de que a Crusoé não é mais um veículo comprometido com a verdade, mas com um viés político específico, o qual não atende à função precípua de informar corretamente seu assinante. Oh, várzea!

    1. Faz tempo que ta igual panfleto de sindicato... praticamente já nem entro mais no site e só no aguardo da assinatura terminar, já enviei e-mail cancelando a renovação automática.

  12. "... O GOLPE ESTÁ SENDO DADO PELO STF..." Que alívio ouvir isso de uma pessoa sensata. Achei q eu estivesse imaginando "coisas".

  13. Quando vejo essas entrevistas de coroneis e generais eu faço contas. Por exemplo, onde estaria esse senhor em 1977, 1978 ? Ele teria 32 ou 33 anos, caminhando bem na carreira sob a égide de Geisel e Frota... depois nas diretas já em 1983, 1984... com 37, 38, vendo seus planos mudarem, e vai pra reserva meio frustrado porque os planos foram alterados pela democracia, etc e tal... isso é o que eu chamo de viuvez da ditadura... é esse tipo de pessoal que frequenta as urdiduras planaltinas. É isso.

  14. Ficou nas palavras sem nada acrescentar de válido em relação ao assunto, só quis aparecer e tentar continuar a parecer importante (para quem?), e parecer que sabe de alguma coisa, mas é outro pijamoso a achar que o que pensa alguém mais pensa (juntando tudo temos fumaça).

    1. Concordo. Se era pra entrevistar um General, que fosse o Rêgo Barros...

  15. Como se vê, é preocupante o cenário político que estamos vivenciando. Cometem-se crimes e não são reconhecidos pelos militares. Pode-se perceber que o presidente está tentando de todo o jeito, gerar uma instabilidade política para justificar a força e atuação das forças armadas. Preocupante!!

  16. E a fumaça do tanque quem vai consertar aquilo. Deveriam ter perguntado pra ele. Se eu fosse fiscal de trânsito teria multado todos os veículos ais sim haveria ruptura porque tenho certeza que não seriam pagas e geraria a tal ruptura que ele diz.

  17. Art. 142. As Forças Armadas, ..., destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais... Aí está parte do artigo 142. A questão é o que significa "garantia dos poderes constitucionais". O que deve fazer as forças armadas se um dos poderes quebrar a garantia dos poderes constitucionais, seja Executivo, Legislativo ou Judiciário?

  18. Falou muito e não disse nada. A incoerência é tanta que chegou a dizer que um crime não é crime porque não chegou a causar um dos efeitos esperados. Contudo, não enxerga que existem crimes que não necessitam do resultado para se configurar. Um general mais perdido do que cachorro que caiu do caminhão da mudança.

  19. Ufa! Estou pasma. Como alguém pode retratar tão bem meu ponto de vista sobre todos os assuntos abordado na entrevista? Incrível. Me senti realmente representada nas respostas do Maynard Santa Rosa.

  20. general mais desorientado que janio quadros, PELAMORDEDEUS, não da pra entender porque saiu, deveria com essa MIOPIA astronomica estar dentro. quem lê parece que o jair ENERGUMENO nao prejudicou o brasil até agora; são só palavras. OLD FART !

    1. a proposito, temos muitos generais 4 estrelas de 5ª categoria.

  21. "Circunstâncias" em Democracia são determinadas pela manifestação francamente majoritária da Opinião Pública, construída por meio de informações verdadeiras (Fora Fakes!) e não pelas determinadas por mentes sombriamente (e patologicamente) interesseiras. Para barrar estas o REMÉDIO É CONSTITUCIONAL, previsto artigo a artigo para o Executivo, o Judiciário e o Lesgislativo. e não para os senhores das armas adquiridas com o dinheiro arrecadado de toda a Nação.

  22. Para que sejamos uma democracia plena, TODOS os 3 poderes têm de sentir que podem ser fiscalizados e punidos. Enquanto o Senado não promover impeachments de ministros do STF, e motivos suficientes há, não teremos essa democracia plena.

    1. Os cargos de ministros do STF são de indicação política. Se o ministro tem ideologia então, determinará suas decisões até o fim da carreira. Indicações políticas distorcem o propósito de fazer justiça. Cargos que exigem alta capacitação técnica, oferecem tempo de trabalho até a aposentadoria e demandam total isenção político-ideológica não devem ter indicações de políticos.

  23. So se relevar em alguns comentários abaixo, muitas verdades ditas na entrevista, mostra a falta de visão de pessoas que irão votar em 22. Se contra ou a favor desse governo, não deveria afetar o julgamento lógico dos acontecimentos. É grave e ilegal atitudes de anos do STF, podem ser graves algumas palavras do presidente, mas nesse caso só são palavras. Presidentes mudam, mas ministros do STF ficam por longos períodos. Aí está a gravidade dos atos ilegais do STF, podem ocorrer em outros governos

    1. Concordo, o presidente fala muito e faz ( em tudo) pouco, mas o STF está governando o país e de um modo muito preocupante, pelo menos no meu olhar.

  24. O que vejo é exatamente o que observa o general. O STF vai continuar escalando até obter uma reação de Bolsonaro, não apenas palavras. Também fazem um esforço evidente de pintar tudo o que acontecer como uma cópia dos eventos das eleições americanas, para facilitar o "entendimento" fora do Brasil.

  25. Pra ser totalmente ridículo, só faltou a foto sunga. Pelo visto, saiu do governo porque perdeu a competição de babaovismo, mas continua praticando o esporte.

  26. Vai ficando evidente que a pacificação da sociedade brasileira e da harmonia nacional caminha para a necessidade da ausência de Bolsonaro e Lula nas eleições Presidenciais do ano que vem. Ocorre que o STF ao qual cabe prover o Direito e por definição deste a paz e harmonia social fez o contrário, ao lançar Lula com a fantasia de mártir sob a qual padece a nação humilhada pela corrupção. Que Deus nos ilumine a todos e um abraço fraterno em agnósticos e ateus! Namastê!

    1. Com base legal nas canetadas do Barroso? É assim a nossa democracia agora? Para proteção da lei e da ordem o STF=TSE pode rejeitar candidaturas?

  27. Esse genereralzinho de 5 categoria deu entrevista com a finalidade precipua de obedecer o PR, tentando insuflar medo na população. Se estivesse seguro da posição das FA, nem receberia a revista. E temos que sustentar um c.a.n.a.l.h.a desses. Golpista.

  28. Pazuello foi Ministro e continuou General da Ativa. Portanto o Exército enquanto instituição foi responsável pelo desastre de gestão , que já matou 600 mil Brasileiros

  29. É natural que haja atitude do STF para calar a boca desse anencéfalo que desgoverna o país. Quanto a harmonia dos Três Poderes e a atribuição de cada um, isso foi para o ralo há muito tempo. Esse general prefere dar razão ao mentecapto porque também é chegado a uma tirania. Gosta de ter poder e se acha o dono da verdade. É melhor que vá jogar peteca na praia.

  30. GENERAL GROTESCO, sem intelecto, SENIL. Está na reserva mamando nas testas do Estado e ainda conspira com golpe militar. Fora MILICOS, deixem o país em paz.

  31. Extremamente perigoso que esse sujeito da reserva externou. !00% alinhado com o Bolsonaro, por isso o presidente pensa que está suportado pelas FAA. O poder que não cumpre o determinado pelos outros poderes é o Executivo. Esse esquizofrênico, sociopata tem que sumir e sua familicia também, NOJENTO escutá-los e/ou assistí-los. #IMPEACHMENTJÁ

  32. Taí (mais) um general golpista. O Congresso falhou miseravelmente ao não votar uma Política de Defesa deixando claro o papel das FAs bem como seu quantitativo.

  33. brilhante manifestaçao do general. Ponderada, sensata, equilibrada e correta. Artigos iguais a esse deveriam ser sempre publicados por crusoé.

    1. Um general cheio de razão ? Só não a ponto de permanecer no governo !!

  34. Resumindo: Bolsonaro é um fanfarrão e incompetente que está sendo atacado pelo judiciário de forma desonesta. Pode ser, esse STF é extremamente suspeito.

    1. Nada contra o governo a PGR faz, ele quer a 2ª indicação já que não foi para o STF

  35. MILITARES BOLSONARISTAS: os EXEMPLOS EXECRÁVEIS que uma SOCIEDADE tão CORRUPTA é capaz de produzir! São DEGENERADOS MORAIS que IMPEDEM o BRASIL de AVANÇAR! Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE!” Triunfaremos! Sir Claiton

  36. Se entendi ele fala q devemos ficar tranquilos pq o presidente não tem (coragem nem) palavra enquanto com palavras(?) ataca, desrespeita, emporcalha, vilipendia as instituições - e entre elas o povo - da nação. Defender um ignorante dizendo q o que ele faz é "técnica política", q o legislativo invadiu o executivo qdo este "ás" do discurso político assumiu e q um sistema q tem auditoria externa, precisa de uma(?) requer uma quantidade de desonestidade intelectual q dá pena.. Lacrô.

  37. Para esse general de pijama o crime de corrupção só se caracteriza se houver pagamento. General, tire o pijama e vá ler o Código Penal Brasileiro.

  38. Desperdício de tempo a atenção dada à fala embolorada desse dinossauro. Faz o discurso do BoçalNero. Mais uma "viúva" do regime militar, que das boas intenções passou à esculhambação, menor do que a do PT mas, não por isto, um passado a ser revivido.

  39. Mais uma vez fica claro o papel central deste congresso podre - é o poder capaz de regular os outros e não o faz. Nisso o general tem razão: o legislativo é omisso, a começar pelo corporativismo e a anuência dada à escolha de membros podres para o judiciário por interesses umbilicais. Sem contar os acordões de porões e madrugadas e não votação de pedidos de impeachment. A omissão conveniente é ato podre.

  40. General bolsonarista. "Presidente que age com palavras"... é um falastrão. Um presidente tem que agir, ele é do Executivo. O que o presidente fez nesses 2,5 anos foi não agir, ficou em campanha eleitoral e o virus matou mais 500mil brasileiros. Esse general se acha. Se acha o dono da verdade. Só que esse governo está se revelando uma farsa uma mentira, uma enganação. E é por isso que vão dar o golpe. Preferem dar o golpe inventando uma estória fajuta do que admitir que foram feitos de idiotas.

    1. ótima ideia. Ives Gandra entrevistado seria esclarecedor.

  41. Esses caras sequer lêem a constituição.. basta um outro poder que não o executivo pedir apoio das forças armadas.. após o pedido do executivo..q lá se foi a intervenção

  42. Foquei com a sensação que ele é a favor do golpe...isso sim...dizer que as palavras diárias do presidente...as ações dos seus apoiadores desequilibrados não é o que provoca isso tudo...e sim o STF é irracional. #DitaduraNuncaMais #NemLulaNemBolsonaro

  43. Estão postas por esse General todas as nuances que poderá redundar num novo golpe militar, e acreditem, muito em breve. Não se trata, agora, de discutir se isso será melhor ou pior para o país. A divisão entre as forças políticas, de direita, esquerda e centro são claras e insofismáveis. Não há outro horizonte no país senão esse. Precavemo-nos, desde já. O Congresso terá um papel crucial nesse “imbróglio”.

    1. Forças politicas de direita esquerda e centro? Isso não existe no Brasil. O que vale é ter acesso as mordomias e vida boa que "política" brasileira propicia. Quem não mentiu suficientemente bem pra se eleger se escora num amigo (mau) militar que se elegeu.

  44. Concordo com o general. O STF está extrapolando. Onde já se viu um membro do STF proibir uma nomeação feita pelo executivo, no caso da PF, sem embasamento jurídico consistente? Decisões sobre segunda instância mudarem ao sabor das circunstâncias? Anular processos que passaram pela penúltima instância do judiciário? Não é aceitável.

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