MarioSabino

Barroso, sem data venia

22.01.21

Há ministros do STF que nos brindam com censura, calúnia e difamação na imprensa e ameaças telefônicas; Luís Roberto Barroso nos brinda com um livro: Sem Data Venia — Um Olhar sobre o Brasil e o Mundo. Como cidadão italiano, eu teria motivo para não gostar do ministro que, como advogado, defendia o terrorista Cesare Battisti, finalmente extraditado para cumprir pena na Itália, depois de anos de dolce vita proporcionados por Lula. Uma vez na prisão, Battisti confessou os seus crimes. Mas se eu fosse não gostar de Barroso por causa disso, eu deveria odiar a França, porque foi lá que Battisti ganhou o primeiro abrigo. Até entendo: advogados gostam de reptos e, como essa foi a única causa criminal do advogado Barroso, deve ter sido uma experiência realmente desafiadora.

Espero que o pequeno reparo me livre da pecha de bajulador. No Brasil, jornalista só pode falar mal de autoridades, visão distorcida que também ajudei a alimentar ao longo da minha carreira. Existe atenuante: é que os elogios no Brasil dificilmente são gratuitos. Como adquiri o direito de dar de ombros para quem me ataca, declaro aqui que admiro cada vez mais o ministro Barroso. Para respeitá-lo, não preciso concordar com todos os seus votos — invariavelmente feitos em português, língua pouco utilizada no STF — e as suas convicções. O fato de ter sido indicado por Dilma Rousseff me fez olhá-lo com desconfiança no início (para não falar do caso Battisti), mas ela foi se dissipando com o tempo. E eis que estou a rasgar seda para ele.

É seda bem rasgada. Sem Data Venia revela um cidadão apaixonado pelo Brasil, qualidade que não faz parte do meu minúsculo rol, e um homem perplexo. A perplexidade pode ser paralisante, mas no caso de Barroso movimenta a reflexão. O bom juiz é aquele que julga com a consciência de que, em boa parte das vezes, os seus veredictos são uma escolha a outra que poderia ter sido feita de maneira igualmente legítima — fato que não o deixa, contudo, parado diante das bifurcações ou o leva a tomar o caminho mais fácil. Barroso é um bom juiz, devem reconhecer até os que discordam dele. O homem estuda de verdade. Ao defender a legalização do aborto, por exemplo, ele usa do imperativo categórico de Kant (moral despida de conceitos religiosos ou ideológicos) para justificar a sua posição: toda pessoa é um fim em si mesma, e não um meio para a realização de projetos alheios ou da sociedade, como resumiu. Diz Barroso:

Se adotarmos essa premissa ética, a resposta é relativamente simples: se o feto não tem como se desenvolver por conta própria — e enquanto assim for —, se ele depende inteiramente do corpo da mãe, há de ser dela a decisão final. Do contrário, a mãe terá deixado de ser um fim em si mesma e passado a ser um meio para a realização de projeto alheio. Tal constatação não retira a possibilidade de se discutir o mérito da decisão da mulher. Mas, inequivocamente, estabelece que a decisão é dela.”

A depender do assunto, escolhas puramente morais às vezes resultam em contradição, com o mesmo argumento válido para uma anulando uma segunda proposição do mesmo campo de concepçōes. O imperativo categórico utilizado por Barroso para justificar o aborto pode ser usado para manter a eutanásia na ilegalidade, acredito, o que vai de encontro ao pensamento mais à esquerda em assuntos de vida e morte. A decisão familiar de dar um fim à agonia de um doente terminal não seria utilizá-lo como meio para realização de projeto alheio, sob a justificativa de que se está fazendo um bem ao moribundo? Quem mais seria capaz de decidir se um doente terminal é um fim em si mesmo, senão ele próprio? Curiosamente, o imperativo categórico de Kant coincidiria aqui com a moral cristã — e logicamente deveria levar a quem defende a interrupção da gestação a ser contrário à eutanásia.

Discussões filosóficas à parte, Barroso fez uma escolha essencialmente moral sem banalizar o aborto ou desprezar a visão religiosa a respeito do tema. Ele próprio nutre sentimentos religiosos, criado entre o judaísmo materno e o catolicismo paterno. Sentimentos que se avivaram depois de ter sido diagnosticado com um câncer no esôfago, em 2012. Saiu da luta mais espiritualizado e incluiu a meditação na sua rotina diária (invejo-o por isso e também por ter sido campeão de vôlei e passado em primeiro lugar em todas as provas que prestou, como ele conta no livro).

Em Sem Data Venia, Barroso se debruça por uma miríade de assuntos que frequentam a pauta do STF. A corrupção, por exemplo, é considerada pelo ministro “crime violento, praticado por gente perigosa”. Não é preciso chegar a Kant para concordar plenamente com ele. Mas é preciso ser um Gilmar Mendes para não concordar. No capitulo dedicado ao tema, Barroso usa como epígrafe uma frase de Millôr Fernandes que resumiria a situação atual (e passada, e futura, embora o ministro seja um otimista). A frase é: “A situação é tão indigna, que mesmo pessoas sem nenhuma dignidade já estão ficando indignadas”. Barroso acredita que o sistema político brasileiro é uma das causas da corrupção sistêmica, com “eleições excessivamente caras, com baixa representatividade dos eleitos devido ao sistema eleitoral proporcional em lista aberta, e que dificulta a governabilidade”. São palavras mais ouvidas da boca de procuradores da Lava Jato do que de ministros do STF.

De maneira elegante, sem deixar de ser contundente, Barroso critica a reação do que chama de pacto oligárquico em oposição à maior operação anticorrupção da história brasileira. Há, para ele, dois grupos poderosos que atuam contra a Lava Jato: “o dos que não querem ser punidos e o dos que não querem ficar honestos nem daqui para a frente”, uma ótima frase de qualquer ângulo que se olhe. Afirma o ministro:

“A articulação para derrubar a possibilidade de execução das condenações criminais após a segunda instância foi o momento mais contundente da reação, logrando obter a mudança de posição de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que, antes, haviam sido enfaticamente favoráveis à medida. A orquestração de ataques aos juízes e procuradores da Lava Jato também reuniu diferentes correntes políticas. Em chocante distorção, o fato de o juiz ter referido uma testemunha à acusação — e, se fosse de defesa, deveria tê-la referido aos advogados — trouxe mais indignação que o apartamento repleto com 51 milhões de reais, a devolução por parte de um gerente de empresa estatal de mais de 180 milhões desviados ou o deputado correndo na rua com a mala da propina.”

A situação, portanto, está longe de ser aquela em que as pessoas sem dignidade já estão ficando indignadas com tanta indignidade, infelizmente. A epígrafe está mais na esfera do desejo do que o da realidade.

Para Barroso, o sistema político ideal seria aquele no qual o presidente da República seria eleito por voto popular, com competências importantes de estado, mas isento da responsabilidade pelo varejo da política. O varejo da política seria atribuição de um primeiro-ministro eleito pelo Congresso — não necessariamente um parlamentar. Aos que, como eu, acham que o Brasil não tem mesmo jeito, só jeitinho, ele acredita que “as pessoas e as instituições tendem a se elevar quando investidos de maior responsabilidade e maior visibilidade”. Como sou simplório, continuo a acreditar que o sistema político ideal no Brasil continua a ser cadeia rápida, independentemente da moldura do quadro.

O ministro é criticado por ser adepto do ativismo judicial. Ele confirma mais uma vez a sua fé, estabelecendo uma diferença entre a judicialização, “produto de um ordenamento jurídico que facilita bastante o acesso relativamente barato ao Poder Judiciário para discutir qualquer direito ou pretensão”, e o ativismo em si, que seria uma atitude: “designa um modo proativo e expansivo de atuação, produzindo resultados não expressamente previstos na Constituição ou na legislação. O contrário do ativismo é a autocontenção”. Barroso defende o ativismo da seguinte forma:

“Em linha com as ideais que defendo, o Judiciário deve ser autocontido quando estejam em discussão temas referentes à economia, à Administração Pública e a escolhas políticas em geral. (…) De outra parte, temas envolvendo direitos fundamentais (como liberdade de expressão, liberdade religiosa, proteção de minorias), ou defesa da democracia (impedir o prolongamento de um modelo de financiamento eleitoral que gerou sucessivos escândalos de corrupção) podem legitimar um comportamento mais ativista.”

Dentro da minha simplicidade incancelável, vejo alguns problemas aí. A decisão do STF de considerar, por analogia, homofobia como crime de racismo é heterodoxa demais para os meus parcos conhecimentos jurídicos. Deveria ser matéria do Legislativo. E tendo a crer que foi o ativismo a propiciar que ministros se sentissem à vontade para conceder habeas corpus de ofício a um notório criminoso, além de instaurar, igualmente de ofício, um processo sigiloso em que o juiz investiga, prende, julga e condena, sem a participação do titular da ação penal, o Ministério Público. Foi no âmbito desse inquérito que a Crusoé e O Antagonista foram censurados e me vi outra vez à frente de um delegado da Polícia Federal, o arbítrio sendo perpetrado em nome da defesa da democracia. Acho que um grande passo civilizatório seria seguir estritamente a Constituição, o que nada tem a ver com a ficção reproduzida pela imprensa dos “ministros garantistas”— as garantias, aqui, são apenas da jurisprudência de ocasião.

É extraordinário que se possa contar com um ministro com o preparo intelectual de Barroso. Com a honestidade intelectual de Barroso. Sem Data Venia é livro de professor dedicado, preocupado em fazer-se entender nas suas próprias preocupações com o Brasil e o mundo. Ele propõe três pactos — o de integridade, o de responsabilidade fiscal, econômica e social e o pela educação — para sair da enrascada permanente na qual o país se meteu. É um otimista de extração anglo-saxônica, eu diria. Conclui Barroso: 

“O que nos cabe fazer é empurrar a história na direção certa e servir à causa da humanidade, buscando justiça e prosperidade para toda a gente. Não custa lembrar: a ditadura militar parecia invencível. A inflação parecia invencível. A pobreza extrema parecia invencível. Já vencemos batalhas impossíveis anteriormente. E para os momentos de maior desencanto, compartilho aqui o meu slogan pessoal, que me traz paz interior e conforto espiritual. ‘Não importa o que esteja acontecendo à sua volta: faça o melhor papel que puder. E seja bom e correto, mesmo quando ninguém estiver olhando’.”

Se é para rasgar seda, rasgo até o fim, sem data venia: brindem os seus alunos com o livro de Barroso, escolas. Adotem como leitura. Enseja discussões produtivas e, apesar das minhas rabugices, até eu saí acreditando que há luz no final do túnel superfaturado. A crença só vai durar até a próxima fala de Bolsonaro, mas já é alguma coisa.

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  1. Mário quero parabenizá-lo, me senti de alma lavada com seu artigo. Apesar de inicialmente ter tido restrições ao Barroso por conta de quem o indicou, e de diversas críticas que já vi sobre ele na mídia, aprendi a admirar muito esse MINISTRO. Acho que se o Brasil tivesse apenas 4 homens como ele e esses estivessem no lugar certo o Brasil não estaria nessa vala de pobreza, corrupção e deseducação em que nos encontramos

  2. Estou concluindo a leitura e posso afirmar que é muito gratificante que tenhamos um membro do STF com tanto conhecimento, discorrendo com profundidade em vários temas. Reforço a sugestão em adotarmos esses escritos para os nosso estudantes, filhos e sociedade de M geral.

  3. Parabéns ao Mário Sabino por um texto tão bonito e cheio de esperança a respeito do livro Sem data venia do Ministro Barroso!

  4. Igualmente simplório, também continuo a acreditar que o sistema político ideal no Brasil é cadeia rápida para criminosos, não importando a cor do colarinho.

  5. Exercício de abstração. Troquemos algumas palavras na frase do Ministro. "se adotarmos essa premissa ética, a resposta é relativamente simples: se o feto (RECÉM NASCIDO ou ainda DEFICIENTE FISICO E/OU MENTAL GRAVE ACAMADO) não tem como se desenvolver por conta própria - e enquanto assim for - se ele depende inteiramente do corpo da mãe (CUIDADOR), há de ser dela (DELE, DO CUIDADOR) a decisão final." Institucionaliza-se o assassinato de todo ser humano que dependa de outrem para sobre sobreviver

  6. Senti o mesmo que o Mario Sabino pelo Ministro Barroso, mas sou mais otimista do que o jornalista... Estamos acordando...

  7. Não consigo concordar com o Barroso (segue uma linha “filosófica” muito diferente da minha). Aborto: se o critério é o feto ter condições de se desenvolver por si só, um prematuro que se encaixasse nesse critério não teria direito à vida (e, no extremo, até todo bebê “normal”, já q, abandonados, morreriam). Parlamentarismo não funcionará no Brasil (muito longa a explanação, mas, em resumo, funciona, e mais ou menos ainda, em países pequenos e homogêneos). E judiciário não tem q inovar em nada!

    1. Enfim, o ministro tem uma visão de mundo, na minha opinião, um tanto quanto utopista, positivista, cientificista, progressista, etc. (e nada, nada sugere uma “linha”, anglo saxônica” q, pelo contrário, é baseada no “governo limitado” pela sociedades civis tradicionais). Por fim, parabéns pelo “mea culpa”; ação q pouco se observa na imprensa; parabéns! De fato, como sempre digo, brasileiro não sabe debater: ou são falsos elogios/concordâncias ou é baixaria. Não sabemos “duelar” de modo “honesto“.

  8. Gosto muito do Ministro Barroso, um juiz comprometido, estudioso, mas sou contra o aborto e a eutanásia. A justificativa de Kent é muito frágil para mim. Se o aborto fosse legal, provavelmente não estaríamos lendo o Ministro Barroso.

  9. De tudo, o ruim é esse ativismo desabrido; o STF, por ser supremo, investe-se no direito de violentar a Constituição quando bem entende. Você está certo, caracterizar homofobia como crime de racismo e o inquérito do "fim do mundo" duas das maiores vilanias contra a dita Constituição e Barroso, infelizmente, é um dos autores do crime.

  10. Concordo plenamente com o Sabino. Parlamentarismo com reforma política ampla (candidaturas independentes de partidos, voto distrital, etc) seriam um bom começo. Chega de eleger ditadores a cada 4 anos, chega de "messianismo". Só seria necessário saber votar...

  11. O ministro Barroso merece todo respeito e admiração pelas suas posições de coerência, firmeza e destemor, já conhecidas de todos. No livro, além de abrir o coração sobre passagens importantes de sua vida pessoal, aborda em linguagem simples e clara diversos temas fundamentais e polêmicos para a sociedade, procurando sempre contribuir com alternativas para sua solução. Parabéns pela excelente resenha. O livro é muito bom. Recomendo.

  12. O Ministro Barroso é um juiz que merece respeito no atacado mas nem sempre no varejo, pois, por vezes, seus ideais se refletem em suas decisões, quando, na realidade, deveriam apenas ser o reflexo das determinações constitucionais. Entretanto, considerando que muitos ministros usam seus cargos para fazer política e não justiça o Ministro Barroso se destaca positivamente .

  13. Pelo menos temos um; mas que tantos outros se espelhem neste homem. Acabei de comprar o livro, agradeço pelo artigo e indicação.

  14. Mário, um livro excepcional. E uma resenha que adorna estes ensaios de maneira sublime. Faltam-me palavras para expressar o deleite ao ler o seu texto e o do nosso admirável magistrado. Parabéns!!! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻🙌🏻🙌🏻🙌🏻🙌🏻🙌🏻

  15. Concordo Mário! Compreendo seus argumentos coerentes partindo de um jornalista apaixonado pelo que acredita ser o melhor para o nosso país. Observo o desempenho de Barroso há tempos e seu crescimento como profissional e humanista do Direito é impressionante. Cometeu alguns erros, mas cresceu, não se apequenou. Admiro-o por isso. Se houvesse um Barroso para cada Gilmar, um Fachin para cada Toffoli, um Fux para cada Lewandoviski e uma Carmem para cada Kássio Nunes, não estaríamos nessa situação.

    1. Correção: "se houvesse em cada instituição pública um Barroso para cada Gilmar..."

  16. Ultimamente só teus artigos me agradam na Cruzoe por parecerem isentos e de imparcialidade racional! Depois que o pai do Diogão morreu de Covid a revista ficou transloucada e começou a atacar tudo no governo Bolsonaro! Não gosto da figura mas ele como alternativa à esquerda , PSDB fingido parece melhor! Afinal capitulou por burro e mrdiucre! Mas melhor ele que Lula , Temer e Sarney!

  17. Apesar de concordar que o ministro Barroso é realmente do bem, está faltando da parte dele, do Fux, da Carmem Lúcia, da Rosa Weber e do Fachin uma reação muito mais enérgica as barbaridades e atos inconstitucionais dos outros membros do STF. REAJAM.

  18. Parabéns pelo artigo. Barroso me inspira máxima confiança, ao contrário de pelos menos outros três ministros do Supremo.

  19. Sim, o seu texto como sempre bem redigido. No entanto prefiro ministros que se atentem à CF, tão vilipendiada por "juízes" ativistas. Esse também não me engana. Vaidoso.

  20. Sem bajulação ou data vênia, excelente artigo, Mário. Não li o livro, mas a fala mansa de Barroso não me comove. Juiz tem que julgar nos marcos do estabelecido pela legislação. Sem essa desse ativismo do judiciário. Ao juiz compete a interpretação da norma. De preferência a teleológica. Jamais a sua distorção ou alongamento. O ativismo de Barroso acaba nos levando a outras ditaduras.

  21. Me dê um que eu faço de papel higiênico. "Empurrar a história"? Ele continua mesmo usando essa sentença. Registre-se: BARROSO É MOTIVO DE CHACOTA NO MEIO ACADÊMICO MAIS RESPEITÁVEL DO DIREITO.

    1. “Motivo de chacota entre os acadêmicos de direito”. São aqueles que se locupletam de diversas traficâncias entre os poderosos, com seus honorários pagos com dinheiro público roubado. São de indivíduos desse tipo, que os néscios gostam e aplaudem.

  22. Excelente! O livro é muito bom mesmo, de um Ministro decente, íntegro e bem formado. Uma combinação rara em nossos homens públicos.

  23. Excelente, Mário. Eu também sou simpático à atuação do Min Barroso, mas não tenho cabedal intelectual para justificá-lo. Ficou bom o seu trabalho de divulgar algo de bom dentro do malfadado stf. Obrigado.

  24. Sempre que leio cada matéria desta coluna penso que o Mário acabou de produzir a sua obra-prima. Semana seguinte vem a sua superação. Inquietante maravilha!

  25. Lendo os trechos do livro que vc destacou, Mario Sabino, e pela atuação do ministro no plenário do STF, principalmente quando se contrapõe ao Gilmar Mendes, sei que Luís Roberto Barroso é um brasileiro do bem. Amanhã, vou à livraria Martins Fontes adquirir o meu exemplar. Agradeço pela indicação.

  26. Concordo inteiramente, Mário Sabino, com todos os seus comentários e com todas as suas convicções! Entendemos de forma similar as grandes questões filosóficas e de direito, inclusive partilhamos da mesma admiração pelo talento e competência do ministro Barroso! Estou feliz e orgulhosa de mim mesma...

  27. Muito boa "reportagem" Mário! kkkk É bom acreditar que ainda existam pessoas de princípios, que não estão no mundo apenas em benefício próprio. Tem um outro ex juíz que diz sempre "faça a coisa certa sempre". No Brasil acaba soando utópico, mas se cada um de nós não praticar isso dando o exemplo, jamais alcançaremos níveis maiores de civilidade em nossa sociedade.

  28. Tenho admiração pelo Ministro Barroso desde quando ele era advogado e fazia palestras na AASP. Palestrava sobre Direito Constitucional de forma límpida e objetiva que facilitava a assimilação dos alunos de Direito. Era perceptível o seu dom de convencer sem forçar. Convencia-se voluntariamente. Um aspecto interessante que já se via nele à época era o seu comportamento de caráter humanístico. Logo que foi empossado li uma série de jornalistas criticando a sua indicação. Eu torcia para ele ficar.

  29. Parabéns, Sabino! Um texto precioso, pena que não será lido, nem o texto nem o livro, pelo arrogante e parcial Gilmar Mendes.

    1. Ledo engano. Gilmar Mendes foi um dos primeiros a comprar o livro e lê com assiduidade o que é publicado em O Antagonista e Crusóe. Mesmo assim não se emenda. É um escorpião de qualquer signo.

    2. Dagoberto, a leitura dos comentários estava excelente, até vc se lembrar dessa excrecencia moral que mancha o STF. Quanto ao articulista, perfeito e sutil(?) como sempre. Quanto ao ministro Barroso, que junto ao Fux nos dá alguma esperança com o STF, minha admiração.

  30. Nossa! Que texto, Mario Sabino!! 👏👏👏 Jamais passou pela minha cabeça ler o Barroso, mas certamente entrará na minha lista! Agradecida fico!

    1. Perfeito Sofia! Faço minhas as tuas palavras. Parabéns Sabino.

  31. É bastante controvertida essa tese de que a mulher é dona de seu corpo e portanto tem arbítrio livre arbítrio sobre o feto que seria apenas um hospedeiro. A tese de Kant não se aplica ao caso. A mulher abriga uma outra vida que se basta em si mesma. Se lhe negarem a existência

  32. Lembro do ditado: em terra de cego, quem tem um olho é rei. Realmente, considerando todos os integrantes das Cortes Superiores, Luiz Barroso é o “ must”. Mas depois de 30 anos atuando no contencioso, não consigo me encantar com mais ninguém do meio. Para o meu gosto, o ministro Barroso é “Pollyana “ demais.

  33. Mario: eu não consigo gostar dele. Gostar é questão de gosto não significa que seja bom ou ruim certo ou errado melhor ou pior. Não esqueço que ele e o outro novo ministro aliviaram a pena do JD na fase final de recursos do mensalão. E eu tenho posição sobre o aborto e não gosto de discutir esse assunto. Mas acrescento um argumento: a tese sobre o corpo da mãe é narcísica. A chance de dar vida a um filho descentra a mãe desse narcisismo e dá chance a desenvolver amor por outro corpo. Também vale

  34. Ah, se todos os ministros do STF tivessem a dignidade, conhecimento e capacidade intelectual do Ministro Barroso, o Brasil já estaria em outro patamar cultural

  35. Assim como você, torci o nariz ao indicado pela presidente Dilma, mas com o passar do tempo revi meu olfato. E assim como Barroso, sou (sempre fui) otimista com o futuro deste país que eu amo. Não estaremos vivos, nem você, nem ele, nem eu para aplaudir, mas o Brasil ainda será referência a ser seguida por outros países. Parabéns por mais um artigo exemplar.

  36. Excelente texto/ análise Mario Sabino !!! Tem razão , deveria ser leitura obrigatória em toda faculdade de Direito !!!! Barroso nos ensina de modo leve e elegante como deve o Ser Humano ser grande nas suas atitudes e ações p/ o bem maior da Humanidade ....!!!!!!

  37. Se vocês não adotarem o voto impresso nas eleições de 2022 fiquem tranquilos que o povo vai invadir esse STF e o Congresso Nacional é tem mais os eleitores do Brasil não vão votar.

  38. Artigo excelente e justíssimo! Há tempos esperava por esse reconhecimento, que comprova que honestidade intelectual da Crusoé supera qq divergência ideológica. Bravo, Mário! Barroso é um caso raro e merece ser louvado.

  39. O presidente Bolsonaro se mostra tão incompetente que sequer é capaz de escolher um ministro culto e moralmente acima da média, a exemplo da escolha dos ministros Aires Brito e Roberto Barroso.

  40. Excelente texto. Assisto TV Justiça e sempre admirei a elegância, dureza e o Português impecável do Professor Barroso, grande brasileiro com compromisso pelo bem do Estado de Direito.

  41. Adorei o final do texto e me enxerguei nele com a luz no túnel superfaturado e a crença no país apenas até a próxima fala de Bolsonaro! É infeliz mas é fato!

  42. Vivemos um tempo obscuro e de muita incerteza. Se o Ministro Barroso desperta em nós um pouco de esperança, por que não aplaudí-lo?

  43. Vamos deixar de lado as opinões e se fixar naquele famoso episódio ocorrido no STf com a participação do falastrão João Plenário. Só isso já valeu a pena em acreditar no ministro que teve a coragem de mostrar ao Brasil a face mais cruel e nojenta de um personagem mais leniente no combate à corrupção. Os termos usados naquele embate jamais serão esquecidos. Valeu, Barroso.

  44. Mario, há casos de eutanásia previamente autorizada pelo futuro moribundo e combinada com familiares. E aí? Nesses casos tratam-se de "suicídios terceirizados", e o imperativo kantiano valeria tanto para o aborto como para esse tipo de eutanásia. Invasões bárbaras e Mar a dentro, dois excelentes filmes que tratam desse tema. Parabéns pelo artigo.

  45. Não adianta deixar de ser de esquerda sem contestar os próprios fundamentos da visão de mundo que se pretende abandonar, ou se acaba um marxista atmosférico que vê qualidades até no pior ativista judicial de extrema-esquerda da história de um Supremo repleto de nulidades afins (com o único porém de sua boa atuação na Lava Jato, resultado da ilusão de que pode redimir sua querida esquerda). Triste fim, Mario Sabino.

    1. ... "verborragia autóctone"? E isso vindo de alguém que quer desqualificar o argumento por pedantismo, na boa. Barroso é um ativista de esquerda; sua defesa do terrorista assassino Battisti reflete isso. Se Sabino escolhe ignorar os fatos por admirar uma atuação melhor do que a média na LJ, obviamente dirigida a limpar a reputação imunda da ala ideológica do Ministro mais fanático de todos, problema dele. Não vou me abster de comentar o suicídio intelectual de um dos poucos ex-bons jornalistas.

    2. Quanta verborragia autóctone, meus deus do céu.. para o navio que eu quero pular no mar.. apscosta

    1. Seria o ideal para o Brasil começar a melhorar, mas em sua primeira oportunidade o capitão nos brindou com Mister K ...

  46. Parabéns por esta bela e justa "rasgaçao de seda".Tenho profunda admiração ,respeito e confiança neste brilhante ministro Barroso.Que ele aglutinar a sua volta muitos homens e mulheres honestos e competentes para nós tirar desta lama infecta dos que nos desgovernam

  47. A justiça está doente, eis que mata, os jurisdicionados pobres que não tem condições de pagar as altas custas de um processo, milhões de bacharéis formados em faculdades caça níqueis, sem qualificação técnica. Quem consegue viver nessa tragédia é o rico, pagando a (in) justiça, através das filigranas jurídicas criadas pela corte, no entanto, as decisões rasgam CF, gera na população uma revolta abafada da impunidade. Ler o livro na esperança que a justiça saia da UTI mais igualitária para todos.

  48. Excelente Mário...considero Barroso o melhor ministro...poucas vezes me contrariou...tive sérias dúvidas quando ele e Fachin foram escolhidos...mas ambos se portaram muito bem...na maioria das vezes. Tenho que dar até um crédito a Dilma...pelos ministros que escolheu.

  49. Primeiro: o argumento dele a favor do aborto é puri sofismo na minha opinião . Segundo : o livro parece ser mais fruto da sua vaidade, cheio de platitudes. 3 não confio em ministros do STF. Ou seja, pretendo nunca ler o livro .

  50. Ah o Brasil e a opinião de seus jornaleiros... mais um herói? Será? Acho que as pessoas deviam se aprofundar um pouco mais nos temas antes de escrever tantos devaneios.

  51. Poxa, Mário, é a primeira vez que discordo de ti. Não gosto do Barroso, não o acho confiável -- lembre-se de que ele também votou a favor daqueles Embargos Infringentes (claramente ilegais) que ajudaram a livrar corruptos petistas da cadeia -- salvo engano, o José Dirceu. Não creio que tenhas esquecido desse julgamento. Outra: um bom juiz NUNCA é ativista. Por fim, simplesmente não combina contigo um texto elogioso desse. Abraço do leitor

    1. É Ronaldo. Não preciso ir muito longe. Só ver suas opiniões sobre temas sensíveis e quem deve decidir. A omissão escancarada na leitura do regimento da Câmara quando julgava o impeachment da Dilma... aborto... temos que ter mais democracia no Brasil e menos aristocracia togada

  52. Assisti a uma palestra do Ministro Barroso há uns três anos e desde então, tive certeza de que será para sempre lembrado como um dos melhores a ocupar uma cadeira no STF.

  53. Já à procura do livro para ler. O motivo maior “o dos que não querem ser punidos e os que não querem ser honestos daqui para a frente “

  54. Concordo com o Sabino acerca do caráter e preparo intelectual do Ministro Barroso, mas, tenho uma ressalva: Quando da indicação de André Mendonça para o cargo de Ministro da Justiça na vaga de Sergio Moro Barroso depois de elogiar o preparo do indicado acrescentou essa pérola: "além disso, é elegante". Será que Barroso continua com a mesma opinião?

    1. Valor.Globo.com política e agenciabrasil.ebc.com.br - está no google; ipsis litteris: "Em nota à imprensa, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso elogiou a nomeação: O Dr. André Mendonça teve um desempenho admirável na Advocacia Geral da União. Íntegro, elegante e preparado. Desejo a ele toda sorte na nova missão." Agora tirem suas conclusões.

    2. Ronaldo, por favor me indique a fonte. Gostaria de saber mais sobre o referido elogio feito por Barroso.

    1. Ronaldo, confesso que fiquei triste por Barroso ter feito esse elogio descabido e também espero que tenha revisto sua opinião. Será que, ao louvar a "integridade" de Mendonça, ele estava iludido por esse ter mestrado em "estratégias anticorrupção e políticas de integridade"?! Tudo no Brasil parece uma comédia de humor negro. Mas é tragicamente real.

  55. Quando Barroso conseguiu uma cadeira no STF, eu morri de medo. Afinal, foi Dilma que indicou ele ao Supremo. Para mim, ele era mais um Tófolli. No entanto, com o passar dos anos e seus votos, ele ganhou o meu respeito. Parabéns Barroso, espero que tenha forças para lutar contra os companheiros (do STF) que fazem tão bem para a classe mais nojenta desse país.

    1. Parabéns a revista pelas matérias, já comprei o livro em formato digital, em breve começo a leitura. Agradeço pela acessibilidade do aplicativo, já que sou deficiente visual e consigo ler tudo com o leitor de telas do meu celular. Continue assim.

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