Pedro Ladeira/FolhapressMoro e Huck recebem homenagem em 2017, em Brasília: agora, rumor sobre possível aliança eleitoral entre os dois atiçou a ira de políticos anti-Lava Jato

A corrida ao centro

Na geleia partidária brasileira, possíveis candidatos ao Planalto em 2022 avistam o esgotamento do extremismo e tentam se situar na cinzenta zona do centro, mais ainda depois da eleição de Biden nos EUA
13.11.20

Não foram poucas as lições que a eleição do democrata Joe Biden nos EUA deu ao Brasil. Na mais eloquente delas, restou a constatação de que, contra um extremista, um adversário mais ao centro pode preponderar. Assim, cada vez mais se consolida por aqui a convicção de que um candidato capaz de convocar os eleitores para uma reconciliação nacional é o mais talhado para derrotar Jair Bolsonaro, em 2022. Um político de perfil moderado, longe do histriônico Fla-Flu político, e com capacidade de unir o Brasil em torno do tripé agenda liberal para a economia, luta contra a corrupção e redução da desigualdade social. Não se pode dizer que o novo figurino já tenha se ajustado com perfeição à silhueta de algum aspirante ao Planalto em 2022, mas já há movimentos nesse sentido e candidatos provando a indumentária.

O lance político mais recente foi a aproximação entre o ex-juiz Sergio Moro e o apresentador de televisão Luciano Huck. A união, se sacramentada, seria o fato novo da corrida presidencial de 2022. O dois tiveram um encontro no apartamento de Moro, em Curitiba, no dia 30 de outubro. Na conversa, que incluiu um almoço na varanda do apartamento e durou cerca de três horas, eles discutiram o cenário e cogitaram se unir numa terceira via para concorrer ao Palácio do Planalto daqui a dois anos. A dupla convergiu quanto à necessidade de construir uma oposição “racional”, distante dos extremos Bolsonaro e Lula.

Seria puro exercício de futurologia especular sobre a competitividade de uma parceria que nem se sabe ao certo se seguirá adiante. Mas o temor que o movimento de Moro gerou no ambiente político dá a dimensão de até onde uma possível aliança entre o ex-ministro da Justiça e alguém com o perfil de Huck pode ser capaz de chegar.

Bastou surgir a notícia de que ambos se encontraram para, na última semana, a turma anti-Lava Jato se dedicar a lançar petardos contra a chapa como se todos integrassem um partido só. Entre eles, Lula, Gleisi Hoffmann, Ciro Gomes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e por fim, o presidente Jair Bolsonaro. O presidenciável e governador de São Paulo, Joao Doria, que recebeu Moro em sua casa na primeira quinzena de setembro, preferiu refugiar-se no silêncio.

O primeiro a sair a campo foi, provavelmente, quem mais sentiu a articulação. “Agora tentam preparar uma chapa Huck/Moro. Cada hora inventam uma coisa. A única coisa que eles não admitem voltar é o PT”, escreveu Lula em seu perfil no Twitter. Ato contínuo, foi a vez de a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, entrar em cena. “É a junção da Lata Velha com a Lava-Jato e Paulo Guedes”, afirmou, fazendo chiste com um quadro conhecido do programa de Huck. Ciro tentou tachar Moro de “fascista de extrema-direta” parecendo estar afinado com Rodrigo Maia, que adotou tom semelhante. “Não posso apoiar uma chapa integrada por alguém de extrema-direita”, disse o presidente da Câmara, que ainda flerta com Huck – durante a semana, inclusive, os dois almoçaram juntos no Rio de Janeiro.

Ettore Chiereguini/Agif/FolhapressEttore Chiereguini/Agif/FolhapressRodrigo Maia tentou tachar Moro de “extrema-direita”: ele fala pelo Centrão, que teme alguém comprometido com o combate à corrupção no Planalto
A reação de Maia é compreensível para quem o conhece de perto: ligado umbilicalmente ao Centrão, o político do DEM reza na mesma cartilha dos partidos que compõem a agremiação fisiológica, hoje dona do maior número de políticos encalacrados com a Justiça, para os quais Moro é persona non grata desde os primórdios da Lava Jato.

Por fim, na esteira de críticas proferidas pelo seu ministro das Comunicações, Fabio Faria, Bolsonaro foi o último a acusar o golpe. “Aí vem uma turminha falar: ‘Queremos um centro. Nem ódio para cá, nem ódio para lá’. Ódio é coisa de maricas”, disse o presidente, durante o mesmo discurso em que também chamou maricas os brasileiros que se preocupam com o coronavírus.

Enquanto os adversários demonstram preocupação e, ao mesmo tempo, se mobilizam para tentar dinamitar uma eventual chapa no nascedouro, partidos como o Cidadania e o Podemos escancaram as portas tanto para Sergio Moro quanto para Luciano Huck. Se quiserem ser candidatos, ambos precisam se filiar a um partido até abril de 2022.

“A partir de agora, o processo político vai exigir das pessoas que sejam racionais para enfrentar o grande adversário comum que é o obscurantismo. Iniciamos a discussão para formar um polo democrático. Qual será a amplitude e quem vai participar são pontos que ainda estão em aberto”, afirma Roberto Freire, presidente do Cidadania. Ele minimiza o fato de Sergio Moro ter integrado o governo Bolsonaro e defende a participação do ex-ministro e ex-juiz nas discussões. Sem citá-lo, Freire comparou Moro a Teotônio Vilela — o político alagoano que apoiou o governo militar, mas depois lutou contra a ditadura. “Em 1964, ele foi a favor do golpe, mas depois se transformou em ícone da resistência”, lembrou.

O Podemos, que se consolidou como um partido pró-Lava Jato, também tenta atrair Moro e Luciano Huck para suas fileiras. O consenso na sigla é o de que eles representam bem duas bandeiras deixadas de lado nos últimos tempos: o combate à corrupção e a preocupação com as desigualdades sociais. Principal liderança do Podemos, o senador Álvaro Dias, no entanto, faz um alerta: “Não existe candidato de laboratório, não podemos apostar em fórmulas mágicas. Os bons nomes nascem durante o embate e, na minha opinião, é inadequado falar em sucessão agora. Quem antecipar a largada pode se queimar”.

Adriano Machado/CrusoéAdriano Machado/CrusoéÁlvaro Dias acha que não é hora de queimar a largada
O Partido Novo também quer participar de uma possível concertação contra Bolsonaro na raia da centro-direita. Ao longo da semana, Huck intensificou suas conversas. Na quarta-feira, 11, o apresentador participou de um jantar em São Paulo com 23 empresários do varejo, da área da saúde e do mercado financeiro. Ele demonstrou aos presentes seu interesse em se candidatar ao Planalto em 2022, e disse que seria necessária uma ampla coalizão, na qual incluiria Sergio Moro. No almoço com Maia, contudo, o apresentador afirmou que a turma dele era a do DEM, provavelmente para abaixar a temperatura do presidente da Câmara, que ficou tiririca com a conversa dele com o ex-ministro. Qual será o verdadeiro Huck? O que divide mesa com Moro ou o que faz o mesmo com Maia? Ou será que ele acha ser possível unir Moro e Maia no mesmo palanque?

O que é certo é que outros possíveis candidatos ao Planalto tentarão se cobrir com o traje de moderados, incluindo aqueles em que a vestimenta não se ajusta ao corpo. Doria tenta encarnar o candidato ideal de centro e, do mesmo jeito que tentou personificar o anti-Lula em 2018, vai querer ser o anti-Bolsonaro em 2022, mas o fato de estar atrelado ao PSDB, partido muito associado à velha política, como o DEM, pode jogar contra seus planos. Ciro procura um vice capaz de suavizar sua chapa de esquerda e contrabalançar seu jeito parlapatão, similar ao de Bolsonaro, só que do lado oposto. Difícil vai ser o eleitor cair nesse discurso. Como também ninguém caiu na conversa da suposta aliança entre Lula e Ciro, que tem mais cheiro de pacto de não-agressão, a julgar pela reação de integrantes tanto de PT quanto de PDT. “Não se pode falar em aliança enquanto Ciro não pedir desculpas públicas pelo que falou sobre o PT”, atacou Gleisi Hoffmann. O presidente do PDT, Carlos Lupi, também admite que uma união entre o PT e seu partido é “remota”.

O PDT não quer saber do PT porque sabe que os tempos estão difíceis para quem entoa a cantilena radical. É o que indicam as pesquisas para as eleições municipais deste domingo, 15. Considerada uma prévia para 2022, a corrida não é alvissareira para os dois extremos do espectro político. Em um pleito em que a disputa entre os caciques parece ser sobre quem vai perder menos, Lula já adiantou que vai participar pouco da reta final da campanha — não quer se associar a possíveis derrotas. O mesmo raciocínio vale para os candidatos de esquerda aparentemente condenados à derrota: ninguém quer aparecer ao lado do chefão para evitar um vexame ainda maior. Quem do PT ainda nutre esperanças na eleição, também quer fugir do toque de Midas às avessas do petista. Ciro Gomes, por sua vez, só vai entrar na campanha de Marta Rocha no Rio no segundo turno. Em São Paulo, na capital, no interior e mesmo no litoral, candidatos fogem de Doria. Celso Russomanno, depois que foi apoiado publicamente por Bolsonaro, despencou ladeira abaixo nas pesquisas – embora não seja a primeira vez que ele experimenta o infortúnio.

Política não se faz com ódio, pois não é função hepática, dizia Ulysses Guimarães. Os dados ainda estão rolando, mas a busca pelo equilíbrio — ou ao menos por algo que ao menos pareça mais razoável — parece mesmo um caminho sem volta.

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  1. Pelos comentários, Moro é o Superman da hora. Não dou dois anos de mandato Moro para estarem aqui gritando q Moro decepcionou, se corrompeu, se vendeu, etc etc. E serão os mesmo q o endeusam agora enquanto “malham” Bolsonaro (o “mito” de 2018) - que, por sinal, foi o santo guerreiro na luta contra o PT (sim, aquele q tinha 80% de aprovação uns anos atrás e o chefe era “O Cara” - e ai de quem falasse mal do Lula ou criticasse o governo “que fazia acontecer” - econômica e socialmente).

  2. 1 - isenção zero, mas ok.... 2 - vá procurar a quadratura do círculo em Marte... 3 - se o Brasil implodir institucionalmente nos próximos anos, o maior responsável se chama Ulysses Guimarães...

  3. Dória, o novo cacique vaidoso do PSDB, não abrirá mão de concorrer com Sérgio Moro. Muito bico pra pouco tucano. Vamos ver a força do tucano da Globo.

  4. Torço por Moro. Mas essa provável chapa é lamentável. Ao meu ver, é a certeza da alienação global. É tudo que a Globolixo mais quer. Assim como o narcotráfico tenta infiltrar gente na politica, na minha opinião, a Globolixo tentará fazer o mesmo. Moro, saia dessa furada rapidinho. Mera coincidência, se a chapa vier pelo PSDB. KKKKMMK....

  5. A matéria é boa mas parte de um princípio equivocado: olhar pra eleição americana e considerar que o eleitor brasileiro vai obrigatoriamente na mesma direção. Considero que o FlaXFlu está amornecido por ora, mas não descartado: está em "banho-maria". Luciano Huck precisa de Moro, mas Moro não precisa de Huck. Essa aproximação deve ter sido meramente para dar visibilidade midiática ainda na esteira da ressaca do pleito de chutou Trump da Casa Branca. Percebo precipitação da revista. Calma, gente!

  6. O mais esperto foi o Doria que ficou em silêncio. Sabe muito bem que uma chapa com Moro - ou com seu apoio - corresponde aos anseios da maioria dos que elegeram o Bolsonaro.

  7. É impossível a União de políticos que só pensam em suas próprias carreiras e tem padrinhos como fhc que só se preocupa com a própria biografia Os únicos Patriotas que querem realmente o melhor para os Brasileiros são Bolsonano , Mourão e os militares que estão no governo,Guedes, Campos Neto e os demais liberais como Salim Mattar e Beltrão Filho

    1. Este aí acorda, veste um antolho - aquilo que se coloca em animais para só olhar numa direção- e passa o dia olhando seu "mito". Acorda Fernão!!

    2. Múuuuuuuu acorda! Bolsonaro não lutou por nenhuma reforma, nada! Não lutou pra privatizar nada! é contra prisão em segunda instância (mesmo que negue) e atualmente o mais preocupado em defender bandidos, incluindo o chefe da quadrilha criminosa das milícias no RJ, Flávio Bolsonaro. Estávamos sem opção e fomos muito enganados!! Mas você ainda não acordou..

  8. Da cabeça de quem saiu essa idéia tresloucada, Luciano Huck ousar pensar em chamar o Sérgio Moro para ser seu vice. Coloque-se no seu lugar, Huck.

  9. Moro é a “ única “ escolha honesta e racional possível, se quisermos dar continuidade à Operação Lava Jato e limpar este país. Para que isso ocorra é imprescindível expulsar, antes, todos esses corruptos da política, senão não deixarão o Moro governar. Não podemos nos enganar mais uma vez, como foi com a família Bolsonaro.

  10. Esse imbecil acha que política e pra principiante. Aqui tem que ser bandido trinado. Filho de bandido. Não palhaço de televisão. Huck vai andar de táxi vai.

  11. Preocupa-me que a emenda seja pior que o soneto. Moro tem que ter muito cuidado para não ser instrumento de aventureiros que se eleitos usarão o poder como seus antecessores: em proveito próprio e de seus familiares

    1. Mouro como Vice Mourão ou Santos Cruz, seria chapa invencível!

  12. O Huck deve formar chapa com o Leifferd (Acho que se escreve assim) e já anunciar o Faustão como ministro da Casa Civil. Mas falando sério, não têm coisa mais proveitosa para esse inútil fazer. Talvez fazer maus uns dez comerciais de TV, mais alguns quadros onde fique explicitado a sua ignorância. Francamente Huck, vai procurar outra coisa, o Brasil precisa é de alguém competente e sensato, não de um moleque como vc.

    1. Ganha do jumento miliciano no primeiro turno. Como FHC fazia com petralhas

  13. É necessário prudência no presente, pois o futuro político do Brasil para 2022 é estacedor, da forma revelada pela reportagem, é de práxis o surgimento do Salvador da Pátria, tomara que o brasileiro não caia nessa velha fábula política desde a democratização do país: o sociólogo, o topete, e outras figuras etc..., mais recente ratazana mor Lula, agora o mito da carochinha.

  14. O problema é que o barco continua à deriva, deslocando- se ao sabor das ondas, orientado por um Napoleão de Hospício, mau-caráter, trambiqueiro, seus asseclas parlapatões e se discute quem vai pegar no leme daqui a dois anos. Sinto-me acorrentado no portão do manicômio. Valei-me Senhor Jesus Cristo!!

  15. precisamos de um imã capaz de atrair o pêndulo para o meio. Acredito que uma dupla do tipo Álvaro Dias com Ana Amélia seria muito bom para o Brasil.

    1. Embora Álvaro Dias seja uma boa opção, Sergio Moro representa a ÉTICA na política e não se vende.

  16. Eu acreditava em Sérgio Moro... não mais. Se aliar a um sujeito que “alicia” garotas cariocas para gringos, é contumaz em desrespeitar a legislação ambiental, anda muito mal acompanhado, etc etc etc, sugere que a turma que levanta suspeitas sobre o ex-juiz pode não ser paranóica. UMA DECEPÇÃO COMPLETA. SANTOS CRUZ PRESIDENTE 2022!!!

  17. MORO deveria se afastar de Huck e se juntar a AMOEDO (como vice-presidente). Seria perfeito! Sabemos que o partido NOVO ainda é pequeno, talvez desconhecido pela massa, mas traz uma ideologia e posturas de direita muito mais sóbrias, sensatas que o atual presidente (que já se mostrou totalmente desqualificado, beirando a psicopatia e incrustado nas próprias mazelas criminosas). Um governador foi eleito em MG pelo NOVO! Já é um bom começo e nos dá esperanças quanto ao Planalto.

    1. Perfeito! Amoêdo é um homem sério, extremamente ético, equilibrado, culto e educado. E o Novo é um partido de gente honesta e trabalhadora, que acredita no empreendedorismo, na livre iniciativa e na liberdade com responsabilidade! O Moro se sentiria em casa no Partido Novo e o Brasil estaria em excelentes mãos. Faço votos de que essa chapa prospere! O Huck é uma figura dúbia, estilo Dória, estilo PSDB: pula o muro pra cá e pra lá, conforme sua conveniência...

    2. Concordo plenamente! Seria uma chapa forte e com propósito!

  18. É muito cinismo de Ciro e Maia fazerem a grande força anti-patrimonialista no Brasil das últimas décadas um símbolo da extrema-direita, ou fascista. O gordinho e sua turma querem nos vender a ilusão de que em vez de herdeiros da ditadura militar tem raízes profundas na progressismo liberal americano, só porque trocaram o nome do partido de PFL para DEM.

    1. O botafogo das planilhas da Odebrecht acha que ninguém percebeu.

  19. Me perdoem, mas esta farsa de centro, esquerda e direita não serve mais de nada, estes partidos estão todos ferrados e estes políticos se pelam de medo da cadeia. Cadeia é o futuro mais seguro destes que hora nos governam, eles podem articular o que for mais não podem mais enganar. E não posso suportar hipótese de ser governada por um global, isto sim seri ao fim do Brasil em uma distopia horrenda. Tomara que não passe disso, de uma ilusão delirante do povo superficial da TV fracassada.

  20. A matéria bem escrita , abre verdadeira colcha de retalhos de possibilidades que vai da pretensa esquerda até a direita enjambrada . Não vi muito “centro” nas opções .. tirando Álvaro Dia ...Também os oportunistas de sempre , estrangeiros sem noção do que seja Estado e como administra-los. Destes o único que tem proposta gritante contra a corrupção , é Moro. Que entretanto não é político . E DAÍ? O que vale mais , ser “político” ou “líder” ?Com altíssimo QI !

  21. Seria muito bom se em 2022 Moro fosse o candidato à presidência junto com uma mulher tao capacitada quanto ele, que já atuasse na política. Por anos atrás todo mundo pensava que Sílvio Santos era imbatível como candidato a presidente, pelo fato de ser um apresentador nota 10 e muito popular no Brasil inteiro. No entanto isso não concretizou-se. Luciano poderia ser um candidato ao Senado.

  22. Ficaria muito decepcionado se depois de PT e BOLSOciopata, termos como presidente o Luciano. Saímos do descalabro, caímos na loucura assassina e teríamos com o apresentador, um desbunde caricato, para realmente perdermos a esperança no Brasil. Torço para que o Moro, Álvaro Dias e Amoêdo, que são pessoas que respeito, chegue a conclusão que o lugar do Luciano é no programa dele e não na presidência. Impossível até de imaginar ele como presidente. Vamos levar a sério.

    1. Concordo em gênero, nr e grau. E como mencionou uma outra eleitora acima, Vera, a união com alguma mulher tb de coragem e capacitada (e temos mtas), viria dar um colorido super especial à chapa!!

  23. PODEMOS, de NOVO, pela CIDADANIA e em REDE, derrotar a todos os delinquentes da política transpartidária. Tenho dito e escrito!

    1. Trocadilho inteligente e comunicador! Vamos juntar os bons fazer uma frente séria!

  24. Estou desconfiado do Mourão. O Conselho da Amazônia quer ter controle de 100% das ONGs que atuam na Amazônia pra quê. É interesse nacional saber a verdade sobre o que está acontecendo, principalmente quando o governo quer esconder.

  25. Não tem o menor cabimento uma pessoa como esse Luciano Hulk ser candidato a presidente. Impressionante como tudo, no Brasil, sempre. É cada coisa que temos que aguentar.

  26. Excelente, excelente análise do quadro político atual e aspirantes a 2022. O ponto alto da reportagem: a declaração do senador Álvaro Dias. Calma, pessoal.

  27. Moro/Hulk Moro presidente e Huck vice é a única chapa capaz de vencer Lula/Ciro, Bozo/Qualquer um, Dória/Qualquer outro. É também a única chapa sem telhado de vidro! Também têm o mercado, Armínio Fraga e a grande mídia.

  28. Ótimo haver opções, embora, pessoalmente ache uma candidatura de Luciano H. , uma idiossincrasia, dada a total inexperiência na vida política

  29. Tem que ser uma candidatura pra unir o Brasil, chega de nós e eles. Alguém acima das ideologias extremistas, que consiga conversar com as pessoas de bem de todos os matizes

  30. Quer dizer que o Bolsonaro acha que o ódio é coisa de "maricas"? E o que ele tem demonstrado sempre? Contra o Lulaladrão, PT, Moro, Dória, Witzel, heterossexuais, auxiliares (os poucos que tiveram a coragem de discordar dele) e etc? Só não o vejo demonstrar ódio contra os corruptos que solapam o Brasil!

  31. Meu voto é de quem estiver com o Moro. Infelizmente não temos boas opções para compor com ele. Talvez o Mourão seja o melhor para o momento. Bom mesmo seria ver o nosso Moro no STF.

  32. Pelo amor de Deus! Sérgio Moro. Fuja desse elemento. Luciano Huck é um safado. Fuja dele! Vá pro Podemos e alavancar senadores e deputados com declaração em cartório da fidelidade ao partido.

  33. Assim como escalar o Moro e o Luciano Hulk para a seleção, não garantiria a conquista da copa do mundo, o mesmo podemos esperar para o caso da presidência da república. Eles não são políticos e de boas intenções o inferno está lotado. Enquanto os brasileiro acreditarem num salvador da pátria, viveremos essas mazelas habituais. Temos que começar do começo, fazendo valer a lei da ficha limpa (Eduardo Paes concorre a prefeitura do Rio?) ampliada para casos de denúncias e reforma política ampla.

  34. Preferiria que Dr. Sérgio MORO concorrer ao senado. Se sair pelo Paraná concorrerá com Álvaro Dias. Assim ele poderia sair por São Paulo, que está órfão.

  35. Espero, sinceramente, que Sergio Moro não forme chapa com Luciano Hulk. O Brasil presisa sim de equilíbrio mas estamos saturados dos esquerdosos. Já sabemos que governam mal, que aumentam o tamanho do Estado, que não combatem a corrupção, que idolatram regimes comunistas, etc..., etc... Esquerda nunca mais!

  36. Huck já deu mostra de sua capacidade de apunhalar pelas costas. O jantar com Maia é prova disso. Para um bom entendedor poucas palavras bastam.

  37. Que análise admirável fez a jornalista Helena Mader. Parabéns! É bem por aí. O País precisa de equilíbrio para progredir, principalmente de líderes equilibrados que tenham a efetiva preocupação em diminuir as desigualdades sociais, o combate à corrupção e à criminalidade em geral, além da bandeira do progresso econômico com liberdade e empreendedorismo.

    1. Por favor, Mourão não. Nada ligado a cumplicidade com o desgoverno atual.

    2. Kkkkk. Depois poderíamos chamar o Mourinho para técnico da Seleção, caso Tite peça para sair. O sonoro tripé estaria formado. Deixando o humor de lado, pelo equilíbrio e conhecimento já demonstrado, o Mourão faria realmente uma ótima dupla com o Moro.

  38. Acho que Moro deveria silenciar neste momento. Os adversarios podem criar dificuldades para ele se candidatar. Prefiro Moro/Mourão

  39. A cada dia que chegamos mais perto de 2022, a política brasileira melhora sua novela mexicana, com seus astros principais contracenando com medo e até desespero para se manter na mídia e não perder o seu poder no futuro.

  40. PRESIDENTE Dr. SÉRGIO FERNANDO MORO e um vice à sua altura, como Dr. DELTAN DALLAGNOL ou Dr. MAURÍCIO VALEIXO. Entretanto ELE saberá exatamente quem escolher e SERÃO COM A MAIOR CERTEZA ABSOLUTAMENTE CONFIÁVEIS AS RAZÕES DA SUA ESCOLHA!!!!

    1. Se o bolsonaro não quiser perder a eleição para o Moro vai ter que levar ele para o STF o que seria a coisa mais engraçada do mundo .

    1. Se o candidato a vice for Hamilton Mourão eu voto e faço campanha.

  41. Um candidato decente deve ter quatro pontos básicos na sua campanha: proteção ao meio ambiente, crescimento econômico, inclusão social e combate à corrupção. Simples assim! O resto é o resto! Até agora não vi nenhum candidato em potencial enfatizando o suficiente estes quatro pontos de forma integrada. Todos falam de trade-offs entre os quatro pontos e não nas sinergias existentes. Uma coisa é certa, no entanto, O Bozolulismo precisa ser derrotado nas urnas!

  42. A grande questão é que os canalhas comandam as máquinas partidárias e qualquer ser com um mínimo de decência tem que lidar com essa corja que detém o poder e não abre mão das benesses que gozam há décadas e que constroem muralhas de impunibilidade para blindarem-se.

  43. Essa eleição municipal de 15/11 vai ter importância maior do que podemos imaginar. Ela vai balizar o sentimento médio da população e talvez escancarar uma independência desse sentimento de qualquer influência desses ditos profissionais da política. Eu torço por um turning point em direção de novos valores na política. Quem torce nunca sabe se vai ganhar. Eu prefiro embalar o meu desejo e pensar que ele possa representar um novo senso comum.

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