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A delicada verdade sobre uma velha parceria

01.01.21
Thomas Shannon

A relação entre Brasil e Estados Unidos é uma das peças fundamentais da diplomacia do século XXI. Sendo as duas maiores democracias e as duas maiores economias do continente americano, ambos os países são autossuficientes em energia, produzem e exportam mais alimentos do que qualquer outro país e têm as maiores reservas mundiais de água doce e de terra arável. Ambos abrigam populações diversificadas e dinâmicas e têm atraído pessoas de todo o mundo em busca de oportunidades para construir um futuro para si mesmas e para suas famílias. Ambos detêm alguns dos patrimônios ambientais mais importantes do mundo, o que lhes dá uma voz importante no direcionamento do debate global sobre as mudanças climáticas. E ambos se dedicaram a construir estruturas de diálogo político e cooperação que, em grande parte, mantiveram a paz no Ocidente. Em um mundo cada vez mais moldado por conflitos e por confrontos, essa é uma conquista notável.

Essa combinação de propósito nacional e de ambição global é única. No entanto, defini-la apenas em termos estratégicos seria limitá-la. A parceria que define essa relação não é só entre governos, mas mais entre sociedades. Como os dois países se globalizaram, os encontros que impulsionam o relacionamento são crescentemente entre nossos setores privados, nossas sociedades civis e nossas comunidades de fé. Isso acrescentou profundidade e riqueza ao relacionamento, que reflete uma experiência histórica compartilhada. Também deu um rosto humano à nossa diplomacia, permitindo compreender a parceria não apenas em termos de poder nacional, mas também em termos de oportunidades e bem-estar individuais.

A sincronia entre nossas duas sociedades levou, mais recentemente, ao mimetismo político. Os governos do presidente Donald Trump e de Jair Bolsonaro refletem um ao outro e espelham nossas sociedades em um momento de profunda mudança política. Isso permitiu a ambos os governos avançarem em alguns aspectos de nossa agenda bilateral, especialmente na área de comércio. Entretanto, o nacionalismo econômico que sustenta os dois governos e as visões de mundo idiossincráticas de seus líderes limitaram a capacidade do Brasil e dos Estados Unidos de moldar uma parceria maior e mais coerente.

Definir a relação entre Brasil e Estados Unidos em termos da relação entre seus líderes é um erro, pois falha em captar o alcance maior do relacionamento e obscurece as possibilidades de cooperação e de colaboração. Também cria riscos desnecessários, uma vez que os líderes nas democracias vêm e vão, e o presidente Trump está prestes a partir.

Então, o que pode acontecer com a relação bilateral entre os dois países durante a presidência de Joe Biden? Em primeiro lugar, é importante notar que o presidente eleito conhece bem o Brasil e a América Latina. Nenhum presidente americano começou seu mandato com o conhecimento e a experiência na região que Joe Biden conquistou ao longo de 40 anos no Senado e oito anos como vice-presidente. Ele conhece a importância do Brasil e tem um conhecimento bem desenvolvido da trajetória histórica de nossa cooperação.

Em segundo lugar, o presidente eleito é um político que conhece a importância de um acordo. Ele verá a relação com o Brasil não em termos pessoais, mas em termos dos interesses e valores que ligam nossas duas nações. Ele não permitirá que ressentimentos ou ofensas interfiram em sua busca por atender os interesses nacionais americanos.

E terceiro, ele vê o papel do Brasil em termos globais. Quando visitou país em maio e junho de 2013, o então vice-presidente Biden proferiu um discurso no porto do Rio de Janeiro. Lá, definiu o Brasil como uma potência mundial em ascensão e disse que a medida da relação seria definida pelas coisas que os países poderiam realizar juntos.

Dito isso, o governo Bolsonaro tem feito quase todo o possível para complicar a transição na relação bilateral. O presidente Bolsonaro e membros de seu governo romperam com a longa tradição brasileira e expressaram preferência pelo presidente Trump nas eleições de novembro. Bolsonaro também criticou publicamente o então candidato Biden após comentários durante um debate, no qual o então candidato pediu uma ação mais orquestrada do Brasil sobre o desmatamento. Essa gafe, no entanto, perde relevância quando é comparada com a disposição do presidente Bolsonaro de repetir as alegações infundadas de fraude do presidente Trump nas eleições dos Estados Unidos. A preferência partidária baseada na amizade pessoal é perdoável, assim como a defesa da soberania nacional. No entanto, atacar a integridade e a credibilidade do processo eleitoral americano é um ataque à legitimidade da democracia americana e à presidência de Joe Biden. É algo que não será facilmente perdoado e não será esquecido.

Por causa disso, o tom da parceria única entre Brasil e Estados Unidos agora depende em grande parte do Brasil. Caberá ao presidente Bolsonaro mostrar disposição de se engajar e fazê-lo em assuntos que, como o vice-presidente Biden deixou claro no Rio de Janeiro em 2013, permitam aos dois países cooperar em questões de importância global.

A primeira e mais imediata cooperação deve ser em relação à pandemia, tanto de seu controle por meio de vacinação e tratamento, como de suas consequências econômicas. Isso abrirá a possibilidade de cooperação científica e médica, além da cooperação em comércio e investimento para ajudar nossas economias a se recuperar.

A segunda questão, do ponto de vista do governo Biden, envolve a mudança climática e a gestão ambiental. Isso não precisa ser um problema incendiário. O Brasil desenvolveu ao longo de décadas uma capacidade de diplomacia ambiental que vinculou questões como mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e avanço tecnológico. A sociedade brasileira entende que o seu país desenvolveu um capital ambiental que a torna um ator necessário e essencial nas negociações globais sobre mudanças climáticas. A maneira como se constrói a cooperação em torno do avanço das tecnologias ambientais e como se busca o desenvolvimento econômico e social de maneira que respeitem a biodiversidade, protejam as florestas tropicais e promovam o bem-estar dos povos indígenas terá um impacto positivo no relacionamento bilateral e além.

Em terceiro lugar está a questão da China. Embora seja um importante parceiro comercial do Brasil e dos Estados Unidos, os esforços desse país asiático para se inserir mais profundamente nas economias da América do Sul e construir sua infraestrutura 5G têm causado inquietação e preocupação. Nenhuma de nossas economias pode se separar da China, mas o Brasil e os Estados Unidos estão bem posicionados para garantir que a presença econômica chinesa em nosso continente respeite os valores democráticos e as economias de mercado, os quais definem as Américas. Eles também precisam respeitar o compromisso anticorrupção e com a transparência, uma característica definidora do envolvimento comercial dos Estados Unidos.

À medida que os Estados Unidos se preparam para a posse de Joe Biden como presidente, é importante para ambos os países compreender a natureza duradoura de nosso relacionamento e defini-lo em termos do bem-estar de nossas sociedades.

Vivemos em um mundo irremediavelmente globalizado, no qual a tecnologia está se espalhando e impulsionando mudanças a uma velocidade histórica. O mundo viveu muitos momentos de grandes mudanças globais. Mas o que vivemos hoje é uma mudança que acontecerá mais rápido, mais implacavelmente e afetará mais pessoas do que em qualquer momento da história humana. Neste momento, é hora de o Brasil e os Estados Unidos entenderem nossa parceria em termos globais. É hora de entender nosso compromisso comum com a democracia, os direitos humanos, o Estado de Direito, a sociedade aberta, as economias de mercado, o comércio justo e regulamentado e a resolução pacífica de disputas como a peça central de uma agenda diplomática mais ampla. É hora de entender que somos definidos por uma ambição comum: usar a governança democrática para criar sociedades democráticas.

Machado de Assis certa vez escreveu em Cartas Fluminenses: “Eu sei que Vossa Excelência preferia uma delicada mentira; mas eu não conheço nada mais delicado que a verdade”. A “delicada verdade”, ou verdade primorosa da relação entre o Brasil e os Estados Unidos, é que se trata de uma parceria do século XXI. É uma parceria que reflete o dinamismo de nossas sociedades e o encontro com um mundo em mudança. Pode ser uma parceria de esperança e de realizações, e de grande valor para o mundo, se assim desejarmos.

Thomas Shannon foi embaixador dos Estados Unidos no Brasil e subsecretário do Departamento de Estado americano para o Hemisfério Ocidental. Atualmente, é conselheiro sênior de política internacional do escritório Arnold and Porter.
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  1. JB se tiver um mínimo de juízo, demite ou arruma um emprego de luxo no exterior pros ministros das relações exteriores e o do meio ambiente. São um estorvo pra qq país. Bolsonarista tem a visão q os países dependen do Brasil pra alimentar seus povos. Isto é uma insanidade abissal e isola o país dos grandes parceiros comerciais. Moro22

    1. Paulo Falou como verdadeiro diplomota, porém nós brasileiros temos a vocação de julgar a importância do Brasil muito acima da que os Estados Unidos lhe dão. E pior, temos uma tendência a ficar satisfeitos , com uma ou outra bajulação inócua americana! Ficamos extasiados, mas esquecemos a realidade dura e crua! Com o nosso atual governo, o Itamaraty perdeu a sua postura tradicional de independência! Tornou o Brasil um capacho do Trump! Quero ver como vai dançar agora o bolsonarismo com o Biden!

  2. Ao contrário, são irmãos siameses, meu caro. Para além da moldura, claro. Por isso mesmo, há chance de parceria de sucesso ou opção pelo fracasso conjunto, em igualdade, liberdade e fraternidade... o auto-engano deverá ser superado tanto aqui quanto lá.

  3. Falar de “parceria” entre dois países de mentalidade, cultura, estágio de desenvolvimento e peso geopolítico completamente desiguais, não faz o menor sentido. Se fizesse, já teríamos, no mínimo, suculentos acordos comerciais. A realidade é que estamos muito mais pertos de um acordo com a UE. O que dá para fazer com os EUA são arranjos de ocasião.

  4. O relacionamento entre os Estados Unidos e o Brasil é maior que eventuais rusgas dos governantes de plantão. Joe Biden foi descortês com o Brasil durante a campanha e Bolsonaro respondeu na mesma medida. Os interesses econômicos e políticos falam mais alto nesse momento.

  5. Os EUA e a Europa são nossos concorrentes, e detestam ver as coisas dando certo por aqui. Já a China é parceira comercial, sendo com ela que devemos trabalhar mais, claro sem desprezar parcerias com os demais players globais. A China possui regime político ditatorial, mas nos fundamentos econômicos é essencialmente capitalista. E nós, o que somos? Uma democracia fajuta, de tendência socialista. Em primeiro lugar temos que nos livrar disto, se quisermos ser realmente uma futura superpotência.

    1. Tenho que reconhecer que Europa e EUA, têm inveja do Brasil. Vejamos: temos um sistema anual de vacinação de milhões de pessoas e o nosso (des)governo não comprou vacinas e nem SERINGAS. Chupa Europa kkkkm

    2. Importante dizer que a potência que somos no agronegócio deve-se exclusivamente ao capital privado. PRECISAMOS DA REFORMA ADMINISTRATIVA E TRIBUTÁRIA COM URGÊNCIA. O boso tem algum interesse nisso?

    3. Acho absurdo o argumento de que EUA e Europa não querem nosso desenvolvimento. O que o Brasil representa de risco para esses dois impérios econômicos se o que temos é só comodites. O sistema capitalista só explora os subdesenvolvidos como nós que desprezams a EDUCAÇÃO é a CIÊNCIA.

  6. Presidente mal educado, presidente ignorante, etc, etc, o Brasil foi governado por 33 anos por gente educada, culta, inclusive o menas Dr honoris causa e sua aplicada discípula , mas não deixou de ser o país do futuro. Agora em 2 anos, terminando tudo o que os outros começaram, roubaram e não acabaram, somos um caso perdido . O Boso pisa mas a economia melhora e a roubalheira está mais contida( menos nos estados de oposição- vejam os covidões), mas as viúvas globetes, folhetes, só lamentam

    1. Revise a forma como se comportou Jair enquanto deputado. Esta como sempre foi, o que mudou , potencializou sua influência aos colegas.

    2. Concluindo Cláudio. Do PT para cá tivemos uma curva de aprendizado no combate à corrupção, graças ao Dr Sergio Moro e a Lava Jato. Deve ser por isso que Bolsonaro buscou se aliar ao Roberto Jefferson, preso no Mensalão. Ele é um dos que têm know how Deve ser por isso a escolha do PGR, diretor da PF, Ministro do STF. Deve ser por isso que se aliou descaradamente ao Centrão. Na verdade acha que tem pouco queijo para se fartar. Quer a mesma queijaria do PT. Pois em última análise, RATO É RATO.

    3. Claudio, o Quarto Poder, o jornalismo, foi colocado de lado neste governo. Lives e puxadinhos comprados tomaram o lugar da mídia tradicional. Nesses puxadinhos o governo não precisa explicar os cheques na conta da esposa. As rachadinhas e o uso de estrutura de Estado para melar processo. Quanto a corrupção, eu sempre vejo a natureza do rato. O PT teve uma queijaria para se fartar. Os Bolsonaros tinha antes só o gabinete, um queijinho e comeram ele inteiro. Agora tem mais queijo à disposição.

  7. No que depender do pangaré que preside(?) o país o que está bom pode ficar ruim e o que está ruim vai piorar. O alento é que há só dois anos para acabar, quem sabe menos que isso.

  8. ÓTIMO ARTIGO! MAS, NÃO CREIO EM MUDANÇAS DO PRESIDENTE QUE PERMITAM UMA CONVIVÊNCIA TRANQUILA COM JOE BIDEN. ELE MOSTROU EM DIVERSAS OCASIÕES O SEU DESPREPARO E BAIXO NÍVEL NO TRATO DE ASSUNTOS DIPLOMÁTICOS SÉRIOS DE INTERESSE DO PAÍS. ELE E SEU ESTRANHO MINISTRO COM SUAS PRECONCEITUOSAS E ESTRANHAS POSIÇÕES VÃO COMPLICAR O RELACIONAMENTO COM BIDEN, COMO JÁ FAZEM COM OUTROS LÍDERES MUNDIAIS. A NÃO SER QUE ELES MANDEM PARA WASHINGTON AQUELE DEPUTADO QUE SABE FAZER HAMBURGERS. AI ESTAREMOS SALVOS.

  9. Apesar de ser muito difícil, espero que nosso atual presidente compreenda palavras delicadas e verdadeiras pois tem sentimentos grosseiros que compatibilizam com mentiras estúpidas.

  10. Eu concordo plenamente. E aprendi que Machado de Assis entendia mais de geopolítica e relações bilaterais e comerciais que o atual presidente desta nação do eterno futuro.

    1. Entender mais que o nosso Presidente não credencia ninguém.

  11. Não conheço a China. Mas povo que mata e como cachorro é de uma insessimibilade assustadora. Pois bem, os norte-americanos conheço. Bandidos exploradores. Estamos em situação difícil. Primeiro: não temos atualmente diplomas de respeito que nos represente.; segundo, não temos um governo confiável, nem o âmbito inter nem externo. UM VERGONHA.

  12. Que vergonha, Crusoé! E ainda fazer louvor à verdade, citando Machado de Assis. Matéria tão crivel, quanto um discurso do Lula, ou do Maduro, ou...

    1. Israel é mais um bolsominion com viseira de asno de carroça

    2. Israel, o senhor embaixador pontuou todos os equívocos cometidos por um presidente incompetente em tudo, incluindo nas Relações Internacionais.

  13. Excelente artigo. Com maestria e de forma simples o autor faz uma análise realista da relação Brasil x Estados Unidos. Tenho esperança de que a boa relação entre os dois países seja restaurada a partir do governo do Presidente Biden, com sua experiência política e polidez. Um homem que passa longe das bravatas e da estupidez da arrogância.

    1. Maria Liège,, seu comentário é perfeito , penso também que o governo Biden indicará um novo rumo ao Brasil, mesmo com toda ignorância e estupidez do presidente BolsoNero e de seus asseclas apedeutas.Tenho esperanças.

  14. Nada contra, mas nada absolutamente a favor. A única política que o Brasil deveria ter é a que foi adotada por Getúlio Vargas: o interesse brasileiro harmonizado com os americanos. Não é fácil executar , quanto falar.A China é um parceiro e deve ser tratado apenas como tal, considerada a sua capacidade de compra. É só.5G está sendo criticado pois só os Americanos querem controlar os seus backdoors.O resto é canto de sereia.Não tem santo neste jogo.

  15. Bom artigo embaixador. Mas toda vez que ouço este governo falar em colocar as Forças Armadas na rua, tenho sonhos de um Brasil distópico. Um golpe militar e o Capitão em Chefe ceifando cabeças: de comunistas, petistas, pessoas com deficiências, gays, doentes em hospitais, idosos...Como o Tio Sam não quer ver a Amazônia destruída, invade o Brasil. É muita tristeza. Muito caos. Mas no final, encontram o Capitão em Chefe dentro de um buraco, tal qual um rato, e o povo termina o serviço.

    1. Mas Waldemar, se você achou fantasia a lista de alvos na população, Jair Bolsonaro não tem qualquer compromisso com a vida. Analise a sua conduta no enfrentamento da pandemia. Hitler queria “purificar" a raça ariana de genes ruins. Esses genes estariam nos judeus, ciganos, homossexuais – e nas pessoas com deficiências de qualquer origem. Os oficiais nazistas planejavam esvaziar os asilos de doentes mentais e pacientes "incuráveis." Bolsonaro para Hitler é só uma questão de escala até o momento.

    2. Waldemar, quando um deputado filho de presidente, fala que só precisa de um cabo e soldado para fechar o STF. Um ministro declara que não se cumpri leis absurdas na visão dele. Quando o próprio presidente discursa em um ato antidemocrático qua não vai negociar nada. O que é isso? Obrigou os comandantes das Forcas Armadas divulgarem uma carta de compromisso com a Constituição Para com essa merda de ditadura de partido. O maior risco para a nossa democracia se chama Jair Bolsonaro.

    3. Paulo, acho que você não tomou os seus remédios hoje. Seu comentário é tão inspirado na revolução nacional socialista e bolchevique que até parece cópia. Não existe este fantasma de golpe de direita, mas estivemos à beira de uma ditadura de partido, liderada pelo PT, com os soldados proletários que foram, e ainda são, enganados pelos marxistas.Lamentável paranoia sua.

  16. Uma visão perfeita do relacionamento entre os dois países, como também, otimista, resta saber dos dois maestros como será conduzida

  17. Sr. Thomas Shannon... Parabéns por sua visão realista e crítica sobre a relação entre esses dois países. O papel que pode ser desempenhado por essas duas grandes nações perante o mundo não pode ser apequenado por questiúnculas de caráter estritamente pessoal e agravada por uma miopia severa de um governante despreparado e sem nenhuma conexão com a realidade global. Que Deus proteja os brasileiros.

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