Zema vice de Michelle?
Ala do Novo tenta convencer o PL a substituir Flávio Bolsonaro na corrida presidencial
Uma ala do partido Novo está tentando convencer o PL a trocar Flávio Bolsonaro por Michelle Bolsonaro na corrida presidencial.
Essa ala entende que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não tem mais condições de ganhar de Lula no segundo turno, depois da divulgação dos áudios em que o senador pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse.
A divulgação dos áudios pelo site Intercept Brasil gerou diversas declarações de Zema, como a de que a conversa com o banqueiro seria um "tapa na cara dos brasileiros".
Enquanto um setor mais "conservador" do Novo, ligado a pré-candidatos no Sul e ao bolsonarismo, tem criticado a postura de Zema, outra ala mais próxima do político mineiro busca uma solução alternativa, retirando Flávio da campanha.
Flerte com Caiado
Como Zema passou a ser criticado internamente por colegas do Novo, o ex-governador de Minas Gerais tem se movimentado e conversado com outros partidos.
Esta semana, Zema afirmou que toparia firmar uma chapa com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também é pré-candidato ao Planalto.
Em evento com investidores realizado em São Paulo, o mineiro reconheceu a proximidade política com Caiado e não afastou a hipótese de os dois construírem uma candidatura conjunta de direita.
“Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data-limite. Porque, na política, é na meia-noite da data-limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente”, afirmou.
“Eu gosto dele [Caiado]. No meu governo, criamos um consórcio, com sete governadores, e me dei muito bem com todos, inclusive com o Tarcísio. Goiás e Minas são quase estados gêmeos, com uma semelhança muito grande”, declarou Zema.
Em entrevista concedida à rádio Nova Difusora, Caiado afirmou que “está avaliando a proposta” e que “existe um sentimento” favorável à possibilidade de sair como vice do mineiro.
Caiado chegou a declarar que “era preciso ter humildade para reconhecer que tanto sua pré-campanha quanto a de Zema estão em um patamar abaixo das do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro”.
“No momento em que nós unirmos um pouco nossos esforços, elas [as pré-campanhas] poderão chegar fortes só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno”, afirmou.
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