"A Coronavac é uma vacina que vai salvar muitas vidas, mas só ela não será capaz de resolver a pandemia"

É preciso vacinar já

O imunopatologista Bruno Filardi diz que a única saída para conter a pandemia no Brasil é agilizar a vacinação e aponta a necessidade de ajustar com urgência os problemas na linha de produção da Fiocruz
09.04.21

Doutor em medicina pela Universidade de São Paulo, pesquisador na área de imunopatologia e oncologista, Bruno Andraus Filardi, de 39 anos, foi um dos primeiros médicos brasileiros a mergulhar nos dados sobre a Covid-19 para tentar prever qual seria o comportamento da doença e fazer estimativas sobre a curva de contágio no país. Enquanto facções políticas se digladiavam em torno do uso da hidroxicloroquina para tratamento de pacientes com coronavírus, ele optou pela cautela: sem nada que comprovasse a eficácia do medicamento, ou a falta dela, deu a ele o benefício da dúvida. Mas advertiu: “Cloroquina não é uma bala mágica”. Um ano depois, e baseado em diversos estudos, está convencido de que o “tratamento precoce” alardeado por Jair Bolsonaro não funciona.

Hoje, o médico diz que a principal porta de saída para a pandemia é “vacinar o mais rápido possível” a população brasileira, transformada em criadouro natural de novas cepas do coronavírus. A vacina, defende, é “o antídoto para novas variantes”. O problema é o ritmo do processo de imunização. Com os atrasos na entrega de doses da Fiocruz, por exemplo, Filardi acha pouco provável que o país atinja a meta estipulada para o primeiro semestre. “Sozinha, a Coronavac não é capaz de resolver o problema da pandemia” .diz. Sobre a vacina russa Sputnik V, que ainda não passou pelo crivo das autoridades sanitárias brasileiras, ele diz que pode ser uma solução viável, mas que precisa, necessariamente, passar pela aprovação da Anvisa. Eis a entrevista:

No início do plano de vacinação, houve questionamentos sobre a eficácia da vacina do Butantan. Mais recentemente, com a notícia de que pessoas vacinadas se infectaram, a questão foi levantada mais uma vez. O país pode confiar na Coronavac para vencer a pandemia?
O controle de uma pandemia é multifatorial. A exceção é uma vacina como a da Pfizer, que você aplica em todo mundo e consegue barrar de 90 a 95% da transmissão do vírus. Já temos esses dados: a da Pfizer não apenas evita a doença como também barra a transmissão do vírus. As vacinas de RNA têm essa capacidade. Com a vacina da Pfizer seria possível vencer a pandemia sem outras medidas. Sobre a Coronavac, nesta semana saiu um estudo sobre a eficiência da vacina, em que se compara o grupo vacinado com um grupo parelho de pessoas que não tomaram a vacina e se estima a eficiência. Esse estudo é uma análise interina, feita em uma região extremamente agressiva, com uma população de enorme risco. A vacina foi submetida ao seu teste mais extremo possível, em um ambiente de carga viral altíssima, sem proteção adequada, e nesse ambiente ela foi eficiente em barrar a doença clínica em 50% a partir de quinze dias da primeira dose. Acredito, portanto, que esse dado de 50% de eficiência na prática é até subestimado. Mas, para barrar a pandemia, a gente sabe que é preciso termos uma vacina esterilizante. A Coronavac é uma vacina que vai salvar muitas vidas, mas só ela, provavelmente, não será capaz de resolver o problema da pandemia. Se levarmos em consideração que tem muita gente que já pegou a doença, a imunidade natural conta bastante. A Coronavac é componente importante nessa equação.

Se a maioria da população estivesse recebendo a vacina da Pfizer, por exemplo, ela então conteria a pandemia sozinha?
Provavelmente, sim. É o que a gente está vendo acontecer na Inglaterra. Lá, foi usada uma porção de Pfizer e uma porção de AstraZeneca. É óbvio que a gente não consegue comparar uma vacina com a outra, mas tudo sugere que a vacina da AstraZeneca é mais eficaz (do que a Coronavac): a eficiência dela se aproxima da vacina da Pfizer. Então, se for colocado em prática o que o Brasil se propôs com o Plano Nacional de Imunização, será possível vencer a pandemia com uma porção de Coronavac, uma de AstraZeneca e outra de Pfizer. Apenas com a Coronavac, isso não seria possível.

Temos visto, semana após semana, mudanças no cronograma da Fiocruz para a produção da vacina da AstraZeneca. O que isso significa?
Eles não conseguiram produzir na velocidade que foi planejada. É um atraso de origem técnica, a gente não sabe exatamente o que aconteceu. Com certeza, perdemos de um mês e meio a dois meses do cronograma inicial. Até o final de março já era para estarmos em velocidade de cruzeiro na produção nacional da AstraZeneca. Agora vai demorar mais para chegarmos nesse patamar. Isso se cumprirem o que estão dizendo. Esse atraso é péssimo para o país, que está no auge da pandemia, e deveria contar com uma vacina que já se provou extremamente eficiente para conseguir barrar a doença clínica e a própria transmissão. A gente já tem dados muito robustos provando isso. Ou seja, a nossa melhor vacina está atrasada. Uma vacina que consegue tirar o vacinado da cadeia de transmissão da doença é extremamente efetiva para que consigamos acabar com a pandemia.

Há um temor geral que o Brasil vire uma incubadora de variantes cada vez mais perigosas. O que a ciência diz sobre isso?
O Brasil já se mostrou um dos celeiros principais de novas variantes, tanto que essa cepa P1 é uma das piores que existem. Preocupa em termos de chance de evasão da imunidade neutralizante, que é aquela que é muito dependente da proteína S, a que os nossos anticorpos são relacionados. É nesse local que surgem as mutações capazes de fazer com que o vírus promova a evasão da resposta imune. De todas as variantes conhecidas, a P1 é a segunda pior, só perdendo para a variante sul-africana. É importante lembrar que o Brasil testa muito pouco. Só agora que o Butantan e a própria Fiocruz estão mais atentos para a vigilância das variantes. A gente já sabia que existe por aqui uma variante P2, que foi pouco discutida. Ela tem algumas mutações que promovem a evasão da resposta imune e foi identificada em agosto no Rio de Janeiro. Em novembro, se tornou a variante mais frequente na região Sudeste. Então, os testes de vacinas foram feitos aqui com um grande percentual da variante P2, que tem uma mutação que sabidamente contribui para a evasão da resposta imune. Pode ser, assim, que a baixa eficácia das vacinas testadas no Brasil é porque elas já foram submetidas, na prática, contra essa variante também e outras tantas que também circulam e não foram identificadas.

“A nossa melhor vacina está atrasada”
Quanto mais o país demora para vacinar, maior é a incerteza em relação à eficácia das vacinas?
Exatamente. A evasão à resposta imune é um processo aleatório. É probabilístico. Ou seja: se eu tenho 100 tipos de vírus se transformando em 200, haverá uma chance menor de aparecer uma variante que pode fugir da resposta imune do que se houver mil vírus se transformando em 2 mil de uma hora para outra. A carga viral em circulação no país — a quantidade de replicação viral no momento no Brasil — é a mais alta do mundo, o que faz com que a chance de aparecer uma nova variante que consiga escapar da resposta imune seja maior do que em qualquer outro lugar. Controlando ao menos parcialmente a transmissão do vírus, com menos pessoas doentes e mais pessoas imunes, é possível ter um controle maior sobre a multiplicação viral e, com certeza, diminuir a chance de surgirem novas variantes. O antídoto para novas variantes é vacinar o mais rápido possível.

Há perspectiva de que o ritmo de vacinação no Brasil melhore? O que precisaria ser feito para isso?
Se a Fiocruz cumprir o prometido, a partir de maio ela consegue produzir cerca de 1 milhão de doses por dia. O Butantan já está na velocidade de cruzeiro dele. E a partir de junho ou julho começam a chegar as novas vacinas. Eu não tenho muita esperança de que até o final do primeiro semestre a gente consiga vacinar a quantidade de pessoas que precisamos. Esse atraso da Fiocruz foi terrível, porque a vacina da AstraZeneca só aplica a segunda dose em três meses. Se a gente levar em conta que ela é uma vacina mais eficaz, o atraso da Fiocruz foi péssimo para o controle da epidemia no Brasil. Eu não tenho esperança que nós alcancemos a meta antes do final do primeiro semestre, torço para que sim, mas mesmo que não tenhamos mais nem um dia de atraso, será difícil cumprir o planejado.

O Brasil parece cada vez mais próximo de incorporar a Sputnik V ao plano de imunização, apesar das queixas da Anvisa sobre a falta de documentos que comprovem sua segurança e eficácia. Como confiar sem que a Rússia disponibilize as informações necessárias?
Os estudos que foram publicados sobre essa vacina mostram que ela é uma vacina muito boa. Ela tem uma estratégia um pouco diferente das outras, porque usa duas doses, mas muda o vetor viral na segunda dose. Ela se mostrou uma vacina com eficácia próxima de 90%. Os estudos variam um pouco, de acordo com a região, mas indicam que ela pode atingir essa porcentagem. Só que não temos ainda os dados de efetividade, que é quanto ela protege, na prática. Mas é uma vacina muito boa, que se vier para cá vai ajudar muito. Se a gente conseguir uma grande quantidade rapidamente, pode mudar nossa realidade. Na questão ética, temos técnicos muito competentes na Anvisa, que já têm uma viagem programada para a Rússia para visitar as instalações e tirar todas as dúvidas. Eu não conseguiria responder melhor que a própria Anvisa sobre a segurança, a qualidade e até as questões éticas envolvidas nos estudos.

O México, cuja agência é bem avaliada, aprovou nesta semana o uso emergencial da Covaxin, a vacina indiana que não teve o certificado de boas práticas de fabricação avalizado pela Anvisa. Há algum tipo de preciosismo da Anvisa na avaliação de novas vacinas? 
A Covaxin teve testes muito bons também, inclusive surpreendendo, porque ela chegou perto da eficácia de vacinas de RNA (a fabricante anunciou que o imunizante atingiu eficácia de 81% nos testes clínicos de fase 3), usando uma tecnologia bem diferente, de nanocomponentes. Eu não sei se é preciosismo ou se é mesmo uma condição sine qua non. Eu imagino que eles observam, nessas inspeções, a capacidade de produção em larga escala da vacina, com a mesma qualidade dos imunizantes usados nos testes. Se não houver essa capacidade, corremos o risco de ter um produto que, embora tenha se mostrado eficaz nas análises, não terá efetividade no mundo real. Eu não diria que é preciosismo, porque se você não garantir esse controle de qualidade, você não vai receber o produto que você comprou. Isso é tão sério que um erro na produção da vacina da Janssen levou à perda de 15 milhões de doses.

Existem outras vacinas promissoras no mercado para as quais o Brasil ainda não está olhando?
Acho que estamos olhando todas que são promissoras. Eu entendo as críticas que foram feitas ao governo por não ter comprado a vacina da Pfizer, mas à época o conhecimento que a gente tinha é que era uma vacina que dependia de uma escala de armazenamento a 70 graus negativos, e não teríamos condição de armazenar e distribuir nessa temperatura aqui. Não era uma vacina apropriada para a nossa realidade. Eu acho que a aposta na AstraZeneca foi uma aposta muito boa, em termos de programa nacional. É claro que quanto mais vacina, melhor. O ideal seria atacar em várias frentes, como o Canadá fez, encomendando vacinas para quatro vezes a sua população. Essa estratégia seria a mais adequada. Se fosse para escolher entre uma e outra, naquela época, no meio do ano passado, seria a da AstraZeneca, até por uma questão de não precisar dessa refrigeração a -70º, que hoje a gente sabe que a Pfizer não necessita, que a conta foi errada. Mas olhando lá atrás, se fosse para apostar nossas fichas em apenas uma, a AstraZeneca tinha mais sentido lógico. A vacina da Moderna é espetacular, assim como a da Pfizer, mas foi deixada um pouco de lado pelo Brasil, creio eu que por questões mais comerciais, por disponibilidade da própria vacina. Ela é a única vacina muito boa que a gente não está discutindo no nosso dia a dia aqui no Brasil, mas mais pela questão de não haver disponibilidade.

“A carga viral em circulação no país é a mais alta do mundo”
A Câmara aprovou nesta semana um projeto que abre caminho para a compra de vacinas pelo setor privado, inclusive de opções que não tenham sido aprovadas pela Anvisa, desde que tenham passado pelo crivo de agências sanitárias reconhecidas pela OMS. Isso ajuda?
Eu sinceramente não sei. Para responder, a gente precisa pensar em dois cenários. O primeiro deles é: existe vacina sobrando no mundo? Existe vacina que o governo não consegue comprar? O que a iniciativa privada vai conseguir fazer que o governo não poderia? Se eu pensar que o número de vacinas no mundo é limitado, eu não consigo entender como essa medida ajudaria na prática. Se, de repente, existirem vacinas sobrando, se forem em uma quantidade além do que nosso governo é capaz de comprar por algum motivo que eu não consigo entender, aí essa iniciativa da Câmara poderia fazer a diferença para imunizar mais pessoas. Mas o primeiro cenário é mais real. Se o número de vacinas é limitado, não sei qual o benefício de colocar a iniciativa privada na jogada, a não ser que se use isso como uma maneira para se passar por cima da avaliação da Anvisa ou atender interesses comerciais específicos.

O presidente Jair Bolsonaro tem insistido na tese do tratamento precoce e defendido a volta ao trabalho de toda a população. O comportamento e as falas do presidente se relacionam com os recordes de mortos e infectados que vemos hoje?
Se a gente for analisar do ponto de vista estritamente científico e biológico, quanto mais pessoas trabalhando, quanto mais pessoas na rua, quanto mais pessoas acreditando que existe um tratamento precoce – que hoje a gente sabe que não tem a menor comprovação científica –, isso é muito temerário, sim. Pode levar as pessoas a pensar: “bom, eu vou sair de casa, vou fazer algo que eu não faria, porque sei que, se pegar a doença, vou tomar um remédio e ficar curado”. E tem outra seara que é um pouco mais complicada. Eu, como médico, digo que, se todo mundo ficar em casa, a pandemia acaba em três semanas. Isso é uma questão de lógica elementar e pura, porque o vírus não vai viajar de uma casa para outra, se não tiver uma pessoa próxima a outra. Eu faço um raciocínio bem extremo para chegar à seguinte discussão: a sociedade conseguiria fazer isso? Há alguma maneira pela qual a sociedade tope fazer isso? As pessoas podem ser submetidas a isso? A discussão de um lockdown forçado vai para uma área que não é apenas biológica, envolve filosofia, lei, costume, economia, uma série de coisas. A resposta não é simples. É claro que é diferente se você está em uma situação em que não existe mais leito, como a que vivemos nas últimas semanas. Em uma situação dessa, o lockdown é uma medida reativa a uma situação extrema. Mas decretar lockdown como a Nova Zelândia fez, como alguns países da Europa fizeram, com o dinheiro que eles têm, é uma discussão que no Brasil, com a nossa cultura e com a nossa limitação financeira, não pode ser apenas biológica.

O que é possível fazer para conter o contágio acelerado que estamos vendo?
Se a gente não vai fazer lockdown, com certeza podemos melhorar em outros aspectos. Vou dar um exemplo: tivemos cinco dias de lockdown em Ribeirão Preto, quando a mobilidade na cidade diminuiu 50%. A cidade estava bem mais vazia. O que eu acredito que dá pra fazer é parar com aglomerações fúteis. Eu vi muito jovem em bar. O jovem criou a ideia de que ele era imune. Foi criada a ideia de que, abaixo de 60 anos, ninguém morre se ficar doente. Chegamos ao ponto de termos uma variante que é transmitida com muito mais facilidade e o jovem estava na praia, no carnaval. Houve carnaval praticamente normal em muitas cidades. Podemos melhorar porque tem muita aglomeração inútil, aglomeração fútil. Dá para melhorar. Se diminuirmos um pouco a transmissão, podemos evitar milhares de mortos.

A AGU, que representa o governo, defendeu a suspensão de decretos que determinam o fechamento de igrejas e a proibição de cultos presenciais. A nossa atual curva epidemiológica comporta a abertura de igrejas?
Pensando do ponto de vista biológico, de forma alguma. É claro que essa questão envolve um aspecto também religioso. É importante dizer o seguinte: se o decreto é para a sociedade toda, ele tem que valer para todos. Se a minha filha não pode ir para a escola, eu não acho certo haver aglomeração em igreja, porque se um grupo for privilegiado nesse sentido, vai atrasar com certeza a volta à normalidade de toda a sociedade. Não pode haver privilégios. Os locais onde mais se pega Covid-19 são os locais fechados, com pessoas falando. Um culto, onde as pessoas estão cantando em lugar fechado, por mais que se abra a janela, por mais que se tenha ventilação, pode afetar muito a transmissão. Isso está  comprovado. Não é hora, de forma alguma, de abrir igrejas. Se todo mundo tem que respeitar as restrições, o culto tem que estar sob esse guarda-chuva também. Tanto do ponto de vista biológico quanto do da cidadania.

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  1. Excelente entrevista, mas o que chama a atenção é o analfabetismo funcional do brasileiro. Apesar do entrevista ter dito que a decisão de não comprar a vacina da Pfizer FAZIA SENTIDO e que a AstraZeneca era, com o conhecimento à época, a melhor aposta (e de certa maneira dando razão neste aspecto ao Bolso), os leitores papagaios da imprensa desonesta fazem questão de discordar e reafirmar a “verdade” que a imprensa “oficial” diz que é.

  2. A matéria é boa e a entrevista também, com bastante informações, mas o especialista entrevistado indica uma "solução" que todos sabem, e ele também, ser inviável - vacinar rapidamente a população com as melhores vacinas - ou seja, o óbvio ululante. No mais o cara parece político, sem preconizar o que está ao nosso alcance e não é feito porque o bolsoignaro atrapalha.

  3. Em outubro qdo a pfizer ofereceu 70 milhões de doses ao governo federal o atual mandatário recusou, o resultado disto foi tornar o país um pária para o mundo por disseminar a variante de Manaus e o virus continuar circulando e matando mais de 350 mil pessoas. Num país sério com uma classe politica honesta de propósitos a serviço do país já teria sido impeachado o presidente.

  4. Não existe um único estudo CIENTÍFICO no MUNDO sobre efeitos adversos das vacinas e medicamentos do COVID-19 no longo prazo. Não temos vacinas para a metade da população mundial. Países semi e recém vacinados são potentes fábricas de variantes. Por que as reguladoras internacionais permitiram vendas de vacinas para países ignorando esses fatos? Por que não temos termos de consentimento livre e esclarecido nas filas de vacinação. Era para ser estranho, mas virou o novo normal. Mico do século XXI

  5. Todo mundo sabe disso. Mas a falta de planejamento colocou o Brasil no fim da fila de compras. Agora Inês é morta. Tudo papo furado para enganar à população. Incompetência total dos governantes. Que Deus tenha misericórdia da população brasileira

  6. Exelente entrevista, lúcida e concisa. Pena que outros entrevistadores não procurem pessoas capacitadas para entrevistar, dando preferência a políticos e oportunistas que só visam seus interesses ou se dedicam a espalhar o pânico.

  7. O genocida preferiu mandar o exército produzir cloroquina e comandar uma rede de Fake News sobre a Covid. O psicopata do Planalto ignorou a oferta de 70 milhões de vacinas em 2020. Artur Lira NÃO acatará nenhum pedido de impeachment do facínora.

  8. Muito boa a entrevista. Quanto ao lockdown mais restritivo, que ainda não fizemos, espero não acabe se tornando a única alternativa que teremos pela frente se as vacinas não cumprirem o esperado. A China hoje ainda não está dependendo de vacinas de forma massiva porque o vírus está mantido sob controle com o uso de medidas de controle de circulação das pessoas. Será que apenas em regimes não democráticos isso se faz possível?

  9. Entrevista clara, deu para entender muitos pontos que eu ainda tinha alguma dúvida. Parabéns doutor!

  10. Aqui no interiorzão de MG, a vacinação lá vai indo. Tenho 74 anos e hoje tomei a segunda dose da Coronavac. Agora é continuar me prevenindo, esperar que a vacina seja eficaz e torcer para que todos os nossos irmãos brasileiros possam se vacinar a tempo, antes que a Covid bata à porta.

  11. O que falta no Brasil, é educação descente para o povo, sistemáticamente minada pelos corruptos no poder, a fim de manipular a grande massa dos votantes e assegurar a reeleição dos já empossados, ainda que o voto no Brasil é obrigatório, o que facilita a manipulação. Moro como PR! Os que se candidataram até até agora são todos incompetentes e/ou corruptos.

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