Sergipe é o menor estado do Brasil, mas guarda um dos roteiros históricos mais densos do Nordeste. A cidade de São Cristóvão, fundada em 1590, carrega dois títulos que provam isso: tem a única praça do país reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Mundial da Humanidade e abriga o primeiro Cristo Redentor erguido em solo brasileiro, cinco anos antes do famoso monumento carioca.
A cidade fica a apenas 25 quilômetros de Aracaju e funcionou como capital sergipana por quase três séculos, até 1855. O posto foi transferido para Aracaju durante a gestão do presidente da província Inácio Barbosa. Em 2022, a Lei nº 8.824 formalizou o título de “Cidade Mãe” de Sergipe.
Um Cristo centenário e pouco conhecido
A estátua na Colina de São Gonçalo foi inaugurada em janeiro de 1926 e completa 100 anos em 2026. Com cerca de 10 metros de altura contando o pedestal em formato de rochedo, o monumento é anterior ao do Corcovado e abre vista para o casario colonial e para o Rio Paramopama. A subida é curta e costuma ser a parada mais fotogênica do passeio.
A praça que o mundo reconheceu
A Praça São Francisco foi tombada em 1967 e reconhecida pela Unesco em 2010. O que a torna única é a combinação entre o urbanismo colonial português e o conceito de “Plaza Mayor” espanhol, modelo que chegou ao Brasil durante a União Ibérica entre Portugal e Espanha, entre 1580 e 1640.
Ao redor do quadrilátero de pedra, igrejas, conventos e antigos palácios formam um conjunto que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) considera excepcional. Tudo cabe em meio dia de caminhada pelo centro histórico, que reúne mais de 15 edificações protegidas só na parte alta da cidade.
Como chegar
A SE-065 liga Aracaju a São Cristóvão em cerca de 30 minutos. Ônibus saem da rodoviária da capital, e agências locais oferecem passeios com partida da Orla de Atalaia. A maioria dos visitantes faz o trajeto como bate-volta, já que a estrutura hoteleira se concentra em Aracaju.





