Rosivan Morais/Futura Press/FolhapressParisienses com máscaras: com queda no número de contaminados e de mortes, França já retomou parte das aulas

Até quando vai a pandemia?

Sem vacina e com a maior parte da população mundial exposta aos riscos do coronavírus, a solução será estabelecer um "novo normal" e conviver com a Covid-19
15.05.20

Diversos laboratórios tentaram desenvolver uma vacina para barrar as mortes provocadas pela gripe espanhola, em 1918. Havia pouca colaboração entre eles e, de vez em quando, surgiam discussões sobre qual era exatamente o agente a ser combatido. Nenhuma tentativa prosperou. “Nunca mais me diga que a ciência médica está a ponto de vencer essa doença”, disse para um colega o médico Victor Vaughan, reitor da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Aterrorizada com as mortes, a sociedade quase bania os infectados. Famílias isoladas morreram de fome porque ninguém lhes entregava comida. Enfermeiras se recusavam a atender chamados de urgência. “Se a atual taxa de aceleração continuar por mais algumas semanas, a civilização poderá desaparecer facilmente da face da Terra”, disse Vaughan na ocasião.

Em outubro de 1918, os números começaram a adquirir proporções administráveis na Costa Leste dos Estados Unidos. Nos dois anos seguintes, a gripe retornou em novas ondas pelo mundo. Entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas perderam suas vidas. O fim não foi decretado por um governante ou por alguma organização internacional. Na prática, a gripe espanhola acabou quando as mortes caíram para quase zero nos diversos lugares por onde ela grassou.

“Em cada comunidade, a gripe espanhola durou entre seis e dez semanas. Depois, desapareceu. Em geral, a normalidade relativa voltou muito rapidamente”, diz o historiador John Barry, autor do livro A Grande Gripe. As pessoas que foram infectadas mais tarde contraíram uma forma mais branda da doença. Isso porque o vírus da influenza, seu causador, tornou-se menos agressivo ao passar por várias mutações.

Para a pandemia do novo coronavírus, não será possível pontuar um término tão rápido e claro. O vírus muda mais lentamente que o da influenza, o que faz com que ele preserve seu potencial letal. Uma vacina não estará disponível antes de um ano e meio. Além disso, a restrição à circulação de pessoas, ao mesmo tempo que evitou milhões de mortes, também impediu que a população se tornasse resistente ao vírus. Qualquer medida governamental descuidada para afrouxar o isolamento pode redundar em um aumento vertiginoso dos óbitos em algumas semanas.

Cruz VermelhaCruz VermelhaGripe espanhola, na Inglaterra: após algumas semanas, a doença desaparecia
A preocupação com uma nova onda de contaminações e mortes é hoje um tema central na agenda dos governos que estão abrandando as regras de distanciamento social. Dos 50 estados americanos, 32 já anunciaram medidas para reativar a economia. “Há um risco real de um novo surto acontecer e sair do controle”, disse o imunologista Anthony Fauci, da força-tarefa montada pela Casa Branca para conduzir a crise. Países europeus, como Espanha, Itália e França, que tiveram picos de 1 mil mortes por dia no final de março e início de abril, registraram quedas bruscas no número de casos para menos de 200 por dia. Todos eles já tomaram medidas para voltar à normalidade. Na França, um em cada quatro estudantes do ensino fundamental já foi autorizado a retornar para escola. Na Espanha, metade das cidades já permite a reabertura de lojas e hotéis. A Itália deve autorizar o mesmo para salões de beleza e restaurantes na próxima semana.

Em todos esses países, a pandemia de Covid-19 caminha para ter um “fim social” antes de ter um “fim médico”. Sem que se encontre uma vacina, um remédio ou que o número de mortes caia naturalmente — fatores que poderiam levar à decretação do fim da epidemia do ponto de vista médico —, os países que já atravessaram o pico da doença vão aos poucos retornando à normalidade, mesmo que relativa. Como o vírus não dá nenhum sinal de que irá desaparecer, a alternativa é virar a página estabelecendo o “fim social” da epidemia. Para dar esse passo, porém, é preciso em primeiro lugar vencer a fase aguda da propagação. Ou seja, uma queda expressiva no número de novas infecções e de mortes por Covid-19. Nos países em que as estatísticas mostram que a situação parece fora de controle, como o Brasil, a virada parece distante.

As lições dos outros países tendem a ser bastante úteis para quem, como nós, está no meio do caminho. Uma delas é crucial: será preciso aprender a lidar com a ameaça do vírus por muito tempo. As pessoas terão de se adaptar a um “novo normal”. Assim como nossos antepassados aprenderam no século 19 que lavar as mãos ajudava a evitar doenças, talvez o uso de máscaras passe a ser uma prática necessária para algumas circunstâncias. “A máscara se tornará uma peça do nosso vestuário e poderemos ter até marcas de roupas produzindo seus modelos”, diz o infectologista José David Urbaez, da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Nossos netos provavelmente vão se surpreender quando descobrirem que nós cumprimentávamos os outros com apertos de mão.”

Hoje, uma tosse dentro de um supermercado, por exemplo, é imediatamente notada por todos em volta. Com o tempo, o esperado é que o nível de alerta seja reduzido. As pessoas terão mais confiança nas medidas que foram tomadas por elas próprias, pelo comércio e pelos governos.

A distância entre o “fim social” e o “fim médico” nas últimas pandemias não foi tão grande como parece que será agora, com o novo coronavírus. Depois de causar a gripe espanhola, o vírus da influenza voltou a causar epidemias de proporções globais em 1957, 1968 e 2009. Em todas elas, o desenvolvimento dos leitos de cuidados intensivos, após a II Guerra, diminuiu o número de mortos. Na pandemia de 1968, que ficou conhecida como gripe de Hong Kong, pesquisadores conseguiram desenvolver uma vacina depois que a pandemia atingiu seu pico. O total de óbitos, ainda assim, foi alto: entre 1 milhão e 4 milhões no mundo.

Organização Mundial da SaúdeOrganização Mundial da SaúdeO coronavírus encontrou uma população sem vacina e sem remédio
A pandemia seguinte de influenza, em 2009, foi bem menos cruel. Os idosos, que já tinham sido infectados nos surtos anteriores, demostraram maior resistência quando a doença ressurgiu. O antiviral oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu, foi usado com sucesso. A Organização Mundial de Saúde já tinha assumido seu papel de decretar o início e o fim das pandemias. O trabalho — quando bem feito — serve para ajudar os demais países a enfrentar as crises e entender sua natureza. Também foi mais fácil finalizar uma vacina, utilizando o conhecimento acumulado. A vacina começou a ser aplicada em novembro daquele mesmo ano. Em agosto do ano seguinte, a OMS declarou o fim da pandemia. No total, foram 20 mil óbitos ao longo de 16 meses.

O novo coronavírus é bem mais truculento que o vírus da influenza e, por isso, torna os prazos menos previsíveis. Em apenas cinco meses, ele já ceifou mais de 300 mil vidas. A primeira epidemia de um coronavírus foi a da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês). A doença surgiu no final de 2002 na província de Guangdong, na China. Era caracterizada por febre persistente, dor de cabeça e uma tosse seca, levando a uma grande dificuldade para respirar. Em março de 2003, quando já infectava milhares de pessoas em Hong Kong, a SARS foi considerada uma ameaça mundial pela OMS. Como o seu coronavírus era extremamente agressivo, muitos infectados morreram antes de comprometer outras pessoas. Isso limitou muito a sua capacidade de fazer novas vítimas. Cerca de vinte países registraram casos, mas a maior parte dos 800 mortos eram da China e de Hong Kong. Muitos eram profissionais de saúde, que foram infectados quando a doença ainda não tinha sido identificada. Em junho, o contágio já tinha sido controlado. Hoje, a SARS não existe mais, de tão implacável que foi com suas vítimas.

A segunda epidemia de coronavírus foi a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS, na sigla em inglês). Ela foi identificada pela primeira vez na Arábia Saudita, em 2012. Também provocava tosse, febre e dificuldade de respiração. O vírus, contudo, não passava de uma pessoa para outra com facilidade. Até janeiro deste ano, a MERS causou 2,5 mil mortes, a maioria delas na Arábia Saudita, onde surgiu.

Nas duas epidemias anteriores de coronavírus, não foram desenvolvidas vacinas e os antivirais que foram testados não surtiram efeito. Por causa disso, o novo coronavírus, quando surgiu em dezembro em Wuhan, na China, encontrou um mundo completamente indefeso: sem vacinas, sem remédios e com pessoas que não dispõem de anticorpos para enfrentá-lo. O novo coronavírus também tem uma habilidade muito maior que as dos seus antecessores para se alastrar. Seu período de incubação, de vários dias, faz com que possa afetar grandes populações sem que suas vítimas apresentem sintomas. Com tais predicados, em três meses, ele alcançou mais de duzentos países.

Para que o “fim médico” da Covid-19 ocorra, será necessário criar uma condição imunológica capaz de neutralizar o seu agente — a propalada imunidade de rebanho. “Uma pandemia só pode acabar quando o vírus parar de circular. Para isso, é preciso que haja poucas pessoas que possam ser contaminadas”, diz o infectologista australiano Peter Doherty, da Universidade de Melbourne, na Austrália, vencedor do Nobel em 1996. Considerando que uma pessoa contamina outras 2,5, em média, então será necessário que 60% da população tenha sido infectada para conter a circulação do vírus. Doherty é mais drástico: “Se, como eu acredito, o vírus passa para outros 4,5, então será necessário chegar a 90% da população.” O percurso até lá deverá ser longo, se é que terá um fim. Na Espanha, apenas 5% da população foi contaminada. Na Itália, 4,4%. No Reino Unido, 3,8%. Na Alemanha, 0,7%. No Brasil, um estudo feito pela Universidade Federal de Pelotas encontrou uma prevalência de 0,22% no Rio Grande do Sul. A imunidade de rebanho encontra um obstáculo no fato de a Covid-19 levar muita gente para o hospital ao mesmo tempo e por muito tempo. Ela ataca principalmente os sistemas de saúde, provocando o seu colapso. Sem uma vacina ou sem remédios específicos, os países não contarão com outra opção além de aprender a conviver com o novo coronavírus. “É importante colocar isso sobre a mesa. Esse vírus pode se tornar mais um vírus endêmico. E pode nunca desaparecer. O HIV nunca desapareceu. Encontramos as terapias e as pessoas não têm mais o mesmo medo. Precisamos ser realistas”, disse Mike Ryan, especialista em emergências da Organização Mundial da Saúde, durante entrevista coletiva nesta semana. Ele está certo. No curto prazo, pelo menos, a pandemia terá apenas um “fim social”.

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  1. Tomadas de decisões incoerentes, estapafúrdias e insanas? Gestão requer conhecimento, bom senso e planejamento. Pressão e pandemia não é justificativa para arroubos, pitis, experimentos burlescos, espetáculos circenses, tampouco o: VAI QUE DÁ CERTO? Até agora tudo foi tiro pela culatra. Haverá alguma forma honrosa de sair dessa? Em se tratando de honra, há alguma em política?

  2. Índice de carros nas marginais, rodovias, Radial Leste, Viaduto Aricanduva, visivelmente (a olhos vistos), muito maior que o rotineiro? O que os Srs. "Especialistas " querem ensinar com FIQUE EM CASA? Já não bastou o furo n'água do rodízio par e ímpar? O final do mês está chegando, o caixa que já não é suficiente para quitar compromissos rotineiros, acrescidos com a impossibilidade de atendimento da rede pública dos futuros inúmeros casos de infectados, fazem isso?

  3. Família, amigos e conhecidos, por favor, expliquem-me: Que feriado é esse? Bancos funcionando para pagamento de contas e antecipação das quitações dos tributos, com funcionários e clientes dirigindo-se às agências? Sem aulas EAD onde os alunos já não deslocavam-se às escolas? Trabalhos home-office a pleno vapor, pois escritórios e indústrias funcionando normalmente? Supermercados, farmácias, açougues, sacolões, padarias e feiras (essenciais), com mais movimento por conta do "feriadão"?

  4. Duda, me deparei por muito poucas notícias sobre o impacto do Covid-19 na África. Daria uma boa reportagem ein. Abraço e parabéns pelo trabalho..

  5. Quando as pessoas que podem ficar em casa saem para correr ou passear sem máscara, mostra o nivel de educação que temos. Não se pensa que a máscara protege o outro, mas sim que ela protege a si mesmo. Pensamento egoista de um povo sem educação. Então nosso Fim Social será trágico. Teremos em conjunto baixa educação, falta de saneamento e políticos sem escrúpulos. Em quantas parcelas vamos pagar as 1,2 Milhões de Mortes ? Certamente em muito poucas.

    1. Uma coisa é certa. O vírus vai pegar primeiro os egoístas e sem educação, que não se protegem. Se nós conseguirmos levar nossa vida mantendo distância desse tipo de gente, nossas chances de sobrevivência serão imensas.

  6. Ótima reportagem. O imperial College coloca que 0,7% das pessoas infectadas irão morrer. Para o Brasil atingir a imunidade de rebanho, e considerando 70% da população, teremos 1,2 Milhoes de mortes. A questão é em quantas parcelas estamos dispostos a pagar esta conta. A falta de investimentos em educação, saneamento e saúde de todos os governos levaram a um enigma sobre como o Brasil poderá ter a Alta Social ou o Fim Social.

  7. Não temos remédios ou vacina, mas temos conhecimento suficiente para identificar a presença do vírus no nosso organismo e a nossa imunidade a ele e, mais importante, sabemos como evitar o contágio c/ medidas restritivas de isolamento. O vírus precisa de uma célula humana p/ replicar, sem isso estará fadado ao desaparecimento. Conviver com a doença, para não se abster do consumismo, dos luxos e frivolidades que a sociedade disponibiliza é cruel e desumano com os mais frágeis e vulneráveis.

  8. Sou profissional da saúde e estou imerso na linha de frente. Já fiz testes para saber se tinha obtido o "passaporte imunológico( IGG +) e nada. Não dispomos mais de pontos de oxigênio e as ambulâncias ou pacientes de outros setores ( ortopedia, vascular, etc) não param de chegar. Diversos colegas adoecendo ( médicos, enfermeiros,técnicos maqueiros, limpeza, etc) vários doentes e alguns desses que não voltarão p o trabalho e nem para casa. Ótima Matéria. A melhor que li até agora.

    1. Vicente, obrigado pelo seu trabalho e pela sua imensa coragem!!!

  9. Nos instituições chamadas: governos. câmaras senado, stf stj e outras inercias, com seus quadros inchados de apadrinhados, kal o pq não se prestam a fazer uma pesquisa seria como apresentada pelo jornalista ??? São incapazes ou seguidores da politicagem do “Qto pior melhor” ??? Qdo teremos órgãos comprometidos com a população ??? Qdo o Zé povinho vai entender q não basta só pagar imposto e sim participar na construção da Nação ???

  10. Eu gostaria muitonque a imprensa tovesse sensibilidade e passasse somente informacoes veridicas. Parasse de alarmar a populacao com esse virus, e mostrasse mais para as pessoas os cuidados essenciais e necessarios para nao propagacao do virus, e que as pessoas aprendessem mais a aunentar sua imunidade o que ajudaria rmem muito a não ser acometido pelo virus.

    1. Alberto, quando vai entender que esse vírus é cruel e mata? espero que não seja da pior forma. Deus te abençoe.

    2. Aos médicos que aqui comentaram, peço que entrem no site do Portal da Transparência -Registro Civil. Não é preciso der médico, basta ter os neurônios em ordem para constatar que os dados estão sendo vergonhosamente manipulados pela extrema imprensa e a canalhice de políticos como Doria, Witzel, Camilo Santana, etc. Olhem os gráficos, movam o cursor de mouse e concluam. https://transparencia.registrocivil.org.br/registral-covid

    3. O povo gosta de notícias midiáticas sensacionalistas de novela e futebol. Hoje de tanto ser repetido até as crianças de 5 anos já sabem que deve-se lavar as mãos constantemente, usar máscara e evitar aglomerações. Sobre imunidade só se adquire se expondo aos patógenos ou através de VACINAS, não existe remédio para isso, o resto é papo de balconista de farmácia para empurrar VITAMINAS nos desinformados (sou médico e fui casado com farmacêutica sei como funciona)

    4. A imprensa já faz isso, até as crianças de 5 anos já sabem que tem que lavar as mãos constantemente, usar máscara e evitar aglomerações. Sobre aumentar a imunidade só existe um jeito com VACINA ou se expondo a doença, o resto é papo de balconista de farmácia para vender VITAMINAS para os desinformados ( sou médico e já fui casado com uma farmacêutica)

  11. Ainda bem que minha assinatura vence amanhã. Cancelei minha assinatura. Não colaborarei com essa oposição irresponsável ao Bolsonaro, que só favorece a esquerda e os corruptos fisiológicos do Centrão.

  12. Aos histéricos de plantão, é bom se acostumar com a ideia que, daqui pra frente, vamos abrir e fechar as portas muitas vezes, por períodos curtos e longos, até que a comunidade científica fabrique uma vacina que nos livre do perigo definitivamente.

    1. SE a comunidade científica produzir uma vacina. Não se encontraram vacinas para SARS, para MERS, quem também eram causadas por coronavírus. Nem para o HIV. Acho essa convicção de que teremos uma vacina em breve ingênua. Espero estar errado.

  13. Muito boa explanação. .Bom se todos artigos dessa publicação se empenhassem em esclarecer seus leitores e os deixassem tirar suas próprias conclusoes. sem querer impor a sua.

  14. A fórmula é aquela "stop and go". Para, abre, para, abre, por muito tempo. Ainda estamos na primeira fase do jogo. Quem disse que pessoas que trabalham em atividades essenciais não contrairão o vírus? Veja os frigoríficos aqui no RS. Enfermeiros, etc.

  15. Na franja da França uma região com 82 % na população abaixo da linha de pobreza e morando em barracos, é a única regiao ainda no confinamento. Para completar fica nos trópicos, é Mayotte. 220mil habitantes, mais de 1000 casos e 16 mortes... semelhanças com rincões pobres do Brasil, o tempo dirá...

  16. Gostei bastante da matéria. Enfim uma visão clara e real. Só não consegui compartilhar com ninguém, nem por whats, nem face, etc Sou assinante porque admirei o trabalho feito até aquele momento. Estou começando a questionar minha assinatura pela falta de equilíbrio e por esta tag inútil “Compartilhe”.

    1. Eu sempre quis dizer sobre isso também.Um primor de artigo igual esse não poder repassar para outras pessoas, que sabidamente entrariam para o rol de assinantes.Pensem nisso ,por favor , Mario e Mainard

    2. Também gostei desta matéria. Hoje, quase no final da minha assinatura, eu entro eventualmente para ler alguma coisa nesta "ilha do jornalismo". Quando assinei esta revista eu falava com orgulho de ser assinante, para meus amigos, hoje tenho vergonha de ter sido assinante da Crusoé.

  17. Fico me imaginando contaminado pela pandêmica Covid-19, lendo o final romântico deste excelente post, sentado ao lado da janela, de frente com minha cruel realidade, tirando acordes de um violão e relembrando, d’uma antiga canção, esta nostálgica parte: “MAS, a ilusão... Quando se desfaz... Dói no coração... De quem sonhou, sonhou demais...” (e penso nada saber sobre o que sente alguém condenado a morrer, mesmo que o PR ache isto natural para os velhos infectados pelo seu cúmplice SARS-CoV-19.

    1. Não tem vacina, mas não tem menção à Hidroxicloroquina que pode ser usada com Azitromicina, só porque o Bolsonaro defende a ideia é claro!! Kkk O artigo é esclarecedor mesmo assim!

  18. O que mais importa hoje é que atravessamos quase 70% desta maldita virose. A partir de agora deveremos manter todos os cuidados possíveis e retornar gradativamente à vida normal. A virose vai continuar existindo e não desaparecerá completamente nem no final do ano. Vacina confiável é só nos final de 2021 e não adianta propagar mentiras porque é assim que se produz uma vacina mesmo, a não ser as "vacina" meia sola da China...

  19. Quero saber quando a China será severamente responsabilizada por essa catástrofe. Comunismo sempre foi assim: só trás coisas ruins!

    1. É isso mesmo, Rafael, a China tem que ser responsabilizada por essa pandemia, ainda que não tenha propagado o vírus de modo voluntário.Enquanto o mundo não importa sanções para China ela vai continuar espalhando estes vírus, uma vez que já fez isso antes.

    2. A gripe espanhola teve origem numa base militar americana. Matou mais de 50 milhões de pessoas no mundo. Agora criticam a China .

  20. Ñ podemos ser tão estúpidos e desunidos. Somente a n determinação política, direta no q interessa ao POVO, a PRISÃO EM 2ª INSTÂNCIA E O FIM DO FORO PRIVILEGIADO, nos levará à reconquista da Pátria, aparelhada por bandidos de COLARINHO BRANCO, em conluio c corporações criminosas na OAB, STF, mídia, bancos, e até em açougues. Só as RUAS, sem ideologias e partidos políticos, na PRESTAÇÃO DE CONTAS definitiva c o Congresso, em quem confiamos n/voto e nos traem, haveremos de sair do caos.

  21. Antony Fauci? Aquele que recebe da Gilead, fabricante do remdesivir? E que auxilia o Bill Gates na fabricação de vacinas? Aham... essa histeria do COViD é a maior fraude epidemiológica já criada: testes chineses já contaminados ou com grande índice de erro, mortes atribuídas ao Covid sem constatação de doença, supressão de divulgação de tratamentos que poderiam diminuir mortes e utilização de leitos hospitalares (hidroxicloroquina/azitromicina/zinco/prednisolona/heparina), etc!

    1. Fauci não entende nada da doença, quem sabe tudo é o Bolsoasno!

    2. Concordo plenamente. Antony Faucy? Meu Deus. Indústria farmacêutica já contando os bilhões a serem faturados.

  22. Não há nenhum estudo científico sério com, randomizado e com grupo de controle que demonstre que lockdowns salvem milhões de vidas. O mais próximo disso, comparar países, também não demonstra nem de longe isso (compare Holanda e Bélgica por exemplo, ou olhe a curva sueca vs do resto da Europa). Comparar dados reaiscom projeções em modelos ruins (previam 50% de assintomáticos por ex, bem menos que a % real) é cientificamente ignorante e sem sentido.

    1. Vou dizer uma coisa( não quero que me critiquem se eu estiver errada).Desde que surgiu em Wuhan, e no fim do ano, o Sr.Threidos tivesse dito impericamente que TODOS ,e não só os profissionais de saúde TINHAM que usar máscaras essa pandemia não teria esses índices de contaminação e óbitos.Falha absurda!!

    2. Não existe outra solução, a curto prazo , se não o lockdown , se os governadores e os prefeitos das grandes cidades tivessem fechado tudo no fim de março , hoje provavelmente já estaríamos experimentando o novo normal . Mas enquanto não fecharmos tudo por pelo menos duas semanas , realmente colocando as pessoas para casa , realmente fiscalizando o comércio e a circulação de carros , para que nas ruas só essencial esteja funcionando , chegaremos a dezembro com mais mortes e sem o contagio cair.

    3. Pro lockdown não precisa ter ciência, mas pra hidroxicloroquina só estudo duplo-cego randomizado. Quero ver se a vacina do Gates vai passar por todas as fases de pesquisa: já digo que não...kkkk assim como acontece com o da influenza todos os anos. Comparem as mortes do vírus chinês com mortes por diabetes, AVC, IAM, Acidentes, Agressões e principalmente câncer! Vai no SIM (sistema de informacao de mortalidade) e veja a verdade.

    4. Mas não necessitamos de qualquer estudo de quem quer que seja para saber que não saltar de paraquedas a 5000 metros de altura preserva a vida

    5. Não há nenhum estudo sério que demonstre que pular de paraquedas à 5000 metros preserve a vida. Nem sempre as situações clínicas ou epidemiológicas podem ser avaliadas por estudos randomizados.

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