Ministério fantasma

A presidente do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, diz que a maioria dos candidatos a prefeito cujos nomes estarão nas urnas no próximo domingo está despreparada para lidar com os problemas da área e chama de "criminosa" a gestão do MEC no governo Jair Bolsonaro
13.11.20

Há quase 15 anos, Priscila Cruz se dedica diariamente a uma missão inglória: garantir espaço para a educação na pauta dos grandes debates nacionais. À frente do Todos pela Educação, organização não-governamental que ajudou a fundar em 2006, a advogada e mestre em administração pública pela Harvard Kennedy School, nos Estados Unidos, tenta mudar um trágico quadro educacional não apenas provocando discussões, mas também produzindo estudos e propostas, articulando projetos com entes públicos e privados e fiscalizando a ação – e a inação – dos governos na área. Ao longo das duas últimas décadas, Priscila participou de alguns avanços e testemunhou retrocessos, mas diz nunca ter visto uma incapacidade de gestão do Ministério da Educação como agora, no governo de Jair Bolsonaro. “Estamos sem MEC há 22 meses”, diz.

Nesta entrevista a Crusoé, ela critica o desperdício de recursos com mitos criados por grupos dos dois polos do espectro político, como as escolas cívico-militar no campo da direita e os mutirões na esquerda, lamenta o loteamento de escolas e secretarias de educação com cabos eleitorais e diz que o combate à ideologização nas salas de aula fomentado pelos bolsonaristas é uma “cortina de fumaça” para desviar atenção dos problemas de gestão do governo. Um levantamento do Todos pela Educação aponta que o MEC gastou apenas 6% do orçamento destinado à educação básica até agora. “Em um ano de pandemia, sem exagero, é criminoso você não executar um orçamento que tem sido tão necessário para garantir conectividade, aulas remotas e apoio a estados e municípios para elaboração e implantação de protocolos para a retomada das aulas presenciais.”

Priscila Cruz afirma que, embora ainda não exista uma pesquisa nacional sobre o impacto da pandemia no ensino brasileiro, algo que o governo já deveria ter feito, as diferenças de estrutura e de gestão fizeram com que a desigualdade educacional no país aumentasse significativamente durante a suspensão das aulas presenciais. Ao longo da campanha eleitoral deste ano, o Todos pela Educação promoveu debates com candidatos a prefeito nas principais cidades do país sobre educação básica, em especial o ensino infantil, etapa considerada fundamental para o desenvolvimento cognitivo das crianças e cuja responsabilidade é dos municípios. As propostas apresentadas ao longo da corrida eleitoral, porém, são “rasas” e revelam, na avaliação de Priscila, o despreparo daqueles que almejam comandar os municípios do país pelos próximos quatro anos, em relação a um tema tão essencial. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Quais são os principais gargalos no sistema de ensino brasileiro?
A gente precisa aprimorar o processo decisório, que é a base de uma boa gestão educacional, juntamente, com a formulação, a implantação e continuidade dos projetos adotados. Em quais políticas nós vamos aplicar os escassos recursos da educação, que vão ser sempre escassos porque não dá para dizer que o céu é o limite? A gente precisa fazer o melhor uso possível do recurso educacional. Usar recurso com escola cívico-militar, por exemplo, no campo mais à direita, ou com a ideia de fazer mutirões, que é uma ideia mais à esquerda, é desperdício. Não importa muito a orientação ideológica, há muitos mitos na educação que acabam atrapalhando uma decisão racional do gestor no campo da alocação de recursos. Já que eles são escassos, é preciso fazer uma escolha inteligente. No campo da implementação, temos uma deficiência grave no país que é fruto da desvalorização da educação como um todo. Nas secretarias da Fazenda nos estados, ou de Finanças, nos municípios, você vê que ali tem carreira e o governador ou o prefeito buscam as pessoas mais preparadas para comandar essa área.

E na área de educação?
Na Educação, há dificuldade de formar equipe técnica capaz de implementar a política, que é algo de extrema complexidade. Exige-se robustez de formação nas áreas da economia, jurídica, engenharia, mas na hora da educação a gente acha que qualquer um pode dar aula, dirigir uma escola, fazer gestão nas secretarias. Tanto é que infelizmente ainda é prática ter indicação política para secretário de Educação, para diretorias de ensino. Não existe uma vigilância tão forte sobre isso e a classe política acaba se aproveitando para colocar cabo eleitoral, apoiadores e usar os cargos na educação para troca de favores. Tem muita coisa estranha que a gente precisa combater e sobre a qual a sociedade precisa ficar de olho. Em terceiro lugar, característica brasileira, tem o desmonte geral e o recomeçar do zero a cada gestão nova. Isso é bastante comum, infelizmente. Não permite que a política pública amadureça, aprenda e fique cada vez melhor. Isso ocorre a cada quatro anos. É um desperdício de recursos públicos gigantesco.

Os planos nacional, estaduais e municipais de educação que começaram a ser implementados não deveriam coibir isso?
Na teoria, sim. Mas, na prática, isso não acontece por várias razões. No caso do plano nacional, embora contenha tudo que precisaria, ele não é construído de forma a separar o que é prioridade do governo federal, o que é prioridade de estados e municípios, em que tempo e com quais recursos. No fundo, há uma série de estratégias e metas não conectadas entre si. Na verdade, não é nem um plano, porque, na minha opinião, um plano deve conter um entendimento mais sistêmico da sua implementação. A arquitetura é equivocada. Outra questão é que esses planos não são vinculantes, ou seja, fazer ou não fazer não gera nenhum tipo de consequência política para o gestor e, por isso, acabam sendo engavetados. Quando você tem cidadãos que cobram e ficam em cima, a consequência é a resposta rápida deles. Essa falta de vigilância e cobrança de resultados faz com que o próprio poder público relaxe em relação ao cumprimento dos planos.

Nesse contexto de planos grandiosos e da falta de recursos, quais são as soluções mais realistas que o Brasil poderia adotar para melhorar o ensino?
A gente advoga há muito tempo por um financiamento mais redistributivo e as nossas propostas na formulação do novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), que foram 100% por atendidas, já melhoram essa redistribuição. Não é fácil estados e municípios abrirem mão de receita, mas agora mais recursos são destinados para os entes da federação que têm menor capacidade de investimento. O novo Fundeb (aprovado em agosto pelo Congresso) talvez tenha sido uma das únicas coisas que a gente consegue comemorar em 2020, porque ele promove uma eficiência de alocação de verbas muito maior. Além dessa questão, temos políticas específicas que já geram o resultado que necessário, que é o de elevar a aprendizagem de forma mais rápida e forte entre os mais pobres.

Quais são essas políticas?
A ampliação da educação em tempo integral é um exemplo. Não só a ampliação do turno, porque aqui no Brasil o ensino regular vai de quatro a cinco horas, e isso é uma jabuticaba brasileira. A gente percebe que, quando têm boa implementação, as escolas de tempo integral representam uma elevação poderosa dos alunos mais pobres, um resultado educacional muito mais alto, inclusive na empregabilidade do jovem após a conclusão do ensino médio e no ingresso nas universidades. Essa política, que nasceu em Pernambuco, já está instalada em 18 estados. Outra política, baseada na experiência do Ceará, é a alfabetização em regime de colaboração, com os estados atuando com os municípios para garantir o aprendizado da leitura e escrita das crianças. Tem ainda a expansão da educação profissional técnica, que no Brasil atende só 11% dos jovens, enquanto que só 20% ingressam na universidade. Existe uma sobreposição. Na melhor das hipóteses, nós temos 30% dos jovens com algum tipo de profissionalização no país, seja pelo ensino técnico, seja pela universidade. Os outros 70% ou não concluíram o ensino médio ou concluíram o ensino médio regular, que não prepara o jovem para o mercado de trabalho. É uma tragédia anunciada. Isso é que explica os grandes problemas nacionais, seja na produtividade, informalidade, distribuição de renda ou segurança pública. Outra política que pode e deve ser executada é quanto à primeira infância, de 0 a 3 anos, quando 90% das conexões cerebrais estão sendo formadas. Ao não investir em primeira infância, o país está fazendo a escolha mais burra que poderia fazer. Esse é o período de maior desenvolvimento cognitivo, emocional, físico e psicológico da criança. É o momento de maior ebulição na infância, e no Brasil se dá as costas para isso. Não temos uma política nacional de primeira infância.

Alex Ferreira/Câmara dos DeputadosAlex Ferreira/Câmara dos Deputados“O Brasil deveria dar uma atenção maior para a primeira infância”
No caso da educação infantil, que é uma responsabilidade dos municípios, qual é a sua avaliação sobre os debates feitos na campanha deste ano?
É um debate muito raso, porque ainda é pautado pela fila da creche. Nós fizemos sabatinas em algumas capitais com os candidatos e quase nunca, com raríssimas exceções, os candidatos sabem como zerar a fila da creche. Isso nos preocupa bastante porque mesmo que sejam bem intencionados e realmente queiram fazer, vão demorar muito para pôr em prática qualquer plano. Eles não têm a menor ideia de como fazer. Outro ponto ausente no debate é a qualidade desse serviço, porque a própria população brasileira não cobra tanto assim. O fato de a criança estar na creche já parece um problema solucionado. A qualidade do que é oferecido é preocupação apenas de um grupo restrito de mães mais escolarizadas, mais engajadas. Creche ainda é algo visto como uma política para mulher, e não como uma política educacional, e até por isso a cobrança está muito pautada nas vagas. É muito triste saber que a maioria das crianças está presa numa cadeirinha olhando para um teto branco, no período de explosão de seu desenvolvimento. É muito cruel o que acontece. Esse é o ponto de partida. Se tem uma área em que não falta evidência científica, é na primeira infância. É o investimento que mais reverbera, tanto para a criança quanto para o próprio país. Lá na frente, você tem diminuição da criminalidade, aumento da produtividade, na inovação, melhor distribuição de renda, empregos melhores. É inconteste que o Brasil deveria dar uma atenção maior a esse período. Isso ajuda a explicar por que as crianças mais pobres têm um desempenho pior no país: é porque elas tiveram uma primeira infância com menos riqueza de estímulos, de repertório, aprendizagens, desenvolvimento, sem contar o problema da alimentação.

Muita gente relaciona isso à diferença entre a qualidade do ensino que é oferecido na rede pública e na rede privada. Qual o tamanho desse abismo?
O professor Francisco Soares (pesquisador e professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais) tem feito ao longo dos últimos anos estudos sobre o efeito escola. A gente sabe que o nível socioeconômico, o que os especialistas chamam de background familiar, responde, na média brasileira, por 50% da aprendizagem final dos alunos brasileiros. Então, 50% é background familiar e os outros 50% são o efeito escola. É o que a escola acrescenta ao que a criança aprende na vida. O que a gente verifica na avaliação em larga escala sobre a aprendizagem dos alunos é a combinação desses dois. Só que, no caso dos alunos de escola pública, o efeito escola é maior em proporção, porque o efeito do background familiar é menor, já que os alunos têm menos acesso a outras aprendizagens. A escola privada tem um resultado maior, mas não porque a escola é melhor, e sim porque o aluno aprendeu muito em outros espaços. É bom dizer isso para desmistificar essa questão. Não é que a escola pública seja um fracasso, mas é porque é mais difícil você ter resultado atendendo a crianças que passaram por uma primeira infância com restrição alimentar, sem creche, com abuso, violência física e estresse tóxico, como violência verbal, que é o elemento que mais restringe o desenvolvimento cognitivo.

Os últimos resultados do Pisa, o exame de avaliação internacional de ensino, mostram que o Brasil está estagnado nas últimas posições do ranking em leitura, matemática e ciência. Como melhorar esse desempenho e em quais exemplos podemos nos espelhar?
Não dá para fazer uma transposição direta, mas nós podemos nos inspirar, sim, em alguns países. Eu destacaria o Chile, na América Latina, claro que com algum aperfeiçoamento porque lá também há muitos problemas. O Pisa é feito pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne os países mais ricos do mundo, mas isso não justifica a nossa colocação. Embora o Brasil não seja membro da OCDE, ele decidiu participar desde a primeira edição, o que foi uma atitude positiva e corajosa. Nenhum país, no entanto, oferece uma agenda completa a ser seguida. O Canadá, por exemplo, oferece formação e valorização de docentes e boa educação profissional. Singapura é o país que tem a melhor formação inicial de professores. Na educação infantil, a Finlândia exibe excelência. Claro que não dá para fazer tudo o que eles fazem, mas existe ali um núcleo que nós poderíamos aproveitar, sem dúvida nenhuma. Quando a gente olha a diversificação curricular do ensino médio nos países europeus e nos Estados Unidos, é algo com o qual nós podemos aprender. No fundo, a gente tem que olhar para aquilo que faz sentido e fazer uma agenda. Em um dos nossos projetos, o Educação Já, olhamos para fora e para dentro e, assim, produzimos uma visão sistêmica daquilo que o Brasil precisa fazer até 2030 para subir 50 pontos no Pisa, o que representaria o maior salto já dado por um país. Outro aspecto em relação ao exame que causa impacto na posição do Brasil é que o aluno brasileiro não leva a prova tão a sério como os alunos de países asiáticos. A prova é dividida em duas partes, com um intervalo no meio. Na segunda parte, em geral, o aluno brasileiro faz a prova rapidamente, chuta as respostas, para ir embora logo.

Qual é a sua avaliação sobre o Ministério da Educação do governo Bolsonaro, que já teve quatro ministros em menos de dois anos?
Eu adoraria responder que o MEC tem problemas, mas vem avançando em algumas coisas. infelizmente, contudo, a resposta é que estamos sem MEC há 22 meses. Eu acompanho o Ministério da Educação desde 2001. Desde então, todos os ministros me chamaram para conversar em algum momento. O Milton Ribeiro não entrou em contato. Mas esse nem é o ponto. A questão é que a gente acompanha a execução orçamentária e eu nunca tive o dissabor de observar um Ministério da Educação tão inoperante. É um ministério em que as pessoas não têm a menor ideia do que estão fazendo lá, a menor noção de política pública educacional. Lançam um programa de incentivo à leitura, por exemplo, fazendo videozinho para o YouTube. É a imagem da montanha parindo um rato. Eles fazem trabalho de ONG. E eu fico impressionada que, depois, comemoram views desses vídeos. Essa é a comemoração de resultado do MEC. Eles não têm noção de que o MEC deveria oferecer complementação técnica e financeira a estados e municípios, que são os responsáveis pela educação básica. Nosso último relatório mostra que o MEC só conseguiu executar 6% das despesas discricionárias da educação básica. É muita ineficiência. Eles não conseguem gastar o dinheiro. É um sinal de gestão muito rebaixada, de falta de prioridade. Em um ano de pandemia, sem exagero, é criminoso você não executar um orçamento necessário para garantir conectividade, aulas remotas, e apoio a estados e municípios para elaboração e implantação de protocolos para as aulas presenciais. Quem faz essa coordenação de política nacional é o MEC. Isso não vem acontecendo. Nesse caso, o problema não é falta de dinheiro. É incapacidade de executar o orçamento.

DivulgaçãoDivulgação“Usar recurso com escola cívico-militar, no campo mais à direita, ou com a ideia de fazer mutirões, que é uma ideia mais à esquerda, é desperdício”
Desde o início do governo, o MEC ficou nas mãos da chamada ala ideológica do governo, que acusa as gestões passadas de promover a ideologia de esquerda nas salas de aula. Qual a sua avaliação sobre essa polêmica?
Acho que essa é a maior cortina de fumaça que a gente tem no país: o fato de você se refugiar na questão ideológica para esconder o que não está sendo feito. Eu não vou dizer que o professor deva fazer isso ou aquilo, mas a diversidade de opiniões dentro da escola é importante. Quando você tem um movimento como o Escola sem Partido que incentiva aluno e familiares a perseguirem professores por terem opinião diferente das da família, isso é falta de entendimento do que é escola. Não tem problema nenhum você ter aula com um professor que acredita numa coisa, com outro que acredita em outra e os pais acreditarem em outra, O que importa é você formar a sua própria opinião. A diversidade faz com que a tolerância em relação ao diferente seja possível. A contramão disso é você querer que seu filho tenha apenas uma visão de mundo. É importante que ela seja diversa, desde que se consiga debater com racionalidade, sem ataques, essas diferenças. Estamos vivendo um momento de extremismos em vários países, porque existe um desejo de opinião única. Mas ela nunca vai ser única e não pode ser única. A diversidade de opiniões tem de ter espaço na escola, óbvio, sem abusos.

E como é possível resolver o problema?
Isso se resolve em uma escola bem gerida, se resolve na formação de professores. O MEC só fica produzindo inimigos, que dá certa satisfação para a base de apoio que pensa que esse é o principal problema da educação. E o problema da educação é o fato de nós não estamos atraindo os melhores alunos para a carreira docente, de o ensino médio ser anacrônico, de não alfabetizarmos direito nossos alunos e não termos creches de qualidade para as crianças. A ideologização não é o maior problema da educação. Ela é um problema que acontece e que tem de ser resolvido nos casos de abuso, e não com campanha de perseguição aos profissionais de ensino. Outro ponto bem pragmático é que esse tipo de campanha rompe a confiança entre o aluno e o professor. E o processo de aprendizagem depende de um vínculo forte entre ambos. É uma barreira adicional na aprendizagem dos alunos.

O que o Brasil deve fazer para formar professores melhores?
O professor é o elo mais forte com o aluno, é quem entrega a política educacional na ponta. E a gente tem um caminho gigantesco a ser percorrido, porque a gente atrai mal: 60% dos alunos de pedagogia do Brasil tiveram uma nota abaixo de 450 no Enem (o Exame Nacional do Ensino Médio) — uma nota baixíssima, uma nota limítrofe para certificação no ensino médio. Ou seja: a gente está atraindo para a carreira mais importante do país, a base de todas as outras, aqueles que não são os melhores alunos da educação básica. Qualquer país que tenha uma educação de qualidade atrai os bons alunos do ensino médio para a carreira docente. Isso passa por formação inicial, que é muito ruim, formação continuada, carreira e condições de trabalho.

Já é possível avaliar o impacto da pandemia no sistema de ensino brasileiro?
Justamente por causa de um MEC inoperante, não temos uma avaliação nacional do que se passa na educação básica. O MEC deveria ter feito um monitoramento do país. Mas o que podemos afirmar, com certeza, é que a aprendizagem foi perdida em grande medida. Se as aulas presenciais só voltarem depois do Carnaval, teremos tido doze meses de aulas suspensas. O prejuízo é gigantesco. Se já tínhamos o problema da desigualdade, o que a pandemia fez foi colocar uma lente de aumento na situação.

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  1. Esquerdista (que nem se sabe esquerdista, pois acha q a escola hj oferece “diversidade” de opiniões) falando generalidades, platitudes, obviedades e muito papo furado. A especialista de educação mais badalada do Brasil e, na minha opinião, a mais sem “nada a dizer”.

  2. Debate político dentro das escolas, realmente foi um comentário infeliz. Mostrou bem, pra que veio. Lamentável. Quanto mais leio assuntos do tipo, mais apoio JB.

  3. Sou assinante da Crusoé e sou professora, gostaria de utilizar essa entrevista em uma aula e, para tanto, preciso repassá-la aos alunos. É possível? Como faço para pedir a autorização?

  4. Parabéns ao Fabio Leite pela excelente reportagem e pela escolha da matéria. Parabéns à Priscila Cruz pela sua luta, infelizmente, por enquanto, inglória. Não desista! Num governo honesto você seria Ministra da Educação! Parabéns a ambos por exporem os fatos terríveis gerados pelo incompetente presidente.

    1. Andre, devemos parar de imputar tudo de ruim ao atual presidente. Ele é incompetente? Pode ser, porém o maior problema atual é a nomeação de auxiliares por motivos apenas políticos, não por competência gerencial. Por ironia, são incompetentes por causa das más gestões anteriores, que vai prejudicar as futuras, e assim vai. Assim, de acordo com as informações da entrevistada, deveríamos aprender com os finlandeses como superar esse impasse. Excelente entrevista, algo que Crusoé deveria ficar mais

  5. No meu entender, três opiniões da entrevistada conduzem o leitor a perceber a natureza da insatisfação dela com a gestão atual do MEC. Em primeiro lugar, a insatisfação com a execução orçamentária realizada pelo MEC defende uma execução integral, mas, cabe indagar se há projetos qualificados suficientes para serem contemplados. Depois, a entrevistada coloca a questão ideológica como um fato raro, no âmbito escolar, ao revés do que verificado na prática, além de ser vital evitar qualquer

  6. Quanta asneira. O nosso ensino é caótico por conta das políticas esquerdistas há mais de 4 décadas. Aí a grande "ilha da informação" traz uma extensa entrevista com uma militante que apenas ecoa as mesma lamúria dos que estão perdendo a boquinha ?

    1. Quem começou realmente a degradação do ensino no país, não foi a esquerda. Tudo começou no governo militar que não teve competência de ampliar o ensino que era muito bom e para popularizar, o desmantelou.

  7. Faço minhas as palavras do leitor que defende o perfil "Eduardo". Essa Cruz (credo!) afirma q estamos sem MEC há 22 meses. Então, tinhamos "MEC" antes? Que resultados obtivemos? onde estão os gênios que seriam produzidos com a Educação baseada em Paulo Freire? Esta infeliz defende dissertação de mestrado nos States (provavelmente sobre a Educação no Brasil, país q a média americana nem sabe aonde fica - e passa com louvores...) Pra mim? É mais uma picareta que quer ministrar aulas em casa.

  8. Esta imbecil pilantra deveria enfatizar que os maiores responsáveis pelo fracasso na educação são os governos estaduais e municipais. Tosca, incompleta e rancorosa entrevista.

  9. Seria bom ela enfatizar que educação não é prioridade da população em geral! Na cultura brasileira e por consequência na política nacional uma boa educação de base é um pensamento de longo prazo não é e nunca foi prioridade! Infelizmente o jeitinho nacional e a cultura do prazer imediato não tem visão de longo prazo ! Não adianta culpar só os governantes! O que cada um faz?

  10. Priscila é como Quixote, há tempos luta contra moinhos de vento. Educação não é, nem sei se foi um dia, prioridade para nossos políticos. Uma pena, uma tristeza.

  11. c)Os familiares do paciente não se interessam pela sua saúde porque a deles é ainda pior.Basta que seja alimentado no hospital e tudo bem. d)À direção do hospital interessa a manutenção do fluxo de dinheiro e a possibilidade de subtrair alguma coisa. e) Cria-se um ciclo vicioso em que, regra geral, pacientes antigos geram pacientes novos. É isso! Alguns países romperam o ciclo com Educação Básica em Tempo Integral IMPOSITIVA. Um dia teremos a possibilidade de fazê-lo no Brasil.

  12. O paciente ESTUDANTE BRASILEIRO, já está completamente diagnosticado. Quais são as moléstias? a) O próprio paciente não compreende a necessidade de fazer exames, tomar medicação,submeter-se a esforços e desafios para curar-se da grave moléstia, a IGNORÂNCIA. b) Os profissionais que o atende são desmotivados, mal remunerados porque mal formados. Quando se requalificam por esforço próprio migram para outras áreas que remuneram melhor.Quando se acomodam , regra geral, fazem tudo por menos.

  13. Concordo plenamente com a entrevistada. Sou professora e trabalho na rede pública estadual. Salvo raríssimas exceções, a escola pública, não prepara ninguém para o mercado de trabalho, tampouco consegue preparar o aluno para exercer a cidadania. Muitos profissionais da educação se perderam na ideologia que se propuseram a defender, a família, quase sempre, é ausente e os governos só se preocupam com dados estatísticos, para não passarem mais vergonha diante da comunidade internacional.

  14. Todos os problemas da educação são fruto de uma questão que ela trata por alto. No geral, não sabemos o que é a escola e o que é a educação. É um desafio muito mais filosófico do que pragmático.

  15. Belíssima entrevista. Fosse eu Presidente, meu primeiro ato seria colocar essa mulher no Ministério da Educação. Nem ideólogos, nem acadêmicos; nem Orvalho, nem Janine Ribeiro. O comando da gestão da educação é para gestores, gente da Administração especializada em Educação.

    1. Concordo plenamente! Precisamos de pessoas competentes, preocupadas com nossos estudantes desde a mais tenra infância e, principalmente, conectadas com o que se passa de fato na Educação de nosso país.

    2. Realmente, foi a melhor abordagem num contexto geral, esclarecedora e bem consciente dos reais problemas educacionais que sofre nosso País! Estou com vc! A convidaria rápido para fazer parte do MEC. Mas, como ela mesmo disse, eficiência passa à largo dos interesses de seus gestores. Briga por ideologias rende votos!! Mto triste! Com isso a educação privada se alarga, bem como seus valores, na maioria, inacessíveis até para uma grande parte da classe B! Vamos continuar patinando no 3o mundo!

  16. Fui professora durante 40 anos, na rede de ensino pública e privada, e acredito que muito do que foi falado aqui é legítimo e coerente. Fico assombrada com a estratégia adotada pelo governo Bolsonaro para gerir a Educação, que é simplesmente nenhuma. O que o MEC conseguiu realizar até agora desde 2019? E para minimizar os efeitos da pandemia?? As creches no Brasil são depósitos de pequenos à espera do retorno das mães após o trabalho. O Ensino Fundamental não alfabetiza e o Medio é inexistente.

    1. Concordo com você, também lecionei em escola pública e privada e tinham niveis muito bons em relação ao que vemos hoje. Estes últimos governos não têm dado importância nenhuma à educação, por isso estamos no fim da fila nas avaliações internacionais

  17. O cerne do desprezo pela qualidade da educação está nos governos federal, estaduais e municipais que NÃO TÊM O MENOR INTERESSE em promover uma educação digna para o ensino fundamental e médio porque preferem seu gado no curral eleitoral dependente de míseras bolsas farelo, contando bravatas e bazófias.

  18. Sem a valorização devida da carreira de docente, não será possível atrair bons profissionais. Afinal, quem quer ganhar um salário de fome e trabalhar no inferno que são as salas de aula no Brasil, onde os jovens não tem nem educação e nem respeito pelo professor?

  19. Esclarecedor! É surpreendente não temos a Priscila Cruz como ministra da educação, precisamos de pessoas que possuam uma visão de aonde gostaríamos de chegar.

  20. Fala-se muito em falta de recursos mas a saúde e a educação são as duas áreas que mais verbas tem no orçamento por isso cresce o olho de políticos inescrupulosos ávidos em assaltar os tais recursos escassos.

    1. Sim verba tem, só foi aplicada 6% entendeu agora, o problema está em quem está na cabeça do MEC, nas secretarias estaduais e municipais, quem são? Pessoas inoperantes que nem sabe o que é educação

    2. Chega de diagnósticos, já temos demais.Todo mundo sabe o que fazer. O que falta é por em prática. Chega de lero-lero.

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