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Estudos revelam as chances de um acidente nuclear como o de Chernobyl voltar a acontecer

Professor da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências afirma que combinação de fatores de 1986 "não está presente nos reatores modernos"

Por Sofia Volpi
09/05/2026
Em Geral
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Foto: SHONE/GAMMA/Gamma-Rapho via Getty Images

Foto: SHONE/GAMMA/Gamma-Rapho via Getty Images

Quarenta anos após a explosão do reator 4 de Chernobyl, em 26 de abril de 1986, a pergunta sobre um novo desastre nuclear de mesma magnitude volta ao debate. 

A resposta de físicos nucleares e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é consistente: um evento idêntico ao de 1986 é muito improvável hoje, mas não impossível.

Renato Cotta, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), resume o que tornou Chernobyl único: 

“Não é correto dizer que qualquer reator pode explodir como Chernobyl. Essa combinação de fatores não está presente nos reatores modernos.”

O reator RBMK usado em Chernobyl tinha coeficiente de reatividade positivo, o que significa que a potência aumentava à medida que a água evaporava, criando um ciclo de amplificação fora de controle. 

Além disso, as barras de controle tinham pontas de grafite que, ao serem inseridas, aumentavam momentaneamente a reatividade antes de reduzi-la, um defeito de projeto reconhecido e não corrigido.

Foto: USFCRFC

O que mudou desde 1986

Após o desastre, a comunidade internacional criou dois tratados que seguem em vigor: a Convenção sobre a Pronta Notificação de Acidentes Nucleares e a Convenção sobre Assistência em Caso de Acidente Nuclear. 

Ambos estabeleceram pela primeira vez a obrigação de alertar o mundo imediatamente, evitando o silêncio de quase três dias que marcou a resposta soviética em 1986.

Os reatores modernos mais comuns, como o VVER-1000, operam com coeficiente de vazio negativo, o que significa que a reatividade cai automaticamente se a água esquenta. Esse mecanismo passivo de autorregulação reduz drasticamente o risco de uma escalada de potência descontrolada como a que destruiu o reator soviético.

Contudo, a AIEA identificou um risco diferente no contexto atual. A usina de Zaporizhzhia, a maior da Europa, ficou sem energia externa pelo menos 13 vezes desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia. 

Cada vez que isso ocorre, os geradores a diesel de emergência precisam ser acionados para manter o resfriamento dos reatores em funcionamento.

O risco que a guerra criou

Conforme comunicados oficiais da AIEA, a instabilidade operacional prolongada em zonas de conflito reduz as redundâncias de segurança que protegem as usinas em condições normais. 

O professor Cotta reforça: “A AIEA tem enfatizado exatamente esse ponto: o risco sistêmico associado à instabilidade operacional em condições de guerra.”

Fukushima, em 2011, ilustra esse cenário: o tsunami danificou os geradores a diesel da usina e impediu o resfriamento do reator, levando ao colapso do núcleo. 

A explosão foi de hidrogênio, não nuclear, e o evento foi mais contido do que Chernobyl, mas mostrou que falhas de infraestrutura externa continuam sendo o elo mais frágil da segurança nuclear global, mesmo em reatores modernos.

 

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Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura, colunista.

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