Em causa própria

09.04.21

O monumental orçamento do Ministério da Defesa para este ano, de mais de 110 bilhões de reais, embute privilégios para os militares que não existem para outras categorias do serviço público. Entre as benesses estão programas habitacionais próprios, com juros subsidiados inigualáveis no mercado. A Caixa de Construções de Casas para o Pessoal da Marinha do Brasil, por exemplo, permite aos marinheiros financiar imóveis com juros a partir de 2,65% ao ano. Deve receber dos cofres públicos neste ano pelo menos 174 milhões de reais. A Caixa de Financiamento Imobiliário da Aeronáutica também oferece condições especiais para os militares da força.

Divulgação/Ministério da DefesaDivulgação/Ministério da DefesaA sede do Ministério da Defesa: orçamento de 110 bilhões de reais em 2021

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  1. Os governantes que elegemos gastam o que não temos com Defesa não seu de que, enquanto isso Saúde, Educação e Segurança Pública estão às traças.

  2. O texto não mencionou os benefícios dos altos salários dos servidores civis e nem tampouco mencionou as benesses do poder judiciário, da PEC engavetada pelo famigerado botafoguense da lista da Odebrecht, um esquecimento proposital, no frigir dos ovos os militares não podem sair dos quartéis nem manifestar ou fazer greve, mas foram considerados marajás, estão querendo desviar o foco do problema principal dos feudos familiares instalados na República brasileira

  3. Juros extremamente aliciantes, não? Melhores até que o conseguido pelo senador, na aquisição do mausoléu, daqui a seis anos, espero!

  4. O privilégio deve ter também a finalidade de comprovar que os juros negociados por Flávio Bolsonaro na compra de sua mansão são praticados no mercado...

  5. O atual modelo vigente do Estado brasileiro, é o maior programa de transferência de renda do sistema solar. Cobra-se impostos da sociedade para bancar privilégios da nata dos servidores públicos que já contam com estabilidade de trabalho, altos e garantidos salários, penduricalhos e tudo mais. Sempre à custa dos impostos via transferência de renda, gerando pobreza e perpetuação da escravidão.

    1. De acordo, Alan. É bem assim. Concordo q estabilidade não precisa ser generalizada, mas carreiras cuja função é contrariar interesses e pegar no pé (policiais, fiscais, auditores, guardas, etc), precisam da estabilidade p/ q o servidor sério (sim, eles existem) possa trabalhar em paz sem ficar refém de chefe q tenha rabo preso c/ algum poderoso. P/ os incompetentes e corruptos comprovados, q se facilitem os mecanismos de demissão (q tb existem, só q são demorados e burocráticos) p/ esses casos.

    2. Alan, não há estabilidade em carreiras de Estado em países a nossa frente em termos de desenvolvimento. Essa “proteção “ nada mais faz que frear a criatividade e o estímulo ao crescimento individual. Por quê funcionários estáveis se aliariam a políticos se são estáveis? Para subir rápido na carreira, caso contrário teria que ser por mérito.

    3. Amigo, está desinformado. A maioria dos servidores públicos trabalha muito e ganha pouco. Há uma minoria formada essencialmente por membros do judiciário, MP, Legislativo e TCU que ganham muito e ainda tem diversos penduricalhos, extrapolando, inclusive, o teto constitucional. Mas está longe de ser a regra. No mais, estabilidade é essencial às carreiras de Estado como proteção da própria sociedade. Não existiria Lava-Jato sem estabilidade dos servidores envolvidos na investigação.

    1. Todo ano tem concurso público para as Forças Armadas. Ninguém entra por apadrinhamento.

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