Ex-prefeito de Salvador será 1º suplente de Jaques Wagner na chapa ao Senado
Edvaldo Brito foi secretário estadual no governo Jaques Wagner também; anúncio consolida a aliança entre PT e PSD para as eleições
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta terça-feira, 21, a indicação do professor, advogado e ex-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PSD), como seu primeiro suplente na disputa pela reeleição ao Senado Federal.
A confirmação ocorreu em reunião, na sede do PSD na Bahia, que contou com a presença ainda do governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), e do senador Otto Alencar (PSD-BA).
O anúncio consolida a aliança entre PT e PSD para as eleições de 2026 na Bahia.
Edvaldo foi prefeito de Salvador de 1978 a 1979, vice-prefeito de 2009 a 2013 e vereador da cidade de 2003 a 2025. É filiado ao PSD desde 2016.
Professor emérito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nasceu em Muritiba (BA) em 3 de outubro de 1937.
Foi ainda secretário de Assuntos Estratégicos da Bahia no governo Jaques Wagner e secretário de Justiça, Educação e Cultura da Bahia.
Sobre a escolha para dele para ser primeiro suplente, Wagner destacou a trajetória do aliado, a quem considera "uma reserva intelectual, moral e de comportamento na política".
"O nome dele traz densidade, ajuda na disputa em Salvador e incorpora muito pelo que representa para o povo preto da capital. Vale lembrar também sua postura corajosa como vice-prefeito no passado, fundamental para viabilizar o projeto do metrô".
Edvaldo destacou a parceria de longa data com o petista e o compromisso com o projeto para as eleições deste ano.
“As nossas vidas têm muita transversalidade desde quando Wagner foi governador do Estado e destravou o projeto do metrô. Estamos acostumados a conviver e eu quero somar. O PSD vai para essa chapa disposto a colaborar. Vamos trabalhar fortemente, especialmente por Salvador", disse.
De acordo com Otto Alencar, "o PSD nunca esteve tão unido e decidido para reafirmar o compromisso com o projeto e a fidelidade ao presidente Lula, ao governador Jerônimo e ao senador Wagner".
Intimado pela PF
A Polícia Federal (PF) intimou Jaques Wagner, ex-líder do governo Lula (PT) no Senado, para prestar depoimento no próximo dia 7 de agosto, no âmbito da investigação relativa ao caso do Banco Master.
A PF deflagrou, em 18 de junho, uma nova fase da Operação Compliance Zero, desta vez mirando Wagner.
Ao todo, buscou-se cumprir 18 mandados de busca e apreensão que foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Um dos locais da busca foi o hotel Brasília Palace, na capital federal, onde Wagner reside.
Segundo a Polícia Federal, também buscou-se cumprir medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.
“Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro”, informou a PF.
Também foi alvo da PF o empresário Augusto Lima, aliado de Daniel Vorcaro – dono do Banco Master. A corporação suspeita que Wagner atuou em favor de Lima no Senado e que, em contrapartida, teria recebido propina da ordem de 3,5 milhões de reais por meio de um imóvel registrado em nome de parentes, entre outras formas de pagamento. Wagner também teria recebido ingressos para shows e feito viagens em jatinhos bancados por Vorcaro.
A PF sustenta que Wagner atuou em favor do Master tanto na chamada “emenda Master”, que visava ampliar o limite coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), quanto em outra proposta para ampliar os limites de concessão de crédito consignado.
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