Zô Guimaraes/Folhapress"Eu sou um cidadão brasileiro, que paga seus impostos, que quer um país melhor, que sonha com educação melhor"

‘A realidade depende de bom senso’

O ator Tony Ramos critica a postura do governo Jair Bolsonaro na reação à pandemia e se diz horrorizado com a onda de fake news e obscurantismo
22.01.21

Tony Ramos, 72 anos, nunca declarou seus votos ou subiu em palanque político. À diferença de colegas que saíram às ruas para defender o impeachment de Dilma Rousseff ou que se notabilizaram pela proximidade com o PT, o veterano astro da Rede Globo sempre preferiu a discrição. Por vezes, foi torpedeado pela classe artística por ficar “em cima do muro”, o que ele rechaça com veemência: “Me posiciono muito, sempre. Só não me posiciono em palanque. Nunca fui filiado a partido político, nunca fui a um comício”. Embora evite manifestar suas preferências eleitorais, o ator não se furta a exercer o direito à crítica. Ele se diz horrorizado com a onda de fake news e obscurantismo que varre parte do mundo e o Brasil – e que nem mesmo na tragédia da pandemia dá folga, com extremistas espalhando falsidades sobre as vacinas, por exemplo.

(O vírus) é algo desconhecido e assustador. A quem tem a coragem de dizer ‘não me assusta’, eu digo: ‘Meu Deus, que gente corajosa!’.” Tony Ramos tem medo da doença. Ele se mostra preocupado, especialmente, com a saúde da mãe, de 91 anos, e de um filho, cirurgião cardiovascular, diariamente exposto ao vírus nos hospitais. Em agosto, o ator perdeu um primo por complicações da doença. Sobre a postura de Jair Bolsonaro, que em inúmeros pronunciamentos questionou a eficácia e a segurança das vacinas, Tony Ramos diz: “Eu lamento essa posição do presidente. Lamento muito. Ele foi eleito pelo voto, isso é democracia. Mas ele é funcionário do povo e não deve decidir com base em seu gosto pessoal. Tem que conversar com a ciência e ver o que é fundamental para uma nação”. “Sejam bem-vindas, vacinas. Aos que pregam o negacionismo e se posicionam contra a vacinação, a minha tristeza. É o mínimo que eu posso dizer.

As críticas se estendem às iniciativas do governo federal na área cultural. Tony Ramos classifica as políticas bolsonaristas para o setor – ou a falta delas – como “um terror”. E afirma que os ataques constantes contra a Lei Rouanet são um “um discurso mixo, burro, velho e mal informado”. Na entrevista a seguir, Crusoé propôs ao ator um exercício: imaginar como seria o diálogo entre alguns de seus célebres personagens e Jair Bolsonaro. O ator pensou em como seriam conversas do presidente com Getúlio Vargas e com Riobaldo, o narrador do clássico Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, mas fez uma ressalva: nada pode ser tão dramático quanto a realidade. “A realidade é acachapante, ela depende sempre de bom senso.” Eis a conversa:

O Brasil já registra mais de 210 mil mortos pela Covid-19 e enfrenta o caos gerado pela doença, como a situação da falta de oxigênio em Manaus. Como tem enxergado o combate à doença no país?
Como eu trabalho ininterruptamente com teatro, cinema e televisão há 57 anos, aprendi com o tempo que os artistas, como nos chamam, são sempre convocados a opinar sobre tudo. Eu não vou opinar sobre a Nasa, porque eu não entendo nada de física quântica, muito menos de matemática. Mas essa pergunta que você faz diz respeito ao cidadão Antônio (seu nome é Antônio de Carvalho Barbosa). Antes de ser essa figura pública e conhecida como Tony Ramos, eu sou um cidadão. Uma pessoa que tem 72 anos, que tem as preocupações das mais diversas com trabalho, com sobrevivência, com o país, com os sonhos, com os filhos, netos. Já tenho um neto de 21 anos que está na faculdade e fico pensando que futuro haverá para esse rapaz. As mais diferentes preocupações habitam a minha cabeça. É claro que a situação da Covid é absolutamente desesperadora. Com essa tendência de simplificar o vírus, eu fico ainda mais horrorizado. Eu não tenho redes sociais, nunca tive e não vou ter, por uma questão de perfil pessoal. Leio muito meus livros, meus jornais. Nada contra redes sociais, mas, como não tenho, vivo muito dos editoriais de jornais, dos telejornais, de programas de rádio, de conversa com amigos, com cientistas, com meu filho, que é cirurgião cardiovascular, super exposto ao vírus. Faço esse preâmbulo para que eu possa me situar frente à Covid. É algo desconhecido e assustador. A quem tem a coragem de dizer “não me assusta”, eu digo: “Meu Deus, que gente corajosa!”. Ao mesmo tempo, não quero ficar paranoico e enlouquecer, não quero deixar de viver, de trabalhar, de alimentar os meus sonhos. Estou esperando ansiosamente pela vacina, não vejo a hora de ser convocado a tomar, pela idade. Quanto mais pessoas vacinadas houver, mais rebanho protegido haverá.

O sr. sempre foi muito comedido nos posicionamentos de cunho político. O que mudou?
Me posiciono muito, sempre. Não me posiciono em palanque. Nunca fui filiado a partido político, nunca fui a um comício. “Então o senhor está em cima do muro?”, me perguntam. Não, eu sou um cidadão brasileiro, que paga seus impostos, que quer um país melhor, que sonha com educação melhor, que sonha com criança ocupada de 7h30 às 16 horas com esportes, com artes. Nos Estados Unidos, cada escola tem teatro, tem peças musicais. Então é possível, basta ter vontade política. Eu não fujo de nada e hoje eu posso dizer que o que eu mais anseio para a minha nação é a vacinação em massa. Eu não entendo essa briga política, qual (vacina) vale, qual não vale. Isso só provoca desinformação. Nossa família perdeu um querido primo para a Covid no mês de agosto. Então, nós sabemos bem. Eu sei a dor das famílias e sei as dificuldades que nos cercam.

De que forma a classe artística pode contribuir para atenuar os efeitos da onda de fake news sobre a Covid-19 e sobre as vacinas?
Estou fazendo aqui a minha manifestação. Não estou esperando a minha classe se manifestar. Eu aqui, em voz alta, digo: não acredite em notícias falsas, não acredite em movimentos que tentam desacreditar a vacina. Sem confiança nas vacinas, não teríamos conseguido o que conseguimos com o sarampo, com a poliomielite. Eu sempre tomo vacina para a gripe e, agora, estou esperando a vacina contra a Covid. Não vou esperar a classe artística se manifestar. Já me manifestei abertamente, publicamente, dizendo: vacinem-se. Sejam bem-vindas, vacinas. Aos que pregam o negacionismo e se posicionam contra a vacinação, a minha tristeza. É o mínimo que eu posso dizer. Por que negar a ciência? Alguns dizem: “Ah, mas eu sou religioso”. Eu também sou! Atrás de mim, tem uma estátua de São Miguel Arcanjo. E me respeitem na minha religiosidade, assim como eu respeito quem é ateu. Mas a minha religiosidade cobra de mim bom senso, cobra responsabilidade e raciocínio.

A politização do debate sobre a vacina, com disputa de protagonismo entre o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente Jair Bolsonaro, contribuiu para esse cenário de descrédito? Houve falhas na comunicação?
Dos dois lados. E falo da forma de realizar a comunicação, da forma com que se comunicam com o povo. Tudo isso atrapalha. Quando começam a ter notícias falsas, temos o dever de ouvir a ciência. Ninguém, nenhum leigo, nenhum achista de plantão sabe mais do que a ciência. E a própria ciência busca respostas para aquilo que ela não entendeu. Mas ela já concluiu há muito tempo que a saída é vacinar. Como foi nos casos do sarampo, da poliomielite, da caxumba. As pessoas se esquecem do que aconteceu com a gripe suína? É só voltar e fazer esse raciocínio. Eu não preciso esperar uma classe se manifestar, eu faço as minhas manifestações. Democracia é um exercício difícil para muitos. Por isso, é fundamental para mim a ciência, é fundamental que governos corram atrás de um discurso único, dizendo que é preciso que todos se protejam, que todos se vacinem, mostrando quem será vacinado primeiro, médicos, enfermeiros, pessoas que pesquisam sobre o assunto, asilos, professores. Isso seria um movimento em prol de uma nação.

Ricardo Borges/FolhapressRicardo Borges/Folhapress“O que eu mais anseio para a minha nação é a vacinação em massa. Eu não entendo essa briga política”
Mas aqui o presidente da República tem um forte discurso anticiência e questiona frequentemente a vacina.
Eu lamento essa posição do presidente. Lamento muito. Foi eleito pelo voto, isso é democracia. Mas ele é funcionário do povo e não deve decidir com base em seu gosto pessoal. Tem que conversar com a ciência e ver o que é fundamental para a nação.

No final da ditadura, o sr. apoiou as Diretas Já. Nos últimos dois anos, brasileiros voltaram a temer um novo golpe. Acredita que a democracia no Brasil esteve ou está em risco?
Não temo pela democracia. E, agora, o mundo teve uma resposta a essas ameaças, com o caso americano do senhor Trump e da negação dele com relação às eleições. O voto pelo correio é algo adotado nos Estados Unidos há mais de 50 anos. O que quero dizer é que em nenhum momento eu coloco em dúvida a democracia. Há muita gente nas Forças Armadas, já vi entrevistas em que dizem que é fundamental uma democracia plena, onde cada um possa cumprir com o seu dever, nas suas áreas. É por isso que não faço discurso político em palanques, porque quero ter a liberdade de ação sem rabo preso e quero poder cobrar. Não preciso votar pela idade, mas faço questão. Quero exercer a minha cidadania porque acredito neste país. É possível melhorar muito, basta vontade política. Agora, o que quero é que o governo se manifeste em benefício da saúde. Não se pode negar a ciência que deu certo. Você pode discutir aquilo que deu errado. Ninguém tem o direito de dizer, dirigindo-se ao país: “Eu não vou tomar (vacina), portanto não tomem”. Eu acredito muito em Deus. Para mim, ele não tem rosto, nem corpo, tem uma energia muito forte. Nem por isso, perante meu Deus, que eu amo, eu vou negar a ciência. Eu peço a Deus que abençoe as mentes e mãos dos cientistas.

O sr. não costuma declarar voto, mas toparia dizer quem foi seu escolhido em 2018?
Nunca faço declaração. Nem antes, nem depois das eleições. Não quero induzir ninguém. Basta que eu vá lá e vote. Fui votar na última eleição, de máscara, e todo mundo perguntava: “Tony Ramos, vai votar em quem?”. Eu respondia: “O voto é secreto”. Isso quer dizer que estou criticando amigos e colegas que têm uma atividade partidária? É evidente que não, acho louvável, acho muito bonito, mas quero ter essa independência de votar, de pensar, e por isso que eu sou muito respeitado, porque eu respeito cada pessoa no seu modo diferente de pensar. É assim que eu vejo a vida e assim que eu fui ensinado. Sou um homem que acredita no respeito ao próximo, na liberdade do ir e vir e do pensar, mas peço que eu seja respeitado no meu jeito de ser e de pensar.

Como o sr. avalia a política cultural do atual governo?
Há muitos anos as políticas são muito ruins. Mas, agora, está um terror, um horror. Aí botam a culpa na Lei Rouanet e dizem: “Esses artistas ficam todos ricos com a Lei Rouanet”. Repetem um discurso mixo, burro, velho e mal informado. Se alguém usou Lei Rouanet a seu bel-prazer sem prestar contas, que cobrem dessa pessoa, seja quem for. Quando vêm hordas de pessoas falando de um novo filme argentino maravilhoso, quantas delas prestam atenção nos créditos? Quando começa um filme argentino, você tem a bandeira da Argentina, e não é de hoje. Há anos é assim: “Cine argentino”, “apoyo del ente estatal”. Almodóvar, quando faz um filme na Espanha, aparece: “El ente de Cataluña presenta”, “El ente estatal de España presenta Pedro Almodóvar”. As pessoas acham que é só abrir o celular, virar na horizontal e fazer um filminho. Não é isso. É muito ruim quando é feito assim, aliás. De qualquer forma, tem renúncias fiscais nos EUA para teatro, para cinema. Eu leio sempre créditos quando vou ao cinema, e é comum ver referências ao apoio do escritório de cinema de Chicago, de Boston. Então, tem que vir do governo, porque isso é divisa. Você tem que apoiar. Querem discutir esse apoio, rediscutam, chamem chefes de produção, grandes dirigentes que temos na área da cultura. Tem que dar apoio. Ao circo, por exemplo, que está morrendo – e é lindo ir ao circo no sábado à noite ou no domingo de manhã. Quais ajustes precisam ser feitos? Não sei, não sou legislador, não sei como comandar isso, assumo minha incompetência. Falo como cidadão e ator.

Ricardo Borges/FolhapressRicardo Borges/Folhapress“Lamento essa posição do presidente. Ele é funcionário do povo e não deve decidir com base em seu gosto pessoal”
A atriz Regina Duarte assumiu a Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro ano passado e foi demitida dois meses depois. Como viu esse episódio?
Vi com muita tristeza, tanto pelo resultado, como por ela. É uma ótima pessoa, uma querida colega de trabalho, tem uma história linda na TV brasileira e no teatro. Eu prefiro dizer só isso. Não é corporativismo, mas só consigo dizer isso, é a única palavra que encontro: triste. Como fico triste também agora. Não vejo nada acontecer na cultura no Brasil.

A Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro é ocupada pela chamada ala ideológica, com discípulos de Olavo de Carvalho em cargos estratégicos. De que forma isso pode comprometer os resultados?
A cultura se impõe pelo povo, tudo é cultura. Você vê um forró em praça livre, um dueto de repentistas do Nordeste, isso é cultura, é lindo. Assim como você ver um Shakespeare ou um Ariano Suassuna montado é cultura. Agora vejo nomeações, como sempre vi, para agradar a áreas políticas. É uma pena. Sempre acreditei que seria possível nomear pessoas absolutamente preparadas e com um currículo cultural e intelectual. E não falo necessariamente de alguém sofisticado na cultura, que saiba tudo sobre Villa-Lobos e Beethoven no primeiro mês. Precisamos de pessoas técnicas, e há vários servidores qualificados que podem cuidar da cultura. A Cinemateca de São Paulo, por exemplo, tem que ser entregue a um grande homem, a uma grande mulher de cinema, a um grande técnico. E se essa pessoa começar a ter uma postura protecionista com relação a um determinado grupo, cabe ao cidadão cobrar. O bonito é quando você entende todas as vertentes da cultura. Isso acontece em museus no mundo inteiro. Uma das coisas mais bonitas na França é ver semanalmente as escolas levando as crianças para aulas nos museus. Isso não é ideologia. É cultura.

Se o sr. pudesse imaginar um diálogo entre um dos personagens da sua carreira com o presidente Jair Bolsonaro, quem protagonizaria essa conversa e como ela seria?
Eu poderia propor uma conversa de Getúlio (Vargas) com o nosso presidente atual, mas o diálogo seria complicado. Porque Getúlio ia a teatros, adorava música, apesar de ter sido um ditador, depois eleito pelo povo. Li todas as cartas, todos os diários, e você via o entusiasmo dele com a arte. Ao mesmo tempo, na época da ditadura, ele foi terrível em outras coisas. Com Riobaldo, de Grande Sertão: Veredas, do nosso Guimarães Rosa, seria um papo interessante também. Riobaldo tinha uma lucidez que ele próprio desconhecia algumas vezes. Antes do ódio, antes da raiva, todo chefe político deveria definir como ele quer passar para a história e saber que não tem bandidos do lado de lá, tem pessoas que pensam diferente. Mas a verdade absoluta é que não se deve misturar ficção com realidade. A realidade é acachapante, ela depende sempre de bom senso. O que eu pediria a todos, sempre, e não apenas ao presidente da República, é bom senso. E que nós tenhamos sempre a ciência como nosso norte. Ela é fundamental.

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  1. Dê o mesmo valor a duas diretoras de Escolas e aguarde... Uma delas poderá utilizar melhor os recursos recebidos q a outra! Dê o Ministério da Cultura a quem entende realmente do assunto! Um dos problemas do nosso país é o despreparo, é o tapa-buraco, é o quebra-galho... Poucos atingem a raiz do problema!

  2. Muito boa a entrevista do ator. Mas provavelmente ele não soube que o STF ,proibiu o PRESIDENTE de agir ,dando poderes aos governadores e prefeitos. Na Cultura ,e sobre a lei Rouanet , esta foi usada indiscriminadamente, beneficiando artistas ricos que ainda cobravam ingresso. Foi dado um basta para ORGANIZAR. Acabou a "teta" e todo mundo "GRITA". ESqueceu de dizer que este GOVERNO até hoje não teve um ,um caso sequer de roubo e corrupção. Apos amenizar a pandemia veremos o BRASIL crescer .

  3. Bela entrevista, pessoa centrada culta , palavras de fácil absorção, corretamente colocadas , porque que mentes assim não é contempla com a de alguns de nossos políticos, pena né.

  4. Boa reportagem com Tony Ramos, excelente ator. Sò gostaria que explicasse melhor seu posicionamento sobre a lei Rounet, fonte de corrupção Antonio

  5. Muito boa entrevista! Não que eu concorde absolutamente com tudo que diz/disse, mas Tony Ramos, além de excepcional ator, sempre foi muito ponderado, sensato e inteligente em seus posicionamentos públicos desde sempre...

  6. Parabéns Helena pelas perguntas, muito inteligente, e ao entrevistado, incluindo a resposta relacionada a nossa ex-quase ministra da cultura.

  7. A lucidez de pensamento e o bom senso de Tony Ramos, infelizmente, são raros. Oxalá, houvesse aqui no Brasil políticos motivados por ideias e ideais semelhantes.

  8. Toni Ramos sempre se mostrou um excelente profissional, mas acima de tudo um brasileiro que merece todo respeito de seus compatriotas. Um cidadão simples e exemplar.

  9. Verdadeiramente um grande ator, atualmente seja o maior deles! Será que está atuando nesta entrevista? Chega de meias palavras, ataque frontal é o objetivo!

  10. Belíssimo exemplo de cidadão, a ser seguido. Mas onde estava esse mesmo cidadão quando Lula e Dilma arrombaram os cofres da nação e sua patroa, a Globolixo, faturava bilhões? Alguma postura cidadã como agora? Perdeu foi a boquinha, deve ter sido até dispensado, pois a torneira fechou.

    1. Discurso cansativo é o seu, que repete o blá-blá-blá de sempre , sem base nenhuma. O cidadão do bem foi contra os roubos? Não se pronunciou. E agora está contra a situação atual? No mínimo, falta de coerência. Como era funcionário da Globo, calou-se. E ainda tem idiotas que não enxergam o óbvio.

    2. Mude este discurso cansativo, caramba! “As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel” Umberto Ecp.

  11. Sim por isso Tony Ramos é tão respeitado! Uma mente lúcida , equilibrada , justa . Tudo que está tão em falta nessa crise .... Brilhante entrevista, obrigada a Crusoé. Uma luz na escuridão

  12. CRUZOÉ tem melhorado na escolha de seus entrevistados. Parabéns! Que continue assim. Trocar o entrevistador também pode ajudar a melhorar. O Tony Ramos, como sempre, é impecável. Mesmo discordando de algum posicionamento quanto ao uso da Lei Rouanet, a admiração pelo trabalho e caráter do Tony permanece.. Grande Cara!

  13. Aproveito a oportunidade para cumprimentar ao cidadão e ator Toni Ramos por sua integridade como ser humano. Um exemplo de Sabedoria.

    1. Exemplo de sabedoria mesmo! Grande Tony! Ficou quietinho enquanto Lula e Dilma assaltaram o Brasil, e sua patroa, a Globolixo, faturava bilhões! Quem é bobo de falar contra sua própria patroa?

  14. Arroubos de quem tem a mínima noção sobre a Lei ROUANET. As empresas ao declarar IR destinam o que pagariam ao fisco ao incremento à Cultura .A secretaria recebe e formaliza os pedidos de quem vai receber incentivos . Se aprovado , cada vintém recebido precisa de prestação de contas e o lucro é passível de todos impostos , federais , estaduais e municipais .Passar régua curta dizendo que todos são esquerdistas , vê a Globo como promotora de arte , dá bem a noção do que vc não sabe .

  15. Porque todas as perguntas envolveram o governo federal? O entrevistado não tem condições de responder sobre algum outro assunto?

  16. Espetacular entrevista! Parabéns para Tony Ramos por sua análise do momento em que vivemos. Mostrou consciência da sua posição como artista na nossa sociedade.

  17. Maravilhoso! Sensato, culto, elegante, perspicaz... por isso é tão respeitado, não apenas porque é um excelente ator mas porque é unanimidade no meio artístico como colega bom-caráter e solidário. Toni Ramos é orgulho para a cena artística brasileira, assim como Tom Jobim o é na música - os dois são grandiosos.

  18. As vezes acho que Tony Ramos não existe, de tão certo e coerente que ele leva a vida pública. Continuo fã da pessoa pública e pessoal dessa grande personalidade brasileira.

    1. Tenho a mesma impressão. Parece que Tony Ramos não é real. Como ele transmite credibilidade. Que cara coerente, lúcido. A política está tão podre que que um cara desse quilate jamais chafurdaria nesta seara. Acho uma pena que poucos, pouquíssimos Tonys Ramos que temos no Brasil não entrem na latrina da política pra fazer uma assepsia.

  19. Sr. Ramos também pago impostos, explica aos brasileiros uma produção teatral de Shakespeare, que recebe incentivo da lei Roubar de cinco milhões, é mais importante que a saúde, saneamento básico, etc..., a Globo lixo está desesperada a fonte secou, a mamata acabou, eis a explicação do desespero dos esquerdopatas e classe artística. Isso, sim é inversão da distribuição de valores do bolo tributário.

    1. Como tem gente cega meu Deus! Tony Ramos, sempre lúcido, impecável! Excelente entrevista!

    2. Chamar Tony Ramos de esquerdopata só poderia vir de um gado mesmo.🐂Lembro da entrevista no Faustão que Tony Ramos pediu para esperarmos o que o governo iria fazer antes de julgarmos. Isso foi no início de 2019. Tony Ramos como sempre impecável.

    3. Inês, "saborei" a entrevista de um cidadão correto. Guarde as pedras, para outra hora...

  20. Muito boa matéria do El Pais. Leia e compartilhe. “Pesquisa revela que Bolsonaro executou uma “estratégia institucional de propagação do coronavírus”.” El Pais Link: https://brasil.elpais.com/brasil/2021-01-21/pesquisa-revela-que-bolsonaro-executou-uma-estrategia-institucional-de-propagacao-do-virus.html IMPEACHMENT JÁ. Fora Pinóquio-Genocida.

  21. Prova de que o governo sistematicamente violou a lei para matar brasileiros: https://www.conectas.org/noticias/estudo-inedito-aponta-estrategia-do-governo-federal-para-propagar-a-covid-19.

  22. Conheci Tony Ramos na década de 60, nos bastidores das gravações da série "Festa Brasileira Dreher", dirigida pelo competente e saudoso diretor Benjamin Catan e exibida pela extinta TV TUPI. Temos a mesma idade e éramos adolescentes na época. Depois disso segui outro caminho, e ele o espetacular ator que é! Parabéns Tony Ramos! Que Deus o abençõe sempre!!!

  23. Parabéns Tony pela lucidez e sinceridade de suas ideias. Respeitar e ser respeitado, independência e honestidade, valores escassos nos debates atuaisl, e porquê não dizer, sinceridade.

  24. Este idiota global (apesar de ser um grande ator), não sabe que a culpa por tudo isto é do STF que tirou do governo todo o poder para lutar contra a covid? Que ficou na mão dos governadores e prefeitos?

  25. Tony destoa dos colegas, maioria são ideologicamente intolerantes e omissos com relação aos seus bandos políticos. Cultura não devia ter ideologia e nem partidarismo. Provavelmente muitos torcem o nariz pra Tony ,e concordam com o cuspidor de mulher Zé de Abreu.

    1. O que aconteceu com você Tião? O Ramos esculhambou o teu dono e você o aplaude? Você está jogando a toalha e se juntando aos bons?

    2. Parabéns Andréa pelo seu comentário. Assino em baixo. Tony Ramos é excepcional ator, é politicamente sensato, diferente dos artistas esquerdóides insuflado e apoiados pela Globolixo.

  26. Parabéns Tony pela entrevista. Antes de qualquer profissão somos cidadãos brasileiros com direito a livre manifestação. O Brasil agradece sua opinião nesse momento. Vamos em frente...

  27. Tony Ramos, meu cumpade, vc é excelente ator. Vc, Lima Duarte, José Wilker, Vera Fisher, e a comunista Fernanda Montenegro. Mas, cara, muita gente, ao observar seu não posicionamento político, tinha dúvidas se era um estúpido ou não. Hoje, sabemos a resposta. É burro. A família dona do banco Itaú comprou jatinhos pelo BNDES pagando juros de 3% ao ano. O apresentador narigudo, também. Artistas famosos, sem necessidade, recebiam milhões pela Rouanet, enquantos artistas desconhecidos...óooo.

    1. Vixe. Quanta estupidez. Mistura algo com bugalhos e não diz nada. Menos. Menos. Babar ovo de Brochanaro e mugir deve ser trabalho fácil pra vc, mas é vergonhoso.

  28. ERRATA URGENTE: 210 MIL , não milhões de mortes!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  29. Que alívio encontrar brasileiros sensatos, esclarecidos, de caráter e inteligentes como nosso admirável ator Tony Ramos. Bravo!

  30. Obrigada Cruzoé por nos presentear com essa magnífica entrevista!!! Que há gente desse calibre no Brasil, está aqui comprovado, mas pena que não em lugares que nos possam representar... Seria pedir muito? Nesta entrevista vimos a defesa à Verdade, à Ciência, ao Bom-senso, ao Respeito às diferenças e até a Deus, que pode permear todas as anteriores sem problema algum!! Talvez seja pedir muito para os tempos atuais... uma pena!!!

  31. Parabéns pela entrevista, Tony Ramos. Acompanhando seu trabalho há tanto tempo, não fiquei surpresa com sua lucidez, perspicácia, inteligência, imparcialidade nas opiniões. Parabéns por ter conseguido driblar as armadilhas e artimanhas da entrevistadora, esta sim, tendenciosa e parcial.

    1. ESSE MINISTRO JAMAIS VAI PRENDER " O GRITO DA LIBERDADE " De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa.

    2. Minha noossaa.. qta alienaçãoo.. falta-te crânio.. quaquaqua

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