Karime Xavier/Folhapress"Não vamos deixar de nos unir por causa de idiossincrasias e preconceitos"

Alianças sem reservas

Roberto Freire, presidente do Cidadania, partido que flerta com Luciano Huck e Sergio Moro, diz que para derrotar Bolsonaro em 2022 é preciso reunir todas as forças que se opõem ao presidente, sem vetos
27.11.20

Em 2018, o então deputado federal Roberto Freire atuou como um dos articuladores da formação de um “polo democrático” para as eleições presidenciais. A ideia era construir uma frente com partidos de centro que fosse capaz de evitar a pulverização de candidaturas e um consequente segundo turno entre Jair Bolsonaro e o PT. O esforço empreendido à época foi em vão. Freire não renunciou à tentativa de costurar a ampla aliança. Dois anos depois, o presidente do Cidadania, novo nome do antigo PPS, segue empenhado na construção de uma coalizão de partidos situados no centro do espectro político. O objetivo agora é frustrar nas urnas os planos de reeleição do atual presidente. “O Cidadania tem clareza do que está buscando e quais são seus objetivos. E um deles é falar com todas as forças que façam oposição ao presidente Jair Bolsonaro. Sem veto algum”, afirma.

Nas últimas semanas, Roberto Freire tem dialogado com figuras como o ex-ministro da Justiça Sergio Moro e o apresentador de televisão Luciano Huck, apontados como nomes competitivos para 2022. “Não vamos deixar de nos unir por causa de idiossincrasias e preconceitos”. diz. “Moro tem essa questão por sua atividade como juiz da Operação Lava Jato. Ele prendeu um ex-presidente. É evidente que há setores da política que não querem diálogo. Só que eu acho que o diálogo tem que ser feito com todos os oposicionistas, todas as forças de oposição”, prossegue. Apesar de achar que Bolsonaro integra uma “turma da extrema-direita neofascista, obscurantista e negacionista”, Freire reconhece que, hoje, não há condições políticas para um impeachment. Por isso, o melhor caminho para tirá-lo do poder, diz, seria mesmo o das eleições presidenciais de 2022. Nesta entrevista a Crusoé, o presidente do Cidadania ainda critica o ex-presidente Lula e afirma que o PT se transformou em “uma organização lulista”.

O Cidadania tem flertado com Sergio Moro e Luciano Huck. Eles são as grandes apostas da frente que o sr. chama de “centro democrático”?
O Cidadania está dialogando com várias pessoas que fazem oposição a Jair Bolsonaro. Mas, se a gente falar em nomes antes, o diálogo começa a ter dificuldades. O Cidadania tem clareza do que está buscando e quais são seus objetivos. E um deles é falar com todas as forças que façam oposição ao presidente Bolsonaro. Sem veto algum.

O ex-ministro Moro tem inimigos à esquerda e à direita. Isso pode atrapalhar? O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por exemplo, afirmou que não se alia a ele.
Para derrotar Bolsonaro, não podemos ficar prisioneiros de eventuais inimizades dentro da oposição. Porque, se ela se unir, vamos derrotar Bolsonaro em qualquer hipótese. Não vamos deixar de nos unir por causa de idiossincrasias e preconceitos. Moro tem essa questão por sua atividade como juiz da Operação Lava Jato. Ele prendeu um ex-presidente. É evidente que há setores da política que não querem diálogo. Só que eu acho que o diálogo tem que ser feito com todos os oposicionistas, todas as forças de oposição. O Cidadania está buscando construir um polo democrático. A primeira conversa entre pessoas que nunca conversaram é sempre mais complicada. Se saíssem dali com juras de permanecerem juntas, não haveria nenhum problema na política. No primeiro momento, pode ter uma dificuldade maior. É a mesma coisa dizer que Ciro não vai conversar com Lula. E não vimos nada parecido em termos de agressão entre lideranças recentemente no Brasil, como a que houve entre eles. Mas ambos se sentaram para conversar. Política é isso. Claro que a primeira conversa não é simples. Algumas delas talvez não caminhem, mas outras podem prosperar e o processo é assim. Uma candidatura de Luciano Huck, por exemplo, representaria um compromisso com o futuro. O Brasil tem que discutir novamente se o país tem algum destino manifesto ou se vai continuar na mediocridade que estamos vivendo há algum tempo.

O sr. fala de Luciano Huck com muito entusiasmo. Ele é o candidato dos sonhos do seu partido?
Sim, falo com muita ênfase. Porque eu o conheço, não estou falando do nome de uma celebridade. Ele tem conteúdo, tem formação. E informação. É alguém que tem liderança, não é qualquer um que faz programa de televisão com ligação direta com a população mais vulnerável deste país. Ele tem conhecimento e muita clareza de dois temas que são plataformas do futuro: o combate à desigualdade e a construção do futuro de uma pátria verde, por causa da biodiversidade. Só beócios é que ficam imaginando que riqueza se constrói destruindo a floresta, a Amazônia, quando a riqueza está na floresta em pé, na biodiversidade, na biotecnologia. Esse é o mundo do futuro. O pasto e o plantio de soja precisam de cada vez menos terra pelo avanço da produtividade, do conhecimento. Se alguém pensar que falo isso dele é porque ele é apresentador de televisão, não entendeu nada.

Em 2018, Huck preferiu ficar na TV Globo. Como está a disposição dele agora?
Outro dia, conversei com Antônio Britto, meu amigo e ex-governador do Rio Grande do Sul, sobre esse assunto. Britto também teve uma trajetória na televisão e no jornalismo e me contou que não foi uma decisão fácil deixar uma atividade de êxito e ir para a política. Mas ele disse que soube o momento exato de fazer essa passagem. E ele me disse recentemente: eu acho que o Huck já está atravessando a rua.

Divulgação/CidadaniaDivulgação/Cidadania“Tem esquerdas aqui no Brasil que mais parecem forças reacionárias”
Tanto Huck quanto Moro são apontados pela esquerda como representantes da direita. Como o sr., que é um nome histórico da esquerda, ex-Partidão, enxerga esse rótulo colado em ambos?
É só rótulo. Tem esquerdas aqui no Brasil que mais parecem forças reacionárias. Eu, quando era um jovem de esquerda, saía para as manifestações pedindo reformas de base, porque a sociedade brasileira era injusta, desigual, e a gente precisava mudá-la. O que vejo em setores de esquerda amplamente majoritários? Infelizmente, hoje, quando se fala que o Brasil continua com uma desigualdade perversa que precisa mudar, eles se posicionam sempre contra a mudança. Um exemplo: mais de 100 milhões de brasileiros não têm saneamento e precisávamos mudar o marco que trata da questão de regulamento no Brasil. Foi votada uma lei que criava um novo marco, com metas, tentando mudar essa realidade. Quem votou contra? Essa esquerda reacionária, que prefere que 100 milhões de brasileiros continuem com o pé na merda, me desculpe a expressão.

O sr. encaixaria os dois, Moro e Huck, em qual espectro político?
Essa esquerda analisa o Huck sem conhecer nada sobre ele, julga apenas pelo fato de ser um apresentador de televisão. E aí ficam dizendo essas bobagens. É alguém que tem uma visão muito mais consentânea com o que significa vanguarda e futuro do que a esquerda que o rotula. Ele é claramente um progressista e tem a visão de que a principal tarefa de qualquer homem público do Brasil é combater a desigualdade, coisa que a esquerda não faz. Ficaram mais de doze anos no poder e a sociedade continua sendo uma das mais desiguais do mundo. Sergio Moro, eu não conheço bem. É um homem do direito. Aceitou ir para o governo Bolsonaro, o que é um sinal de que não tem posições políticas avançadas, mas hoje merece a consideração por estar na oposição. Ele tem se posicionado como um democrata e contra o obscurantismo. Nesse sentido, devemos dialogar com ele. Não tem que haver veto.

Que avaliação o sr. faz do resultado do primeiro turno das eleições municipais?
A eleição municipal pode ajudar os partidos a ter uma melhor base para suas eleições parlamentares ou até majoritárias em 2022. Mas o seu resultado pode não significar nada para a eleição presidencial posterior. São vários os exemplos. Não só a eleição disruptiva que houve em 2018, com a emergência da figura exótica de Bolsonaro. No caso da eleição de 2020, porém, ela tem relação com a avaliação que a sociedade faz do governo central. Lembro que em 2004, Lula estava com prestígio e teve bom resultado, com as forças políticas que apoiavam o governo. Este governo não teve um bom resultado, especialmente quando analisamos as grandes cidades.

Pode ser o início do fim do bolsonarismo?
Não existe isso de bolsonarismo. É um negócio impressionante, o Brasil dos salvadores da pátria. O que chamam de bolsonarismo não é nada orgânico, não tem doutrina, não tem coerência nem interna. É uma excrescência do ponto de vista político. Hoje, aplaudem qualquer coisa que Bolsonaro diga num palco, e se amanhã ele disser o contrário, vão aplaudir do mesmo jeito. Ou seja: não é nenhum movimento, nem nada consistente. O extremismo nacionalista não é um problema apenas do Brasil, esse movimento anacrônico, esse fundamentalismo religioso, esse obscurantismo, tudo tem muito a ver com um processo de ruptura de uma sociedade industrial para uma sociedade pós-industrial, com inteligência artificial, com um novo mundo que está surgindo. Isso gera um movimento mundial e uma reação. Um filho dele falou outro dia que bons tempos, para ele, eram os da época medieval. Essa ideia dos templários e das cruzadas, desse Deus do mundo da Idade Média, tudo isso é gerado por um medo do futuro. Tudo que está desmanchando no ar, eles tentam segurar. O mundo hoje exige governança global, parceria com organismos multilaterais. O que seria do planeta se não tivéssemos a Organização Mundial de Saúde. Imagina enfrentar uma pandemia em um mundo desagregado. Felizmente, o planeta está se integrando. Com graves problemas, mas está avançado a ideia de que somos uma humanidade íntegra. Bolsonaro, (Donald) Trump, (Matteo) Salvini, (Viktor) Orbán, toda essa turma da extrema-direita neofascista, obscurantista, negacionista, todo esse mundo da política é da reação à mudança. Quando você tem medo do futuro, você se agarra ao passado.

“O que chamam de bolsonarismo é uma excrescência do ponto de vista político”
Se não existe bolsonarismo, como o sr. explica a onda conservadora de 2018, com a eleição de centenas de pessoas que se associaram a Jair Bolsonaro?
Essa onda teve relação com a mudança que ocorreu no mundo, pelo crescimento da extrema-direita. E quem representou isso no Brasil foi Bolsonaro, essa figura que veio lá do baixo clero, da mediocridade, falando do passado, da pátria, de nacionalismo, de soberania e de valores tradicionais. A vitória de Joe Biden foi de grande importância para mudar esse ciclo. Foi a vitória da civilização frente à barbárie. Voltamos a ter no mundo a perspectiva de acompanhar o processo de evolução da humanidade, de discussão do Acordo de Paris, do fortalecimento da OMS. As eleições municipais tiveram algo a ver com essa mudança que ocorreu nos Estados Unidos. A vitória de Joe Biden mostrou que esse movimento anacrônico pode ser derrotado, e foi derrotado lá. Isso ajudou. Aqui, a eleição marcou uma derrota de Bolsonaro, mesmo ele tendo participado pouco. Nenhum movimento dele em torno de candidatos teve sucesso. As teses defendidas por ele não foram vitoriosas nas cidades mais significativas. O futuro da política não está nos grotões, ali onde manda o coronel. Se vislumbra o pensamento mais vivo nas grandes cidades. O futuro está ali. Tanto que começamos a ter condições de derrotar a ditadura quando começamos a ganhar nas grandes cidades.

O PT não elegeu nenhum prefeito em capital no primeiro turno e definhou em cidades menores, enquanto o PSOL avançou. A esquerda está em processo de mudança?
Em grandes cidades, realmente houve um movimento do eleitor do PT votando no PSOL. Em quase todas as grandes cidades. Tanto é que em São Paulo, e em Belo Horizonte em menor grau, isso aconteceu. A força do Guilherme Boulos veio do eleitorado petista. Basta ver o desempenho do candidato do PT em São Paulo, bem aquém do histórico do partido. O lulismo caiu um pouco, sem dúvida, mas o partido está disputando duas capitais e outras cidades importantes no segundo turno, com chance de vitória em algumas. Embora tenha caído o número de prefeitos com relação ao que já teve, não é possível dizer que o PT está sumindo ou vai desaparecer. A ver se eles vão reavaliar o fato de que são prisioneiros do projeto Lula e se transformaram não mais em um partido, mas em uma organização lulista. Isso tira qualquer perspectiva política futura. Mas para seus quadros, inclusive alguns novos que estão aparecendo, isso deve ser revisto.

Marina Silva, Flávio Dino, Lula e Ciro Gomes se uniram em torno da campanha de Boulos em São Paulo. Seria o prenúncio de uma frente ampla de esquerda em 2022?
Não sei se é um prenúncio, porque vai depender fundamentalmente do que o PT vai fazer. Se o PT continuar prisioneiro de Lula, daquela toca não sai coelho. O centro democrático saiu com muita força desta eleição. Alguns participantes desse campo tiveram bons resultados. O DEM é um deles. Houve outros setores do Centrão também com bons resultados, mas ninguém sabe como vai ficar. Esse não é um setor protagonista, são partidos coadjuvantes, vão muito para o lado de quem apresente maior chance no processo eleitoral.

Por que os pedidos de impeachment de Bolsonaro não avançam?
Se o Rodrigo (Maia) pautasse algum deles, seríamos derrotados. Impeachment não é ato de vontade de algumas cabeças. Isso é estultice de quem fica imaginando que o impeachment de Dilma Rousseff foi golpe, que foi culpa do Eduardo Cunha, uma babaquice. O impeachment aconteceu porque Eduardo Cunha, como presidente da Câmara, não tinha como impedir a tramitação de um pedido de impeachment. A sociedade estava exigindo. Agora é diferente, não há essa mobilização. Se Rodrigo colocar para tramitar, vai ser rejeitado. E ao invés de ser uma vitória nossa, vai ser uma vitória de Bolsonaro.

“A ver se eles (petistas) vão reavaliar o fato de que são prisioneiros do projeto Lula e se transformaram em uma organização lulista”
A que o sr. atribui a falta de mobilização da sociedade?
A pandemia atrapalha, mas ao mesmo tempo pode ajudar. Ele comete irresponsabilidades com seu negacionismo em relação à ciência e ao enfrentamento da pandemia, alguns próximos de crime, não crime de responsabilidade, mas do Código Penal, pela sua total falta de responsabilidade com a vida dos brasileiros, como se não estivesse acontecendo nada. Diz que “é uma gripezinha”, que “já superamos”, não admite nenhuma precaução, nenhum protocolo, nenhuma recomendação das autoridades da área. Ou seja, toda sorte de irresponsabilidade. Uma mobilização da sociedade ou um eventual agravamento da crise econômica podem fazer com que o debate sobre impeachment entre na agenda política. Impeachment é a forma de, no presidencialismo, exercitar o poder de derrubar um governo. Houve dois impeachments no presidencialismo no Brasil, o que demonstra a força da democracia brasileira. Alguns ficam com a história de ficar discutindo questões jurídicas, quando na realidade o julgamento é político. O presidente não é julgado pelo poder Judiciário, mas pelo poder político. Na época da Dilma disseram que era golpe. Quero saber se vão repetir esse discurso agora, se vão para o meio da rua carregar cartaz defendendo Bolsonaro.

O apoio do Centrão será suficiente para sustentar Bolsonaro até o fim do mandato?
Não trabalho com esse negócio de dizer que são vendidos. Mas eles (os parlamentares do Centrão) não têm muito compromisso com determinado governo, eles têm compromisso com o poder. Se a sociedade começa a retirar o poder de um governo, essa política que eles fazem não cria nenhum obstáculo para deixarem esse governo e apoiarem o outro. Veja o impeachment de Collor. Ele tinha maioria quando se elegeu, e aprovou inclusive um pacote absurdo de confisco. A maioria da Câmara e do Senado aprovou o plano de Collor. E, em dois anos, ele perdeu o apoio e o impeachment veio. A mesma coisa aconteceu com Dilma. Ela contava com dois terços do apoio na Câmara e no Senado. E, quando veio o movimento a favor do impeachment e a crise econômica, que por causa da mudança da matriz econômica levou à maior recessão da história brasileira, ela perdeu o apoio que tinha. O Centrão é chamado assim porque não tem muito lado, é governo. E isso é um clássico, porque é um pouco a representação política brasileira, com pessoas que não têm muita posição e pulam de um lado para o outro. Não vejo isso com ideia nenhuma de culpa meio religiosa, de que é pecado. É da política. Não tenho nenhum receio de imaginar que, se houver uma crise econômica grave, o impeachment voltará para a ordem do dia. Bolsonaro não tem capacidade nem de formar um partido político, vai ficar controlando Centrão, se a sociedade brasileira pedir impeachment? Dilma tinha muito mais sustentação com o PT, tinha uma base orgânica, mas não conseguiu se segurar. Quando a sociedade majoritariamente passou a imaginar que a saída dela era o melhor, acabou. Imagina com alguém que não consegue nem construir o seu partido.

O sr. era ministro da Cultura e saiu do governo Temer logo após a denúncia de que Joesley Batista teria comprado o silêncio de Cunha a pedido do então presidente, que depois foi absolvido. O sr. se arrepende de ter deixado o governo tão rapidamente?
Só existe arrependimento para quem imagina ir para o céu. Como eu não acredito nisso, não tem arrependimento. Eu posso avaliar se errei ou não. Mas também não vou ficar com complexo de culpa porque errei. Hoje, tempos depois, vi que talvez tenha me equivocado na análise que fiz. O problema é que o partido já tinha contradições com o governo, do ponto de vista geral. Eu não tinha condições de ficar no governo com a bancada do meu partido já não mais caminhando e votando com o Planalto. O partido ia votar a favor do encaminhamento e da continuidade do processo do (Rodrigo) Janot. Embora hoje se possa ver que aquilo dali foi uma calhordice sem tamanho, isso está sendo reconhecido pela Justiça, que aquilo ali foi uma peça de ficção, criada e montada. Hoje tem até decisão dizendo isso, uma armação que foi feita. Acho que fiz ali talvez o que fosse melhor para o partido. Com relação ao Temer, mesmo saindo, continuei a ter uma visão de respeito. Era um governo que tinha compostura.

O Cidadania tem um governador investigado pela Polícia Federal: João Azevedo foi alvo de uma operação na Paraíba. Não é uma contradição com a bandeira anticorrupção do partido?
O partido na Paraíba deu o endosso de que não havia problema algum. E o que posso dizer é que ele tem correspondido a isso, tem feito um bom governo. O partido não tem nada a contestar, ao contrário, tem que reconhecer que ele tem feito um bom trabalho na Paraíba, isso a gente vê nas grandes vitórias que ele tem tido lá, derrotando inclusive o ex-governador, que era do governo e hoje é adversário dele. São vicissitudes da política. Não há nenhum processo em relação a ele. O que é falado em delação sem provas fica marcado em termos de opinião pública, mas em termos de Justiça e processo de investigação não tem prosseguimento porque não tem nada para encaminhar. Foi bom o endosso porque estamos vendo que estamos ganhando com isso. É um bom governo que está sendo realizado na Paraíba.

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  1. Idiota. Idiota de pai, mãe e parteira. Um medíocre de uma geração estúpida e incompetente e que não consegue sair dos anos 1960. Tudo que foge à mediocridade e ignorância da “tchurma”, é por definição obscurantismo, fundamentalismo religioso, barbárie, retrocesso e ignorância. Mas o cretino que não está entendendo nada - e nunca entendeu - é esse asno.

  2. Presidente em exercício honesto e integro? Onde tem isso? Por essa terra Brasílis, certamente, é mais uma das espécimes extintas. Excelente idéia essa de lançar Sérgio Moro e Álvaro Dias ou Simone Tebet. Esses, realmente, são íntegros e honestos e têm meu apoio e meu voto. Na minha opinião, Bolsonaro complicou-se totalmente, ao cometer atos inqualificáveis para proteger seus pimpolhos e seu amigo Queirós, protegendo-se sob o guarda chuva do Centrão. Ledo engano, esse com o Centrão. MORO2022

  3. Tirar nosso presidente em exercício, honesto e íntegro pra colocar os lixos, Luciano Huck e Sérgio Moro, essa não, seus petralhas, incompetentes, que querem transformar o Brasil numa Venezuela e Cuba.

    1. Você ainda não viu nada.Deixa chegar 2022.Moro,o filho mais querido do Brasil!!

    2. mil perdões. Honestidade e integridademmm nunca foram o forte de Bolsonar.

  4. Partidos de esquerda só tem BANDIDOS! Exemplo maior é o LULA e seus COMPARSAS PETISTAS que assaltaram os COFRES PÚBLICOS e estão MILIONÁRIOS. Na "direita" outros BANDIDOS de PLANTÃO e seus amigos MILICIANOS que precisam tirar o "seu da reta e também dos filhinhos e amigos "parças" da RACHID. Ah! E no CENTRÃO? A Velha BANDIDAGEM de sempre. Só CORRUPTOS. Pobre BRASIL!

  5. É ótimo saber que a revista do "jornalismo independente" também flerta com esses tiranetes goiabadas. Falta coragem para assumir que também são favoráveis à obrigatoriedade da vachina.

  6. "A única maneira de tira-lo do poder seria através do voto"? E qual seria a outra maneira sugerida pela revista? O governador de SP que trancou comerciantes e quer a obrigatoriedade da vacina chinesa (e se diz "liberal") não é acusado de FASCISTA. Nem pela própria revista. Também não lembro do então ministro MORO condenando a PRISÃO daquela senhora que estava sentada num banco de praça. Ele também não é chamado de FASCISTA. Ao contrário... surge como opção para combater os "FASCISTAS".

  7. PCB ,PPS, Cidadania, o Roberto Freire é o político mais coerente do Brasil. Com ele o partido é que mude de nome. Ele não muda. “0s cabelos (agora a falta, rsrsrs) continuam os mesmos”. Um dos maiores articuladores políticos do país. Quando não há interlocutor interessado em ouvi-lo, procura um espelho. Imagino esse senhor articulando uma torre de aeroporto.

  8. Roberto Freire é dos últimos representantes de uma época de idealistas que, além disso, pensavam, tinham estofo. Hoje ninguém nem sabe o que isso quer dizer

  9. A desigualdade social brasileira é simplesmente perversa, imoral. Enfrentá-la é um grande desafio. Não é tarefa para amadores e sim para um estadista. O problema é onde encontrá-lo, num país terrivelmente atrasado e subdesenvolvido, que, em certos aspectos, ainda não conseguiu libertar-se do período colonial. Em suma, um país de oportunistas políticos, com algumas exceções, é claro.

  10. numa coisa ele tem razão o PT ficou 12 anos no poder e nunca fez um metro de saneamento básico. Uma excrescência. Isso sim!

  11. A verdade é que temos que fazer algo diferente, Com essas Pessoas que Freire disse seria muito importante, e pode aparecer outras opções. O fato é que não pode ter outra vez essa infeliz opção LULA X BOLSO. Assumo que votei no Bolso..mas por PURA FALTA DE OPÇÃO... Não iria votar num Partido de LADRÃO acabei votando num Partido do DOIDÃO, que tem como FOCO.. Proteger os Filhos

    1. Calma, Antônio! Conversar é preciso.O que não significa aderir aos princípios, afinal os políticos que aí estão foram colocados pelo povo e disso eles se gabam.

  12. Dr. Moro, o homem que conhecemos, o GIGANTE que é, não vai se unir com canalhas. Moro por si só é um GRANDE. Nao precisa de ninguém. Todos os outros é que estão com medo de ver um GIGANTE onde já deveria estar. Nojentos.

  13. Análises rasas e quase passionais do entrevistado, que divide o Brasil em dois partidos e não vê de fundo o mar de centro a ser combatido. Cheios de artimanhas e perigosos.

  14. Esse saco de gatos de todas as cores que o Freire pretende apresentar nada mais é do que o desejo de fortalecer a esquerda brasileira que está claramente em frangalhos. Para a volta da esquerda ao poder eles fazem qualquer tipo de negócio. A mim não convence, acho extremamente oportunista e falso!

  15. Moro e Luciano huck, Lula e Ciro Gomes, a múmia do norte aparecerá também. Com toda essa merda, ainda fico com o Bolsonaro. Há que ponto chegamos.

    1. Sérgio Moro é o CARA.Já nos deu provas suficientes de sua coragem e honradez.

    2. chegamos a 170000 mortos, com teste estragando, com os hospitais do RJ lotados , com dinheiro destinado à saúde não gasto ,sem planejamento nenhum para quando liberarem uma vacina e com um ministro da saúde e um presidente mandando tomar cloroquina

  16. Luciano Hulk? Outro espertinho? O brasileiro tem mesmo vocação pra auto mutilação.Vamos engolir o engomadinho que o oligarca quer nos enfiar goela a baixo? Hoje, não duvido de mais nada.

    1. Essa figura pleonomástica de melancia(verde por fora e vermelho por dentro) foi inventada por um dissidente das FFAA. Uma legítima estupidez. O último melancia das FFAA foi o marighella, na década de 60. Portanto, essa figura aí é inapropriada e ignorante. apscosta/df

    2. E daí? Ele não é radical. E está antenado com os novos tempos. E tem a democracia como princípio . Preconceito seu. A virtude está no caráter e não na ideologia. E quem menos tem mostrado bom caráter é a direita ( ou falsa direita, mais chegada a um populismo retrógrado).

  17. Nao consegui continuar a ler a entrevista depois que Roberto Freire, que tem o meu respeito, falar que o Hulk tem formação e conteúdo. Repito: se o Hulk quer se divertir, seria mais sensato e melhor para o Brasil, que fosse no Parque da Disney.

    1. LUCIANO HULK É EXCELENTE APRESENTADOR . COMO CANDIDATO É IMPENSÁVEL. AMIGO DOS GRANDES EMPRESÁRIOS .SERÁ QUE SABE A HISTÓRIA DA CONSTITUIÇÃO? DAS REVOLUÇÕES BRASILEIRAS. DIVERTE MUITO .SÓ

  18. O neorevisionismo globalizante de Freire o tornou intérprete tupiniquim da troika George Soros, Putin, Xi Jinping. Quem te viu, quem te vê, Bobbucho...

    1. Élide,o que você chama de pragmatismo,no Brasil tem outro nome.

    2. Mto bem Élide. Um comentário lúcido nesse Saara das idéias. Ora viva..apscosta/df

    3. Não ganha eleição. E, se ganhar, não governa. É preciso ser pragmático na politica. Utopia...

  19. já fui fã desse senhor , mas.... ver mais mérito em huck (lata velha )que em MORO é o mesmo que confundir Jesus Cristo com sabugo de milho , e MISTURAR TUDO NUM PALAVRÓRIO.

  20. É, pelo jeito o rolo-compressor para esmagar e pulverizar a re-eleição do Bolsonaro já começou. Ver político com passado de extrema esquerda com estas propostas de união de todos os anti-Bolsonaro , Direita e de Esquerda numa frente anti Bolsonarista ...é um forte prenúncio do que virá pela frente nos próximo 2 anos !

    1. A tanto tempo na política, e sempre de extrema esquerda agora posando de bom moço. Os caras teem mil faces, não desistem é não querem lagar o osso.

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