Realtime dá fôlego para Caiado
Ex-governador de Goiás é o único que empata com o presidente Lula no segundo turno
Pesquisa Realtime Big Data divulgada nesta segunda, 1º de junho, dá fôlego para a candidatura de Ronaldo Caiado, do PSD, para a Presidência.
O ex-governador de Goiás é o único que empata com o presidente Lula no segundo turno: 43% a 43%.
Todos os demais pré-candidatos da direita se saem pior nessa disputa.
Flávio Bolsonaro, impactado pela divulgação de mensagens entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, perderia por cinco pontos para o petista. Lula ficaria com 45% e Flávio, com 40%.
Zema, do Novo, também ficaria atrás de Lula em um eventual segundo turno, por três pontos de diferença. O mineiro aparece com 40% e Lula, 43%.
Renan Santos, da Missão, teria 30% no segundo turno, contra 46% de Lula.
Aécio Neves, do PSDB, ficaria com 23%. Lula com 47%.
Vice
Na semana passada, Caiado e Zema conversaram sobre uma possível negociação para uma chapa presidencial.
Caiado foi até ventilado para ser vice de Zema.
Mas a cúpula do PSD rejeitou a ideia.
Como o principal objetivo da direita é vencer Lula no segundo turno, Caiado deve se fortalecer nessas negociações entre partidos.
Substituto
A Realtime também perguntou qual seria a segunda opção dos eleitores, caso o candidato escolhido por eles, por ventura, não participasse da eleição.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 23% optariam por Caiado.
E 20% pensariam em Zema.
Outros 17% migrariam para Renan Santos.
Primeiro turno
A pesquisa fez duas simulações de primeiro turno, mudando os candidatos na lista.
Nas duas, Caiado aparece empatado com Renan Santos. Ambos aparecem em terceiro lugar, com 6%.
Romeu Zema aparece com 4% e 5%.
PCC e CV
O levantamento da Realtime foi feito entre sexta e sábado da semana passada, já sob o efeito da designação pelos americanos do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
As entrevistas com eleitores também ocorreram após aprovação na Câmara dos Deputados do fim da escala 6X1.
Contudo, poucos brasileiros veem isso como uma ação do governo Lula.
Somente 22% veem o presidente Lula como o responsável pela substituição da escala de trabalho 6x1 pela 5x2.
Outros 13% apontam para o Congresso.
Leia em Crusoé: Segunda via e meia
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